A mudança faz parte das novas regras incluídas no Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes, que foi assinado pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão e aguarda publicação no Diario Oficial, o que possivelmente ocorrerá hoje.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Diario de Pernanbuco
A mudança faz parte das novas regras incluídas no Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes, que foi assinado pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão e aguarda publicação no Diario Oficial, o que possivelmente ocorrerá hoje.
domingo, 25 de outubro de 2009
globo.com
/ brasil / Transplantes
O Portal de Notícias da Globo
24/10/09 - 12h00 - Atualizado em 24/10/09 - 12h00
Mudança de regras divide pacientes na fila de transplantes
Menores de 18 anos terão prioridades após alterações.Representantes de entidades que tratam do assunto elogiaram mudanças.
Marília Juste Do G1, em São Paulo
“São normas muito positivas e demonstrações de que o Brasil está no caminho certo nesse assunto”, afirma Ben-Hur Ferraz Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
A avaliação é a mesma de Térsio Genzini, coordenador médico da Associação para a Pesquisa e Assistência em Transplantes (APAT).
“Várias dessas regras já eram práticas comuns em São Paulo. Agora o governo está expandindo isso para o resto do país. É uma boa medida que dá credibilidade a todo o processo”, diz ele.
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Menores de 18 anos terão prioridade na fila de transplante, diz Ministério
Entre os pacientes, no entanto, as opiniões estão divididas. Alyne Novaes, de 30 anos, na fila por um rim há dois anos e nove meses, concorda com as mudanças – principalmente com a priorização de menores de idade para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária.
Geraldo de Oliveira e Alyne Novaes, que buscam transplantes de rim, concordam com a priorização dos jovens.
“Crianças, adolescentes, jovens têm que ter prioridade mesmo porque eles não viveram nada ainda. E é muito triste ficar preso na espera de um transplante. Isso não é vida para uma criança. Já é muito ruim para a gente que é mais velho, mas a gente entende melhor, aguenta melhor”, afirma. “É vantagem para eles, é desvantagem para a gente, que fica para trás. Mas eu acho que está certo”, acredita.
Esse é o segundo transplante que Alyne espera. Diabética desde os três anos de idade, ela perdeu a função do rim há dez anos. Ficou com o primeiro rim que recebeu por oito anos até precisar de um novo transplante. E, agora, duplo. “Preciso de um rim e de um pâncreas. Nem sei como é não estar doente. Onde eu vou, a insulina está comigo”, conta ela.
É muito triste ficar preso na espera de um transplante. Isso não é vida para uma criança"
Geraldo de Oliveira, de 65 anos, perdeu a função dos rins e agora tenta um lugar na fila. Ele também concorda com a priorização dos mais jovens. “É lógico que eu também quero um rim. "Eu preciso de um rim. Mas eu acho importante para os jovens também. Eles ainda têm muita coisa pela frente”, afirma.
Na fila há quatro anos e meio por um fígado, Eliana Favero, de 52 anos, não concorda tanto com as mudanças. “Eu entendo que os jovens precisam, mas o problema é maior que isso. Tenho um amigo de 33 anos que fez transplante de pulmões. Ele estava quase morto. O órgão veio de um jovem de 18 anos. Hoje ele não teria conseguido o transplante”, afirma.
"Eu preciso de um órgão, eu posso morrer por uma série de complicações, mas eu fico deixada na fila"
Com uma doença genética rara que atacou seu fígado, Eliana também critica os critérios para a organização da fila. “As pessoas com a minha doença, por ser especialmente rara, são prejudicadas, porque o nosso risco de morte pela doença não muda muito. Eu preciso de um órgão, eu posso morrer por uma série de complicações, mas eu fico deixada na fila. É uma loteria, quanto pior você está mais pontos ganha”, explica.
“Não estou reclamando que as outras pessoas tenham o órgão na minha frente. Elas têm que ter, elas precisam ter. Não sou contra a lei, mas o governo também deveria olhar para a gente. Tem hora que eu me sinto um número. Essas regras ajudaram 80%, mas, nós, os 20%, fomos prejudicados”, afirma Eliana.
Para o vice-presidente da ABTO, o problema de pacientes como Eliana não são os critérios para a priorização dos pacientes, mas a falta de doadores. “Os critérios usados para decidir quem recebe qual órgão são claros e baseados nas melhores evidências médicas que temos à nossa disposição. A solução para esse tipo de problema não é mudar o critério mas aumentar as campanhas e fazer de tudo para que aumente o número de doações”, afirma Ferraz Neto.
