quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Portal Fator Brasil

29/09/2010 - 08:40

Insuficiência renal crônica: à espera do transplante

Cerca de 75 mil pacientes estão no programa de tratamento dialítico e 40% deste total aguarda por um novo órgão na fila pelo transplante.

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) já é considerada pelos nefrologistas uma epidemia que precisa e deve ser controlada. O paciente é diagnosticado com IRC, com necessidade de terapia substitutiva renal, quando a função dos rins é menor do que 10% e não pode ser mantida com a terapia conservadora, praticada com medicação e dieta. Neste caso, será necessária a substituição da função do rim com tratamento dialítico ou transplante renal. Em crianças ou diabéticos, esse tratamento substitutivo pode ser indicado com função renal abaixo de 15%.

De acordo com Valter Duro Garcia, chefe do Serviço de Transplante Renal da Santa Casa de Porto Alegre, as manifestações da IRC fase urêmica (quando há um acumulo de uréia no sangue), são cansaço, náusea, perda de apetite, anemia, hipertensão, palidez, urina clara e aparecem de forma progressiva. “Hoje estão em tratamento dialítico no Brasil em torno de 75 mil pacientes, uma prevalência de 400 por milhão de população (pmp), com ingresso anual de cerca de 22 mil pacientes. A estimativa é que 40% da prevalência necessite de transplantes, ou seja, cerca de 30 mil pacientes”, afirma o especialista.

Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que no Brasil são feitos quase 5 mil transplantes renais por ano. Em números absolutos, o país deve ocupar o segundo ou terceiro lugar no ranking mundial de transplantes renais realizados anualmente, atrás apenas dos Estados Unidos e China. Porém, de acordo com José Osmar Medina, diretor do serviço de transplante renal do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp, ainda há o desafio de aumentar o número de doações. “Em resumo, nos últimos 2,5 anos crescemos quase 60% nesta área, talvez o maior crescimento do mundo nesse período. Entretanto, comparando com outros países desenvolvidos a taxa de doadores ainda é baixa e devemos continuar trabalhando para o seu aumento”, completa Medina.

Parte do crescimento nas doações deve-se ao número de doadores falecidos porque a maioria das famílias brasileiras já se conscientizou e autoriza a doação. Em São Paulo, somente uma em cada cinco famílias se nega a realizá-la. “Entretanto, o número de doadores vivos entre familiares poderia ser maior. Fazemos em torno de oito a nove transplantes de rim com doador vivo e a meta é atingir 20, a exemplo dos Estados Unidos e alguns países nórdicos”, acrescenta Medina.

Em média, o paciente espera quatro anos na fila do transplante com doador falecido. “Isso acontece porque a locação do órgão é baseada na compatibilidade. Sendo assim, algumas pessoas são transplantadas em poucos meses, enquanto outras aguardam muito tempo por um rim compatível e permanecem em diálise por anos. Quando se tem um doador vivo familiar não há espera pelo transplante, e se o diagnóstico é precoce a intervenção cirúrgica pode ser feita antes do início da diálise, o que garante um resultado melhor”, diz Medina.

Após realizar o transplante, o paciente renal precisa seguir alguns cuidados para evitar que o organismo rejeite o órgão tais como: não fumar, não beber, manter atividade física regular e dieta equilibrada, comparecer às consultas rotineiras e realizar exames laboratoriais periodicamente. Além dos cuidados gerais, também é importante tomar adequadamente a medicação imunossupressora prescrita, a exemplo do sirolimus, um inibidor específico da mTOR, que combinado aos demais medicamentos garante uma melhor qualidade de vida ao transplantado.

O especialista Valter Garcia explica que os inibidores da mTOR parecem ter um efeito anticancerígeno, diminuindo a incidência de tumores em pacientes que o utilizam. Portanto, pacientes que desenvolveram câncer pós-transplante, tiveram câncer no passado ou doador com esse histórico, se beneficiam com o uso desta medicação. “Para resumir, o paciente transplantado que não seguir as orientações e interromper o uso dos medicamentos imunossupressores perde o rim. E isso é fato”, finaliza Garcia.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Notícias ATX-BA

27 de SETEMBRO "DIA NACIONAL DO DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS" 

Um transplante, muitas vezes, é a única solução para sanar uma falha irreversível do rim, fígado, coração, pulmão, córneas, ou de outra parte do corpo. Se esta é a sua situação ou de alguém que você gosta, é muito importante saber que, cada vez mais, a melhor rota de resgate de pessoas em fase terminal ou cronicamente incapacitadas é através do transplante.

Mesmo esta não sendo sua situação, acreditamos que também seja importante saber que o transplante, muito além de uma intervenção médica, é a terapia que mais mobiliza emoções e atitudes de boa vontade de muitas pessoas ao mesmo tempo. Esta prática somente é possível com os avanços da medicina, que a torna viável e com a participação de um personagem fundamental: o doador.

Por mais evoluída que seja a tecnologia médica disponível e o funcionamento da estrutura hospitalar, não existe transplante sem o envolvimento da sociedade em todas as etapas do processo: quer seja no apoio às campanhas de esclarecimento público e de estímulo à doação de órgãos, no acompanhamento e controle das listas de espera, quer seja na compreensão e aceitação - desde que obedecidos os limites das fronteiras da bioética - dos avanços científicos que beneficiam a humanidade.

Ao falarmos do envolvimento da sociedade não estamos nos referindo a algo abstrato. Estamos falando de nós próprios, pois somos nós, em última instância, os doadores de órgãos.

Existem poucas situações mais angustiantes do que esperar por um transplante. A lista formada pelas pessoas que precisam de um transplante para voltar a ter uma vida normal, ou para sobreviverem, não pára de crescer. E cresce também, felizmente, a quantidade de doadores. Estima-se que no Brasil esse crescimento seja da ordem de 20% desde que entrou em vigor a atual “lei dos transplantes”, como resultado de várias medidas do poder público no que diz respeito à organização do sistema de captação de órgãos, treinamento dos profissionais e financiamento dos procedimentos. Atualmente, mais de 80% dos transplantes são pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), através do Fundo Nacional de Transplante. Esse aparente privilégio concedido a uma terapia é necessário, porque os transplantes constituem da boa vontade da sociedade para que ela própria seja beneficiada.

A despeito do mencionado crescimento do número de doadores, é preciso que esse número seja ainda maior, porque, como já foi dito, a “fila” de espera não pára de crescer. Existem pedras no caminho. Por um lado, a cada ano no Brasil seria possível a alocação de dez mil potenciais doadores, mas menos da metade chega ao conhecimento das Centrais de Transplantes. Por outro, para uma importante parcela dos potenciais doadores, as Centrais de Transplantes recebe um NÃO dos familiares.

Sub-notificação da Morte Encefálica e negativa familiar são as principais pedras no caminho dos transplantes.

A remoção desses entraves não depende apenas de leis e de financiamento. Depende de um intenso e contínuo trabalho de educação e informação de toda a sociedade, sem deixar de contar com o incentivo para atitudes de boa vontade de todos, em especial dos profissionais da área de educação, principal elo da cadeia doação-transplante.

Neste sentido, ser doador é um ato de boa vontade que não significa apenas permitir que uma parte de nós, seja em vida ou depois da morte, passe a integrar o corpo de outrem. É também doar as nossas aptidões pessoais e profissionais para tornar a vida - através dos transplantes – possível.

A pessoa que, consciente e espontâneamente, toma a decisão de doar uma parte do seu corpo em vida à outra pessoa querida, ou de destina, após a morte o seu coração, fígado, pulmão, rim, etc., para um desconhecido está praticando um ato de generosidade que transcende os limites do compromisso ou dever formal.

Em nome da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA), nós pacientes transplantados queremos agradecer  aos "DOADORES", que doaram "VIDA" e "QUALIDADE DE VIDA" à milhares de pessoas

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

NOTÍCIAS ATX-BA

FUI!*

"Meu irmão,
cada gota de sangue em teu sangue
é sangue bom..."

