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quinta-feira, 17 de março de 2016

ATX-BA - UTILIDADE PUBLICA: MÉDICO DEVE ORIENTAR SEUS PACIENTES A REALIZAREM OS EXAMES DE HEPATITES B e C, SÍFILIS e HIV

CFM orienta que médicos peçam exames de hepatites B e C, sífilis e HIV


DIAGNÓSTICO PRECOCE
O médico deve orientar seus pacientes a realizarem os exames de hepatites B e C, sífilis e HIV. Este é foco da Recomendação nº 2/2016, aprovada pelo plenário do Conselho Federal de Medicina CFM) com o objetivo de ajudar no diagnóstico em tempo oportuno dessas doenças infectocontagiosas. A Recomendação foi publicada no site do CFM, nesta quarta-feira (15/3), e enviada aos médicos brasileiros, passando a valer a partir desta data.
“No Brasil, cerca de 25% dos casos de HIV são diagnosticados quando o paciente já apresenta contagem de linfócitos CD-4 abaixo de 200 células por mm3, o que significa estado avançado de imunossupressão. É necessário facilitar a realização desses exames para aumentar a detecção em tempo oportuno  dessas infecções, o que possibilitará a indicação do tratamento adequado. Isto terá impacto na qualidade de vida daqueles que forem diagnosticados, impactará na diminuição do risco de transmissão e ajudará na prevenção”, argumenta o infectologista Dirceu Greco.
O presidente do CFM, Carlos Vital, espera que a partir de agora os médicos façam a doutrina da prevenção no que diz respeito a assuntos ligados à sexualidade. “Queremos que tanto médicos, quanto pacientes, percam a inibição de falar sobre o assunto. Ainda temos um universo grande de pessoas que sofrem com essas doenças e não estão diagnosticadas. Esperamos que, num médio prazo, aumente o número de diagnósticos e tratamentos”, afirmou. Os serviços de saúde dos Estados Unidos e da Comunidade Europeia, também orientam seus médicos a oferecerem testagem para o HIV.
A Recomendação nº 2/2016, proposta pela Câmara Técnica de Bioética do CFM, é dirigida a todos os médicos. “Esta recomendação visa facilitar a abordagem do médico para o tema importante das infecções sexualmente transmissíveis, introduzindo-o durante a consulta. Caso os testes, ou a vacinação não tenham sido realizados, o médico orientará o paciente, conforme o caso, sobre a necessidade, oportunidade ou conveniência de sua execução”, explicou Greco.
Em nenhuma circunstância a realização do exame será compulsória, ou seja, obrigatória. Quando alguma dessas infecções for detectada, deverá ser feita notificação à Secretaria Estadual de Saúde, respeitando-se e garantindo-se, sempre, a privacidade, o sigilo e a confidencialidade.
“Esta é uma recomendação importantíssima, que vai ao encontro da missão do CFM: cuidar da saúde das pessoas”, ressalta o conselheiro federal pelo Ceará, Lúcio Flávio Gonzaga Silva. “O acatamento dessa norma pelos médicos terá um significativo impacto individual, evitando-se a progressão da infecção, e coletivo, diminuindo-se o risco da disseminação da doença”, argumenta o relator da Recomendação 2/2016, José Hiran Gallo, que também é coordenador da Comissão de Ginecologia e Obstetrícia do CFM.
A Recomendação também foi elogiada pelo conselheiro federal por São Paulo, Jorge Curi, que chamou atenção para o impacto financeiro da solicitação de mais exames dentro da rede pública. Salientou-se durante o debate que se trata de um gasto positivo. “Este é um investimento que vale a pena, já que, ao fazer o diagnóstico e oferecer o tratamento, serão beneficiadas milhares de pessoas. Inclusive, para aqueles com o teste negativo, este será um momento ótimo para discutir prevenção”, disse Greco.
Dados epidemiológicos são muito preocupantes