“Quanto mais órgãos tivermos, mais poderemos avançar na fila e atender a todos os casos”, explica.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A Tarde Online
Helga Cirino*, do A TARDE
Fernando Vivas / Agên
cia A TARDE
Jane Miranda fez transplante de pâncreas e ressalta a importância da doação .
A prioridade para crianças e adolescentes de até 18 anos na fila para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária, uma das novas regras para transplantes no País, foi bem recebida por militantes da causa. A coordenadora da Associação de Pacientes Transplantados do Estado da Bahia (ATX) Márcia Chaves acredita que, será possível aumentar o banco de doações na Bahia, que, segundo ela, “é muito pequeno”. Atualmente, há 3.808 pessoas na fila por transplantes no Estado. A maioria, 2.618, espera por um rim.
Para o titular da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset), Eraldo Salustiano de Moura, o maior desafio para o aumento do número de transplantes no Estado é a recusa das famílias em doar os órgãos das vítimas de morte encefálica . “Neste ano, em Feira de Santana, 100% das famílias entrevistadas não aceitaram doar os órgãos de seus familiares com diagnóstico de morte encefálica. Em Barreiras 80% recusaram e em Salvador, 60% disseram não”, informou ele.
De acordo com as estatísticas do Sistema Nacional de Transplantes, a Bahia está em 10° lugar em número de transplantes no País. Atrás de outros estados nordestinos como Pernambuco e Ceará, que estão em 4° e 7° lugares, respectivamente, no ranking nacional. O primeiro é o Estado de São Paulo, com 3.902 transplantes realizados neste ano. A Bahia realizou 131.
Salustiano também vê com otimismo a nova regulamentação. Ele aposta principalmente na maior disponibilidade de recursos para o trabalho de capacitação dos profissionais de saúde para a abordagem das famílias nas unidades hospitalares. “É preciso muito investimento em educação para o convencimento das famílias em permitir a doação dos órgãos”.
A nova regulamentação do Sistema Nacional de Transplantes foi anunciada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anteontem e passará a vigorar a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.
A coordenadora da ATX, Márcia Chaves também comemorou as novas regras que permitem que doadores que tenham alguma doença transmissível, como hepatite, possam doar seus órgãos a pacientes que tenham a mesma enfermidade. “Os transplantados devem ter muita consciência quando tomarem a decisão de aceitarem o transplante com ‘órgãos marginais’, mas a mudança vai salvar muitas vidas”, alertou.
Transplantados - Para a transplantada Jane Miranda, advogada aposentada, uma das melhores mudanças é a transparência que vai proporcionar o novo programa. “Permitirá à equipe médica a atualização online do prontuário do paciente e quem estiver à espera de um órgão também poderá ver na internet a sua posição e o andamento da fila”, comemorou.
De acordo com ela, o grande avanço na Bahia será conseguir executar as mudanças. “Seria uma vitória se os pacientes pudessem acompanhar tudo pela internet”, afirmou Jane.
Ela ressalta a importância de uma política de transplante na Bahia. “Que vai incentivar tanto a doação de órgãos quanto a necessidade de sobrevida dos pacientes”, alertou. A mulher descobriu que tinha diabetes em 1995, depois de receber uma das melhores notícias de sua ida: a de que estava grávida.
Ela lutou por sete anos pela vida até que conseguiu um doador. “Fiz o primeiro transplante de pâncreas da Bahia”. Hoje com o filho aos 14 anos, ela esbanja alegria. “Meu filho é muito lindo, a coisa mais linda do mundo. Defendo a causa dos transplantados e sempre defenderei”, afirmou.
A transplantada Margareth de Lourdes Soares, 32 anos, administradora, também acredita que a lei só vai beneficiar a política de doações de órgãos. “O aproveitamento de órgãos marginais só vai aumentar os índices de transplantados na Bahia, além de fornecer uma sobrevida a milhões de pacientes”, disse.
Ela realizou um transplante de córnea em 1999. “Um simples gesto de um familiar de uma vítima trouxe luz a minha vida. Hoje posso ver”, contou orgulhosa.
