terça-feira, 24 de novembro de 2009
NOTÍCIAS ATX-BA
domingo, 22 de novembro de 2009
NOTÍCIAS ATX-BA
Notícias
Inovações no transplante de órgãos
Encontro aborda avanços da legislação
As modificações na Lei nº 9.434/97, que rege o transplante
de órgãos, foram os destaques da palestra ocorrida na manhã de sexta-feira (6), no auditório do anexo Bahia Center. O encontro, promovido pela vereadora Eron Vasconcelos (DEM), serviu para aprofundar o debate sobre o tema, iniciado em setembro passado na sessão especial de comemoração ao Dia Nacional do Doador de Órgãos.As recentes mudanças na legislação brasileira pretendem dar ânimo novo ao cenário atual de transplantes. A presidente da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA), Márcia Chaves, ressaltou as alterações na política de remuneração dos profissionais de saúde.
A inscrição via internet na lista de espera para transplantes é mais uma inovação. “As inscrições devem ser realizadas pelo profissional de saúde, que terá obrigação de manter os dados atualizados. Com isso, o paciente acompanhará o andamento de sua posição na lista”, explicou a palestrante Márcia Chaves.
Para dirimir dúvidas sobre a necessidade de autorização judicial para o transplante entre pessoas vivas, Márcia esclareceu que as mudanças não alteram essa obrigatoriedade. E acrescenta: “além da autorização do juiz, agora é preciso uma autorização da comissão de ética do hospital”.
Desafios
Apesar de considerar as modificações positivas, Márcia atenta para dispositivos trazidos pelo Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), assinado pelo Ministério da Saúde em outubro deste ano. “Alguns tópicos não foram levados para consulta pública. Por isso, estamos rediscutindo certas questões”, frisou.
Para que as mudanças na lei promovam avanços efetivos, a conscientização da população em torno da doação de órgãos é imprescindível. Foi o que defendeu a assessora jurídica da ATX-BA, Jane Miranda. “As pessoas têm muito medo de doar, principalmente quando se trata de caso de morte encefálica. Nessa hora, é preciso lembrar que os exames e a análise do perfil do doador são rigorosos”, afirmou.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Portal RPC.com.br
Paraná tem queda no número de transplantes
No caso do pâncreas/rim, diminuição chegou a 81%. Gripe suína foi um dos motivos.
A queda do número de transplantes de coração, pâncreas/rim e medula óssea, percebida nos últimos meses pelos hospitais de Curitiba, tem causado preocupação.
Quatro fatores são apontados como os principais responsáveis pelo quadro:
Mudanças podem aumentar a captação
A assistente social Edi Gláucia Repula, da Central de Transplantes, diz que algumas medidas estão sendo tomadas ainda este ano para melhorar o número de doações no estado.
Falta informação às famílias
A intensificação de programas de conscientização da população é uma solução apresentada pelo cirurgião cardíaco Sérgio Lopes, da Santa Casa, para melhorar os números relativos aos transplantes. “Ainda não sabemos lidar muito bem com a questão da morte. A maioria das famílias não sabe se o paciente é doador de órgãos ou não. É importante conversar sobre o assunto em vida. Todo paciente é potencial doador por lei, mas nós, médicos, não podemos passar por cima da decisão da família”, lembra.
A assistente social da Central Estadual de Transplantes Edi Gláucia Repula conta que, durante uma semana, a central ficou sem receber nenhuma doação de córnea. A recusa das famílias em doar os órgãos do paciente falecido é o principal motivo apontado por ela. “Entre os meses de setembro a outubro, 40% das famílias abordadas optaram por não doar os órgãos”, conta.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Valdir Garcia Duro, o Paraná ainda não conseguiu atingir a sua meta, que é de 10 doadores ativos por milhão de habitantes até 2010 – hoje são apenas 6,4. Espírito Santo e Minas Gerais já alcançaram esse número, enquanto São Paulo e Santa Catarina já estão em 17 por 1 milhão.
Na opinião do médico, uma central de transplantes atuante, intensivistas motivados e treinados, equipes de captação que trabalhem 24 horas e famílias bem orientadas fazem parte deste pacote.
De acordo com o relatório apresentado pela Central Estadual de Transplantes, o estado está, lentamente, dando sinais de melhora. No último ano, o número de notificações subiu 5% e de doadores efetivos, 42%. Porém, o número de doadores de múltiplos órgãos caiu em torno de 17%. Ou seja, nem todos os órgãos dos doadores estão sendo aproveitados para os transplantes. (AP)
Enquanto isso, 4.161 pacientes aguardam na fila de espera por um órgão. Caso do assistente comercial aposentado Raimundo Nonato de Souza, 46 anos, que sofre de insuficiência renal crônica desde 2002 e está há mais de três anos na fila dos transplantes à espera de um rim. Desde que descobriu a doença, Raimundo precisa se submeter a sessões de hemodiálise, na Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, três vezes por semana. “Preciso do transplante para poder me livrar da máquina, mas, como eu não tenho nenhum doador compatível na família, o jeito é esperar. Não sei quando vou conseguir. Dizem que pode demorar 5, até 7 anos”, conta.