O crescimento da epidemia de HIV entre os jovens brasileiros é um dos fatores que mais preocupa a autoridades sanitárias do País. Entre pessoas com 15 a 24 anos, houve aumento de 36,5% nos últimos 10 anos. Só em 2014, o Ministério registrou 4.669 notificações nessa faixa etária, o que justifica a necessidade de mais atenção. Essa situação mostra-se mais crítica quando se comparam os indivíduos nascidos nas décadas de 1960, 1970 e 1980 com a geração atual, nascida a partir de 1990: há cerca de três vezes mais jovens vivendo com HIV/aids na geração atual quando comparada às anteriores.
Esta situação específica ocorre dentro de um contexto onde o número de novos casos de aids no Brasil diminuiu em 2014 em relação a 2013, depois de ter aumentado em anos anteriores, Segundo o Ministério da Saúde (MS), em 2014 houve 39.951 notificações, contra 41.814 em 2013.
Nos últimos cinco anos, o Brasil tem registrado, anualmente, uma média de 40,6 mil casos de aids. A região Norte apresenta uma média de 3,8 mil casos ao ano; o Nordeste, 8,2 mil; o Sudeste, 17,0 mil; o Sul, 8,6 mil; e o Centro-Oeste, 2,7 mil. Os estados do Amazonas e do Rio Grande do Sul apresentam as maiores taxas de detecção, 39,2 e 38,3 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.
Faixa etária - A maior concentração dos casos de aids no Brasil está entre as pessoas com idade entre 25 e 39 anos para ambos os sexos. Entre os homens, observa-se aumento da taxa de detecção principalmente entre aqueles com 15 a 19 anos, 20 a 24 anos e 60 anos ou mais nos últimos 10 anos. Destaca-se o aumento em jovens de 15 a 24 anos, sendo que de 2005 para 2014 a taxa entre aqueles com 15 a 19 anos mais que triplicou (de 2,1 para 6,7 casos por 100 mil habitantes) e entre os de 20 a 24, quase dobrou (de 16,0 para 30,3 casos por 100 mil habitantes).
Entre aqueles com 35 a 39 anos e 40 a 44 anos, observa-se tendência de queda, representando 10,2% e 24,3% de queda de 2005 para 2014, respectivamente. No decorrer dos últimos 10 anos observa-se nas demais faixas etárias, exceto na de crianças com até nove anos (que também vem apresentando queda), estabilização nas taxas, sendo que em 2014 a maior taxa observada foi entre aqueles com 35 a 39 anos (57,8 casos para cada 100 mil habitantes).
Nas pessoas com mais de 13 anos, a principal via de transmissão da aids é a sexual. Em 2014, esse tipo de transmissão foi responsável por 95,4% dos casos em homens e de 97,1% em mulheres. Entre os homens, 43,5% dos casos se deram por relações heterossexuais e 24,5% por relações homossexuais. Relações bissexuais foram relatadas em 7,7% dos casos. Vale acentuar que o Brasil disponibiliza no SUS os testes para o diagnóstico e toda a medicação necessária para o tratamento da infecção pelo HIV/aids.
90-90-90 – Em 2014, a ONU, por meio do UNAIDS (Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), definiu como objetivo que até 2020 devem ser diagnósticas 90% das pessoas com aids. Deste percentual, 90% receberão tratamento com antirretrovirais, sendo que 90% desse grupo passarão por tratamento e terão supressão viral.
O objetivo é que mais pessoas sejam diagnosticadas antes da contagem de linfócitos CD4 ficar abaixo de 200 células por mm3. Elas são células de defesa do organismo e o principal alvo do HIV. Considera–se normal no adulto a contagem acima de 500 células por mm3.
No Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2015, 40% dos soropositivos foram diagnosticas com CD4 maior do que 500; 18% com CD4 entre 350 a 499; 17%, entre 200 a 349 e 25% com menos de 200 CD4 por mm3.
Os homens são os que mais tardiamente têm a infecção diagnosticada. Em 2015,este tipo de situação ocorria com mais frequência nos estados do Norte e Nordeste. Nestas regiões, o pior resultado foi no Maranhão e os melhores, no Mato Grosso, Amapá e Roraima.
No Brasil, em 2014, a estimativa era de que 781 mil pessoais viviam com o HIV. Dessas, 83% (649 mil) haviam sido diagnosticadas, das quais 80% começaram o tratamento e 66% continuaram. Ou seja, existem perto de 150 mil pessoas no Brasil que vivem com HIV/aids e não sabem. Pesquisa realizada em 2013 pelo Ministério da Saúde constatou que 33,5% da população entre 15 a 64 anos havia realizado o teste do HIV/aids. A maioria era de mulheres.
