terça-feira, 20 de novembro de 2012

ATX-BA - UTILIDADE PÚBLICA - HEPATITE C

A ATX-BA é filiada a ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - AIGA - Aliança Brasileira pelos Direitos Humanos e o Controle Social nas Hepatites(www.aigabrasil.org)
 
Temos atuado em conjunto com  grupos e ONGs  em vários estados do Brasil realizando
campanhas preventivas e educativas sobre hepatites B e C, além de orientar o paciente em todas áreas.
 Abaixo temos alguns esclarecimentos sobre o tema feito pelo  presidente do        Grupo  Otimismo.                     
Enfrentamento da epidemia de hepatite no mundo - Como o Brasil fica na foto?

Regressando de dois grandes congressos, o de Controvérsias na Hepatite C, em Berlim, e o Americano de Fígado, AASLD 2012 em Boston é possível realizar uma analise critica sobre a situação do enfrentamento da epidemia das hepatites no Brasil.

Essa analise comparativa com outros países resulta numa espécie de fotografia para melhor retratar como nos encontramos em diversas questões. Para melhor entender falarei de três "fotografias" nas quais em uma estamos muito mal, em outra muito bem e em uma terceira a nossa imagem está meio fora de foco.

Vamos então explicar
uma por uma.
CONSENSOS E PROTOCOLOS - SOCIEDADES MÉDICAS E GOVERNO

Passado já um ano e meio de uso dos inibidores de proteases boceprevir e telaprevir nos Estados Unidos e Europa, os médicos desses países não entendem como ainda o Brasil não possui nenhum consenso de tratamento ou protocolo para poder guiar os médicos no tratamento com tais medicamentos.

Fui questionado sobre isso numa reunião em Boston, já que observam uma grande quantidade de brasileiros nos congressos e não entendem a falta de consensos científicos para guiar os médicos na forma de tratar. Tive que explicar que também eu não entendia o motivo da paralisia e o silencio das Sociedades de Hepatologia e de Infectologia, expliquei que aparentemente estão aguardando o governo publicar o protocolo para tratamento no serviço público para somente depois emitir os seus consensos, talvez para evitar publicações em desacordo ou conflitantes com aquilo que quer o ministério da saúde.

Comentaram que geralmente são as sociedades médicas que primeiro emitem os consensos para assim guiar seus associados e somente depois é que os governos emitem seus protocolos de atendimento no serviço público, esses protocolos em geral são mais restritivos no acesso que os consensos das sociedades médicas. Não tive resposta e nem tentei explicar para não passar vergonha sobre como a coisa funciona no nosso belo país.

Perguntaram como sem existir um consenso ou protocolo já existem aproximadamente 1.400 pacientes tratados ou em tratamento com os inibidores de proteases. Expliquei que nesse sentido os medicamentos estão aprovados para comercialização desde final de 2011 e que, portanto o que vale para interpretação é a bula, sendo a mesma muito mais "facilitadora" que qualquer consenso. Na bula não existem restrições sobre o grau de fibrose para utilizar os medicamentos. Assim, os pacientes em qualquer situação clínica procuram na via judicial o tratamento, sendo imediatamente atendidos pelos Juízes já que a Constituição Federal garante o acesso à saúde. A bula é muito melhor para se aceder via judicial que qualquer consenso ou protocolo. É por isso que falamos que o Judiciário é o melhor dos hospitais, o mais sensível aos pacientes.

Lamentavelmente alguns médicos ao não ter uma guia de tratamento (consenso das sociedades) ou um protocolo do governo, podem errar na indicação de tratamento, pois a única informação sobre como tratar é aquela recebida pelos laboratórios fabricantes. Isso é ruim para os pacientes, mas quem tem cirrose ou fibrose muito avançada se esperar pelos consensos ou protocolos no Brasil, eles podem chegar tarde demais, quando o paciente já estiver descompensado ou morto.

Conclusão:
Estamos muito mal nesta fotografia.