Pior que não era; não no final dos anos 70, onde essa história começa. No carro, iam Kakalo, Inácio e Tupiara, os três nos seus 20 e poucos anos, ninguém de cinto de segurança, que não era obrigatório (nem existia!). Na pancada violenta com outro carro que atravessou a estrada e parou, Kakalo foi arremessado contra o vidro, jugular e aorta seccionadas, a vida se esvaindo rapidamente na hemorragia. Deu a sorte de encontrar uma pessoa solidária, que abriu lugar no banco de trás do seu carro e o levou para um hospital de beira-estrada ali de São Gonçalo. Deu a sorte de encontrar um médico adoravelmente louco, discípulo de Pitanguy, que acreditou nas suas poucas chances de sobrevivência e caprichou na sutura. Saiu daquela com bem disfarçados 360 pontos no rosto e pescoço e seis litros de sangue novinho no corpo.

Vinte e cinco de agosto de 2010. Às 11 da noite, em choque hipovolêmico, causado por uma brutal hemorragia digestiva, Kakalo dá entrada no Hospital da Lagoa. Foi encontrado pela manhã, em Saquarema, e levado a um hospital de Bacaxá, onde eram nulas as possibilidades de atendimento. A transferência para o Rio soou para nós, seus irmãos, como um alívio. Ia dar tudo certo. Mais uma vez - seria a terceira -, Kakalo ia driblar a "velha senhora".

Depois das providências iniciais - que incluíram a reposição do sangue perdido, plasma para combater a falta de coagulação, noraadrelanina para estabilizar a pressão e ene outros procedimentos -, os médicos levantaram a hipótese de uma doença grave e antiga do fígado. Diante da nossa perplexidade, perguntaram se ele bebia. Claro que sim; era, como nós, boêmio. Mas daí a ter uma hepatopatia grave! Mas, quem sabe?. Nenhum de nós se lembrou do acidente.

No dia seguinte, a hipótese se confirmou em um diagnóstico mais atemorizante: o fígado estava destruído pela cirrose; o esôfago, tomado por grossas e frágeis varizes; os rins tinham parado. Mais perplexidade. Até um pouco de raiva do Kakalo, que nunca comentou o problema, nunca reclamou de uma dorzinha no fígado, que nunca deu uma dica de que estava mal. Nenhum de nós se lembrou do acidente.

Como uma prece, o caçula, Mariozinho, fez o samba cuja introdução melódica reproduzia os sons do CTI e os versos chamavam Kakalo para a vida, exaltando o sangue bom que se sobrepunha à hemorragia.

"Meu irmão,
cada gota de sangue em teu sangue
é sangue bom..."

Nos 20 dias de internação, não sei exatamente quando um de nós (que também não sei qual foi) se lembrou do acidente e dos salvadores seis litros de sangue daqueles idos de 1977. A charada começava a ser desfeita.

Até 1992, quem se via obrigado a tomar uma transfusão ou plasma ficava exposto a uma sortida variedade de vírus, da Aids às hepatites B e C. Entrava para um grupo de altíssimo risco. Mas ninguém sabia disso; não havia controle do sangue doado. Para o Kakalo, coube o vírus da Hepatite C (HCV), que se desenvolveu nele como na maioria dos portadores: silenciosamente, sem desconfortos, sem sinais.

A grande maioria dos pacientes de Hepatite C não apresenta sintomas; a fase aguda passa despercebida. Às vezes, tem alguma coisa, mas parece uma gripe forte. Assim, mais de 80% dos contaminados desenvolverão Hepatite C crônica e suas sequelas. Só descobrirão ao tentarem doar sangue ou quando, por alguma razão ou sorte, um médico solicitar o exame de Marcadores de Hepatite. O mais provável é que a descoberta só aconteça junto com as devastadoras complicações da doença, como a cirrose e o câncer de fígado.

Essas complicações podem aparecer décadas após a contaminação e, pior, também se desenvolver lenta e silenciosamente. Cerca de 40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos. Quando surgem os sinais, a doença já está em fase muito avançada.

Segundo o site www.hepcentro.com.br, apesar dos esforços em conter a epidemia, especialmente com a realização de exames específicos em sangue doado, a hepatite C é uma ameaça crescente, que exige medidas adicionais de prevenção e tratamento.

Não sei quais as medidas preconizadas pelo site, mas tenho uma sugestão: que, na anamnese de seus pacientes, os profissionais da saúde (alopatas, homeopatas, dentistas, médicos do trabalho, terapeutas etc.) incluam a pergunta 'Tomou transfusão de sangue antes de 1992?'. Sem o questionamento direto, acho difícil que antigos transfundidos tragam o assunto à baila - quem vai se lembrar?; quem vai imaginar que umas gotas de sangue pingadas na veia há 30 anos possam matar?

Mas, se algum antigo transfundido leu este texto até o fim, aconselho que procure um médico e peça o exame de Marcadores de Hepatite. É uma providência que vale ouro; ou vale vida. Kakalo era de pouco ir ao médico. Mas, certamente, teria uma outra história se há quatro anos, quando sofreu um AVC e se viu forçado a encarar um tratamento especializado, o neurologista tivesse feito a pergunta que levaria à descoberta da hepatite C. Por falta dela, e apesar de todo o aporte oferecido e do empenho de médicos, enfermeiros e demais profissionais do Hospital da Lagoa, Kakalo morreu no dia 14 de setembro, aos 57 anos, depois de quatro hemorragias causadas pela cirrose. Trinta anos depois, a hepatite C fez barulho e cobrou a conta.

*"Fui!" era uma expressão característica do nosso irmão Kakalo, registrado em cartório como Luiz Carlos. Que saudade!

Graça Maria Lago


Este texto foi escrito pela filha do poeta e compositor Mario Lago, Graça Maria Lago, relatando a absurda morte de seu irmão Kakalo (Luiz Carlos Lago) por decorrência da hepatite C, denunciando que por falta de campanhas de alerta e detecção, pelo menos em quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993, os infectados estão morrendo sem saber que estavam com uma doença potencialmente fatal.

Mario Lago foi o autor de sambas populares como "Ai, que saudades da Amélia" e "Atire a primeira pedra". Graça, espero que o texto seja a "primeira pedra" que atinja em cheio os responsáveis pela vigilância epidemiológica deste nosso Brasil para que, independentemente do partido político que estiver no poder deixe de existir a omissão em relação à falta de campanhas de detecção dos mais de três milhões de brasileiros infectados nas hepatites e que não sabem que estão doentes, como aconteceu estupidamente com teu irmão.

PS: este texto foi enviado por Carlos Varaldo, Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite. hepato@hepato.com

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Revista Espaço Aberto

Revista 80
Por Circe Bonatelli






Não existe nenhum documento, comprovante ou mecanismo legal para garantir nossa vontade de ser ou não um doador. Só a família pode autorizar a doação e decidir se acata ou não a vontade do falecido.Segundo o artigo 4º da lei 9.434/97, “A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte”. Veja na íntegra a lei 9.434.Quando foi promulgada, em 1997, essa lei presumia que todo brasileiro era doador, salvo manifestações contrárias. Em 2002, o código foi reajustado: agora a família tem o poder de escolha acima de qualquer um, inclusive acima do falecido.

De acordo com a interpretação de Rachel Sztajn, professora da Faculdade de Direito da USP, é mais valiosa a atenção a quem fica do que a quem se foi. “Tanto no Direito quanto na Bioética, existe uma enorme consideração à autonomia do indivíduo. Mas, morto não tem vontade. E de quem é o corpo? O corpo é da família e a lei respeita a autonomia dos familiares. Se o corpo fosse do Estado, caberia à lei presumir a doação.”
O vice-coordenador da OPO (Organização para Procura de Órgãos), Edvaldo Leal, concorda que a legislação atende aos requerimentos éticos populares. “A doação depende do consentimento da família, mas é raríssimo alguém ir contra a vontade do falecido. No nosso país, respeitar o desejo de quem morreu é algo que as pessoas levam muito a sério, mesmo que contrarie as convicções próprias.”
Conforme disse Leal, é rara uma decisão diferente da vontade do falecido. Mas pode acontecer, como é o caso de Janaína Ronaneli. Ela e o marido já se declaram doadores, mas esbarram na posição da sogra. “Ela tem um apego muito grande ao filho e não iria permitir que mexessem no corpo dele”, conta Janaína, supondo uma situação de tragédia. “E eu acataria a decisão dela para não ter um clima ruim depois. Com certeza ela ficaria muito mal. E estou sendo muito imparcial, porque se eu fosse levar em conta a minha profissão [enfermeira], pensaria na importância de doar os órgãos ao invés de deixar que se decomponham enterrados.”

