sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Notícias ATX-BA

CAMPANHA DE MEDULA ÓSSEA DO COMPLEXO HUPES


Por que participar?

Porque é muito difícil encontrar um doador de medula compatível, mesmo na própria família. Em nosso país a mistura racial é muito grande, e isso dificulta ainda mais a procura do doador ideal.

Na Bahia, muitos pacientes aguardam por um doador compatível não aparentado. Você pode ajudar a reduzir essa estimativa.

Como participar?
Os voluntários devem se dirigir ao setor de Oncohematologia do Complexo HUPES (Hospital das Clínicas) nos dias 15 e 16 de setembro, das 08 às 12h e 13 às 17h, munidos da documentação: RG, CPF e cartão nacional do SUS, caso possua.


Para se tornar um doador:
• Você deve ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde;
• Preencher um formulário com dados pessoais e realizar a coleta de uma amostra de sangue (5ml) para testes de compatibilidade;
• Os dados pessoais e os resultados dos testes serão armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com os dados dos pacientes que estão necessitando do transplante;
. Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para realizar exames complementares e a doação.
A retirada da medula é feita por meio de punções no osso da bacia ou pela veia com a utilização da máquina de aférese. Nos dois procedimentos a medula se recompõe em 15 dias.

Existem riscos para o doador?
Os riscos são praticamente inexistentes. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido a este procedimento.

Mais informações: 3283-8177 – Serviço de Oncohematologia do Complexo HUPES

A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e amor ao próximo.

Difícil não é doar. Difícil é precisar.

COMPLEXO HUPES SERVIÇO DE ONCOHEMATOLOGIA ASCOM HEMOBA

Notícias ATX-BA

Depoimento de Antônio Pereira
Decida você - 27 de setembro. Dia do doador de órgãos
Desde que nascemos, uma única e inexorável certeza nos acompanha: todos iremos morrer. Apesar dessa inegável realidade, evitamos falar desse assunto, como se assim pudéssemos retardar ou fugir do inevitável.
Em se tratando de doação de órgãos, é extremamente importante a discussão do tema, uma decisão precisará ser tomada: agora por você, de forma consciente e serena, ou por seus familiares, que em meio a dor da sua partida, ainda se depararão com a delicada questão de doar ou não os seus órgãos. Decida você! Comunique a todos a sua opção.
E qual é a sua escolha? Vai doar ou não? do ponto de vista religioso, não há nenhum impedimento, pois em todas as crenças, é o espírito quem sobrevive, transcende ao túmulo.
Se você acredita na ressurreição, sabe que ela se dará num "corpo espiritual" e que "nem carne, nem sangue entrarão no reino dos céus"; se você crê na reencarnação, é sabedor que os "laços" que unem seu perispírito, duplo etéreo ou algo que o valha, se "desfazem" de forma irreparável no processo de desencarne.
Sendo muito apegado à matéria, essa é uma boa oportunidade para modificar-se, pois a doação dos órgãos (para uma alma apegada ao corpo), não será mais dolorosa do que a decomposição do sepulcro ou o fogo da cremação.Materialista? não tem absolutamente nada a perder, se a morte é o fim de tudo...
Já decidiu? Não se esconda atrás de um medo que não se justifica, doando o que não lhe tem mais utilidade, vidas serão salvas, caso você não doe, tudo isso logo logo será literalmente perdido, só restarão: despojos, restos mortais. Já parou para pensar nisso? Já pensou nas pessoas que padecem nas filas de transplante? Nos familiares e amigos delas? Já se imaginou, precisando de uma doação para continuar vivo? E se quem necessitasse fosse alguém muito próximo? ... ... ...
27 de setembro, é apenas mais um dos 365 dias do doador de órgãos, pois todos os dias, milhares de seres humanos como nós e aqueles que os amam, esperam angustiosamente por uma oportunidade de seguir vivendo. Chegará o dia em que você poderá protagonizar o ressurgir da esperança e da alegria de gente que sonha, sente, pensa... ... ... Você pode fazer a diferença ou simplesmente morrer e pronto.

No meu caso, talvez a córnea que eu precisava para voltar a ver, tenha chegado com um ano de atraso. Esse atraso para quem precisa de um coração, um fígado, rim... pode significar uma sentença de morte.
Fale sobre doação, faça sua escolha pela vida, passe essa mensagem adiante, ajude a formarmos um "círculo virtuoso" em torno da doação de órgãos e tecidos, a decisão é sua!
autor original: Antonio Pereira (Apon) site http://www.aponarte.com.br).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Notícias ATX-BA


O projeto da ATX-BA "EDUCAR PARA DOAR" , visa criar uma cultura sobre doação de órgãos e tecidos. Fazendo parte do projeto várias atividades serão desenvolvidas pela a ATX-BA.

Durante o mês de setembro de 2010 estaremos publicando informações sobre doação de órgãos e tecidos, transplantes, notícias e depoimentos sobre o tema.

Neste mês, no dia 27 é comemorado em todo país o "DIA NACIONAL do DOADOR de ÓRGÃOS" .

Participem: queremos saber sua opinião, tire suas dúvidas ou dê seu depoimento.

O transplante de órgãos e tecidos é um ato médico social, portanto, é necessário a participação de toda sociedade para que se realize.

Você não faz parte do problema. Mas pode fazer parte da solução.

Transplante de Órgãos :
Perguntas e Respostas

O que é transplante?
É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.

Quem pode e quem não pode ser doador?
A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. A idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e o tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível.

Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para portadores de HIV/aids e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.

• Por que existem poucos doadores? Temos medo de doar?
É uma das razões, porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com este tema em vida.

É muito mais cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a minha família" ou "isso só acontece com os outros e eles que decidam".

Quando podemos doar?
A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.

• Quero ser doador. O que devo fazer?
Todos nós somos doadores, desde que a nossa família autorize. Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua família o seu desejo de ser doador.

• Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?
O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração, fígado e pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele.

Mais recentemente foram realizados transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas.

• Podemos escolher o receptor?
Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não ser no caso de doação em vida.