 
TESTES RÁPIDOS


Em Boston participei de uma reunião com associações de pacientes dos Estados Unidos. A maioria das associações presentes trabalham com redução de danos, em geral distribuindo seringas e preservativos entre usuários de drogas, populações de rua e profissionais de sexo.
Na apresentação da "Citiwide Harm Reduction" de New York, os quais com orçamento de 3,5 milhões de dólares (90% recursos do governo) realizam um excelente trabalho de acolhimento de infectados e advocacy para os direitos humanos. Possuem uma bela sede, farmácia, atendimento médico, psicólogos, nutricionistas, enfermagem, advogados, etc.. Estão agora realizando testes rápidos tendo realizado neste ano aproximadamente 620 testes de hepatite C, encontrando 32% de infectados e com dois pacientes em tratamento.

Quando perguntado sobre a testagem rápida no Brasil não queriam acreditar que em 2012 devemos realizar entre fabricantes e associações de pacientes uns 400.000 testes e o governo outros 1,8 milhões. O tamanho dos olhos, totalmente assombrados dos participantes da reunião foi motivo pessoal de orgulho. Fiquei feliz de mostrar como estamos adiantados na aplicação da testagem rápida. Devemos ter orgulho da atuação nesse sentido.
Nenhum país do mundo realiza tal quantidade de testes rápidos. Esclareci que no Brasil empregamos o teste rápido feito com uma gota de sangue, ao preço de aproximadamente 1,5 dólares cada, contra o teste oral empregado nos Estados Unidos, de custo aproximado de 26 dólares. Tal vez seja essa a explicação do porque estamos dando um exemplo ao mundo sobre a forma de campanhas de testagem rápida.
Conclusão: Estamos muito bem nesta fotografia, aparecemos como os melhores do mundo.
NÚMERO DE TRATAMENTOS NA HEPATITE C
 

Um estudo apresentado no congresso da AASLD 2012 (AASLD 1012 - Abstract 1750 - The number of treated HCV infected patients in the Americas, Europe, and Asia Pacific in 2004-2010 - H. Razavi; C. Estes; K. Pasini; A. Levitch; - Center for Disease Analysis, Louisville, CO, United States) com dados que acredito são aproximados, pois alguns deles não refletem a realidade que observamos e os próprios pesquisadores admitem isso no texto, mostra os tratamentos realizados comparando os anos de 2004 e 2010 em 45 países analisando as unidades de interferon peguilado vendidas pelos fabricantes, ajustando as mesmas aos tratamentos dos diferentes genótipos e considerando as interrupções.
Nos três continentes de América (Norte, Central e Sul), em 2004 estimam que foram realizados 160.000 tratamentos, mas se observa uma diminuição paulatina e constante, ficando em 2010 com uma estimativa de 100.000 tratamentos. Seguindo o mesmo analise a maior redução aconteceu nos Estados Unidos, onde em 2004 foram estimados 145.000 tratamentos, caíndo para 63.000 tratamentos em 2010.
Os pesquisadores colocam que o Brasil ajudou a compensar a queda nos números, passando de 10.000 tratamentos em 2004 para 25.000 tratamentos em 2010. Pessoalmente concordo com a aproximação no número de tratamentos em 2004, mas acho totalmente errada a estimativa de tratamentos realizados em 2010. No sistema público foram tratados 11.628 pacientes e se consideramos mais uns 2.000 de forma privada ficamos em aproximadamente 15.000 tratamentos e não nos 25.000 estimados pelos pesquisadores. Os pesquisadores não analisaram os tratamentos realizados e sim o faturamento das empresas, sendo que uma entrega ao sistema público referente ao consumo de 2011, entregue no final de 2010, foi contabilizada como se fossem tratamentos realizados em 2010. O número correto a ser considerado é aproximadamente de 15.000 tratamentos.
Entre os países asiáticos a estimativa é de 100.000 tratamentos em 2010, ficando o Japão na frente com 40.000 tratamentos, enquanto na Europa a França, Alemanha e Itália realizaram cada um deles uma media de 10.000 tratamentos em 2010. O Egito realizou em 2010 uns 20.000 tratamentos e a Austrália uns 12.000 no mesmo ano.
Concluem os autores que a capacidade de tratamento pode ter sido atingida nos países em que o tratamento da hepatite C foi estabelecido antes de 2004 e por isso a diminuição acontecida no número de tratamentos ao se comparar com 2004. Diferente naqueles países em que o tratamento teve maior oferta por parte dos governos após 2004, o que explicaria o aumento substancial.