Como os casos de morte cerebral são abruptos e inesperados, é comum a família ter dificuldades em decidir. Nesses casos, a orientação geral dos profissionais da saúde é para os parentes pensarem qual era a vontade do falecido. Portanto, é também muito útil deixar claro para a sua família se é doador ou não-doador.

Nós dizemos que a família precisa chegar a um consenso após a tragédia. Se, de cinco irmãos, quatro decidem doar os órgãos do pai morto, mas um não concorda, o HC respeita a posição desse um. A explicação é que procuramos evitar problemas posteriores na família, como troca de acusações, culpa pela morte e outros conflitos”, afirma Leonardo Borges, coordenador da OPO no HC.
www.usp.br/espaçoaberto

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Último Segundo - iG

Hepatite faz com que 40% das córneas doadas sejam descartadas


Doença é o principal motivo para tecidos não serem aproveitados em transplantes oculares
Fernanda Aranda, iG São Paulo 04/08/2010 12:51


Um relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), produzido pela primeira vez, mostra como o vácuo no diagnóstico das hepatites B e C pode impactar na realização de transplantes de córneas.
Segundo a Anvisa, durante o ano de 2009, os bancos de olhos espalhados pelo País captaram 21.012 córneas para serem utilizadas em transplantes, cirurgia que é capaz de fazer com que os pacientes com doenças oculares voltem a enxergar. Do total de tecidos, 10.635 ou 51% foram descartadas.
O principal motivo para a não utilização de quase metade das córneas, diz a Anvisa, foi a Hepatite B e a Hepatite C, problemas de saúde que impedem a utilização do material e responsável por 38,9% dos descartes. A má qualidade do tecido ocular doado também resultou na inutilização do tecido em 30% dos casos.

Queda de doadores
A Associação Brasileira de Transplante de órgãos (ABTO) mostra mesmo que o número de doadores de córneas está em queda no País, na contramão das estatísticas sobre doadores de órgãos.

Em 2009, foram 67 doadores de córneas por milhão de habitantes contra 72,4 em 2008. Já de órgãos, o número subiu de 20,2 para 22,2 doadores por milhão no mesmo período.
Fila de espera
Diminuir a incidência de Hepatite B pode repercutir na diminuição da fila de espera para o transplante de córneas. No início deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou que passou a exportar córneas para outros Estados do País, justamente para tentar equilibrar o fato da captação paulista exceder a necessidade de cirurgias e de, em outros locais, como Rio de Janeiro, faltar material para o transplante.
Dos 5.686 transplantes de córnea realizados no Estado de São Paulo em 2009, 24,7% eram de pessoas residentes em outros estados. Só o Rio de Janeiro respondeu por 10,5% das cirurgias.
Plano contra hepatite
Na semana passada, o Ministério da Saúde lançou o primeiro plano nacional contra a Hepatite B e Hepatite C. A iniciativa quer lutar contra a falta de diagnóstico na população. Muitos passam anos com o vírus, sem relacionar seus sintomas com a doença e distante do tratamento adequado para ela.
Os dados nacionais mapeados mostram que 96 mil casos novos foram diagnosticados de Hepatite B apenas no ano passado. Além do sexo sem proteção, o compartilhamento de seringas e alicates de unhas também podem servir como mecanismos de contaminação.
Pesquisa do Instituto Adolfo Lutz feita com manicures da capital paulista mostrou que 10% delas estavam infectadas.
Uma das estratégias para diminuir a contaminação da população é ampliar a faixa etária que pode receber a vacina gratuita contra a hepatite B nos postos de saúde. Atualmente, fazem parte do calendário gratuito de imunização a população entre 0 e 19 anos. Ano que vem, serão incluídos os entre 20 e 24 anos e em 2012 somadas as pessoas entre 25 e 29 anos.

Diario de Pernambuco

Saúde // 65 mil estão na fila do transplante


Placar apertado mas vitorioso para aqueles cuja única chance de cura está em um transplante.
Foram 809 "não" contra 963 "sim" vindos de famílias questionadas, no primeiro semestre deste ano, sobre a vontade de doar os órgãos de um parente que havia acabado de falecer.
O número poderia ser maior, reconhece Alberto Beltrame, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. "Embora a lei diga que a notificação da morte encefálica antes da parada cardíaca é obrigatória, só registramos 50% dos óbitos nessa condições no Brasil.
Ainda assim, estamos andando a passos largos nessa área", afirma. Falta de comissões dentro dos hospitais voltadas para a área, desinformação por parte da população e a pouca agilidade do sistema que interliga as instituições envolvidas são fatores que atrapalham o atendimento das cerca de 65 mil pessoas atualmente registradas no cadastro nacional à espera de um órgão.
A maior demanda é por rins e córneas - representando cerca de 85% dos órgãos e tecidos esperados.
Antonio Augusto dos Santos aguarda um rim há oito anos. Seus órgãos apresentaram problema quando ele passou por um distúrbio nervoso, ao ser assaltado, com a mulher e a filha, em casa. "Morávamos em Águas Lindas (GO), ficamos amarrados, foi terrível. Minha pressão subiu tanto que tive um infarto e meus rins pararam", conta. Quatro anos depois de fazer acompanhamento ambulatorial, teve que começar a hemodiálise. Por duas vezes, pensou que conseguiria o tranplante. Chegando ao hospital, foi informado de que não seria possível. "A gente fica tão esperançoso, é difícil voltar para a casa", diz ele.São muitos os problemas que inviabilizam cirurgias como a de Antonio, 46 anos.
Dos 3.421 potenciais doadores identificados nos seis primeiros meses de 2010, 15 não tiveram a doação efetivada por falta de infra-estrutura adequada e 657 por terem tido parada respiratória antes do processo ser efetivado, segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
Presidente da entidade, Ben-Hur Ferraz Neto aponta a necessidade da implantação de uma efetiva política de doação de órgãos nos estados. "Especialmente no que diz respeito à formação de recursos humanos, de profissionais que saibam diagnosticar morte encefálica, de equipes que façam a abordagem da família e, claro, de campanhas esclarecedoras", opina o médico.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Notícias ATX-BA

CAMPANHA DE MEDULA ÓSSEA DO COMPLEXO HUPES


Por que participar?

Porque é muito difícil encontrar um doador de medula compatível, mesmo na própria família. Em nosso país a mistura racial é muito grande, e isso dificulta ainda mais a procura do doador ideal.

Na Bahia, muitos pacientes aguardam por um doador compatível não aparentado. Você pode ajudar a reduzir essa estimativa.

Como participar?
Os voluntários devem se dirigir ao setor de Oncohematologia do Complexo HUPES (Hospital das Clínicas) nos dias 15 e 16 de setembro, das 08 às 12h e 13 às 17h, munidos da documentação: RG, CPF e cartão nacional do SUS, caso possua.


Para se tornar um doador:
• Você deve ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde;
• Preencher um formulário com dados pessoais e realizar a coleta de uma amostra de sangue (5ml) para testes de compatibilidade;
• Os dados pessoais e os resultados dos testes serão armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com os dados dos pacientes que estão necessitando do transplante;
. Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para realizar exames complementares e a doação.
A retirada da medula é feita por meio de punções no osso da bacia ou pela veia com a utilização da máquina de aférese. Nos dois procedimentos a medula se recompõe em 15 dias.

Existem riscos para o doador?
Os riscos são praticamente inexistentes. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido a este procedimento.

Mais informações: 3283-8177 – Serviço de Oncohematologia do Complexo HUPES

A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e amor ao próximo.

Difícil não é doar. Difícil é precisar.