Fonte: Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos

sábado, 21 de agosto de 2010

Portal Fator Brasil

20/08/2010 - 09:45
Roche e Marco Boni promovem campanha de prevenção contra as hepatites virais

Ação ocorre durante a Beauty Fair, maior feira de cosméticos e beleza das Américas.
Durante a Beauty Fair, que acontece entre os dias 28 e 31 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, a empresa Marco Boni com o apoio da Roche realizará uma campanha contra as hepatites B e C.
A ação de conscientização e orientação é voltada para manicures e pedicures, um dos principais grupos de risco da doença. No stand da empresa, terá um balcão de aconselhamento durante todo o evento e serão realizados dois workshops por dia para falar sobre as formas de contaminação, prevenção e tratamento, além da importância da utilização do kit individual, ou material esterilizado quando forem ao salão de beleza.
Os workshops acontecem sempre em dois horários, das 14h às 15h e das 18h às 19h, e as inscrições serão feitas na hora.
O tema é de extrema relevância, pois estima-se que 5,5 milhões de pessoas em todo país já contraíram as hepatites B e C.
O número por si só já preocupa, mas há um agravante: 95% dessas pessoas desconhecem que estão doentes devido à falta de diagnóstico e a não apresentação de sintomas. A falta de conhecimento contribui para que a doença evolua para um quadro clínico de cirrose e câncer de fígado.
No caso das profissionais de beleza a situação é ainda mais alarmante, pois as manicures e pedicures estão mais propensas ao contágio. Uma das principais vias de contágio da hepatite C e B é através de acidentes com instrumentos contaminados com sangue. Para evitar a contaminação, aconselha-se que as profissionais utilizem luvas e que cada cliente tenha seu kit individual.
Campanha de conscientização contra as hepatites - 6ª Beauty Fair, de 28 a 31 de agosto, sábado das 12h às 20h; domingo, segunda e terça das 10h às 20h, Expo Center Norte – Pavilhão Azul (Setor de Negócios, R 8 – 354) Entrada: R$ 80,00.
Roche - Com sede em Basiléia, na Suíça, a Roche é uma das líderes mundiais na pesquisa de produtos para a saúde, atuando fortemente e de modo combinado nas áreas farmacêutica e de diagnóstico. A Roche é a maior empresa de biotecnologia do mundo, e tem medicamentos realmente diferenciados para as áreas de oncologia, virologia, inflamação, metabolismo e SNC.
Além disso, a Roche é líder mundial em diagnóstico in vitro e no diagnóstico tecidual de câncer, e pioneira no tratamento do diabetes.
A estratégia de medicina personalizada da Roche tem como foco o fornecimento de medicamentos e ferramentas de diagnóstico que possibilitem melhoras tangíveis na saúde, qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. Em 2009, a Roche tinha mais de 80.000 funcionários em todo o mundo, e investiu quase dez bilhões de francos suíços em P&D. O Grupo registrou vendas de 49,1 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é uma subsidiária integral do Grupo Roche. A Roche tem participação majoritária na Chugai Pharmaceutical, do Japão. [www.roche.com.br].
Marco Boni - Fundada em 1981 pelos sócios José Marcos Boni Costa e Ebe Boni Costa, a empresa Florence criou a marca Marco Boni, que se consolidou no mercado da beleza por seu perfil empreendedor, inovador e profissional, fruto de mais de vinte e oito anos de experiência. A marca fabrica mais de 700 itens com uma linha completa de artigos de beleza incluindo pentes e escovas de cabelo profissionais, para uso diário e Beauty Care.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

NOTÍCIAS ATX-BA








CONVITE

A Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA) convida seus associados e transplantados do Estado da Bahia para participar do evento onde serão abordados assuntos de nosso interesse (passe livre, auxílio doença, mercado de trabalho), bem como, informá-los sobre as nossas atividades e projetos.

Dia: 20.08.2010
Hora: 09:00 as 12:00 horas.
Local: Auditório do SEBRAE – Av. Sete de Setembro, 261- Mercês
Salvador - Bahia.
Tel: (71) 3264-1334 / 9125-8581

domingo, 8 de agosto de 2010

BBC Brasil

BBC Brasil
Atualizado em 2 de agosto, 2010 - 10:44 (Brasília) 13:44 GMT
Grã-Bretanha

Britânica que passou por 4 transplantes vitais se gradua em medicina



Ao obter o tão sonhado diploma em medicina pela Universidade de Cardiff, no País de Gales, uma estudante britânica já contava com 30 anos de experiência no campo
– só que como paciente.

Allison John, 32, pode ser a primeira mulher britânica a ter sido submetida a quatro transplantes de órgãos vitais: pulmão, coração, fígado e rim.

Durante uma das cirurgias, estava tão frágil que os médicos tiveram de realizar a operação aplicando anestesia peridural em vez de geral.

"Minha vida tem sido uma montanha-russa e foi necessário um longo período para chegar aqui, mas cheguei", disse a médica recém-formada.

Allison tinha apenas seis semanas quando foi diagnosticada com fibrose cística, uma doença que ataca principalmente os pulmões e dificulta a absorção de gorduras e outros nutrientes dos alimentos.

Sua condição foi piorando e, ainda na adolescência, precisou fazer seu primeiro transplante. Foram necessários 16 meses de espera na fila para receber um fígado.

Na mesa de cirurgia, os médicos respiraram aliviados ao descobrir que a adolescente só teria três dias de vida sem o transplante e que salvaram sua vida. A operação foi em 1995.

Dois anos depois, quando já havia começado seus estudos universitários, Allison passou a sofrer de deficiências no pulmão. Novamente, se viu na mesa de operações. Durante o transplante do órgão respiratório, seu coração também foi trocado e doado a outro paciente.

A estudante viveu um período saudável em que concluiu o curso de neurosciência e iniciou a faculdade de medicina. Entretanto, no meio do curso, recebeu outra notícia bombástica: a de que uma rejeição de seu corpo aos órgãos transplantados estava causando problemas nos rins.

Em dezembro de 2006, a jovem recebeu um rim do próprio pai, que revelou-se um doador compatível.

'Sorte'

Apesar das idas e vindas em seu estado de saúde e além dos dois diplomas que obteve, Allison também encontrou tempo para fazer trabalhos voluntários para a fundação para o fígado do País de Gales, incentivando a doação de órgãos.

Ela diz que "não estaria viva" se não fosse pela generosidade dos doadores. "Muita gente diz que eu tive muito azar na vida. Não acho. O número de órgãos doados é muito pequeno e eu me incluo entre os sortudos."