Outras mudanças - A doação entre não aparentados que, pela regra antiga, era feita com autorização judicial, gora terá que passar pelo aval de uma comissão de ética formada por funcionários dos hospitais.
O impacto da implementação da nova legislação, que inclui aumento nos valores pagos pelo SUS a procedimentos ligados a transplantes, será de R$ 24,1 milhões no orçamento do Ministério da Saúde até o final do ano que vem. Segundo o coordenador da Coset, desses recursos em torno de R$ 3 milhões serão destinados para a Bahia.
*Colaborou Maiza de Andrade
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Portal da Saúde - MS
MS anuncia investimentos de R$ 24,1 milhões em transplantes
Ministério dobra valores de procedimentos de captação de órgãos e acrescenta ações para incentivar realização de transplantes. Ministro divulga novo regulamento técnico.
“As medidas anunciadas hoje tem duas facetas, ampliar e sensibilizar a população a se declarar doadora e ao mesmo tempo inovar em mecanismos que ampliem a captação de órgãos e, portanto, a realização de tranplantes”, declarou o ministro. “Esse conjunto de medidas com certeza vai impactar essas pessoas que aguardam ansiosamente por um órgão em uma fila de espera”, acrescentou.
O Ministério também quer aumentar o número de transplantes de pele e ossos. Para isso, anuncia desdobramentos de procedimentos relacionados à doação de tecidos com o objetivo de permitir a integração de mais equipes. Isso ocorrerá mesmo em estados que ainda não tenham bancos de tecidos. “A retirada e o processamento de pele são procedimentos completamente novos no SUS”, afirmou Alberto Beltrame, secretário nacional de Atenção à Saúde.
O transplante de pele é indicado para tratar grandes queimaduras. Além de amenizar o sofrimento dos pacientes, é uma terapia salvadora de vidas que ganha maior importância pelo fato de as queimaduras extensas serem muito prevalentes em crianças.
Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde mostram que o número de transplantes de órgãos realizados em todo o país, com doador falecido, subiu 24,3% no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008. “Esse é o momento de comemorar os resultados alcançados, mas também de aprimorar o sistema”, ponderou Beltrame.
Tabela 1: Novos valores para procedimentos de transplantes (Em R$)
Procedimento Valor atual Novo valor
Manutenção e taxa de sala 450,00 900,00
Retirada de coração 585,00 1.170,00
Ret coração p valvas 130,00 260,00
Retirada de fígado 1.170,00 2.340,00
Retirada globo ocular uni/bilateral 161,19 322,38
Retirada pâncreas 1.170,00 2.340,00
Retirada pulmões 1.170,00 2.340,00
Retirada rins cadáver 585,00 1.170,00
Coordenação sala 200,00 400,00
Diária de UTI * 363,31 508,63
Entrevista familiar doador ME 210,00 420,00
Procedimento Valor (Em R$)
Entrevista familiar doador coração parado 420,00
Avaliação do doador de órgãos e tecidos para transplantes 215,00
Acompanhamento de pacientes no pré transplante 135,00
Retirada de tecido ósteo-condro-fascio-ligamentoso 1.170,00
Retirada de pele 1.170,00
Processamento de pele (até 1000 cm²) 259,13
Processamento de pele (até 500 cm²) 259,13
Em sua redação final, o regulamento traz informações importantes sobre as inscrições e os procedimentos relacionados aos transplantes. Uma das mudanças é o refinamento dos critérios de distribuição de órgãos com normas claras para garantir a segurança biológica. “Criamos mecanismos legais para consolidar o que antes estava na esfera das boas práticas, ou seja, impedir a transmissão de doenças por transplantes. Órgãos de um doador que tenha hepatite C, por exemplo, passam a poder ser transplantados em um paciente que também seja portador do mesmo vírus, e sob seu consentimento formal”, explicou Rosana Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). As equipes transplantadoras também precisam dar o consentimento. As definições complementam os preceitos da Lei Brasileira de Transplantes.
As novas regras atingem também as doações intervivos de doadores não aparentados. Atualmente, esse tipo de procedimento precisa ser autorizado pela Justiça. De acordo com o novo regulamento, o transplante precisará passar pelo crivo de uma comissão de ética formada por funcionários do hospital onde será realizado o procedimento. Só com a aprovação dessa comissão é que o caso segue para análise judicial. “Isso é importante porque são os profissionais dos hospitais que sabem em que condições aquela doação acontecerá”, argumentou Rosana Nothen.