COMPLEXO HUPES SERVIÇO DE ONCOHEMATOLOGIA ASCOM HEMOBA

Notícias ATX-BA

Depoimento de Antônio Pereira
Decida você - 27 de setembro. Dia do doador de órgãos
Desde que nascemos, uma única e inexorável certeza nos acompanha: todos iremos morrer. Apesar dessa inegável realidade, evitamos falar desse assunto, como se assim pudéssemos retardar ou fugir do inevitável.
Em se tratando de doação de órgãos, é extremamente importante a discussão do tema, uma decisão precisará ser tomada: agora por você, de forma consciente e serena, ou por seus familiares, que em meio a dor da sua partida, ainda se depararão com a delicada questão de doar ou não os seus órgãos. Decida você! Comunique a todos a sua opção.
E qual é a sua escolha? Vai doar ou não? do ponto de vista religioso, não há nenhum impedimento, pois em todas as crenças, é o espírito quem sobrevive, transcende ao túmulo.
Se você acredita na ressurreição, sabe que ela se dará num "corpo espiritual" e que "nem carne, nem sangue entrarão no reino dos céus"; se você crê na reencarnação, é sabedor que os "laços" que unem seu perispírito, duplo etéreo ou algo que o valha, se "desfazem" de forma irreparável no processo de desencarne.
Sendo muito apegado à matéria, essa é uma boa oportunidade para modificar-se, pois a doação dos órgãos (para uma alma apegada ao corpo), não será mais dolorosa do que a decomposição do sepulcro ou o fogo da cremação.Materialista? não tem absolutamente nada a perder, se a morte é o fim de tudo...
Já decidiu? Não se esconda atrás de um medo que não se justifica, doando o que não lhe tem mais utilidade, vidas serão salvas, caso você não doe, tudo isso logo logo será literalmente perdido, só restarão: despojos, restos mortais. Já parou para pensar nisso? Já pensou nas pessoas que padecem nas filas de transplante? Nos familiares e amigos delas? Já se imaginou, precisando de uma doação para continuar vivo? E se quem necessitasse fosse alguém muito próximo? ... ... ...
27 de setembro, é apenas mais um dos 365 dias do doador de órgãos, pois todos os dias, milhares de seres humanos como nós e aqueles que os amam, esperam angustiosamente por uma oportunidade de seguir vivendo. Chegará o dia em que você poderá protagonizar o ressurgir da esperança e da alegria de gente que sonha, sente, pensa... ... ... Você pode fazer a diferença ou simplesmente morrer e pronto.

No meu caso, talvez a córnea que eu precisava para voltar a ver, tenha chegado com um ano de atraso. Esse atraso para quem precisa de um coração, um fígado, rim... pode significar uma sentença de morte.
Fale sobre doação, faça sua escolha pela vida, passe essa mensagem adiante, ajude a formarmos um "círculo virtuoso" em torno da doação de órgãos e tecidos, a decisão é sua!
autor original: Antonio Pereira (Apon) site http://www.aponarte.com.br).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Notícias ATX-BA


O projeto da ATX-BA "EDUCAR PARA DOAR" , visa criar uma cultura sobre doação de órgãos e tecidos. Fazendo parte do projeto várias atividades serão desenvolvidas pela a ATX-BA.

Durante o mês de setembro de 2010 estaremos publicando informações sobre doação de órgãos e tecidos, transplantes, notícias e depoimentos sobre o tema.

Neste mês, no dia 27 é comemorado em todo país o "DIA NACIONAL do DOADOR de ÓRGÃOS" .

Participem: queremos saber sua opinião, tire suas dúvidas ou dê seu depoimento.

O transplante de órgãos e tecidos é um ato médico social, portanto, é necessário a participação de toda sociedade para que se realize.

Você não faz parte do problema. Mas pode fazer parte da solução.

Transplante de Órgãos :
Perguntas e Respostas

O que é transplante?
É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.

Quem pode e quem não pode ser doador?
A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. A idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e o tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível.

Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para portadores de HIV/aids e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.

• Por que existem poucos doadores? Temos medo de doar?
É uma das razões, porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com este tema em vida.

É muito mais cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a minha família" ou "isso só acontece com os outros e eles que decidam".

Quando podemos doar?
A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.

• Quero ser doador. O que devo fazer?
Todos nós somos doadores, desde que a nossa família autorize. Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua família o seu desejo de ser doador.

• Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?
O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração, fígado e pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele.

Mais recentemente foram realizados transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas.

• Podemos escolher o receptor?
Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não ser no caso de doação em vida.

Fonte: Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos

sábado, 21 de agosto de 2010

Portal Fator Brasil

20/08/2010 - 09:45
Roche e Marco Boni promovem campanha de prevenção contra as hepatites virais

Ação ocorre durante a Beauty Fair, maior feira de cosméticos e beleza das Américas.
Durante a Beauty Fair, que acontece entre os dias 28 e 31 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, a empresa Marco Boni com o apoio da Roche realizará uma campanha contra as hepatites B e C.
A ação de conscientização e orientação é voltada para manicures e pedicures, um dos principais grupos de risco da doença. No stand da empresa, terá um balcão de aconselhamento durante todo o evento e serão realizados dois workshops por dia para falar sobre as formas de contaminação, prevenção e tratamento, além da importância da utilização do kit individual, ou material esterilizado quando forem ao salão de beleza.
Os workshops acontecem sempre em dois horários, das 14h às 15h e das 18h às 19h, e as inscrições serão feitas na hora.
O tema é de extrema relevância, pois estima-se que 5,5 milhões de pessoas em todo país já contraíram as hepatites B e C.
O número por si só já preocupa, mas há um agravante: 95% dessas pessoas desconhecem que estão doentes devido à falta de diagnóstico e a não apresentação de sintomas. A falta de conhecimento contribui para que a doença evolua para um quadro clínico de cirrose e câncer de fígado.
No caso das profissionais de beleza a situação é ainda mais alarmante, pois as manicures e pedicures estão mais propensas ao contágio. Uma das principais vias de contágio da hepatite C e B é através de acidentes com instrumentos contaminados com sangue. Para evitar a contaminação, aconselha-se que as profissionais utilizem luvas e que cada cliente tenha seu kit individual.
Campanha de conscientização contra as hepatites - 6ª Beauty Fair, de 28 a 31 de agosto, sábado das 12h às 20h; domingo, segunda e terça das 10h às 20h, Expo Center Norte – Pavilhão Azul (Setor de Negócios, R 8 – 354) Entrada: R$ 80,00.
Roche - Com sede em Basiléia, na Suíça, a Roche é uma das líderes mundiais na pesquisa de produtos para a saúde, atuando fortemente e de modo combinado nas áreas farmacêutica e de diagnóstico. A Roche é a maior empresa de biotecnologia do mundo, e tem medicamentos realmente diferenciados para as áreas de oncologia, virologia, inflamação, metabolismo e SNC.
Além disso, a Roche é líder mundial em diagnóstico in vitro e no diagnóstico tecidual de câncer, e pioneira no tratamento do diabetes.
A estratégia de medicina personalizada da Roche tem como foco o fornecimento de medicamentos e ferramentas de diagnóstico que possibilitem melhoras tangíveis na saúde, qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. Em 2009, a Roche tinha mais de 80.000 funcionários em todo o mundo, e investiu quase dez bilhões de francos suíços em P&D. O Grupo registrou vendas de 49,1 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é uma subsidiária integral do Grupo Roche. A Roche tem participação majoritária na Chugai Pharmaceutical, do Japão. [www.roche.com.br].
Marco Boni - Fundada em 1981 pelos sócios José Marcos Boni Costa e Ebe Boni Costa, a empresa Florence criou a marca Marco Boni, que se consolidou no mercado da beleza por seu perfil empreendedor, inovador e profissional, fruto de mais de vinte e oito anos de experiência. A marca fabrica mais de 700 itens com uma linha completa de artigos de beleza incluindo pentes e escovas de cabelo profissionais, para uso diário e Beauty Care.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

NOTÍCIAS ATX-BA








CONVITE

A Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA) convida seus associados e transplantados do Estado da Bahia para participar do evento onde serão abordados assuntos de nosso interesse (passe livre, auxílio doença, mercado de trabalho), bem como, informá-los sobre as nossas atividades e projetos.