A doutora John contou que os problemas de saúde não apenas não a impediram de realizar conquistas na vida, como a inspiraram a buscar o diploma de medicina.

"Eu acredito fortemente que se você não puder desenvolver empatia com o paciente, então não será um bom médico", afirmou.

"Mas depois de tudo o que vivi, acho que posso usar essas experiências que tive com médicos bons e ruins para ajudar os outros."
A britânica se diz animada com sua nova fase da vida.

"Não sei quanto tempo meus órgãos transplantados permanecerão saudáveis. Mas eu me recuso a me preocupar com o futuro. O que é que importa, quando o presente é tão bom?"
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/08/100802_medica_transplantes_pu.shtml
© BBC 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Tarde Online

BRASIL

todas as notícias de BRASIL

01/08/2010 às 20:12
Transplantes crescem 16% no País no primeiro semestre
Agência Estado


O Brasil realizou 2.367 transplantes de órgãos no primeiro semestre. Recorde, o número é 16,4% maior que o registrado em igual período de 2009. O desempenho é comemorado pelo Ministério da Saúde, que atribui o avanço à melhor capacitação dos profissionais do setor. Apesar da alta, os procedimentos seguem concentrados: São Paulo tem 52% de todas as ocorrências e, juntos, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm outros 20%. Enquanto isso, Amazonas, Goiás e Rondônia não tiveram nenhum órgão transplantado.


Dados do Ministério da Saúde mostram que os procedimentos contemplaram praticamente todos os órgãos. Mais da metade dos casos foi com transplante de rim: 1.486 brasileiros recebem esse órgão nos seis meses. O número cresceu 21% se comparado ao ano passado. Em seguida, o fígado teve 663 ocorrências, com aumento de 36%. Já o coração teve um caso a menos na comparação com o 2009 e somou 99 procedimentos.


"Os números mostram o resultado da capacitação do pessoal envolvido como as equipes hospitalares, em especial das UTIs, e das centrais de transplantes”, diz o secretário nacional de atenção à saúde, Alberto Beltrame. Uma das ações treinou equipes para a manutenção de pacientes em casos de morte encefálica. Outra foi a criação de organizações de procura de órgãos, entidades que fazem a intermediação entre centrais, hospitais e famílias.


Doadores – Para Beltrame, medidas como essas aumentaram o número de doadores, que avançou 17% e atingiu 963 no semestre. Com essa evolução, o Brasil atingiu a média de 10,06 doadores por milhão de habitantes. O número ainda é muito inferior ao observado em países desenvolvidos, como a Espanha que tem cerca de 35 doadores por milhão.


São Paulo, o estado com a melhor média brasileira, tem 22,7 doadores por milhão. “Há apenas quatro anos, o índice paulista estava em 11. Hoje, já dobrou. Por isso, nos faz imaginar que podemos chegar em pouco tempo a um patamar mais próximo de países como a Espanha”, diz.


Enquanto algumas áreas caminham para indicadores europeus, alguns Estados simplesmente não têm transplantes. Em todo o semestre, Amazonas e Rondônia não tiveram nenhum doador e, por isso, nenhum procedimento. Mas o caso mais dramático é de Goiás, onde 13 pessoas doaram órgãos, mas nenhum dos órgãos foi aproveitado. O Estado ficou na lanterna do ranking de transplantes.


"Vários fatores explicam o mau resultado de alguns Estados, como a capacidade de realizar o procedimento da rede hospitalar ou a inexistência da cultura de doação. Hoje, todos os Estados já têm centrais de transplante, mas é preciso avançar”, diz o secretário. Uma das ações para tentar melhorar o quadro é o acordo do Ministério com o Hospital Sírio Libanês para treinar equipes em áreas com poucos doadores e transplantados.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

msn entretenimento

Famosidades, Atualizado: 29/7/2010 8:35


"Pouco a pouco, ela está retomando a vida", diz mãe de Drica Moraes
Divulgação/Rede Globo
FAMOSIDADES







Divulgação/Rede Globo

FAMOSIDADES
MAIS: Drica Moraes se recupera bem e recebe alta
Leia o perfil da atriz
Por NINA RAMOS


RIO DE JANEIRO - O dia é de festa para Drica Moraes. Em todos os sentidos. A atriz comemora nesta quinta-feira 41 anos de vida com um gostinho de vitória e alívio. Alívio este que também é sentido pela família, amigos e pelos diversos fãs que coleciona por aí. Diagnosticada com leucemia no início deste ano, Drica pode encher a boca e falar em alto e bom som que é guerreira e passou uma rasteira na doença.

“Ela está feliz, muito feliz mesmo. E nós também! Nós estamos comemorando e curtindo esta espera gostosa para que ela volte em breve e curada. No momento atual, é um dia de cada vez. Ela não tem pressa, e não pode ter”, disse, com exclusividade, Clarissa, a mãe de Drica, ao Famosidades.

A parte mais dolorosa do processo, o transplante de medula óssea, já passou. Agora é esperar que o “ciclo” se feche. Todo o cuidado é pouco, reforçou Clarissa, mas Drica está tendo muito sucesso na luta. “Ela ainda está em São Paulo, mas deve voltar para o Rio em três semanas. Ela vai continuar com acompanhamento médico aqui [Rio de Janeiro] e lá [São Paulo]. Todos estão muito esperançosos”, garantiu.

Drica conseguiu um doador sem nenhum grau de parentesco a partir do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). “Ele era 100% compatível. Eu não consigo parar de repetir como ela está feliz. Para você ter uma ideia, eu estou no Rio com meu neto [Mateus, filho de Drica] porque não há necessidade de eu estar lá em São Paulo. Ela é dona da vida dela, está começando a retomar os trilhos”, disse Clarissa.

“Pouco a pouco, ela está retomando a vida, atendendo algumas ligações de pessoas próximas, a caixa de e-mail dela está entupida. Cada vez mais, ela pretende se religar com o mundo. Mas claro que isso toma tempo. Os 100 dias após o transplante são extremamente controlados, e por isso ela precisa ter cuidados extras”, contou.
“Ela vai, por exemplo, mudar para uma casa menor, viver mais tranqüila, curtir muito o filho. Vai resgatar este tempo que ‘parou’. Ela fala para mim que quer, dentro dos limites ainda impostos, ser tratada como uma pessoa como qualquer outra, como sempre foi”, afirmou.