Em vários hospitais do estado, entre eles a Santa Casa, o númerode doações de órgãos caiu significativamente em 2009. Segundo o cirurgião cardíaco Sérgio Lopes, o número de transplantes cardíacos realizados pela instituição – que é referência neste tipo de procedimento – caiu 50%. Nos últimos onze meses, o hospital realizou 12 transplantes de coração. Durante o mesmo período do ano passado, tinha feito 24. Os transplantes de rim e de fígado também registraram queda em relação a 2008.
Lopes conta que, durante o surto da gripe suína, o hospital ficou dois meses sem realizar nenhum procedimento. “Como as UTIs estavam lotadas de pacientes infectados com o vírus, não tínhamos condições de receber nenhum paciente em pré-transplante.
Valorizar os médicos intensivistas, que em muitos casos são responsáveis por comunicar à central a existência de doadores, é fundamental, segundo ele. “Hoje, menos de 50% das notificações se tornam doações efetivas. O papel desses profissionais também é muito importante para que todo o sistema funcione”, explica.
Sem registros
Os hospitais Evangélico, das Clínicas e Angelina Caron também tiveram queda no número de transplantes. No Evangélico, não há registro de transplantes desde setembro. Até agosto, apenas 16 procedimentos foram realizados. No mesmo período de 2008, foram 19.
Já o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, fez apenas cinco transplantes de órgãos em 2009. Nos meses de setembro e outubro, a instituição não recebeu nenhum órgão pela central. O chefe da equipe da Nefrologia do hospital, o médico Carlos Gustavo Marmanillo, também cita problemas no processo de captação e a gripe A como os principais fatores que influenciaram a falta de órgãos para transplantes. “A gripe gerou muita fobia na população. Além disso, todas as cirurgias entre vivos marcadas durante julho e agosto tiveram de ser remarcadas para não superlotar as UTIs”, conta.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
e-Band/Jornalismo
Brasil estuda mudar legislação de doação de órgãos
Karina Gomes
cidades@eband.com.br
O ano de 2010 pode ser de avanço para a ampliação das doações e transplantes de órgãos no Brasil.
Espanha, Holanda, Inglaterra, França e Estados Unidos usam técnicas para retirar órgãos após a parada cardíaca por causa do baixo número de mortes encefálicas. "Pela qualidade de vida, há poucos derrames. Também houve queda nas mortes violentas. Geralmente, a morte encefálica ocorre em pessoas idosas, cujos órgãos não serão adequados para uma criança, por exemplo", disse.
O procedimento consiste em fazer massagem cardíaca no paciente por 40 minutos para tentar reanimá-lo. Caso não reaja, outra equipe faz nova massagem por mais cinco minutos para manter a viabilidade do funcionamento dos órgãos. No paciente, é colocada uma máquina extra-corpórea que bombeia sangue por duas horas pra todo o corpo para manter os órgãos vivos. Outra possibilidade é a implantação de um catéter no coração que joga solução gelada no organismo.
Se a família autorizar a doação, os órgãos são retirados. "Isso exige mais agilidade e equipamentos mais avançados", avaliou Garcia. "Essa discussão deve começar no ano que vem no Brasil. A implantação dessas novas técnicas seria gradual. Nos primeiros dois anos, apenas três ou quatro hospitais mais capacitados do país poderiam implantar esse método", afirmou.
Segundo Garcia, novos marcadores de doação e transplantes serão implantados um Brasil a partir de 1º de janeiro de 2010.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
diamundialdodiabetes.org.br

Veja dados estatísticos da IDF:
Estima-se que metade das pessoas com diabetes desconheça a própria condição. Em países em desenvolvimento, essa estimativa chega a 80%;
Estudos mostram que exercícios físicos e dieta equilibrada previnem 80% dos casos de diabetes tipo 2;
Pessoas com diabetes tipo 2 têm o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco;
Até 2025, o maior aumento na incidência do diabetes está previsto para os países em desenvolvimento;
Em 2007, os cinco países com os maiores números de pessoas com diabetes eram: Índia (40,9 milhões), China (39,8 milhões), Estados Unidos (19,2 milhões), Rússia (9,6 milhões) e Alemanha (7,4 milhões);
Em 2007, os cinco países com a maiores prevalência de diabetes na população adulta eram Nauru (30,7%), Emirados Árabes Unidos (19,5%), Arábia Saudita (16,7%), Bahrein (15,2%) e Kuwait (14,4%);
A cada ano 7 milhões de pessoas desenvolvem diabetes;
A cada ano 3,8 milhões de mortes são atribuídas ao diabetes. Um número maior de mortes provenientes de doenças cardiovasculares pioradas por desordens lipídicas relacionadas ao diabetes e por hipertensão;
A cada 10 segundos uma pessoa morre de causas relacionadas ao diabetes;
A cada 10 segundos duas pessoas desenvolvem diabetes;
O diabetes é a quarta maior causa mundial de morte por doença;
O diabetes é a maior causa de falência renal em países desenvolvidos e é a maior responsável por grandes custos de diálise;
O diabetes tipo 2 se tornou a causa mais freqüente de falência renal nos países ocidentais. As incidências registradas variam entre 30% e 40%em países como Alemanha e EUA;
10 a 20% das pessoas com diabetes morrem de falência renal;
É estimado que mais de 2,5 milhões de pessoas no mundo estão afetadas pela retinopatia diabética;
A retinopatia diabética é a maior causa de perda de visão de adultos em idade laboral (20 a 60 anos) em países com indústrias;
Em média, pessoas com diabetes tipo 2 têm sua expectativa diminuída em 5 a 10 anos em relação a pessoas sem diabetes, principalmente por causa de doenças cardiovasculares;
As doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no diabetes, respondendo por 50% das fatalidades e por muitas inaptidões;
Pessoas com diabetes tipo 2 estão cerca de duas vezes mais suscetíveis a um ataque cardíaco ou derrame do que as que não tem diabetes. Na verdade, pessoas com diabetes tipo 2 são tão suscetíveis a um ataque cardíaco quanto pessoas sem diabetes que já tiveram um ataque.