Conclusão:
Se avaliamos o Brasil pelo número de tratamentos realizados em 2010 ficamos muito bem nesta fotografia, pois estaríamos em quarto lugar, atrás somente dos Estados Unidos, Japão e do Egito. Mas se analisamos os números em função da população do país e do número de infectados em relação percentual a quantos tiveram acesso ao tratamento, então a nossa posição cai para um lugar entre a 15ª e 20ª colocação, assim, nesta fotografia estamos meio fora de foco.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ATX-BA - UTILIDADE PÚBLICA - Anemia Falciforme

 Saúde da população negra é abordada em Comissão


O presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia, José de Arimateia (PRB), - integrado as Comissões Especial de Igualdade Racial e Direitos Humanos e Segurança Pública da Casa Legislativa - promove, com programação especial, nesta terça-feira (20), o Dia da Consciência Negra.
O evento acontece na Sala Eliel Martins, do Edifício Luiz Eduardo Magalhães, ás 9h, com a realização de duas palestras. A primeira contará com a presença da Drª Ângela Zanette, referência na Bahia no tratamento da Anemia Falciforme, que atinge os afrodescendentes brasileiros. Em seguida, o colegiado será contemplado com informações relacionadas ao Programa de Saúde da População Negra de Salvador, através de esclarecimentos da Drª Silvia Augusto. 
"O predomínio da Anemia Falciforme chega a 5,5% no estado da Bahia. É uma situação preocupante. O evento é uma alternativa para encontrarmos formas de democratizar as informações sobre a doença entre a população negra, e ressaltar a importância de se realizar os exames preventivos”, esclareceu Arimatéia.

sábado, 17 de novembro de 2012

ATX-BA - Utilidade Pública -Como saber se estou com diabetes

Afetando mais de 300 milhões de pessoas ao redor do planeta, a diabetes mellitus pode ser classificada como uma coletânea de distúrbios metabólicos que acarretam o aumento dos níveis da glicose sanguínea a valores acima de 125 miligramas por decilitro. Esse evento patológico, que aos olhos de um leigo pode parecer trivial, é capaz gerar conseqüências graves para a saúde de uma pessoa e por isso deve ser sistematicamente prevenido.





Infelizmente, os atuais estilos de vida, alimentação e comportamento das pessoas favorece cada vez mais o aparecimento desta doença. Aparecimento este que na maioria nas vezes ocorre de forma silenciosa, com através de sintomas sutis, e que só são relacionados a diabetes quando começa a trazer conseqüências mais sérias.
 
Por isso, neste Como saber se estou com diabetes, Comofas te ensina a reconhecer e prevenir esta doença.

Tipos de diabetes

Antes de tudo é preciso entender como funciona a doença que basicamente é dividida em dois subtipos. Diabetes Mellitus tipo 1 e tipo 2, a apresentação dos sintomas é basicamente a mesma mas a diferença do mecanismo de desenvolvimento das duas é fundamental para o correto tratamento e prevenção de seqüelas.

Diabetes mellitus tipo 1



Trata-se de uma doença auto-imune, ou seja, há uma produção de anticorpos (proteínas que defendem nosso organismo contra invasores como vírus e bactérias) que reconhecem as células do nosso corpo como agentes agressores. No caso deste tipo de diabetes, a células agredidas são justamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Sendo a insulina o hormônio/proteína responsável pela entrada de glicose na célula, a sua falta invibializa tal entrada aumentando assim os níveis de glicemia no indivíduo. Normalmente manifesta-se em pessoas jovens, abaixo dos 35 anos, e seu tratamento é feito, basicamente, pela injeção intramuscular de insulina.