Clarissa deu, ainda, uma data prevista para que Drica retome o controle da agenda e o trabalho. “Mais ou menos no início de novembro ela começar a voltar com alguma coisa. Ela precisa como atriz e pessoa. Mas tudo será com muita paz, com muito zelo. Ela deve fazer tudo na vida com uma escala melhor”, disse.
Os fãs de Drica, claro, não ficaram de fora do papo. A mãe da atriz garantiu que a força positiva que todos passaram para ela foi preciosa. “Nós chamamos de bem-querer, né?! Ela provoca isso. Ela é uma pessoa com um carisma muito forte, é amiga, uma profissional de respeito, que conquistou seu prestígio no meio artístico. Nós agradecemos demais a energia boa que todos mandaram”, declarou.

Esta energia veio também de colegas de trabalho de Drica, como Marcello Novaes, que formou com ela um dos casais mais queridos e engraçados na telinha: Timóteo e Márcia, de “Chocolate com Pimenta” (foto ao lado). “Estudei no Tablado com a Drica quando eu tinha apenas 20 anos. Desde então, acompanho o trabalho dela de perto, sempre com muita admiração e respeito”, relembrou o ator para o Famosidades.

“Ela é uma pessoa muito positiva, alegre, com um humor inteligente e espero que ela continue assim para sempre”, desejou Marcelo. Tanto “Chocolate com Pimenta” quanto “Alma Gêmea”, em que Drica viveu Olívia, foram escritas por Walcyr Carrasco. E ele também fez questão de deixar uma mensagem de parabéns e apoio à atriz.

“Drica, você sempre deu certo nas batalhas da arte. E agora demonstra que também é um sucesso nas batalhas da vida”, falou Walcyr. Sobre o clima das gravações com a estrela, o autor foi só elogios: “É maravilhoso trabalhar com a Drica, porque ela entende o personagem em todas suas nuances”.
Acompanhe o Famosidades no Twitter: http://twitter.com/Famosidades

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ESTADÃO.COM.BR

SUS expande vacina contra hepatite B


Grávidas a partir do 3º mês de gestação, podólogos e caminhoneiros são novos beneficiados; imunizante agora está em todos os postos
21 de julho de 2010 0h 00
Fabiane Leite - O Estado de S.Paulo


O Ministério da Saúde aumentou o número de grupos prioritários para a vacinação gratuita contra a hepatite B e o total de unidades públicas onde o imunizante pode ser aplicado.


Gestantes após o terceiro mês de gravidez, manicures, pedicures, podólogos, mulheres que fazem sexo com mulheres, travestis, portadores de doenças sexualmente transmissíveis e do sangue e populações de assentamentos e acampamentos são os novos beneficiados pela cobertura do imunizante via Sistema Único de Saúde (SUS).


Antes restrita, a vacina pode ser tomada agora em qualquer posto de saúde - são 60 mil novos locais.

Para dar conta da nova demanda, foram compradas mais 18 milhões de doses da vacina do Instituto Butantã, do Estado de São Paulo, além das 15 milhões que eram usadas todos os anos, segundo informações da pasta.
"Estamos aumentando gradativamente a população atendida e a ideia é tornar a vacinação universal", afirmou Ricardo Gadelha, coordenador de hepatites virais do Ministério da Saúde.

A hepatite B é uma doença que pode levar a lesões e câncer de fígado. Transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal, atinge quem faz sexo sem camisinha ou compartilha objetos contaminados por sangue, como lâminas de barbear e alicates de unha.


A doença, que também pode ser transmitida da mãe para o bebê, é o único tipo de hepatite para o qual existe vacina específica. Mas a imunização também protege contra o vírus da hepatite D, que parasita o B. Existem ainda as hepatites causadas pelos vírus A (transmitido por água e alimentos contaminados), C (pelo sangue, como a B, mas raramente por via sexual) e E (por alimentos e água contaminados), que não têm vacina e também geram danos ao fígado.


O imunizante contra a hepatite B fazia parte do calendário de vacinação dos recém-nascidos e das crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos, além de outros grupos vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens.


Segundo Gadelha, no entanto, a vacina estava disponível somente em centros de referência, o que dificultava, por exemplo, o acesso à vacina nos pequenos municípios que não têm essas unidades. Agora ela estará disponível em todas as salas de vacina do Sistema Único de Saúde, promete a pasta.


A reportagem contatou postos de saúde na capital paulista nas últimas semanas e não teve dificuldade para encontrar a vacina disponível.


Cobertura baixa. O Ministério da Saúde registra, porém, coberturas ainda inadequadas da vacina entre adolescentes, população que deveria estar com a imunização em dia.


Segundo dados da própria pasta, apenas 71% estão imunizados contra a doença na faixa dos 11 aos 14 anos e somente 52% na dos 15 aos 19. Enquanto isso, entre crianças, as taxas são todas acima de 94%.


Questionado se não deveria ser priorizada a correção das coberturas atuais antes de se expandir os grupos prioritários, o Ministério da Saúde informou que a taxa ideal é difícil de ser atendida porque a aplicação da vacina ocorre em três doses.
"Por isso a estratégia de campanha (em massa) não é adequada para esse tipo de vacina. No entanto, os municípios têm buscado adotar medidas para intensificar a vacinação ", afirmou o ministério.


Ainda segundo a pasta, a ampliação dos grupos prioritários poderá auxiliar a melhora dos índices também nos grupos deficitários.
"Essa ampliação dos grupos atende uma solicitação que tínhamos feito", diz Raymundo Paraná Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (que trata das doenças do fígado). De acordo com ele, a vacina é oferecida gratuitamente somente em cerca de 40% dos países, entre eles o Brasil.


"No entanto, a cobertura em determinadas faixas ainda é um desastre. Até na classe médica há desconhecimento sobre a necessidade da vacina. Faltam grandes campanhas na mídia", diz Paraná Filho, que enfatiza que é possível aumentar a cobertura com investimentos e vontade política dos gestores da saúde pública. "Era de se esperar mais esforços. Na gripe suína houve investimento e se conseguiu atingir as coberturas." / COLABOROU LUCIANA ALVAREZ

Cobertura

Crianças e adolescentes Ao nascer e com 1 e 6 meses.