Leia Também:
Dados Recentes Reacendem a Polêmica Sobre o Número de Pessoas com Diabetes no Brasil
Dados sobre Diabetes Mellitus no Brasil
Sociedade Brasileira de Diabetes – sede - Rua Afonso Brás, 579, salas 72/74, Vila Nova Conceição, CEP: 04511-011 - São Paulo - SP, Telefax (11) 3846-0729.
Estadão
13/11/2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Paraná- Oline
Homem recebe o primeiro coração artificial do Paraná
Leonardo Coleto
Um procedimento inédito na medicina paranaense, realizado pela equipe cardiológica do Hospital Milton Muricy, em Curitiba, trouxe mais esperança para uma família.
O fato aconteceu na última quarta-feira, quando um homem de 30 anos foi surpreendido por uma inflamação no coração denominada miocardite, doença que compromete rapidamente o funcionamento do órgão.
Para continuar vivo, o paciente tinha apenas um caminho: receber um coração artificial, tratamento raro e considerado de alto custo no Brasil. Foi o que aconteceu.
Em todo o País apenas dez pessoas já foram dependentes do aparelho, que é importado dos Estados Unidos e indicado para casos extremos de assistência cardíaca terminal.
“Quanto mais tempo ele permanecer ligado à máquina, mais debilitada sua saúde vai ficar. Por isso, após essa implantação existem dois caminhos para seguir. Um deles é manter o paciente ligado ao coração até que a inflamação diminua ou, caso isso não aconteça, partir para o transplante de coração, alternativa mais indicada”, explica.
“A doação de órgãos só traz vantagens para a sociedade, pois representa a possibilidade de recuperar a vida daqueles debilitados”, diz.
sábado, 7 de novembro de 2009
Agência Câmara
Trabalho aprova nova regra para abono de falta de doador de sangue
Laycer Tomaz
Mabel: substitutivo define prazos diferentes para homens e mulheres, nas doações de sangue, de acordo com normas de saúde.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (4) o direito de o trabalhador do setor privado gozar de falta justificada a cada 60 dias, se for homem, e 90 dias, no caso das mulheres, quando for doar sangue.
Reportagem - Vania AlvesEdição - Marcos Rossi(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')Agência CâmaraTel. (61) 3216.1851/3216.1852Fax. (61) 3216.1856E-mail:agencia@camara.gov.br
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
NOTÍCIAS ATX-BA
Várias ações serão realizadas pela ATX-BA para marcar este dia:
* Em 06.11.09 a ATX-BA fará palestra sobre Transplantes e Doação de Órgãos em Audiência Pública sobre esta temática, proposta pela Vereadora Eron Vasconcelos, que será realizada na Rua Rui Barbosa, Ed. Bahia Center, Auditório Bahia Center, Centro, Salvador/Bahia, às 09:00HS.
Aproveitamos para convidar todos que estejam interessados neste tema de vital importância para milhares de pessoas no Brasil e na Bahia.
* Até o final do mês estaremos lançando um novo site da ATX-BA, no qual os interessados poderão encontrar muitas informações sobre transplantes e doação de órgãos e tecidos.
*Participaremos do Bazar de Natal do Tribunal de Justiça visando promover a venda de bijuterias produzidas pelos associados que participam do Projeto de Inserção Social da ATX-BA através do Artesanato Mineral com pedras preciosas e outros insumos.
Bazar de Natal do Judiciário
Data: 24 a 27.11.09
Local: Praça de Serviços do TJBA – CAB
Horário: das 10 às 17HS.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Tribuna do Norte
Publicação: 03 de Novembro de 2009 às 00:00
Elisa Elsie
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Mais Comunidade.com
Flávia Albuquerque
Em pelo menos três anos o país pode começar a usar para transplante o coração de quem morre nas emergências de hospitais ou que tem morte encefálica.