Diabetes mellitus tipo 2


Na diabetes tipo dois, ao contrário da 1, normalmente, não há problemas com a produção insulina pelo pâncreas, ao contrário, sua produção é continuada. O problema é a chamada resistência periférica à insulina, que diz respeito à incapacidade de interação desta com as células adiposas e musculares. Ou seja, há a produção do hormônio, porém este, devido a problemas genéticos e alguns outros como obesidade se sedentarismo, não consegue levar a glicose para o interior das células, resultando, novamente, no quadro de hiperglicemia.

Trata-se de uma condição mais comum que a observada no tipo um, e atinge principalmente pessoas acima de 40 anos. Seu tratamento geralmente é feito combinando-se reeducação alimentar, exercícios físicos, medicamentos hipoglicemiantes orais e, em casos mais pronunciados, a combinação de todos os outros com a utilização de insulina.
 
Os principais sintomas dos dois tipos de diabetes são:



  • Sede intensa
  • Fome intensa
  • Vontade de ir urinar muitas vezes, principalmente durante a noite
  • Dores nas articulações dos membros inferiores
  • Aumento de susceptibilidade à infecções
  • Problemas visuais
  • Dificuldades de cicatrização
  • Emagrecimento sem motivo aparente, mesmo com a alimentação aumentada
  • Fraqueza e fadiga
  • Irritabilidade aumentada
  • Mudanças súbitas de humor
  • Naúseas e vômitos
  • Impotência sexual
Apresentando mais três ou mais dos sintomas acima, procure imediatamente um médico ou uma unidade de saúde para medir sua glicemia.

Não deixe de ver também nosso artigo sobre Como cuidar da saúde bucal se você tem diabetes.


http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=79549907569708075#editor/target=post;postID=1931658066028337534
Mais informações em: http://www.diabetes.org.br/

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ATX-BA - UTILIDADE PÚBLICA - DIA MUNDIAL DA DIABETE


O Dia Mundial do Diabetes foi comemorado na quarta-feira  (14.11) e, para marcar a data e alertar sobre a importância da prevenção e do tratamento da doença, uma série de eventos foram programados. No Rio, por exemplo, o Cristo Redentor foi iluminado de azul, a cor que representa mundialmente a data.
DiabeteNet.Com.Br
Informações sobre a doença
Dra. Denise Franco - Endocrinologista
Diabetes Mellitus é um distúrbio metabólico decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade desta de agir adequadamente. A insulina é o hormônio produzido nas células Beta das ilhotas de Langerhans do pâncreas, que possibilita a entrada de glicose (nossa fonte de energia) dentro das células, sua falta promove o aumento do nível de glicose no sangue (hiperglicemia) alterando também o metabolismo das proteínas e gorduras.
O Diabetes Mellitus é um dos maiores problemas de saúde pública, a incidência do DM tipo I, faixa etária de 0 a 15 anos, é de 7,8% da população e do tipo II, faixa etária de 30 a 69 anos, a incidência é de 7,6 % e vem aumentando de forma explosiva, sendo que metade desses portadores não sabem que tem a doença.

Acometem pessoas de qualquer idade. Os riscos são maiores em pessoas com excesso de peso e histórico familiar de diabetes
Tipos de Diabetes

O Diabetes é classificado em dois tipos mais freqüentes:
Diabetes Tipo 1: Surge mais freqüentemente em crianças e adultos jovens. Ocorre a destruição das células Beta, geralmente ocasionando deficiência absoluta de insulina, necessitando fazer uso de insulina diariamente. É de natureza auto-imune.
Diabetes tipo 2: é a forma clássica com graus variados de resistência a ação da insulina e uma deficiência relativa de insulina, geralmente está associado a obesidade. A prevalência maior era entre os mais velhos mas com o aumento de crianças obesas tem-se observado uma incidência maior em faixas etárias mais baixas. O tratamento inicial inclui dieta e quando necessário medicação oral.