E três doses, dos 11 aos 19 anos.

Públicos cobertos

Abusados sexualmente e acidentados com material infectado; pessoas que fizeram sexo com portador da doença; pessoal da saúde; doentes crônicos do fígado e rins; imunodeprimidos, doadores de sangue e receptores de muitas doações; transplantados e doadores; pessoas que vivem com portadores; pacientes com fibrose cística, doença autoimune, indígenas; usuários de drogas injetáveis; presidiários, reclusos em hospitais; carcereiros; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo; coletores de lixo; atuantes emresgates; policiais; pessoas sem baço.


Novos públicos

Gestantes após o 3º mês; manicures, pedicures, podólogos; mulheres que fazem sexo com mulheres; transgêneros; caminhoneiros; portadores de DSTs, doenças no sangue, hemofílicos,assentados e acampados.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Jornal da Mídia

Bahia

Parceria
Saúde intensifica ações para aumentar transplante de órgãos
Quinta-feira, 15/07/2010 - 18:24

Salvador - Discutir a situação dos transplantes na Bahia e definir estratégias que possibilitem ampliar o número de doações e transplantes de órgãos no estado. Com esse objetivo, a Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Sistema Estadual de Transplantes e em parceria com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), realiza de sexta-feira a domingo (16 a 18), no Catussaba Resort, em Stella Maris, um curso de atualização em transplantes de órgãos.

A iniciativa, coordenada pelo presidente da ABTO, Ben-Hur Ferraz, é destinada a 32 médicos intensivistas, coordenadores de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de hospitais públicos e privados de Salvador e municípios do interior.

O coordenador do Sistema Estadual de Transplantes da Sesab, Eraldo Moura, explica que o encontro terá atividades teóricas, enfocando questões como o diagnóstico de morte encefálica, manutenção do potencial doador e funcionamento do sistema de transplantes no Brasil.

Haverá ainda trabalhos de grupo, com a finalidade de avaliar os entraves e as possíveis soluções para impulsionar as atividades de transplantes nas unidades hospitalares representadas no evento. Entre os palestrantes convidados, o coordenador de Cursos Educacionais da ABTO, Valter Duro Garcia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Tarde On Line




CIDADES
13/07/2010 às 21:35
Congresso discutirá doenças que acometem o fígado
Egi Santana l A TARDE

O médico Raymundo Paraná diz que falta hepatologista

A hepatologia é o estudo do fígado, órgão responsável por mais de 200 funções na manutenção do corpo humano.

Para discutir este assunto, Salvador sediará, desta quarta-feira, 14, até 17 deste mês, o Congresso de Hepatologia do Milênio, evento nacional que reunirá especialistas de vários países, inclusive brasileiros.
Durante o evento, serão discutidas, por exemplo, as doenças do fígado, bastante comuns no Brasil. O médico Edison Roberto Parise, presidente da Associação Paulista para Estudo do Fígado, explica que estudos apontam que cerca de 4 milhões de brasileiros estão infectados pelo verme da esquistossomose, responsável por problemas no órgão. Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, por exemplo, concentram 70% dos casos.
“Já a hepatite C acomete cerca de 1,5% da população brasileira, e a hepatite B, quase 1%. No caso da doença hepática gordurosa não-alcoólica, os números chegam a 20% da população adulta no País. E o câncer de fígado é atualmente a sexta causa de tumores malignos em todo o mundo e, em nosso País, uma das principais causas de transplante”, afirma.
No Brasil a profissão de hepatologista não é regulamentada como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina, sendo uma subespecialidade da gastroenterologia. Como a demanda desses profissionais é muito alta, o diagnóstico e o tratamento destas doenças são prejudicados, afirma o médico Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
“A maioria dos médicos brasileiros é refém do SUS ou dos planos de saúde, recebendo entre R$ 10 e R$ 40 por consulta. Esta realidade está retirando do mercado especialistas como os hepatologistas, endocrinologistas e reumatologistas”, lamenta Paraná.
Congresso - O médico explica que o congresso pretende chamar a atenção do poder público para a necessidade de aumentar o acesso a hepatologistas no serviço público. “Necessitamos de, pelo menos, 10 vezes mais hepatologistas em todo o Brasil”, afirma o médico.
Sobre o fomento à doação de órgãos, Paraná explica que “na Bahia temos uma pífia taxa de doação de fígado, estimada em três doações por um milhão de habitantes. No Rio Grande do Sul, esta taxa chega a 13 doações, enquanto que países europeus, como a Espanha, possuem taxas entre 18 e 22 doações”.
Serviço
Congresso Hepatologia do Milênio/ Bahia Othon Hotel /Inscrições no local.
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=4737053

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ZERO HORA

04 de julho de 2010
BATALHA PELA VIDA
No front pela doação de órgãos
Enquanto a Alemanha faz campanha para mobilizar população a se cadastrar como doador, Israel se prepara para nova lei.
Diversos países lutam, à sua maneira, contra um inimigo comum: o baixo número de doações de órgãos, uma prática que é a única saída para diversas doenças. Na Alemanha, por exemplo, embora 60% da população seja a favor das doações, apenas 14% a 17% se tornam efetivamente doadores. Incrementar esse número é a meta de uma grande campanha em vigor no país.

Lá, há 12 mil pessoas à espera de um transplante e entre 2 mil e 3 mil morrem a cada ano, aguardando uma doação, de acordo com dados do governo alemão. Grupos pró-doação da Alemanha, como o Pro Organspende, tentam conscientizar sobre o problema. Cartazes com personalidades alemãs como o diretor de cinema Roland Emmerich, o boxeador Arthur Abraham ou o ator Til Schweiger (que fez o papel do ex-nazista Stiglitz no filme Bastardos Inglórios) estão espalhados por Berlim, com um apelo pela solidariedade dos alemães: “Você recebe tudo de mim. E eu, de você?”.

Os índices de doação vêm caindo nesse país, apesar de uma lei relativa aos transplantes de órgãos que entrou em vigor em 1997. Nem todos os hospitais atuam da forma ideal, deixando que alguns casos de morte cerebral de potenciais doadores não sejam aproveitados, afirmou, em entrevista à rede alemã Deutsche Welle, Roland Hetzer, diretor do Instituto Alemão de Cardiologia, em Berlim.