Dia: 20.08.2010
Hora: 09:00 as 12:00 horas.
Local: Auditório do SEBRAE – Av. Sete de Setembro, 261- Mercês
Salvador - Bahia.
Tel: (71) 3264-1334 / 9125-8581

domingo, 8 de agosto de 2010

BBC Brasil

BBC Brasil
Atualizado em 2 de agosto, 2010 - 10:44 (Brasília) 13:44 GMT
Grã-Bretanha

Britânica que passou por 4 transplantes vitais se gradua em medicina



Ao obter o tão sonhado diploma em medicina pela Universidade de Cardiff, no País de Gales, uma estudante britânica já contava com 30 anos de experiência no campo
– só que como paciente.

Allison John, 32, pode ser a primeira mulher britânica a ter sido submetida a quatro transplantes de órgãos vitais: pulmão, coração, fígado e rim.

Durante uma das cirurgias, estava tão frágil que os médicos tiveram de realizar a operação aplicando anestesia peridural em vez de geral.

"Minha vida tem sido uma montanha-russa e foi necessário um longo período para chegar aqui, mas cheguei", disse a médica recém-formada.

Allison tinha apenas seis semanas quando foi diagnosticada com fibrose cística, uma doença que ataca principalmente os pulmões e dificulta a absorção de gorduras e outros nutrientes dos alimentos.

Sua condição foi piorando e, ainda na adolescência, precisou fazer seu primeiro transplante. Foram necessários 16 meses de espera na fila para receber um fígado.

Na mesa de cirurgia, os médicos respiraram aliviados ao descobrir que a adolescente só teria três dias de vida sem o transplante e que salvaram sua vida. A operação foi em 1995.

Dois anos depois, quando já havia começado seus estudos universitários, Allison passou a sofrer de deficiências no pulmão. Novamente, se viu na mesa de operações. Durante o transplante do órgão respiratório, seu coração também foi trocado e doado a outro paciente.

A estudante viveu um período saudável em que concluiu o curso de neurosciência e iniciou a faculdade de medicina. Entretanto, no meio do curso, recebeu outra notícia bombástica: a de que uma rejeição de seu corpo aos órgãos transplantados estava causando problemas nos rins.

Em dezembro de 2006, a jovem recebeu um rim do próprio pai, que revelou-se um doador compatível.

'Sorte'

Apesar das idas e vindas em seu estado de saúde e além dos dois diplomas que obteve, Allison também encontrou tempo para fazer trabalhos voluntários para a fundação para o fígado do País de Gales, incentivando a doação de órgãos.

Ela diz que "não estaria viva" se não fosse pela generosidade dos doadores. "Muita gente diz que eu tive muito azar na vida. Não acho. O número de órgãos doados é muito pequeno e eu me incluo entre os sortudos."

A doutora John contou que os problemas de saúde não apenas não a impediram de realizar conquistas na vida, como a inspiraram a buscar o diploma de medicina.

"Eu acredito fortemente que se você não puder desenvolver empatia com o paciente, então não será um bom médico", afirmou.

"Mas depois de tudo o que vivi, acho que posso usar essas experiências que tive com médicos bons e ruins para ajudar os outros."
A britânica se diz animada com sua nova fase da vida.

"Não sei quanto tempo meus órgãos transplantados permanecerão saudáveis. Mas eu me recuso a me preocupar com o futuro. O que é que importa, quando o presente é tão bom?"
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/08/100802_medica_transplantes_pu.shtml
© BBC 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Tarde Online

BRASIL

todas as notícias de BRASIL

01/08/2010 às 20:12
Transplantes crescem 16% no País no primeiro semestre
Agência Estado


O Brasil realizou 2.367 transplantes de órgãos no primeiro semestre. Recorde, o número é 16,4% maior que o registrado em igual período de 2009. O desempenho é comemorado pelo Ministério da Saúde, que atribui o avanço à melhor capacitação dos profissionais do setor. Apesar da alta, os procedimentos seguem concentrados: São Paulo tem 52% de todas as ocorrências e, juntos, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm outros 20%. Enquanto isso, Amazonas, Goiás e Rondônia não tiveram nenhum órgão transplantado.


Dados do Ministério da Saúde mostram que os procedimentos contemplaram praticamente todos os órgãos. Mais da metade dos casos foi com transplante de rim: 1.486 brasileiros recebem esse órgão nos seis meses. O número cresceu 21% se comparado ao ano passado. Em seguida, o fígado teve 663 ocorrências, com aumento de 36%. Já o coração teve um caso a menos na comparação com o 2009 e somou 99 procedimentos.


"Os números mostram o resultado da capacitação do pessoal envolvido como as equipes hospitalares, em especial das UTIs, e das centrais de transplantes”, diz o secretário nacional de atenção à saúde, Alberto Beltrame. Uma das ações treinou equipes para a manutenção de pacientes em casos de morte encefálica. Outra foi a criação de organizações de procura de órgãos, entidades que fazem a intermediação entre centrais, hospitais e famílias.


Doadores – Para Beltrame, medidas como essas aumentaram o número de doadores, que avançou 17% e atingiu 963 no semestre. Com essa evolução, o Brasil atingiu a média de 10,06 doadores por milhão de habitantes. O número ainda é muito inferior ao observado em países desenvolvidos, como a Espanha que tem cerca de 35 doadores por milhão.


São Paulo, o estado com a melhor média brasileira, tem 22,7 doadores por milhão. “Há apenas quatro anos, o índice paulista estava em 11. Hoje, já dobrou. Por isso, nos faz imaginar que podemos chegar em pouco tempo a um patamar mais próximo de países como a Espanha”, diz.


Enquanto algumas áreas caminham para indicadores europeus, alguns Estados simplesmente não têm transplantes. Em todo o semestre, Amazonas e Rondônia não tiveram nenhum doador e, por isso, nenhum procedimento. Mas o caso mais dramático é de Goiás, onde 13 pessoas doaram órgãos, mas nenhum dos órgãos foi aproveitado. O Estado ficou na lanterna do ranking de transplantes.


"Vários fatores explicam o mau resultado de alguns Estados, como a capacidade de realizar o procedimento da rede hospitalar ou a inexistência da cultura de doação. Hoje, todos os Estados já têm centrais de transplante, mas é preciso avançar”, diz o secretário. Uma das ações para tentar melhorar o quadro é o acordo do Ministério com o Hospital Sírio Libanês para treinar equipes em áreas com poucos doadores e transplantados.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

msn entretenimento

Famosidades, Atualizado: 29/7/2010 8:35


"Pouco a pouco, ela está retomando a vida", diz mãe de Drica Moraes
Divulgação/Rede Globo
FAMOSIDADES







Divulgação/Rede Globo

FAMOSIDADES
MAIS: Drica Moraes se recupera bem e recebe alta
Leia o perfil da atriz
Por NINA RAMOS


RIO DE JANEIRO - O dia é de festa para Drica Moraes. Em todos os sentidos. A atriz comemora nesta quinta-feira 41 anos de vida com um gostinho de vitória e alívio. Alívio este que também é sentido pela família, amigos e pelos diversos fãs que coleciona por aí. Diagnosticada com leucemia no início deste ano, Drica pode encher a boca e falar em alto e bom som que é guerreira e passou uma rasteira na doença.

“Ela está feliz, muito feliz mesmo. E nós também! Nós estamos comemorando e curtindo esta espera gostosa para que ela volte em breve e curada. No momento atual, é um dia de cada vez. Ela não tem pressa, e não pode ter”, disse, com exclusividade, Clarissa, a mãe de Drica, ao Famosidades.

A parte mais dolorosa do processo, o transplante de medula óssea, já passou. Agora é esperar que o “ciclo” se feche. Todo o cuidado é pouco, reforçou Clarissa, mas Drica está tendo muito sucesso na luta. “Ela ainda está em São Paulo, mas deve voltar para o Rio em três semanas. Ela vai continuar com acompanhamento médico aqui [Rio de Janeiro] e lá [São Paulo]. Todos estão muito esperançosos”, garantiu.