A Diabetes Gestacional surge em mulheres grávida que não eram diabéticas, ocorre alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Podem futuramente desenvolver o Diabetes tipo 2.
Outros tipos específicos inclui as várias formas de diabetes do jovem MODY ( Maturity-Onset Diabetes of the Young ).
São situações raras de ocorrer e são causadas por: Defeitos genéticos funcionais das células Beta e na ação da insulina;
Doenças do Pâncreas;
Endocrinopatias;
Induzidos por fármacos e agentes químicos;
Infecções;
Formas incomuns de diabetes imuno-mediado;
Outras síndromes genéticas associadas ao diabetes.
VALORES REFERÊNCIA DE GLICEMIA O Valor de Glicemia normal de 70 a 110mg/dl em jejum oral de 8 horas.
Os Valores intermediários entre 110-126 mg/dl devem ser melhor investigados com outros testes para afastar o diagnóstico de diabetes.
É aceitável a glicemia pós-prandial (após refeição ) de 140mg/dl.
Pacientes acima de 45 anos com história de obesidade e alteração de colesterol e parentes com diabetes devem realizar o teste de glicemia de jejum pelo menos entre 1 a 3 anos.
Sintomas Causados Diabetes Tipo 1 Aumento do número de vezes de urinar - Poliúria
Sede excessiva - Polidipsia
Excesso de fome - Polifagia
Perda rápida de peso
Fadiga, cansaço de desanimo
Irritabilidade


Diabetes Tipo 2 Além de poder apresentar os mesmos sintomas que o Diabetes Tipo 1, freqüentemente menos intenso, o Diabetes Tipo 2 ainda apresenta os seguintes sintomas:

Infecções freqüentes
Alteração visual (visão embaçada)
Dificuldade na cicatrização de feridas
Formigamento no pés
Furunculose

Formas de Tratamento
O tratamento do Diabetes tipos 1 e 2 inclui as seguintes estratégias:
Educação de Modificação do Estilo de Vida que se baseiam em:

Reorganização dos hábitos alimentares
(alimentação equilibrada e orientada por nutricionista);
Atividade física;
Tratamento medicamentoso
(insulina e/ou hipoglicemiante oral)
ALIMENTAÇÃO A alimentação é um dos pontos fundamentais no tratamento do Diabetes. Ela deve ser individualizada levando em consideração o estado nutricional do paciente e hábitos de vida, possibilitando o melhor controle metabólico. Seus objetivos são:

Contribuir para a normalização da Glicemia;
Diminuir os fatores de riscos Cardiovascular;
Fornecer calorias suficientes para obtenção e/ou manutenção do peso corpóreo saudável;
Prevenir complicações agudas e crônicas.
ATIVIDADE FÍSICA A atividade física é de fundamental importância e deve estar integrada na vida do paciente diabético devido aos benefícios do exercício à ação da insulina.

Ela contribui para a redução da glicemia e da necessidade de insulina e medicamentos, pois ela melhora a captação de glicose pelas células.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Os portadores de Diabetes tipo 1 têm que aplicar insulina diariamente o que envolve o uso de seringa e agulha, caneta de insulina, ou pode ser fornecida por uma bomba de insulina.

Bombas de insulina são usadas junto ao corpo em um cinto ou no bolso. Elas liberam insulina por meio de um tubo que a conecta a uma agulha colocada sob a pele e quantidades extras de insulina necessárias antes das refeições, dependendo do nível de glicose no sangue e da refeição.

A necessidade de insulina é diferente para cada pessoa e deve ser adequada ao estilo de vida e tipo de atividade física.

A TERAPIA DEVE SER MONITORADA PELO PACIENTE ATRAVÉS DE TESTES DE GLICEMIA COM APARELHOS – GLICOSÍMETROS E COM O TRATAMENTO INTENSIVO COM VÁRIAS DOSES DE INSULINA AO DIA, SEGUINDO ORIENTAÇÃO DE UM MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA.
O paciente portador de diabetes tipo 2 faz o tratamento medicamentoso quando necessário. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e deve ser individualizado.

Usam-se hipoglicemiantes orais e, eventualmente haverá necessidade de introdução de insulina nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.
O CONTROLE DA GLICEMIA É FUNDAMENTAL NA BOA QUALIDADE DE VIDA E PARA EVITAR O APARECIMENTO DE COMPLICAÇÕES FUTURAS.