Mas a legislação nem sempre é o principal fator na luta pelo aumento no doação de órgãos. Quem assegura isso é Rafael Matesanz, fundador e diretor da Organização Nacional de Transplantes (ONT) da Espanha, órgão ligado ao Ministério da Saúde espanhol. A Espanha é a campeã mundial de doações por manter profissionais exclusivamente encarregados de lidar com a disponibilidade e logística dos órgãos.

A figura do coordenador de transplantes nos hospitais, um escritório central que apoie todo o processo de doação de órgãos, grande esforço em treinamento e educação caracterizam o modelo espanhol.

– Graças a esse sistema de organização das estruturas e de pessoal, o número de doadores de órgãos saltou de 550 em 1989 para 1.607 em 2009. A proporção atual de 34,4 doadores por milhão de pessoas é, de longe, a mais alta do mundo – diz Matesanz.

Princípio olho por olho será usado em Israel

Em toda a União Europeia, por exemplo, essa taxa é de 16, nos Estados Unidos, 26. No Brasil, a proporção é quatro vezes menor do que a da Espanha: a taxa é de 8,7 doadores por milhão.

Israel é um dos países que se espelharam no modelo espanhol para aprimorar suas políticas nesse setor. Mas inovou por uma lei que deve entrar em vigor a partir de outubro. Quem tiver familiares doadores ou se registrar como doador ganhará prioridade na fila de espera por um órgão. A legislação olho por olho reflete uma situação particular de Israel em relação aos judeus ultraortodoxos, que são contra a doação porque não aceitam a morte encefálica pelo fato de ela não ser mencionada no Talmud (livro religioso), mas aceitam receber órgãos, explica seu idealizador, Jacob Lavee (confira entrevista).

zerohora.com
Qual forma de consentimento para doação lhe parece mais adequada?
laura.schenkel@zerohora.com.br
LAURA SCHENKEL
Formas de consentimento para doação
Consentimento informado:
- Necessita autorização expressa da pessoa em vida ou dos familiares após a sua morte. É utilizado em vários países, como Brasil (exige consentimento do cônjuge ou dos familiares de 1º ou 2º grau), EUA, Canadá, Grã-Bretanha, entre outros.

Consentimento presumido:
- Se a pessoa em vida não se registrou como “não doador” (registro informatizado de não doador), o Estado presume que seja doadora. Há dois tipos de consentimento presumido:
- 1. Forte: se não está registrado como “não doador”, o Estado o considera como doador e os órgãos podem ser removidos após a sua morte, sem comunicar previamente a família. Utilizado com sucesso na Áustria.
- 2. Fraco: se não está registrado como “não doador”, o Estado o considera como doador, e os familiares são comunicados e podem negar a doação, devendo assinar um documento. Utilizado em vários países da Europa (Portugal, Itália, França, Bélgica) e da América Latina (Argentina, Costa Rica).
Qual forma de consentimento para doação lhe parece mais adequada?
- pine em zerohora.com

terça-feira, 22 de junho de 2010

ADOTE IMPRENSA

A atriz Drica Moraes vai se submeter a um transplante de medula óssea

22.06.2010
Drica Moraes fará transplante de medula amanhã

A atriz Drica Moraes, 40, será submetida amanhã a um transplante de medula óssea, informou o hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul de São Paulo. O procedimento estava previsto para hoje, mas foi adiado.

A atriz, que sofre de leucemia, está internada no hospital desde o dia 14 passado.
Segundo o hospital, o transplante em Moraes irá curá-la definitivamente.

Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo/Divulgação
Leia mais no link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/755188-drica-moraes-fara-transplante-de-medula-amanha.shtml

Notícias ATX-BA

Você não faz parte do problema, mas pode fazer parte da solução. Doe Órgãos.

A Associação de Pacientes Transplantados da Bahia tem desenvolvido um programa de trabalho representado pela doação de alimentos, doação de medicamentos, cursos profissionalizantes, grupo de artesanato, apoio psicológico e jurídico, encaminhamento e orientação do paciente para realização de transplante aqui e em outro Estado, quando necessário, orientação dos direitos do transplantado junto a Previdência Social (auxílio doença, aposentadoria, amparo assistencial, tratamento fora de domicílio), campanhas educativas sobre doação de órgãos/tecidos, transplantes e prevenção das hepatites, na mídia escrita e falada, através de outdoor, palestras em escolas, empresas, universidades, igrejas, hospitais, etc., geração de emprego e renda para os transplantados e seus familiares através do artesanato mineral.
A Associação Brasileira de Transplantadores de Órgãos (ABTO) publicou no Registro Brasileiro de Transplantes (veículo oficial da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), estatísticas sobre a captação de órgãos e transplantes, em cada estado. A meta estabelecida para captação de órgãos por milhão de pessoas em 2009 foi de 8,7 doadores pmp.

Nesse ano, o RBT aparece com duas novidades, a primeira, muito importante e dependente da informação das equipes de transplante, é a apresentação sucinta dos resultados, através da medida da sobrevida. A outra, mais pontual, é a utilização da nomenclatura que será recomendada pela organização Mundial de Saúde, para as categorias de doador: potencial (quando abre o protocolo de morte encefálica e comunica à Central de Transplante), elegível (quando o protocolo de morte encefálica é completado), efetivo (quando inicia a cirurgia de remoção) e com órgãos utilizados.

Nesse primeiro trimestre, novamente, foram atingidos os objetivos propostos pela ABTO para a taxa de doação no país (10 doadores pmp). Destacando-se São Paulo (22,6 pmp), Ceará (19,1 pmp), Distrito Federal (18,0 pmp) e Espírito Santo (17,0 pmp), com elevadas taxas de doação e, também, Paraíba e Rio Grande do Norte pelo importante crescimento. Entretanto, devemos estar alertas, pois em apenas oito estados e no Distrito Federal houve aumento nas taxas de doação, em treze houve diminuição e em quatro nunca foram obtidos órgãos de doadores falecidos. As situações comentadas no editorial anterior agravaram-se neste trimestre. Praticamente não se obteve doadores na região norte (um doador no Pará) e houve diminuição nas taxas de doação do Rio de Janeiro (2,8 pmp) e Bahia (2,0 pmp).