- Doadores que tenham alguma doença transmissível passam a poder doar para pacientes que tenham a mesma enfermidade.
- A ficha do paciente deve estar sempre atualizada
- Pessoas abaixo de 18 anos passaram a ter prioridade para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária.
- Todas as crianças e adolescentes passaram a ter direito a se inscrever na lista para um transplante de rim antes de entrar na fase terminal da doença renal crônica e de ter indicação para diálise.
- Criação de organizações de procura de órgãos.
- A doação intervivos de doador não aparentado passa a precisar de autorização de uma comissão de ética formada por funcionários dos hospitais.
ORGANIZAÇÃO - A atualização de dados dos pacientes na lista de transplantes era uma recomendação na normatização anterior. O atual regulamento trouxe ajustes para fazer com que isso seja feito de forma mais sistemática e automaticamente pela equipe transplantadora. “Criamos mecanismos de controle mais estreitos. O paciente para continuar na lista esperando um transplante deve manter sua ficha atualizada, mostrando que está em condições de receber o órgão ou o tecido”, detalhou a coordenadora do SNT.
AGILIDADE – No lançamento do novo regulamento, o ministro anunciou também o plano nacional de implantação de organizações de procura de órgãos. São equipes que atuarão em diversos hospitais buscando facilitar a doação de órgãos. “A ideia é agilizar e criar órgãos de assessoria técnica, distribuídos por todo o Brasil, para auxiliar os coordenadores hospitalares e os médicos intensivistas na identificação e manejo adequado nos casos de morte encefálica”, afirmou Rosana Nothen. “Essas organizações vão melhorar a estruturação da captação de órgãos”, acrescentou Beltrame.
Durante o evento, o ministro recebeu de Gerson Martins, representante do Conselho Federal de Medicina, os originais de um manual de utilização do protocolo de diagnóstico da morte encefálica. Esse texto atende a uma reivindicação da classe médica e será reproduzido pelo Ministério da Saúde e distribuído a todos os médicos do país.
PRÊMIO – O SNT divulgou também os vencedores do prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos – que condecora entidades e pessoas que contribuíram para a melhoria da doação de órgãos no país. Na categoria pessoa jurídica, a Rede Globo é a vencedora. Na pessoa física, o médico Agenor Stallini Ferraz.
As indicações para o prêmio foram feitas pelas centrais estaduais de transplantes. Com as realizações de cada indicado em mãos, um grupo formado por integrantes do Ministério da Saúde escolheu os vencedores. Os dois selecionados receberão o troféu na quarta-feira.
PARCERIA – No mesmo evento, o ministro José Gomes Temporão lançou o selo Organização Parceira dos Transplantes. “É uma forma de reconhecer esforços de entidades e organizações para o aperfeiçoamento do sistema”, diz Beltrame. As primeiras organizações que receberam o prêmio foram as empresas aéreas Webjet, TAM, NHT e Gol - Varig. A condecoração será dada por conta da atuação dessas companhias no transporte gratuito de órgãos a serem transplantados.
O Ministério aproveitou o lançamento do selo para renovar com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) o termo de cooperação para aumentar o transporte de órgãos no país, envolvendo novas companhias aéreas em atividade, adequando-se assim ao atual cenário da malha aérea brasileira.
Outras informações(61) 3315 3580 ou (61) 3315 2351
terça-feira, 20 de outubro de 2009
O Globo
Plantão Publicada em 19/10/2009 às 10h49mO Globo
SÃO PAULO - O número de transplantes de órgãos realizados em São Paulo neste ano já supera o recorde de 2008, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Até o dia 13 de outubro, 543 mortos tiveram seus órgãos - um ou mais - aproveitados em transplantes, 11,7% a mais do que no ano passado.
O total de órgãos transplantados chega a 1.443, o que representa 2,65 órgãos doados por pessoa. Foram realizados até 13 de outubro houve 77 transplantes de coração, 98 de pâncreas, 801 de rim, 443 de fígado e 24 de pulmão.
Em 2008 foram 486 doadores e 1.395 cirurgias.
De acordo com a Secretaria, o crescimento reflete o aprimoramento na captação, com coordenadores em 31 hospitais da rede estadual paulista. Esses profissionais identificam pacientes que possam ser potenciais doadores e acompanham os exames para viabilizar a doação.