ATX-BA - informando - ABTO


Continuamos mantendo a rota

EDITORIAL


Estamos  próximos  da  metade  do  tempo  planejado  de  10 anos, até 2017,  os objetivos propostos em 2007 estão sendo atingidos.  Comparado  com  o  ano  anterior,  obtivemos  um aumento de 15% na taxa de notificação (43,6 pmp), de 21% na taxa de doadores efetivos (12,9 pmp), de 16% na taxa de doadores efetivos com órgãos transplantados (12,3 pmp) e de 5% na taxa de efetivação da doação. (29,7%).


Houve um crescimento de 9,4% na taxa de transplantes renais (28,5 pmp) e de 10,5% na taxa de transplantes hepáticos e uma queda de 13,1% na de transplante de pâncreas. Deve- se comemorar o aumento expressivo da taxa de transplantes cardíacos (39%) e pulmonares (34%), ressaltando, entretanto, que  esses  números  estão  muito  abaixo  do  esperado  em relação a taxa de doadores do país e a necessidade estimada de transplantes.

Os transplantes de córneas cresceram 6,8% (82,1pmp) e estão muito próximos de atingirem a necessidade estimada (90 a 95 pmp), a chamada ”fila zero. Cinco estados e o Distrito Federal já realizam mais transplantes que a necessidade: DF (188 pmp), GO (161 pmp), SP (140 pmp), PE (119 pmp), PR (102 pmp) e ES (92 pmp). A lista de espera, de acordo com o crescimento no número de transplantes, vem caindo sendo atualmente de 6.451 pacientes.

Um aspecto que deve ser melhor avaliado é o número de pacientes em lista de espera para transplante de órgãos. A diminuição dos pacientes em lista para o transplante de rim, atualmente de 20.005, não deve ser creditada ao aumento dos transplantes (ainda insuficiente), mas a talvez um pequeno ingresso em lista (no RS grande dificuldade dos pacientes do SUS marcarem consulta de investigação para ingresso em lista de espera por problemas burocráticos) e por inativação por  vários  motivos dos  pacientes  em  lista  de  espera  (soro vencido, recusas de transplante, etc).   O número esperado em lista de espera para o transplante renal seria em torno de 30.000 a 35.0000.   também uma diminuição no número de pacientes em  lista de espera para transplante hepático (1.351) e um persistentemente pequeno número de pacientes em lista de espera para transplante de coração (192) e de pulmão (152).


Em  relação  a  taxa  de  doadores  efetivos  destacaram-se  SC (25,6 pmp), CE (22,1 pmp), DF (20,8 pmp) e SP (19,1 pmp), seguidos pelo RS (17,0 pmp), RN (15,6 pmp), ES (15,2 pmp) e RJ (15,0 pmp).   A negativa familiar foi responsável por 27,4% das causas de não efetivação da doação, mas 45% das famílias entrevistadas  recusaram a doação (1.178 de 2.617), sendo as taxas mais elevadas observadas no MA (80%), AC ( 75%), PB (67%), MS (60%) e BA (60%), sugerindo que se deveria trabalhar de  forma  mais  aprofundada  esse  tema  nesses  estados.    A morte  encefálica  não  pode  ser  confirmada  em  522  casos (8%), sendo os estados com maior dificuldade RO (50%), AC (48%), PB (32%) e ES (32%), também nesses estados se deveria atuar mais nesse aspecto. a parada cardíaca, que ocorreu em   895 casos (14%), com maior frequência no MS (45%) e em GO (45%), não está apenas relacionada a  problemas de manutenção  do  potencial  doador,  mas  também  a  demora no diagnóstico de ME ou outras situações.  Também se está utilizando doadores mais idosos, em torno de 14% tinham acima de 60 anos de idade.
No transplante renal destacaram-se RS (50,5 pmp), SP (47,7 pmp) e PR (41 pmp). O RS é o único estado que realiza mais do 40 transplantes pmp com doador falecido (42,1 pmp), graças ao projeto de receber rins não utilizados em outros estados, enquanto que PR (15,8 pmp) e SP (14,4 pmp) são ainda os únicos estados que realizam mais do que 10 transplantes renais com doador vivo pmp.  A queda no número de transplantes com  doador  vivo  persiste,  sendo  responsável  por  apenas 26,7% dos transplantes renais, quando era em torno de 50% há cinco ou seis anos. A taxa de doador vivo não parente e não cônjuge, está caindo (5,1%).
No transplante hepático, a taxa com doador vivo foi de 7,9%, e está diminuindo de forma mais lenta que no  transplante renal., sendo realizado de forma consistente, apenas em SP (2,2 pmp), RJ (1,2 pmp) e PR (0,8  pmp). Destacaram-se CE (20,2 pmp), SC (18,1 pmp), PE (15,9 pmp) e DF (15,6 pmp) nessa modalidade de transplante.