Transplantes realizados no período de janeiro/maio 2010 na Bahia de acordo com a Coordenação de Transplantes (COSET)



segunda-feira, 21 de junho de 2010

Procura-se um coração

FTD

Romance Procura-se um Coração, editado pela FTD, trata acerca da doação e transplantes de órgãos
Parte dos direitos autorais da autora Lucia Seixas será revertida à ONG Adote


A jornalista e escritora Lucia Seixas desmistifica de forma sensível e brilhante a doação de órgãos no seu mais novo romance Procura-se um Coração, dedicado ao público juvenil. O tratamento gráfico da capa faz um trocadilho com o título e leva o leitor atento à outra leitura: Cura-se coração. Uma solução simples e eficiente para passar uma mensagem, já que o assunto só se torna a bola da vez na vida das pessoas quando passam pela situação.
“Não é necessário viver o problema para depois se tomar uma posição”, comenta o professor Vitor, um dos personagens da obra que coloca o assunto como tema de pesquisa e discussão para que os alunos desenvolvam uma redação. O que Vitor não sabia é que Manuela, uma de suas alunas, anda angustiada desde que descobriu que sua mãe precisará de um transplante de coração e a única coisa que aparentemente pode fazer por ela é animá-la até que a fila do transplante ande e possa então receber o novo órgão.
Também lhe resta torcer para que a doença não se agrave e o transplante seja feito a tempo.
Até descobrir o problema, Manuela e Pedro eram somente dois irmãos adolescentes que não levavam mais a sério o papo de que os pais iriam se separar, uma vez que o vai e volta dos dois era interminável. Com esta família como pano de fundo para a obra, Lucia também discorre sobre os desafios, preocupações e a força dos adolescentes. Pedro, de 15 anos, queria ficar com Dani, amiga de Lela, um ano mais velha. Mas será que Dani ia querer um pirralho? Lela e sua amiga Júlia, por sua vez, só falavam da paixão de Júlia por Biel, um cara prá lá de convencido e cujo investimento da amiga era pura perda de tempo na visão de Manuela.
Se não bastassem os problemas conjugais, a escola e as dificuldades de relacionamento de cada um, a dupla de irmãos se deparou com um problema que não tinham como lidar ou mudar. Bateu um sentimento de impotência, mas a reação de Lela foi contrária.
Ela quis saber tudo sobre doação de órgãos e transplantes e fez altas pesquisas na internet com sua avó. Descobriu a importância dos grupos sanguíneos na hora de doar um órgão e que nos países desenvolvidos há 40 doadores por milhão de habitantes contra 3,7 doadores por milhão de habitantes no Brasil. O país não alcança nem 10% dos doadores de outras potências. Soube inclusive que no Sudeste e Sul do país é mais fácil ter hospitais especializados e que o Norte e Nordeste do país estão bem carentes de infra-estrutura para doações.
Lela também conheceu melhor uma colega de classe que era desprezada pela turma e graças à nova amiga ampliou muito sua visão sobre o assunto. Das descobertas nasceu algo muito maior: a sala de aula se envolve no assunto e promove uma campanha pela doação de órgãos. Preparam camisetas, criam frases, vão para a rua, distribuem panfletos e conscientizam pessoas. Se Lela e Pedro poderão fazer algo por sua mãe eles ainda não tem certeza, mas se muitas vidas poderão ser poupadas com a iniciativa, tudo valerá a pena.
Apesar da dureza do tema, a autora consegue nesse romance tratar o problema de frente, de forma leve e direta e aproveita para mostrar que as relações podem ficar mais estreitas, o carinho aflorar, as prioridades da vida são revistas e muita coisa boa pode acontecer quando uma família e amigos se unem para driblar um problema e curar corações.
Sobre a autora
Lucia Seixas é jornalista, com atuação nas áreas de cultura, meio ambiente e comportamento. Publicou cinco livros de temática médica em parceria com especialistas. Uma carreira que já tem mais de 25 anos, iniciada no jornal O Fluminense, de Niterói, onde nasceu e vive até hoje. Este é seu primeiro romance. Por sua decisão, parte dos direitos autorais pelas vendas desta obra será destinada à ONG Adote.
A Ilustradora
Sônia Magalhães nasceu em Araçatuba, interior de São Paulo. Hoje, vive na capital paulista. Faz ilustrações para livros e revistas e está começando a escrever histórias para crianças e adultos. Desde pequena, é fascinada por tesouras, e assim não demorou para se identificar com a colagem. E é com essa técnica que realiza seus trabalhos, de forma manual ou digital.
Serviço

Procura-se um coração
Autora: Lucia Seixas
Ilustradora: Sônia Magalhães
Páginas: 128
Preço sugerido: sob consulta
Editora FTD – SAC 0800-158555

Mais Informações à imprensa:
Jô Ribes Comunicação
Kelly Queiroz - kelly@joribes.com.br
Caroline Canazart – carol@joribes.com.br
55 (11) 3721-3232
www.joribes.com.br

sábado, 19 de junho de 2010

Agência de Notícias da Aids

Ao som de vuvuzelas, manifestantes protestam contra problemas na distribuição de medicamentos durante abertura dos Congressos sobre DST, Aids e Hepatites Virais em Brasília

16/06/2010 - 22h30

O evento de abertura do VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais corria conforme manda o protocolo.
Representantes dos movimentos sociais que lutam contra essas doenças falaram.
O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, reforçou a importância do encontro. Membros do governo, entre eles a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nicéia Freire, destacaram os esforços políticos contra a doença.
Mas quando o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pegou o microfone para se pronunciar, vários ativistas levantaram e, ao som de vuvuzelas – as populares cornetas usadas pelos torcedores na Copa – chamaram a atenção das cerca de 3 mil pessoas presentes no local sobre os recentes desabastecimentos de medicamentos antirerretrovirais na rede pública.

“Desculpe-nos, sr. Ministro, desrespeitá-lo nesse momento, mas é também desrespeitados que nós, pessoas vivendo com HIV e aids e que precisamos dos medicamentos antirretroviais, estamos nos sentindo”, disse Beto Volpe, do Grupo Hipupiara, de São Vicente, litoral de São Paulo.