Drica conseguiu um doador sem nenhum grau de parentesco a partir do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). “Ele era 100% compatível. Eu não consigo parar de repetir como ela está feliz. Para você ter uma ideia, eu estou no Rio com meu neto [Mateus, filho de Drica] porque não há necessidade de eu estar lá em São Paulo. Ela é dona da vida dela, está começando a retomar os trilhos”, disse Clarissa.

“Pouco a pouco, ela está retomando a vida, atendendo algumas ligações de pessoas próximas, a caixa de e-mail dela está entupida. Cada vez mais, ela pretende se religar com o mundo. Mas claro que isso toma tempo. Os 100 dias após o transplante são extremamente controlados, e por isso ela precisa ter cuidados extras”, contou.
“Ela vai, por exemplo, mudar para uma casa menor, viver mais tranqüila, curtir muito o filho. Vai resgatar este tempo que ‘parou’. Ela fala para mim que quer, dentro dos limites ainda impostos, ser tratada como uma pessoa como qualquer outra, como sempre foi”, afirmou.

Clarissa deu, ainda, uma data prevista para que Drica retome o controle da agenda e o trabalho. “Mais ou menos no início de novembro ela começar a voltar com alguma coisa. Ela precisa como atriz e pessoa. Mas tudo será com muita paz, com muito zelo. Ela deve fazer tudo na vida com uma escala melhor”, disse.
Os fãs de Drica, claro, não ficaram de fora do papo. A mãe da atriz garantiu que a força positiva que todos passaram para ela foi preciosa. “Nós chamamos de bem-querer, né?! Ela provoca isso. Ela é uma pessoa com um carisma muito forte, é amiga, uma profissional de respeito, que conquistou seu prestígio no meio artístico. Nós agradecemos demais a energia boa que todos mandaram”, declarou.

Esta energia veio também de colegas de trabalho de Drica, como Marcello Novaes, que formou com ela um dos casais mais queridos e engraçados na telinha: Timóteo e Márcia, de “Chocolate com Pimenta” (foto ao lado). “Estudei no Tablado com a Drica quando eu tinha apenas 20 anos. Desde então, acompanho o trabalho dela de perto, sempre com muita admiração e respeito”, relembrou o ator para o Famosidades.

“Ela é uma pessoa muito positiva, alegre, com um humor inteligente e espero que ela continue assim para sempre”, desejou Marcelo. Tanto “Chocolate com Pimenta” quanto “Alma Gêmea”, em que Drica viveu Olívia, foram escritas por Walcyr Carrasco. E ele também fez questão de deixar uma mensagem de parabéns e apoio à atriz.

“Drica, você sempre deu certo nas batalhas da arte. E agora demonstra que também é um sucesso nas batalhas da vida”, falou Walcyr. Sobre o clima das gravações com a estrela, o autor foi só elogios: “É maravilhoso trabalhar com a Drica, porque ela entende o personagem em todas suas nuances”.
Acompanhe o Famosidades no Twitter: http://twitter.com/Famosidades

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ESTADÃO.COM.BR

SUS expande vacina contra hepatite B


Grávidas a partir do 3º mês de gestação, podólogos e caminhoneiros são novos beneficiados; imunizante agora está em todos os postos
21 de julho de 2010 0h 00
Fabiane Leite - O Estado de S.Paulo


O Ministério da Saúde aumentou o número de grupos prioritários para a vacinação gratuita contra a hepatite B e o total de unidades públicas onde o imunizante pode ser aplicado.


Gestantes após o terceiro mês de gravidez, manicures, pedicures, podólogos, mulheres que fazem sexo com mulheres, travestis, portadores de doenças sexualmente transmissíveis e do sangue e populações de assentamentos e acampamentos são os novos beneficiados pela cobertura do imunizante via Sistema Único de Saúde (SUS).


Antes restrita, a vacina pode ser tomada agora em qualquer posto de saúde - são 60 mil novos locais.

Para dar conta da nova demanda, foram compradas mais 18 milhões de doses da vacina do Instituto Butantã, do Estado de São Paulo, além das 15 milhões que eram usadas todos os anos, segundo informações da pasta.
"Estamos aumentando gradativamente a população atendida e a ideia é tornar a vacinação universal", afirmou Ricardo Gadelha, coordenador de hepatites virais do Ministério da Saúde.

A hepatite B é uma doença que pode levar a lesões e câncer de fígado. Transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal, atinge quem faz sexo sem camisinha ou compartilha objetos contaminados por sangue, como lâminas de barbear e alicates de unha.


A doença, que também pode ser transmitida da mãe para o bebê, é o único tipo de hepatite para o qual existe vacina específica. Mas a imunização também protege contra o vírus da hepatite D, que parasita o B. Existem ainda as hepatites causadas pelos vírus A (transmitido por água e alimentos contaminados), C (pelo sangue, como a B, mas raramente por via sexual) e E (por alimentos e água contaminados), que não têm vacina e também geram danos ao fígado.


O imunizante contra a hepatite B fazia parte do calendário de vacinação dos recém-nascidos e das crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos, além de outros grupos vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens.


Segundo Gadelha, no entanto, a vacina estava disponível somente em centros de referência, o que dificultava, por exemplo, o acesso à vacina nos pequenos municípios que não têm essas unidades. Agora ela estará disponível em todas as salas de vacina do Sistema Único de Saúde, promete a pasta.


A reportagem contatou postos de saúde na capital paulista nas últimas semanas e não teve dificuldade para encontrar a vacina disponível.


Cobertura baixa. O Ministério da Saúde registra, porém, coberturas ainda inadequadas da vacina entre adolescentes, população que deveria estar com a imunização em dia.


Segundo dados da própria pasta, apenas 71% estão imunizados contra a doença na faixa dos 11 aos 14 anos e somente 52% na dos 15 aos 19. Enquanto isso, entre crianças, as taxas são todas acima de 94%.


Questionado se não deveria ser priorizada a correção das coberturas atuais antes de se expandir os grupos prioritários, o Ministério da Saúde informou que a taxa ideal é difícil de ser atendida porque a aplicação da vacina ocorre em três doses.
"Por isso a estratégia de campanha (em massa) não é adequada para esse tipo de vacina. No entanto, os municípios têm buscado adotar medidas para intensificar a vacinação ", afirmou o ministério.


Ainda segundo a pasta, a ampliação dos grupos prioritários poderá auxiliar a melhora dos índices também nos grupos deficitários.
"Essa ampliação dos grupos atende uma solicitação que tínhamos feito", diz Raymundo Paraná Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (que trata das doenças do fígado). De acordo com ele, a vacina é oferecida gratuitamente somente em cerca de 40% dos países, entre eles o Brasil.


"No entanto, a cobertura em determinadas faixas ainda é um desastre. Até na classe médica há desconhecimento sobre a necessidade da vacina. Faltam grandes campanhas na mídia", diz Paraná Filho, que enfatiza que é possível aumentar a cobertura com investimentos e vontade política dos gestores da saúde pública. "Era de se esperar mais esforços. Na gripe suína houve investimento e se conseguiu atingir as coberturas." / COLABOROU LUCIANA ALVAREZ

Cobertura

Crianças e adolescentes Ao nascer e com 1 e 6 meses.

E três doses, dos 11 aos 19 anos.

Públicos cobertos

Abusados sexualmente e acidentados com material infectado; pessoas que fizeram sexo com portador da doença; pessoal da saúde; doentes crônicos do fígado e rins; imunodeprimidos, doadores de sangue e receptores de muitas doações; transplantados e doadores; pessoas que vivem com portadores; pacientes com fibrose cística, doença autoimune, indígenas; usuários de drogas injetáveis; presidiários, reclusos em hospitais; carcereiros; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo; coletores de lixo; atuantes emresgates; policiais; pessoas sem baço.