Os médicos engajados neste projeto ganham até 4 mil por mês em remuneração extra. Em geral, eles trabalham em UTIs ou são neurologistas, têm bom relacionamento com os demais médicos e conhecem a rotina dos hospitais.
Eles visitam diariamente UTIs, terapias semiintensivas, recuperação pós-anestésica e pronto socorro para verificar a existência de pacientes com suspeita de morte encefálica, condição essencial para a doação, conversar com os chefes de equipe e ajudar na abertura de protocolos para a comprovação do óbito.
A cada notificação de doador potencial feita, uma mensagem de SMS é enviada ao telefone celular do médico da Central de Transplantes.
domingo, 18 de outubro de 2009
eBand Jornalismo
Brasil espera aumentar taxa de doação de órgãos em 2010
Karina Gomes cidades@eband.com.br
sábado, 17 de outubro de 2009
Jornal Feira Hoje
Vereador vai elaborar projeto de lei visando incentivar a doação de órgãos em Feira
De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, o estado de Santa Catarina foi o único a apresentar um aumento com 14,7 doadores por grupo de um milhão de pessoas. Enquanto na região do Nordeste, em especial na Bahia, vem apresentando uma queda significativa, perdendo para os estados de Pernambuco e Ceará em número de doadores de órgãos.
“Deve haver uma preocupação maior do Estado e do Município, no sentido de melhor esclarecer a comunidade sobre a importância da doação de órgãos para salvar vidas”. Diante desta preocupante realidade, Araújo está elaborando um projeto de lei propondo que seja realizada uma campanha de conscientização periódica, em Feira de Santana, para o convencimento das pessoas sobre a importância do gesto de quem decide doar seus órgãos pós-morte. O projeto prevê que a campanha seja realizada durante uma semana.
Em Feira de Santana, no ano passado, apenas seis famílias, das 15 que tiveram algum ente vítima de morte encefálica e poderiam doar seus órgãos, fizeram a doação. “Índice baixo e que desperta a preocupação de todos nós enquanto cidadãos”, desabafa o parlamentar.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Zero Hora
ARTIGOS
Não faltam doadores. Falta doação, por Francisco Neto de Assis*
Segundo o artigo “Sobre os transplantes”, publicado na edição de 7 de outubro de 2009, o principal gargalo na questão dos transplantes de órgãos é a doação.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
pe360graus.com
Recife sedia o décimo primeiro Congresso Brasileiro de Transplantes
No evento serão apresentadas as obras dos vencedores do Concurso Nacional de Pintura e Poesia Arte de Viver
Da Redação do pe360graus.com
sábado, 10 de outubro de 2009
Gazeta de Alagoas
Crianças transplantadas em Recife retornam a Maceió
Salvos por transplante de fígado, Rani Kelly e Cleylton recebem alta
Agência Alagoas
As crianças Rani Kelly e Cleylton, submetidos a transplantes de fígado no Hospital Osvaldo Cruz, em Recife, receberam alta médica nesta sexta-feira (9) e já estão de volta a Maceió, em companhia de funcionários da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). “A vida está acima de tudo.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Zero Hora
Sobre os transplantes, por Fernando de Oliveira Souza*
Todos sabemos que o principal gargalo na questão dos transplantes de órgãos é a doação.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Folha Online
Seriado médico que estreia nos EUA aborda transplante de órgãos
LÚCIA VALENTIM RODRIGUES da Folha de S.Paulo
Divulgação
Aparentemente, 15 anos de "ER" não foram suficientes para esgotar o assunto. O novo seriado mostra o dia a dia do maior hospital de transplantes de Pittsburgh. A equipe viaja para tentar convencer as famílias a ceder os órgãos num momento de extrema tristeza pela súbita morte de um parente.
A criadora, Carol Barbee, resolveu contar esses dramas a partir de três visões: a da família do doador, a dos médicos e a do paciente receptor do órgão. "Nesse sentido, é mais fácil para os médicos, que sabem quais os riscos do procedimento e não têm envolvimento com quem está na sala de operação."
Um sensível bonitão (Andy Yablonski, vivido por Alex O'Loughlin) encabeça o grupo, que ainda conta com uma médica encrenqueira lutando para se firmar no hospital fundado por seu pai, um namorador ateu e egocêntrico e um assistente inexperiente, com poucos conhecimentos sobre o exercício da medicina.