Porque uma pessoa que chega na emergência e morre ali, se for colocada em circulação extra corpórea rapidamente, pode ter alguns órgãos que ficam viáveis por algumas horas.
De acordo com Garcia, esse tipo de doador tem aumentado de 20% a 40% o número de transplantes no mundo. No Brasil esse número pode chegar a 20%, pelo menos. ?Nós sempre teremos mais necessidade do que doadores. A não ser que mude o paradigma e passemos a utilizar o doador após a parada do coração, porque o número de morte encefálica é menor do que o número de pessoas que ingressam em fila [de transplante].
Garcia disse que a situação atual dos transplantes é mais confortável do que era três anos atrás. Ele explicou que a melhora ocorreu de 1997 a 2004 e de 2005 até o primeiro semestre de 2007, a partir de quando houve uma queda. Em seguida houve uma recuperação que já passou os níveis de 2004. Mas o caminho é muito árduo porque nós temos que, nos próximos 10 anos pelo menos, duplicar o número de transplantes e de doações no país porque a demanda é muito grande. A fila está aumentando. Nós só vamos equilibrar a fila possivelmente daqui a dez anos.
Entre os órgãos mais demandados estão os rins, com 34 mil pessoas na fila em todo o país. Acontecem no país cerca de 13 mil mortes encefálicas, das quais 6 mil são notificadas e apenas 1,3 mil se tornam doadores. A cada ano, aproximadamente 13 mil pessoas entram na fila do transplante. "Por isso, só com doador em morte encefálica não vamos terminar com a fila.
No caso do rim, a fila é grande porque o paciente conta com a diálise, que o mantém vivo enquanto o transplante não ocorre.
No caso de transplante de córneas a entrada de pacientes na fila é maior, mas como é mais fácil obter córneas, a fila não permanece grande. As córneas para doação podem ser retiradas até seis horas depois da parada do coração.
Garcia ressaltou que São Paulo é o estado onde mais se fazem transplantes no Brasil em números absolutos, porque tem a maior população. Em números relativos, aparecem Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
CapitalNews.com.br
O Ministério da Saúde anunciou na semana passada (21), mudanças nas regras para transplantes no país. As novas medidas tem como objetivo principal, agilizar a fila de mais de 64 mil pessoas que esperam por todos os tipos de órgãos.
Entre todas as medidas anunciadas, está a permissão para doação entre pessoas vivas sem vínculo de parentesco, o que antes era proibido. Nos casos de pessoas vivas, só é possível a doação de um rim, já que a pessoa possui dois, e uma parte do fígado, que se regenera, tanto para quem faz a doação, quanto para quem recebe. No entanto, a medida não é muito comum, mesmo entre os familiares do paciente, que não se dispõe a doar.
O Capital News visitou a Associação do Doentes Renais Crônicos e Transplantados de Mato Grosso do Sul, que cuida de pacientes da Capital e do interior que aguardam na fila o transplante e que também já conseguiram o órgão. A entidade foi criada em 1985 por pacientes e médicos e atende cerca de 350 pacientes carentes.
Na associação, todas as pessoas que participam da diretoria são renais crônicos ou transplantados. Uma dessas pessoas, é a presidente da Entidade, Maura Jorge Souza Trindade, que recebeu um rim novo há 13 anos. Ela explica que ficou três anos e três meses na hemodiálise, já que não tinha nenhum parente que podia doar, e os filhos eram menores de idade. “O meu rim veio de um cadáver”, disse ela.
Maura diz que a vida de uma pessoa na máquina de hemodiálise é muito difícil. “Você não pode fazer nada. São duas, três vezes por semana, quatro horas por dia. Não pode comer nada, e quando acaba, a vontade maior é de tomar água”, explica.
Segundo ela, muitas pessoas poderiam viver melhor se houvesse mais solidariedade. Maura afirmou que existem pacientes que além dos problemas renais possuem outras complicações e por isso não podem fazer transplante, porém existem muitos que estão com a saúde em dia só na espera de um órgão.
“Às vezes a pessoa tem doador vivo e a família não quer doar. Isso é muito triste. Nós temos um caso aqui, o moço está na máquina há oito anos já”, informa.
A presidente diz que a falta de informação da sociedade é um grande problema. “As pessoas pensam que se doar um rim vai morrer, vai ficar aleijado, igual a pessoa que está recebendo. E não é nada disso, vai viver bem, assim como eu, com um rim só”, destaca e agradece por nunca ter tido problemas com o órgão novo.
A mesma sorte, porém, não teve a tesoureira da entidade, Márcia Vanderléia Antunes, de 32 anos, que há 10 faz hemodiálise. Ela explica que começou a fazer com 22, e depois de oito anos conseguiu um transplante, também de um doador morto.