Um dos principais líderes do ato, Beto acrescentou ao Ministro que a “atual gestão nacional de distribuição de medicamentos contra a aids é desastrosa.”

Nos primeiros meses deste ano, um problema na documentação da compra do antirretroviral abacavir provocou a falta nacional do produto. Outros importantes medicamentos contra a aids, como o tenofovir, o biovir e a lamivudina também foram distribuídos em menor quantidade por conta de atrasos dos fabricantes.

Segundo Beto, a distribuição fracionada dos medicamentos, ou seja, quando são distribuidos aos poucos para evitar a falta do produto, fez com que alguns remédios fossem entregues aos pacientes, pelos técnicos das farmácias dispensadoras, em saquinhos de chup-chup.

Ele ressaltou ao Ministro que o tema do evento “Viver Direitos” (Acesso, equidade e cidadania) não tem sentido, já que as pessoas com HIV e aids não sabem "nem direito se irão viver", devido ao recente desabastecimento de medicamentos.

Com faixas que traziam frases como “Tolerência Zero para a falta de medicamentos", os manifestantes deixaram o local do evento em protesto.

Temporão ouviu todas as críticas e disse que os manifestantes “exerceram seus direitos”, mas lamentou a saída dos ativistas, porque, segundo ele, na democracia é preciso também saber ouvir. O chefe da pasta da Saúde continuou seu discurso, ainda quando os manifestantes estavam saindo, com uma homenagem ao trabalho feito pela Diretora do Programa de DST, Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão, nas áreas de assistência e prevenção.

Quando foi chamada para compor a mesa de abertura, Mariângela foi uma das mais aplaudidas.

Fora da cerimônia de abertura dos congressos, o Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, disse que a sociedade civil organizada não vai mais aceitar desculpas para o desabastecimento de medicamentos. “Vamos protestar e ir às ruas sempre que necessário”, comentou.

O Presidente do Fórum de ONG/Aids do Rio Grande do Sul, Rubens Raffo, ressaltou que a falta de medicamentos ocorreu porque não há um bom estoque do produto por parte do Ministério da Saúde.

Abertura do evento

Antes da manifestação, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nicéia Freire, pediu para que durante os três dias de evento não deixassem de ser discutidas ações para que as mulheres vivendo com HIV possam ter mais autonomia nos seus direitos sexuais e reprodutivos.

Ela ressaltou que “das 400 pessoas que participaram do primeiro Congresso Brasileiro de Aids, em Salvador, no ano de 1986, passamos hoje para mais de 4 mil”. Segundo Nicéia, isso representa uma multiplicidade de intervenções que estão sendo feitas nacionalmente contra a doença.

O representante da sociedade civil de luta contra as hepatites virais, Jeová Pessin Fragoso, elogiou a iniciativa de unir, num mesmo Departamento do Ministério da Saúde, as DST/Aids e as hepatites. “Esse evento que estamos aqui, hoje, é a prova de que toda a experiência obtida no combate da aids no Brasil pode ser usada também para o combate das hepatites”, comentou.

Antônio Lisboa, representante das pessoas vivendo com HIV, criticou o mau uso do dinheiro destinado ao enfrentamento da aids por parte de algumas secretarias municipais de saúde. “Sabemos que ainda é comum em muitas cidades a aplicação de fundos contra o HIV e aids no mercado financeiro”, finalizou.

Os Congressos Brasileiros de Prevenção das DST, Aids e das Hepatites Virais ocorrem até sábado, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Lucas Bonanno, de Brasília

A Agência Aids cobre o evento com apoio da Female Health Company / SUPPORT

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Globo

São Paulo ganha primeiro hospital público do país especializado em transplantes
Plantão Publicada em 15/06/2010 às 21h32m
Agência Brasil

Comentários
SÃO PAULO - A partir desta terça-feira, o estado de São Paulo passou a contar com o primeiro hospital público do país especializado em transplantes de tecidos e órgãos. Com capacidade para realizar até 636 cirurgias anuais, a unidade contará com 80 médicos que realizarão transplantes de córnea, rim, pâncreas, fígado e medula óssea.

Além disso, o antigo Hospital Brigadeiro - agora rebatizado como Hospital Dr. Euryclides de Jesus Zerbini - também irá atender casos de alta complexidade em áreas como hematologia, oftalmologia, urologia e neurocirurgia. A reforma do antigo hospital consumiu quase dois anos e exigiu cerca de R$ 37 milhões de investimentos em obras e equipamentos.

Além do valor inicial, a Secretaria estadual de Saúde garante que, somente este ano, irá destinar cerca de R$ 45 milhões para custear as atividades hospitalares e o Centro de Referência em Saúde do Homem, que funcionará no prédio anexo. Está prevista também a instalação de um laboratório de anatomia patológica que, de acordo com a secretaria, se tornará referência nacional para biópsia de rim, capaz de avaliar a qualidade dos órgãos doados e realizar o acompanhamento dos pacientes transplantados.

Embora afirme não ser possível precisar o tempo em que os pacientes à espera de um órgão compatível serão atendidos, o superintendente do hospital, o médico Nacime Salomão Mansur, garante que as novas instalações terão um "impacto brutal para a população".

- Queremos ser [em breve] o principal transplantador de fígado, córnea, medula óssea e pâncreas e, em curto espaço de tempo, esperamos fazer praticamente a metade do número de transplantes renais que o Hospital do Rim faz hoje. Agora, a queda no tempo de espera vai depender dos doadores e do aumento da captação de órgãos - disse Mansur durante a inauguração do hospital.

O superintendente afirmou que o hospital continuará atendendo a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de outros estados (hoje, um em cada cinco tranplantados nos hospitais paulistas é morador de outros estados) e que a triagem e o encaminhamento dos pacientes continuará sendo feito pelos ambulatórios especializados. Constatada a necessidade de transplante, o paciente é inscrito em uma lista de espera, cujo tempo de atendimento depende do órgão necessário e do estágio da doença.

Segundo Mansur, em São Paulo já não há mais fila para o transplante de córneas e a pior situação seria a dos que necessitam de um novo fígado.

- É um procedimento muito complexo e há poucas equipes especializadas, além de haver poucos doadores.