A roteirista, contudo, diz que "não é em formato de novela como "Grey's Anatomy'". "É mais focado nos procedimentos que na vida dos médicos." Ela diz que não sabia muito sobre transplantes até ver um documentário na televisão durante sua pesquisa para desenvolver um novo seriado médico. O mais próximo disso que ela tinha vivido foi quando seu sobrinho de 12 anos teve de fazer um transplante de medula óssea por causa de leucemia.
"A série é sobre segundas chances na vida e o que você faz com elas", define Barbee. "E também para mostrar que nem sempre temos tanto tempo quanto pensamos."
Ela não está preocupada com a concorrência que vai estar no ar simultaneamente. "Sempre houve muitos programas médicos ao mesmo tempo. Assim como as série de detetives e de advogados sempre foram a base da programação das TVs." Não vão faltar lágrimas nas histórias de acidentes que fazem vítimas fatais, famílias desestruturadas e reencontros emocionados com a esperança daquela vida ter algum tipo de continuidade. O choro é certo; a audiência, nem tanto.
Three Rivers
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
iBahia.com
29/09/2009 - 23h19m
*Da Redação, com informações do BATVredacao@portalibahia.com.br
No Hospital Roberto Santos funciona o único banco de olhos da Bahia
Mas para aumentar o número de transplantes é preciso enfrentar outra barreira: conseguir a autorização da família do possível doador. No banco de córneas do estado, em 70% das vezes os médicos recebem resposta negativa.
No Hospital Roberto Santos funciona o único banco de olhos da Bahia. As córneas doadas são selecionadas e preparadas para transplante. Este ano, as doações ainda não chegaram a 200. Pouco para uma fila de espera com 1.800 pacientes de todo o estado.
‘Nossa resposta positiva [das famílias doadoras] é em torno de 20% a 30% só’, calcula Márcia Souza, coordenadora de banco de olhos.
Dona Amália ficou mais de um ano na fila, mas a espera foi compensada pelo sucesso da cirurgia. ‘Eu tenho sentimento de agradecimento de uma pessoa ter feito essa doação. Eu acho que é muito importante’, comemora a funcionária pública Amália Borges.
A situação de quem precisa de um transplante de pele, ossos ou válvulas cardíacas, por exemplo, é mais complicada. Como a maioria dos estados brasileiros, a Bahia não possui bancos que ofereçam essas partes do corpo. Os hospitais baianos são obrigados a mandar buscar esses tecidos em outras regiões do país.
Os transplantes de ossos são indicados para casos de câncer, quando há a necesssidade de retirar a parte afetada pela doença, e também para recompor ossos perdidos em acidentes ou substituir próteses de platina nos joelhos e quadris.
‘Eu acredito que o banco de ossos hoje funcionando nós teríamos em torno de dois mil a três mil transplantes por ano. Hoje nós realizamos em torno de 100 transplantes’, analisa o médico Gildásio Daltro.
Esperança - Um banco de tecidos deve ser inaugurado no estado até o meio do ano que vem. Na Bahia, quase quatro mil pacientes aguardam na fila por um transplante. Em Feira de Santana, profissionais da área de saúde estão sendo capacitados para convencer as famílias a fazer a doação.
Só em uma clínica particular de Feira de Santana, 380 pacientes sofrem de insuficiência renal. Trezentos e treze estão na lista estadual de espera do transplante.
‘Só confiando em Deus que um dia eu vou conseguir’, conta a lavradora Maria José Silva, paciente na fila de doações.
‘A gente tenta dar um suporte multiprofissional para eles na parte médica, enfermagem, nutricionista, psicólogos para que, de certa forma, eles tenham um bem estar e consigam suportar a diálise, que é um tratamento dispendioso’, afirma o médico Cassiano Braga.
A fila de transplantes não anda porque muitas famílias não permitem a doação de órgãos de pacientes com diagnóstico de morte encefálica. Só esse ano, no Hospital Geral Clériston Andrade, sete casos de morte encefálica foram registrados. Em nenhum desses casos a família permitiu a doação de órgãos.
Para discutir o assunto e capacitar profissionais, um seminário reuniu estudantes, enfermeiros, fisioterapeutas e médicos.