O transplante faz dois anos que aconteceu, porém não deu certo. “Fiquei quatro meses com ele [rim] trabalhando bem devagar, e aí com cinco meses eu tive que tirar”, explicou Márcia.
Ela revela que atualmente faz sessões três vezes por semana, e os médicos dizem que ela precisa de outro transplante. “Eles dizem que eu preciso, mas eu não estou preparada para isso. Sabe, nesse período que eu fiquei com o rim, eu sofri bastante”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Márcia sempre sorridente, diz que já se adaptou com a rotina e com as limitações e leva uma vida normal. Segundo ela, falta muita orientação para as pessoas sobre transplante, principalmente entre pessoas vivas.
“Muita gente tem medo, devia ter palestras, falar sobre a doação de órgãos. Muitas pessoas com quem eu falo, não sabem nem o que é isso”, afirma.
Além de atendimento social, a entidade presta informações para pacientes que sofrem do mesmo problema, como tratamento e remédios. Para se cadastrar na Associação, é preciso levar CPF, RG, comprovante de residência e cartão do SUS. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira das 8h30 às 17 horas.
Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Diario de Pernanbuco
A mudança faz parte das novas regras incluídas no Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes, que foi assinado pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão e aguarda publicação no Diario Oficial, o que possivelmente ocorrerá hoje.
domingo, 25 de outubro de 2009
globo.com
/ brasil / Transplantes
O Portal de Notícias da Globo
24/10/09 - 12h00 - Atualizado em 24/10/09 - 12h00
Mudança de regras divide pacientes na fila de transplantes
Menores de 18 anos terão prioridades após alterações.Representantes de entidades que tratam do assunto elogiaram mudanças.
Marília Juste Do G1, em São Paulo
“São normas muito positivas e demonstrações de que o Brasil está no caminho certo nesse assunto”, afirma Ben-Hur Ferraz Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
A avaliação é a mesma de Térsio Genzini, coordenador médico da Associação para a Pesquisa e Assistência em Transplantes (APAT).
“Várias dessas regras já eram práticas comuns em São Paulo. Agora o governo está expandindo isso para o resto do país. É uma boa medida que dá credibilidade a todo o processo”, diz ele.
saiba mais
Menores de 18 anos terão prioridade na fila de transplante, diz Ministério
Entre os pacientes, no entanto, as opiniões estão divididas. Alyne Novaes, de 30 anos, na fila por um rim há dois anos e nove meses, concorda com as mudanças – principalmente com a priorização de menores de idade para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária.
Geraldo de Oliveira e Alyne Novaes, que buscam transplantes de rim, concordam com a priorização dos jovens.
“Crianças, adolescentes, jovens têm que ter prioridade mesmo porque eles não viveram nada ainda. E é muito triste ficar preso na espera de um transplante. Isso não é vida para uma criança. Já é muito ruim para a gente que é mais velho, mas a gente entende melhor, aguenta melhor”, afirma. “É vantagem para eles, é desvantagem para a gente, que fica para trás. Mas eu acho que está certo”, acredita.
Esse é o segundo transplante que Alyne espera. Diabética desde os três anos de idade, ela perdeu a função do rim há dez anos. Ficou com o primeiro rim que recebeu por oito anos até precisar de um novo transplante. E, agora, duplo. “Preciso de um rim e de um pâncreas. Nem sei como é não estar doente. Onde eu vou, a insulina está comigo”, conta ela.
É muito triste ficar preso na espera de um transplante. Isso não é vida para uma criança"
Geraldo de Oliveira, de 65 anos, perdeu a função dos rins e agora tenta um lugar na fila. Ele também concorda com a priorização dos mais jovens. “É lógico que eu também quero um rim. "Eu preciso de um rim. Mas eu acho importante para os jovens também. Eles ainda têm muita coisa pela frente”, afirma.
Na fila há quatro anos e meio por um fígado, Eliana Favero, de 52 anos, não concorda tanto com as mudanças. “Eu entendo que os jovens precisam, mas o problema é maior que isso. Tenho um amigo de 33 anos que fez transplante de pulmões. Ele estava quase morto. O órgão veio de um jovem de 18 anos. Hoje ele não teria conseguido o transplante”, afirma.
"Eu preciso de um órgão, eu posso morrer por uma série de complicações, mas eu fico deixada na fila"
Com uma doença genética rara que atacou seu fígado, Eliana também critica os critérios para a organização da fila. “As pessoas com a minha doença, por ser especialmente rara, são prejudicadas, porque o nosso risco de morte pela doença não muda muito. Eu preciso de um órgão, eu posso morrer por uma série de complicações, mas eu fico deixada na fila. É uma loteria, quanto pior você está mais pontos ganha”, explica.
“Não estou reclamando que as outras pessoas tenham o órgão na minha frente. Elas têm que ter, elas precisam ter. Não sou contra a lei, mas o governo também deveria olhar para a gente. Tem hora que eu me sinto um número. Essas regras ajudaram 80%, mas, nós, os 20%, fomos prejudicados”, afirma Eliana.