Quanto mais rápido o vírus é detectado maiores as chances de melhor resposta ao tratamento. Como o objetivo final do tratamento é a supressão da carga viral, o que evita as doenças oportunistas e a transmissão do HIV, a preocupação é fazer a detecção do contágio quanto os níveis de CD4 ainda forem altos,  permitindo o início rápido do tratamento. Em 2015, cerca de 41% das pessoas que começaram o tratamento tinham CD4 acima de 500. Vale acentuar que o Brasil disponibiliza no SUS os testes para o diagnóstico e toda a medicação necessária para o tratamento da infecção pelo HIV/Aids.
Sífilis – Gestantes e crianças são as únicas populações nas quais a sífilis deve ser compulsoriamente notificada no Brasil. Não há, portanto, números confiáveis sobre o número de casos da doença adquirida no País. Mas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, existem no mundo 12 milhões de pessoas com esse vírus adquirido. Por ano, há 714 mil novos casos.
Outro problema é o aumento da sífilis congênita (transmitida da mãe para o filho na gestação), conforme dados do Ministério da Saúde. De 1998 a junho de 2014, foram notificados 104.853 casos deste tipo em crianças menores de um ano da idade. Quase metade ocorreu na região Sudeste (45,8%), seguida pelo Nordeste (31,4%), Sul (8,5%), Norte (8,4%) e Centro-Oeste (5,9%). Em 2013, o aumento variou entre 14,8% (Nordeste) e 44,7% (Sul).
Se em 2004 a razão era de 1,7 casos para cada 1000 nascidos vivos, em 2013 o número subiu para 4,7 por 1000 nascidos vivos. Entre as grávidas, a detecção da infecção saltou de 1.863, em 2005, para 28.226, em 2013, alta de mais de 1.000%. Já o número de bebês nascidos com sífilis passou de 5.754,  em 2008, para 16.266, em 2014. Os exames para o diagnóstico da infecção por sífilis estão disponíveis no pré-natal e nos postos de saúde. Do mesmo modo, tratamento eficaz com penicilina também é garantido pelo SUS.
Hepatites – Os últimos dados do Ministério da Saúde sobre hepatites no Brasil são de 2011. De 1999 até então, haviam sido notificados 343.853 casos da doença (dos tipos A,B,C, D e E), com média de 40 mil novos casos/ano. Hepatites A e B concentram o maior número de casos. As duas principais vias de transmissão da infecção são uso de drogas venosas e contato com sangue.
De acordo com o estudo Inquérito Nacional de Prevalência de Hepatites Virais, realizado pela Universidade de Pernambuco e o Instituto Adolfo Lutz, estima-se a existência, no Brasil, de 3,5 milhões de pessoas com as formas crônicas de hepatites, sendo cerca de 800 mil com hepatites B e 2,7 milhões com hepatites C. A estimativa é de um crescimento de 10 mil casos de hepatites C notificados por ano.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a hepatite C é responsável por 31% a 50% dos transplantes de fígado em adultos. A hepatite B apresenta cerca de 17 mil casos confirmados por ano. A estimativa é que cerca de 14 milhões de brasileiros (aproximadamente 7,4% da população) já tenha sido exposta ao vírus da Hepatite B.
Entre 90 e 95% dos adultos infectados irão eliminar o vírus de forma espontânea e os restantes 5 a 10% dos infectados se tornarão doentes crônicohttp://jornaldiadia.com.br/cfm-orienta-que-medicos-pecam-exames-de-hepatites-b-e-c-sifilis-e-hiv/s, informa o Ministério. Nos casos mais graves, pode levar à cirrose hepática e ao câncer de fígado. Apesar da possibilidade de cura espontânea, o vírus da hepatite bem tem maior transmissibilidade que o HIV.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO CFM
FONTE: http://jornaldiadia.com.br/cfm-orienta-que-medicos-pecam-exames-de-hepatites-b-e-c-sifilis-e-hiv/