‘São essas pessoas que vão ter contato com a família para esclarecer o que é morte encefálica e qual a importância de doar’, explica a enfermeira Maristela Freitas.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O POVOonline
Mariana Toniattimariana@opovo.com.br 28 Set 2009 - 00h45min
domingo, 27 de setembro de 2009
Portal da Saúde
Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de transplantes de órgãos realizados em todo o país, com doador falecido, subiu 24,3% no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008.
Entre janeiro e junho de 2009, foram feitos 2099 transplantes de órgãos. Em 2008, no mesmo período, foram 1688. Nesse mesmo intervalo, houve crescimento nacional da quantidade de transplantes de rim de 30,28% (ver tabela abaixo). O transplante de fígado aumentou 23,17%.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
CORREIO BRAZILIENSE
Cecília de Castro
Publicação: 23/09/2009 17:04 Atualização: 23/09/2009 17:04
Confira legislação sobre o Sistema Nacional de Transplantes
Saiba mais
» Posso doar meus órgãos em vida?
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
AVOL
22 de setembro de 2009 às 10h35m
Difícil decidir pela doação de órgãos e tecidos, quando um ente querido morre. Foi, no entanto, o gesto de solidariedade de uma família desconhecida que salvou a vida de Nívia Maria Castro Alves, quando a menina tinha apenas três anos. Ontem, ela completou nove anos de idade e cinco de transplantada do coração. Com a mãe, Francisca Alves, a garota foi uma das homenageadas no lançamento da a Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos 2009.
domingo, 20 de setembro de 2009
O POVOonline
A campanha terá doação de sangue e medula óssea na Praça do Ferreira, na sexta-feira, 25. E a "Caminhada pela vida", na Avenida Beira-Mar, no domingo, 27, às 8 horas
19 Set 2009 - 10h25min
domingo, 13 de setembro de 2009
ÚLTIMO SEGUNDO
12/09 - 11:11 - Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo
SÃO PAULO – De cada seis potenciais doadores de órgãos no Estado de São Paulo apenas um é identificado, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Ao contrário do que se possa imaginar, o aumento da doação de órgãos não acontece por resistência das famílias, mas pela falta de preparo dos médicos em identificar os possíveis doadores.
Divulgação
Boni defende investimentos em hospitais
“Hoje, aproximadamente 70% das famílias autorizam o transplante. Mesmo em um momento de luto, as pessoas são extremamente solidárias”, afirma Sonia A. Coria, da Central Estadual de Transplantes.
Segundo informações da Secretaria de Saúde, o Estado de São Paulo registrou um crescimento de 61% na doação de órgãos de janeiro a agosto de 2009 frente ao mesmo período de 2008. Foram 430 pessoas que tiveram pelo menos um dos órgãos aproveitados, contra 266 do ano anterior.
O número ainda pode aumentar substancialmente nos próximos anos. Mas, para isso, segundo especialistas ouvidos pelo Último Segundo, é preciso investir na formação dos profissionais da área de saúde.
“Tivemos que correr atrás”
Luciene doou órgãos do filho MatheusA falta de profissionais preparados para atender essa situação não é um problema só do Estado de São Paulo. A secretária Luciene Aparecida Lajes, de 28 anos, de Belo Horizonte (MG), conta que teve dificuldades para doar os órgãos do filho Matheus Henrique, de 8 anos, que morreu após um acidente de carro em março de 2007.
O Estado de São Paulo realiza cerca de 50% dos transplantes de todo o País, conforme a Secretaria de Saúde.
A média de doações no Estado é de 16,8 doadores por milhão de habitantes. Se considerados apenas os municípios da Grande São Paulo, este número sobe para 28 doadores por milhão. A região está bem à frente da média nacional, que no primeiro semestre de 2009 foi de 8,6 doadores por milhão de população, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). São Paulo ultrapassou inclusive Santa Catarina, tido como Estado modelo na doação de órgãos, que atingiu 16,8 doadores por milhão de população.
Divulgação
Dr. Antón fala sobre sucesso espanhol
Para os profissionais, mais do que investir em grandes campanhas midiáticas de conscientização o governo deve priorizar a formação dos médicos. “Dizer na TV seja doador não funciona”, critica Borges. É preciso, segundo ele, primeiro explicar à população o que é morte encefálica, para que não conheçam o termo somente na hora de um sofrimento extremo.