Para o vice-presidente da ABTO, o problema de pacientes como Eliana não são os critérios para a priorização dos pacientes, mas a falta de doadores. “Os critérios usados para decidir quem recebe qual órgão são claros e baseados nas melhores evidências médicas que temos à nossa disposição. A solução para esse tipo de problema não é mudar o critério mas aumentar as campanhas e fazer de tudo para que aumente o número de doações”, afirma Ferraz Neto.
“Quanto mais órgãos tivermos, mais poderemos avançar na fila e atender a todos os casos”, explica.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A Tarde Online
Helga Cirino*, do A TARDE
Fernando Vivas / Agên
cia A TARDE
Jane Miranda fez transplante de pâncreas e ressalta a importância da doação .
A prioridade para crianças e adolescentes de até 18 anos na fila para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária, uma das novas regras para transplantes no País, foi bem recebida por militantes da causa. A coordenadora da Associação de Pacientes Transplantados do Estado da Bahia (ATX) Márcia Chaves acredita que, será possível aumentar o banco de doações na Bahia, que, segundo ela, “é muito pequeno”. Atualmente, há 3.808 pessoas na fila por transplantes no Estado. A maioria, 2.618, espera por um rim.
Para o titular da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset), Eraldo Salustiano de Moura, o maior desafio para o aumento do número de transplantes no Estado é a recusa das famílias em doar os órgãos das vítimas de morte encefálica . “Neste ano, em Feira de Santana, 100% das famílias entrevistadas não aceitaram doar os órgãos de seus familiares com diagnóstico de morte encefálica. Em Barreiras 80% recusaram e em Salvador, 60% disseram não”, informou ele.
De acordo com as estatísticas do Sistema Nacional de Transplantes, a Bahia está em 10° lugar em número de transplantes no País. Atrás de outros estados nordestinos como Pernambuco e Ceará, que estão em 4° e 7° lugares, respectivamente, no ranking nacional. O primeiro é o Estado de São Paulo, com 3.902 transplantes realizados neste ano. A Bahia realizou 131.
Salustiano também vê com otimismo a nova regulamentação. Ele aposta principalmente na maior disponibilidade de recursos para o trabalho de capacitação dos profissionais de saúde para a abordagem das famílias nas unidades hospitalares. “É preciso muito investimento em educação para o convencimento das famílias em permitir a doação dos órgãos”.
A nova regulamentação do Sistema Nacional de Transplantes foi anunciada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anteontem e passará a vigorar a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.
A coordenadora da ATX, Márcia Chaves também comemorou as novas regras que permitem que doadores que tenham alguma doença transmissível, como hepatite, possam doar seus órgãos a pacientes que tenham a mesma enfermidade. “Os transplantados devem ter muita consciência quando tomarem a decisão de aceitarem o transplante com ‘órgãos marginais’, mas a mudança vai salvar muitas vidas”, alertou.
Transplantados - Para a transplantada Jane Miranda, advogada aposentada, uma das melhores mudanças é a transparência que vai proporcionar o novo programa. “Permitirá à equipe médica a atualização online do prontuário do paciente e quem estiver à espera de um órgão também poderá ver na internet a sua posição e o andamento da fila”, comemorou.
De acordo com ela, o grande avanço na Bahia será conseguir executar as mudanças. “Seria uma vitória se os pacientes pudessem acompanhar tudo pela internet”, afirmou Jane.
Ela ressalta a importância de uma política de transplante na Bahia. “Que vai incentivar tanto a doação de órgãos quanto a necessidade de sobrevida dos pacientes”, alertou. A mulher descobriu que tinha diabetes em 1995, depois de receber uma das melhores notícias de sua ida: a de que estava grávida.
Ela lutou por sete anos pela vida até que conseguiu um doador. “Fiz o primeiro transplante de pâncreas da Bahia”. Hoje com o filho aos 14 anos, ela esbanja alegria. “Meu filho é muito lindo, a coisa mais linda do mundo. Defendo a causa dos transplantados e sempre defenderei”, afirmou.
A transplantada Margareth de Lourdes Soares, 32 anos, administradora, também acredita que a lei só vai beneficiar a política de doações de órgãos. “O aproveitamento de órgãos marginais só vai aumentar os índices de transplantados na Bahia, além de fornecer uma sobrevida a milhões de pacientes”, disse.
Ela realizou um transplante de córnea em 1999. “Um simples gesto de um familiar de uma vítima trouxe luz a minha vida. Hoje posso ver”, contou orgulhosa.
Outras mudanças - A doação entre não aparentados que, pela regra antiga, era feita com autorização judicial, gora terá que passar pelo aval de uma comissão de ética formada por funcionários dos hospitais.
O impacto da implementação da nova legislação, que inclui aumento nos valores pagos pelo SUS a procedimentos ligados a transplantes, será de R$ 24,1 milhões no orçamento do Ministério da Saúde até o final do ano que vem. Segundo o coordenador da Coset, desses recursos em torno de R$ 3 milhões serão destinados para a Bahia.