segunda-feira, 14 de março de 2016

ATX-BA - UTILIDADE PUBLICA: COMEMORAÇÃO DO MUNDIAL DO RIM.


Para  comemorar o "Dia Mundial do Rim" o deputado  Deputado José de Arimateia, convida a todos para  uma Audiência Publica em 15/03/2016, as 09:30, na sala Eliel Martins, na Assembleia Legislativa da Bahia, CAB. 

A ATX-BA, conta com a presença de todos transplantados e renais crônicos.





quarta-feira, 9 de março de 2016

ATX-BA : UTILIDADE PUBLICA : VEJA OS ESTADOS QUE RECEBERAM OS NOVOS MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DA HEPATITEC.

Já chegou a segunda entrega dos medicamentos aos estados!

07/03/2016

Veja estado por estado quantos tratamentos recebeu cada um na segunda entrega, correspondente ao primeiro trimestre de 2016.

Nos meses de janeiro e fevereiro teve uma complementação da entrega do final do ano passado, sendo explicado no cabeçalho que essas entregas não estão listadas nesta totalização.

Uma a terceira entrega correspondente a primeira compra será realizada aproximadamente em junho/julho e nas próximas semanas o governo deverá começar a discussão com os fabricantes para uma nova compra para entrega a partir de setembro/outubro deste ano, para atender mais 12 meses.

Veja a listagem em http://www.hepato.com/images/tratamentos_1trim_2016.pdf
Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com
- See more at: http://hepato.com/p_medicamentos/023_medicamentos_port.php#sthash.cQFxwFNw.dpuf



domingo, 6 de março de 2016

ATX-BA - DEPUTADA TIA ERON FAZ PRONUNCIAMENTO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS SOBRE O DIA NACIONAL DO DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS.

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ
Com redação final
Sessão: 297.1.55.O
Hora: 18h56
Fase: OD

Data: 06/10/2015

A SRA. TIA ERON (Bloco/PRB-BA. Pronunciamento encaminhado pela oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, telespectadores da TV Câmara e ouvintes da Rádio Câmara que muito nos honram com sua audiência no Estado da Bahia: em Salvador, o fim de semana foi de alegria para muita gente que tirou o dia para caminhar no Dique do Tororó. Isso porque o local foi escolhido, no domingo, para comemorar o Dia Nacional de Doação de Órgãos. Na caminhada, houve reflexão sobre a importância do gesto de doar e de salvar vidas. O dia foi de conscientização e de incentivo à doação de órgãos.
Sobre a doação de órgãos e tecidos, o Brasil se destaca no contexto mundial por ter o maior sistema público de transplantes do mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, 95% dos procedimentos são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde — SUS. Mas vale destacar que é grande o número de pessoas que esperam mais de 2 anos para conseguir fazer o transplante. Essa demora na realização do procedimento se dá porque o brasileiro ainda não criou a cultura da doação.
Doador potencial é o paciente que foi notificado com morte cerebral, e para que se torne doador efetivo, os órgãos passam por um processo de triagem para analisar a aptidão da doação. A legislação brasileira prevê que a família tem o poder de decidir se vai querer ou não doar os órgãos. Mas essa família precisa ser esclarecida sobre tal, e é aí que o Ministério da Saúde registra pequeno número de doadores. 
Em Salvador, a Associação de Pacientes Transplantados da Bahia — ATX-BA desenvolve várias atividades para oferecer qualidade de vida aos associados transplantados de medula óssea, córnea, coração, fígado, rim e pâncreas. 
A Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA) é uma entidade sem fins lucrativos, que oferece assistência social, noções de higiene, orientação jurídica, orientação psicológica e hábitos saudáveis para que os pacientes sejam reintegrados socialmente após a cirurgia. A entidade também doa medicamentos não fornecidos pelos órgãos públicos aos transplantados carentes.
Eu apoio essa causa! É preciso que as pessoas tenham na mente o espírito de doação e que a prática deve tomar contar de todas as famílias. Quando uma família resolve doar os órgãos, ela está abrindo nova perspectiva de vida para outras pessoas. Nós destacamos o trabalho realizado pela ATX-BA, que é atuante e ajuda a salvar vidas.
Era o que tinha a dizer.
Muito obrigada.

Fonte:http://www.camara.leg.br/internet/sitaqweb/TextoHTML.asp?etapa=3&nuSessao=297.1.55.O&nuQuarto=151&nuOrador=1&nuInsercao=3&dtHorarioQuarto=18:56&sgFaseSessao=OD%20%20%20%20%20%20%20%20&Data=06/10/2015&txApelido=TIA%20ERON&txEtapa=Com%20reda%C3%A7%C3%A3o%20final#


ATX-BA - HEPATITE C - Tabela para tratamento.