Novos públicos

Gestantes após o 3º mês; manicures, pedicures, podólogos; mulheres que fazem sexo com mulheres; transgêneros; caminhoneiros; portadores de DSTs, doenças no sangue, hemofílicos,assentados e acampados.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Jornal da Mídia

Bahia

Parceria
Saúde intensifica ações para aumentar transplante de órgãos
Quinta-feira, 15/07/2010 - 18:24

Salvador - Discutir a situação dos transplantes na Bahia e definir estratégias que possibilitem ampliar o número de doações e transplantes de órgãos no estado. Com esse objetivo, a Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Sistema Estadual de Transplantes e em parceria com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), realiza de sexta-feira a domingo (16 a 18), no Catussaba Resort, em Stella Maris, um curso de atualização em transplantes de órgãos.

A iniciativa, coordenada pelo presidente da ABTO, Ben-Hur Ferraz, é destinada a 32 médicos intensivistas, coordenadores de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de hospitais públicos e privados de Salvador e municípios do interior.

O coordenador do Sistema Estadual de Transplantes da Sesab, Eraldo Moura, explica que o encontro terá atividades teóricas, enfocando questões como o diagnóstico de morte encefálica, manutenção do potencial doador e funcionamento do sistema de transplantes no Brasil.

Haverá ainda trabalhos de grupo, com a finalidade de avaliar os entraves e as possíveis soluções para impulsionar as atividades de transplantes nas unidades hospitalares representadas no evento. Entre os palestrantes convidados, o coordenador de Cursos Educacionais da ABTO, Valter Duro Garcia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Tarde On Line




CIDADES
13/07/2010 às 21:35
Congresso discutirá doenças que acometem o fígado
Egi Santana l A TARDE

O médico Raymundo Paraná diz que falta hepatologista

A hepatologia é o estudo do fígado, órgão responsável por mais de 200 funções na manutenção do corpo humano.

Para discutir este assunto, Salvador sediará, desta quarta-feira, 14, até 17 deste mês, o Congresso de Hepatologia do Milênio, evento nacional que reunirá especialistas de vários países, inclusive brasileiros.
Durante o evento, serão discutidas, por exemplo, as doenças do fígado, bastante comuns no Brasil. O médico Edison Roberto Parise, presidente da Associação Paulista para Estudo do Fígado, explica que estudos apontam que cerca de 4 milhões de brasileiros estão infectados pelo verme da esquistossomose, responsável por problemas no órgão. Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, por exemplo, concentram 70% dos casos.
“Já a hepatite C acomete cerca de 1,5% da população brasileira, e a hepatite B, quase 1%. No caso da doença hepática gordurosa não-alcoólica, os números chegam a 20% da população adulta no País. E o câncer de fígado é atualmente a sexta causa de tumores malignos em todo o mundo e, em nosso País, uma das principais causas de transplante”, afirma.
No Brasil a profissão de hepatologista não é regulamentada como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina, sendo uma subespecialidade da gastroenterologia. Como a demanda desses profissionais é muito alta, o diagnóstico e o tratamento destas doenças são prejudicados, afirma o médico Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
“A maioria dos médicos brasileiros é refém do SUS ou dos planos de saúde, recebendo entre R$ 10 e R$ 40 por consulta. Esta realidade está retirando do mercado especialistas como os hepatologistas, endocrinologistas e reumatologistas”, lamenta Paraná.
Congresso - O médico explica que o congresso pretende chamar a atenção do poder público para a necessidade de aumentar o acesso a hepatologistas no serviço público. “Necessitamos de, pelo menos, 10 vezes mais hepatologistas em todo o Brasil”, afirma o médico.
Sobre o fomento à doação de órgãos, Paraná explica que “na Bahia temos uma pífia taxa de doação de fígado, estimada em três doações por um milhão de habitantes. No Rio Grande do Sul, esta taxa chega a 13 doações, enquanto que países europeus, como a Espanha, possuem taxas entre 18 e 22 doações”.
Serviço
Congresso Hepatologia do Milênio/ Bahia Othon Hotel /Inscrições no local.
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=4737053

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ZERO HORA

04 de julho de 2010
BATALHA PELA VIDA
No front pela doação de órgãos
Enquanto a Alemanha faz campanha para mobilizar população a se cadastrar como doador, Israel se prepara para nova lei.
Diversos países lutam, à sua maneira, contra um inimigo comum: o baixo número de doações de órgãos, uma prática que é a única saída para diversas doenças. Na Alemanha, por exemplo, embora 60% da população seja a favor das doações, apenas 14% a 17% se tornam efetivamente doadores. Incrementar esse número é a meta de uma grande campanha em vigor no país.

Lá, há 12 mil pessoas à espera de um transplante e entre 2 mil e 3 mil morrem a cada ano, aguardando uma doação, de acordo com dados do governo alemão. Grupos pró-doação da Alemanha, como o Pro Organspende, tentam conscientizar sobre o problema. Cartazes com personalidades alemãs como o diretor de cinema Roland Emmerich, o boxeador Arthur Abraham ou o ator Til Schweiger (que fez o papel do ex-nazista Stiglitz no filme Bastardos Inglórios) estão espalhados por Berlim, com um apelo pela solidariedade dos alemães: “Você recebe tudo de mim. E eu, de você?”.

Os índices de doação vêm caindo nesse país, apesar de uma lei relativa aos transplantes de órgãos que entrou em vigor em 1997. Nem todos os hospitais atuam da forma ideal, deixando que alguns casos de morte cerebral de potenciais doadores não sejam aproveitados, afirmou, em entrevista à rede alemã Deutsche Welle, Roland Hetzer, diretor do Instituto Alemão de Cardiologia, em Berlim.

Mas a legislação nem sempre é o principal fator na luta pelo aumento no doação de órgãos. Quem assegura isso é Rafael Matesanz, fundador e diretor da Organização Nacional de Transplantes (ONT) da Espanha, órgão ligado ao Ministério da Saúde espanhol. A Espanha é a campeã mundial de doações por manter profissionais exclusivamente encarregados de lidar com a disponibilidade e logística dos órgãos.

A figura do coordenador de transplantes nos hospitais, um escritório central que apoie todo o processo de doação de órgãos, grande esforço em treinamento e educação caracterizam o modelo espanhol.

– Graças a esse sistema de organização das estruturas e de pessoal, o número de doadores de órgãos saltou de 550 em 1989 para 1.607 em 2009. A proporção atual de 34,4 doadores por milhão de pessoas é, de longe, a mais alta do mundo – diz Matesanz.

Princípio olho por olho será usado em Israel

Em toda a União Europeia, por exemplo, essa taxa é de 16, nos Estados Unidos, 26. No Brasil, a proporção é quatro vezes menor do que a da Espanha: a taxa é de 8,7 doadores por milhão.

Israel é um dos países que se espelharam no modelo espanhol para aprimorar suas políticas nesse setor. Mas inovou por uma lei que deve entrar em vigor a partir de outubro. Quem tiver familiares doadores ou se registrar como doador ganhará prioridade na fila de espera por um órgão. A legislação olho por olho reflete uma situação particular de Israel em relação aos judeus ultraortodoxos, que são contra a doação porque não aceitam a morte encefálica pelo fato de ela não ser mencionada no Talmud (livro religioso), mas aceitam receber órgãos, explica seu idealizador, Jacob Lavee (confira entrevista).

zerohora.com
Qual forma de consentimento para doação lhe parece mais adequada?
laura.schenkel@zerohora.com.br
LAURA SCHENKEL
Formas de consentimento para doação
Consentimento informado:
- Necessita autorização expressa da pessoa em vida ou dos familiares após a sua morte. É utilizado em vários países, como Brasil (exige consentimento do cônjuge ou dos familiares de 1º ou 2º grau), EUA, Canadá, Grã-Bretanha, entre outros.

Consentimento presumido:
- Se a pessoa em vida não se registrou como “não doador” (registro informatizado de não doador), o Estado presume que seja doadora. Há dois tipos de consentimento presumido:
- 1. Forte: se não está registrado como “não doador”, o Estado o considera como doador e os órgãos podem ser removidos após a sua morte, sem comunicar previamente a família. Utilizado com sucesso na Áustria.
- 2. Fraco: se não está registrado como “não doador”, o Estado o considera como doador, e os familiares são comunicados e podem negar a doação, devendo assinar um documento. Utilizado em vários países da Europa (Portugal, Itália, França, Bélgica) e da América Latina (Argentina, Costa Rica).
Qual forma de consentimento para doação lhe parece mais adequada?
- pine em zerohora.com

terça-feira, 22 de junho de 2010

ADOTE IMPRENSA

A atriz Drica Moraes vai se submeter a um transplante de medula óssea

22.06.2010
Drica Moraes fará transplante de medula amanhã

A atriz Drica Moraes, 40, será submetida amanhã a um transplante de medula óssea, informou o hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul de São Paulo. O procedimento estava previsto para hoje, mas foi adiado.