*Colaborou Maiza de Andrade
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Portal da Saúde - MS
MS anuncia investimentos de R$ 24,1 milhões em transplantes
Ministério dobra valores de procedimentos de captação de órgãos e acrescenta ações para incentivar realização de transplantes. Ministro divulga novo regulamento técnico.
“As medidas anunciadas hoje tem duas facetas, ampliar e sensibilizar a população a se declarar doadora e ao mesmo tempo inovar em mecanismos que ampliem a captação de órgãos e, portanto, a realização de tranplantes”, declarou o ministro. “Esse conjunto de medidas com certeza vai impactar essas pessoas que aguardam ansiosamente por um órgão em uma fila de espera”, acrescentou.
O Ministério também quer aumentar o número de transplantes de pele e ossos. Para isso, anuncia desdobramentos de procedimentos relacionados à doação de tecidos com o objetivo de permitir a integração de mais equipes. Isso ocorrerá mesmo em estados que ainda não tenham bancos de tecidos. “A retirada e o processamento de pele são procedimentos completamente novos no SUS”, afirmou Alberto Beltrame, secretário nacional de Atenção à Saúde.
O transplante de pele é indicado para tratar grandes queimaduras. Além de amenizar o sofrimento dos pacientes, é uma terapia salvadora de vidas que ganha maior importância pelo fato de as queimaduras extensas serem muito prevalentes em crianças.
Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde mostram que o número de transplantes de órgãos realizados em todo o país, com doador falecido, subiu 24,3% no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008. “Esse é o momento de comemorar os resultados alcançados, mas também de aprimorar o sistema”, ponderou Beltrame.
Tabela 1: Novos valores para procedimentos de transplantes (Em R$)
Procedimento Valor atual Novo valor
Manutenção e taxa de sala 450,00 900,00
Retirada de coração 585,00 1.170,00
Ret coração p valvas 130,00 260,00
Retirada de fígado 1.170,00 2.340,00
Retirada globo ocular uni/bilateral 161,19 322,38
Retirada pâncreas 1.170,00 2.340,00
Retirada pulmões 1.170,00 2.340,00
Retirada rins cadáver 585,00 1.170,00
Coordenação sala 200,00 400,00
Diária de UTI * 363,31 508,63
Entrevista familiar doador ME 210,00 420,00
Procedimento Valor (Em R$)
Entrevista familiar doador coração parado 420,00
Avaliação do doador de órgãos e tecidos para transplantes 215,00
Acompanhamento de pacientes no pré transplante 135,00
Retirada de tecido ósteo-condro-fascio-ligamentoso 1.170,00
Retirada de pele 1.170,00
Processamento de pele (até 1000 cm²) 259,13
Processamento de pele (até 500 cm²) 259,13
Em sua redação final, o regulamento traz informações importantes sobre as inscrições e os procedimentos relacionados aos transplantes. Uma das mudanças é o refinamento dos critérios de distribuição de órgãos com normas claras para garantir a segurança biológica. “Criamos mecanismos legais para consolidar o que antes estava na esfera das boas práticas, ou seja, impedir a transmissão de doenças por transplantes. Órgãos de um doador que tenha hepatite C, por exemplo, passam a poder ser transplantados em um paciente que também seja portador do mesmo vírus, e sob seu consentimento formal”, explicou Rosana Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). As equipes transplantadoras também precisam dar o consentimento. As definições complementam os preceitos da Lei Brasileira de Transplantes.
As novas regras atingem também as doações intervivos de doadores não aparentados. Atualmente, esse tipo de procedimento precisa ser autorizado pela Justiça. De acordo com o novo regulamento, o transplante precisará passar pelo crivo de uma comissão de ética formada por funcionários do hospital onde será realizado o procedimento. Só com a aprovação dessa comissão é que o caso segue para análise judicial. “Isso é importante porque são os profissionais dos hospitais que sabem em que condições aquela doação acontecerá”, argumentou Rosana Nothen.
- Doadores que tenham alguma doença transmissível passam a poder doar para pacientes que tenham a mesma enfermidade.
- A ficha do paciente deve estar sempre atualizada
- Pessoas abaixo de 18 anos passaram a ter prioridade para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária.
- Todas as crianças e adolescentes passaram a ter direito a se inscrever na lista para um transplante de rim antes de entrar na fase terminal da doença renal crônica e de ter indicação para diálise.
- Criação de organizações de procura de órgãos.
- A doação intervivos de doador não aparentado passa a precisar de autorização de uma comissão de ética formada por funcionários dos hospitais.
ORGANIZAÇÃO - A atualização de dados dos pacientes na lista de transplantes era uma recomendação na normatização anterior. O atual regulamento trouxe ajustes para fazer com que isso seja feito de forma mais sistemática e automaticamente pela equipe transplantadora. “Criamos mecanismos de controle mais estreitos. O paciente para continuar na lista esperando um transplante deve manter sua ficha atualizada, mostrando que está em condições de receber o órgão ou o tecido”, detalhou a coordenadora do SNT.