O transplante cardíaco foi realizado em nove estados e o DF (6,7 pmp) e o CE (3,6 pmp) apresentaram o melhor desempenho, enquanto que o transplante pulmonar foi realizado em somente três estados, RS (2,9 pmp), SP (0,8 pmp) e CE (0,5 pmp).

Apenas sete estados realizaram transplante de pâncreas, sendo PR (2 pmp) e SP (2 pmp) os mais ativos, seguidos por MG (1,4 pmp) e CE (1,4 pmp). O transplante simultâneo de rim e pâncreas foi a modalidade mais empregada (76,4%), seguido do transplante de pâncreas após rim (16,2%) e do transplante isolado de pâncreas (7,4%).

Portanto, apesar de dificuldades como portarias de imunossupressãoo não condizentes com a realidade atual, dificuldades burocráticas para o ingresso de pacientes do SUS em lista de espera, em pelo menos um estado, que devem ser revertidas, as novidades são positivas com reajustes nos valores de remoção de órgãos e de transplantes (falta o reajuste do ambulatório, há 14 anos com o mesmo valor) e com as tutorias e os resultados obtidos refletem o trabalho das equipes de transplante, das  coordenações hospitalares e OPOs, das Centrais Estaduais, da Central Nacional e do SNT, com a atuação da ABTO. Entretanto, o desafio é grande e não podemos baixar a guarda.
Dretoria e Conselho da ABTO

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ATX-BA - UTILIDADE PÚBLICA - Agência de Notícias da AIDS

Falhas nos exames NAT para detecção do HIV e da hepatite C são graves, consideram ativistas

Durante o congresso da Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), realizado entre os dias 8 e 11 de novembro no Rio de Janeiro, médicos alertaram que o teste de sangue fabricado pelo governo brasileiro (NAT) e que está sendo testado no Sistema Único de Saúde para a detecção precoce do vírus HIV e da hepatite C tem falhas. A informação ganhou destaque no jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira, 13 de novembro.
O objetivo do teste NAT (ácido nucleico) é reconhecer o material genético do vírus e detectar a sua presença mais cedo no organismo do que o Elisa, garantindo uma melhor segurança no sangue usado nas transfusões
.

No entanto, segundo explicou o diretor da ABHH e médico do hemocentro da Santa Casa de São Paulo, Dante Langhi Junior, à Folha de S.Paulo, “a gente testa com o Elisa e dá positivo (para aids ou hepatite), depois testa com o NAT do governo e dá negativo. Volta a testar a mesma amostra com o NAT comercial e dá positivo. O teste do governo não garante a segurança a que ele se propõe."
Para o presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, o problema é grave. “Um fator que já tínhamos conseguido diminuir no Brasil é a transmissão do HIV por meio de sangue contaminado, mas depois desta informação voltaremos a nos preocupar com isso”, disse.