A atriz, que sofre de leucemia, está internada no hospital desde o dia 14 passado.
Segundo o hospital, o transplante em Moraes irá curá-la definitivamente.

Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo/Divulgação
Leia mais no link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/755188-drica-moraes-fara-transplante-de-medula-amanha.shtml

Notícias ATX-BA

Você não faz parte do problema, mas pode fazer parte da solução. Doe Órgãos.

A Associação de Pacientes Transplantados da Bahia tem desenvolvido um programa de trabalho representado pela doação de alimentos, doação de medicamentos, cursos profissionalizantes, grupo de artesanato, apoio psicológico e jurídico, encaminhamento e orientação do paciente para realização de transplante aqui e em outro Estado, quando necessário, orientação dos direitos do transplantado junto a Previdência Social (auxílio doença, aposentadoria, amparo assistencial, tratamento fora de domicílio), campanhas educativas sobre doação de órgãos/tecidos, transplantes e prevenção das hepatites, na mídia escrita e falada, através de outdoor, palestras em escolas, empresas, universidades, igrejas, hospitais, etc., geração de emprego e renda para os transplantados e seus familiares através do artesanato mineral.
A Associação Brasileira de Transplantadores de Órgãos (ABTO) publicou no Registro Brasileiro de Transplantes (veículo oficial da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), estatísticas sobre a captação de órgãos e transplantes, em cada estado. A meta estabelecida para captação de órgãos por milhão de pessoas em 2009 foi de 8,7 doadores pmp.

Nesse ano, o RBT aparece com duas novidades, a primeira, muito importante e dependente da informação das equipes de transplante, é a apresentação sucinta dos resultados, através da medida da sobrevida. A outra, mais pontual, é a utilização da nomenclatura que será recomendada pela organização Mundial de Saúde, para as categorias de doador: potencial (quando abre o protocolo de morte encefálica e comunica à Central de Transplante), elegível (quando o protocolo de morte encefálica é completado), efetivo (quando inicia a cirurgia de remoção) e com órgãos utilizados.

Nesse primeiro trimestre, novamente, foram atingidos os objetivos propostos pela ABTO para a taxa de doação no país (10 doadores pmp). Destacando-se São Paulo (22,6 pmp), Ceará (19,1 pmp), Distrito Federal (18,0 pmp) e Espírito Santo (17,0 pmp), com elevadas taxas de doação e, também, Paraíba e Rio Grande do Norte pelo importante crescimento. Entretanto, devemos estar alertas, pois em apenas oito estados e no Distrito Federal houve aumento nas taxas de doação, em treze houve diminuição e em quatro nunca foram obtidos órgãos de doadores falecidos. As situações comentadas no editorial anterior agravaram-se neste trimestre. Praticamente não se obteve doadores na região norte (um doador no Pará) e houve diminuição nas taxas de doação do Rio de Janeiro (2,8 pmp) e Bahia (2,0 pmp).

Transplantes realizados no período de janeiro/maio 2010 na Bahia de acordo com a Coordenação de Transplantes (COSET)



segunda-feira, 21 de junho de 2010

Procura-se um coração

FTD

Romance Procura-se um Coração, editado pela FTD, trata acerca da doação e transplantes de órgãos
Parte dos direitos autorais da autora Lucia Seixas será revertida à ONG Adote


A jornalista e escritora Lucia Seixas desmistifica de forma sensível e brilhante a doação de órgãos no seu mais novo romance Procura-se um Coração, dedicado ao público juvenil. O tratamento gráfico da capa faz um trocadilho com o título e leva o leitor atento à outra leitura: Cura-se coração. Uma solução simples e eficiente para passar uma mensagem, já que o assunto só se torna a bola da vez na vida das pessoas quando passam pela situação.
“Não é necessário viver o problema para depois se tomar uma posição”, comenta o professor Vitor, um dos personagens da obra que coloca o assunto como tema de pesquisa e discussão para que os alunos desenvolvam uma redação. O que Vitor não sabia é que Manuela, uma de suas alunas, anda angustiada desde que descobriu que sua mãe precisará de um transplante de coração e a única coisa que aparentemente pode fazer por ela é animá-la até que a fila do transplante ande e possa então receber o novo órgão.
Também lhe resta torcer para que a doença não se agrave e o transplante seja feito a tempo.
Até descobrir o problema, Manuela e Pedro eram somente dois irmãos adolescentes que não levavam mais a sério o papo de que os pais iriam se separar, uma vez que o vai e volta dos dois era interminável. Com esta família como pano de fundo para a obra, Lucia também discorre sobre os desafios, preocupações e a força dos adolescentes. Pedro, de 15 anos, queria ficar com Dani, amiga de Lela, um ano mais velha. Mas será que Dani ia querer um pirralho? Lela e sua amiga Júlia, por sua vez, só falavam da paixão de Júlia por Biel, um cara prá lá de convencido e cujo investimento da amiga era pura perda de tempo na visão de Manuela.
Se não bastassem os problemas conjugais, a escola e as dificuldades de relacionamento de cada um, a dupla de irmãos se deparou com um problema que não tinham como lidar ou mudar. Bateu um sentimento de impotência, mas a reação de Lela foi contrária.
Ela quis saber tudo sobre doação de órgãos e transplantes e fez altas pesquisas na internet com sua avó. Descobriu a importância dos grupos sanguíneos na hora de doar um órgão e que nos países desenvolvidos há 40 doadores por milhão de habitantes contra 3,7 doadores por milhão de habitantes no Brasil. O país não alcança nem 10% dos doadores de outras potências. Soube inclusive que no Sudeste e Sul do país é mais fácil ter hospitais especializados e que o Norte e Nordeste do país estão bem carentes de infra-estrutura para doações.
Lela também conheceu melhor uma colega de classe que era desprezada pela turma e graças à nova amiga ampliou muito sua visão sobre o assunto. Das descobertas nasceu algo muito maior: a sala de aula se envolve no assunto e promove uma campanha pela doação de órgãos. Preparam camisetas, criam frases, vão para a rua, distribuem panfletos e conscientizam pessoas. Se Lela e Pedro poderão fazer algo por sua mãe eles ainda não tem certeza, mas se muitas vidas poderão ser poupadas com a iniciativa, tudo valerá a pena.
Apesar da dureza do tema, a autora consegue nesse romance tratar o problema de frente, de forma leve e direta e aproveita para mostrar que as relações podem ficar mais estreitas, o carinho aflorar, as prioridades da vida são revistas e muita coisa boa pode acontecer quando uma família e amigos se unem para driblar um problema e curar corações.
Sobre a autora
Lucia Seixas é jornalista, com atuação nas áreas de cultura, meio ambiente e comportamento. Publicou cinco livros de temática médica em parceria com especialistas. Uma carreira que já tem mais de 25 anos, iniciada no jornal O Fluminense, de Niterói, onde nasceu e vive até hoje. Este é seu primeiro romance. Por sua decisão, parte dos direitos autorais pelas vendas desta obra será destinada à ONG Adote.
A Ilustradora
Sônia Magalhães nasceu em Araçatuba, interior de São Paulo. Hoje, vive na capital paulista. Faz ilustrações para livros e revistas e está começando a escrever histórias para crianças e adultos. Desde pequena, é fascinada por tesouras, e assim não demorou para se identificar com a colagem. E é com essa técnica que realiza seus trabalhos, de forma manual ou digital.
Serviço

Procura-se um coração
Autora: Lucia Seixas
Ilustradora: Sônia Magalhães
Páginas: 128
Preço sugerido: sob consulta
Editora FTD – SAC 0800-158555

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