Os médicos da ABHH que alertaram para o problema, no entanto, ressaltam que não há registros de transmissões de doenças devido às falhas do NAT.
Mesmo assim, Renato da Matta, da direção do Fórum de ONGs/Aids do estado do Rio de Janeiro, questiona esta informação. “Que certeza temos disso? Preocupa me sim que tenha havido algum contágio de HIV por conta de sangue contaminado”, comentou. “Já era para eles (governo) terem suspendido imediatamente estes testes”, acrescentou.
Márcia Leão, do Fórum do ONGs/Aids do Rio Grande do Sul, tem dúvidas sobre como o governo fará para que
o NAT efetivamente apresente um resultado satisfatório. “Estão gastando para implementar um teste que falha, enquanto que esse dinheiro poderia estar sendo utilizado para outras ações contra a epidemia”, comentou.
As falhas no exame apontadas pela ABHH também preocupam Jeová Pessin Frogoso, coordenador do Grupo Esperança, que orienta portadores de hepatite C e familiares. “Desde 1993, quando melhoraram os processos de testagem do sangue, nossa preocupação sobre a transmissão do vírus C da hepatite passou a ser mais sobre o compartilhamento de alicates, por exemplo, mas esta informação pode representar um retrocesso”, comentou.
Jeová é um dos organizadores do X Encontro Nacional de ONGs de Hepatites Virais e Transplantes Hepáticos, que ocorrerá em Santos, litoral de São Paulo, de 15 a 17 de novembro. O recente alerta sobre as falhas do NAT será levado pelo ativista para debates no Encontro.
Ministério nega falhas


A Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde informa que a qualidade e eficácia do exame NAT sendo testado na rede pública foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Segundo a Pasta, não há reclamação oficial dos hemocentros onde o novo exame está sendo testado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará, Paraná, Amazonas, Pará e no Distrito Federal.

Para o jornal Folha de S.Paulo, o coordenador da área de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, disse que o teste está em fase de desenvolvimento e que os problemas são "totalmente solucionáveis".
"Temos soluções tecnológicas e ajustes, mas nenhum problema que invalide o teste", afirmou. Segundo o jornal, ele garantiu ainda que esses ajustes acontecerão até a publicação da portaria, que tornará o teste obrigatório, prevista para sair até o final do mês.

A Assessoria do Ministério ressalta à Agência de Notícias da Aids que a data da publicação da portaria obrigando o teste ainda não está definida.

Redação da Agência de Notícias da Aids

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ATX-BA participa da Campanha " ASSINE+SAÚDE"



Centenas de pessoas participaram do lançamento da Campanha “Assine+Saúde”, realizada no início da manhã, desta terça-feira (13), na sala Eliel Martins, na Assembléia Legislativa da Bahia. O ponta pé

inicial foi dado pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Casa Legislativa, José de Arimatéia (PRB), que garantiu fortalecer e intensificar os trabalhos inserindo postos de coleta de assinaturas em órgãos públicos, entidades representativas de várias categorias e sociedade civil organizada.                        

O movimento, estreado na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, mobiliza toda a sociedade na coleta de assinaturas, com a finalidade de reunir 1,5 milhões de assinaturas, em pelo menos cinco Estados, para serem apresentadas ao Congresso Nacional e viabilizar um Projeto de Lei de iniciativa popular, que motive a aplicação mínima de 10% da receita corrente bruta da União na Saúde Pública, para maiores investimentos e melhorias dos serviços no setor.
Na oportunidade, o deputado Arimatéia afirmou ainda que a regulamentação da Emenda Constitucional 29, sozinha não garante uma saúde pública apropriada de investimentos da União no setor, assim como a fiscalização e punição para Estados e Municípios que costumam descumprir aplicação na área.
“Conto com o apoio de todos vocês para uma mobilização suprapartidária, que visa uma saúde pública digna para todo o povo brasileiro. Como parlamentar, vou estar em repartições públicas, além de diversos hospitais, shoppings, faculdades, com a única missão do maior acolhimento de assinaturas. A expectativa é que na Bahia sejam adquiridas 300 mil assinaturas”, destacou o presidente do colegiado.
Estiveram presentes a vice-presidente da Comissão de Saúde, Graça Pimenta; o diretor da Casa dos Aposentados e representante do presidente da Ordem dos Advogados da Bahia, Marcos Barroso; coordenador do Sistema Estadual de Transplante, Eraldo Moura; o diretor Geral da Fundação Paulo Jackson e da TV Assembléia, Acurcio Vaz; representante do secretário Jorge Solla, Washinton Couto, além de pacientes e membros da sociedade civil organizada,como a presidente da Associação dos Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA), Márcia Chaves, e o GruparkinsonBahia de Salvador.