AGILIDADE – No lançamento do novo regulamento, o ministro anunciou também o plano nacional de implantação de organizações de procura de órgãos. São equipes que atuarão em diversos hospitais buscando facilitar a doação de órgãos. “A ideia é agilizar e criar órgãos de assessoria técnica, distribuídos por todo o Brasil, para auxiliar os coordenadores hospitalares e os médicos intensivistas na identificação e manejo adequado nos casos de morte encefálica”, afirmou Rosana Nothen. “Essas organizações vão melhorar a estruturação da captação de órgãos”, acrescentou Beltrame.
Durante o evento, o ministro recebeu de Gerson Martins, representante do Conselho Federal de Medicina, os originais de um manual de utilização do protocolo de diagnóstico da morte encefálica. Esse texto atende a uma reivindicação da classe médica e será reproduzido pelo Ministério da Saúde e distribuído a todos os médicos do país.
PRÊMIO – O SNT divulgou também os vencedores do prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos – que condecora entidades e pessoas que contribuíram para a melhoria da doação de órgãos no país. Na categoria pessoa jurídica, a Rede Globo é a vencedora. Na pessoa física, o médico Agenor Stallini Ferraz.
As indicações para o prêmio foram feitas pelas centrais estaduais de transplantes. Com as realizações de cada indicado em mãos, um grupo formado por integrantes do Ministério da Saúde escolheu os vencedores. Os dois selecionados receberão o troféu na quarta-feira.
PARCERIA – No mesmo evento, o ministro José Gomes Temporão lançou o selo Organização Parceira dos Transplantes. “É uma forma de reconhecer esforços de entidades e organizações para o aperfeiçoamento do sistema”, diz Beltrame. As primeiras organizações que receberam o prêmio foram as empresas aéreas Webjet, TAM, NHT e Gol - Varig. A condecoração será dada por conta da atuação dessas companhias no transporte gratuito de órgãos a serem transplantados.
O Ministério aproveitou o lançamento do selo para renovar com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) o termo de cooperação para aumentar o transporte de órgãos no país, envolvendo novas companhias aéreas em atividade, adequando-se assim ao atual cenário da malha aérea brasileira.
Outras informações(61) 3315 3580 ou (61) 3315 2351
terça-feira, 20 de outubro de 2009
O Globo
Plantão Publicada em 19/10/2009 às 10h49mO Globo
SÃO PAULO - O número de transplantes de órgãos realizados em São Paulo neste ano já supera o recorde de 2008, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Até o dia 13 de outubro, 543 mortos tiveram seus órgãos - um ou mais - aproveitados em transplantes, 11,7% a mais do que no ano passado.
O total de órgãos transplantados chega a 1.443, o que representa 2,65 órgãos doados por pessoa. Foram realizados até 13 de outubro houve 77 transplantes de coração, 98 de pâncreas, 801 de rim, 443 de fígado e 24 de pulmão.
Em 2008 foram 486 doadores e 1.395 cirurgias.
De acordo com a Secretaria, o crescimento reflete o aprimoramento na captação, com coordenadores em 31 hospitais da rede estadual paulista. Esses profissionais identificam pacientes que possam ser potenciais doadores e acompanham os exames para viabilizar a doação.
Os médicos engajados neste projeto ganham até 4 mil por mês em remuneração extra. Em geral, eles trabalham em UTIs ou são neurologistas, têm bom relacionamento com os demais médicos e conhecem a rotina dos hospitais.
Eles visitam diariamente UTIs, terapias semiintensivas, recuperação pós-anestésica e pronto socorro para verificar a existência de pacientes com suspeita de morte encefálica, condição essencial para a doação, conversar com os chefes de equipe e ajudar na abertura de protocolos para a comprovação do óbito.
A cada notificação de doador potencial feita, uma mensagem de SMS é enviada ao telefone celular do médico da Central de Transplantes.
domingo, 18 de outubro de 2009
eBand Jornalismo
Brasil espera aumentar taxa de doação de órgãos em 2010
Karina Gomes cidades@eband.com.br
sábado, 17 de outubro de 2009
Jornal Feira Hoje
Vereador vai elaborar projeto de lei visando incentivar a doação de órgãos em Feira
De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, o estado de Santa Catarina foi o único a apresentar um aumento com 14,7 doadores por grupo de um milhão de pessoas. Enquanto na região do Nordeste, em especial na Bahia, vem apresentando uma queda significativa, perdendo para os estados de Pernambuco e Ceará em número de doadores de órgãos.
“Deve haver uma preocupação maior do Estado e do Município, no sentido de melhor esclarecer a comunidade sobre a importância da doação de órgãos para salvar vidas”. Diante desta preocupante realidade, Araújo está elaborando um projeto de lei propondo que seja realizada uma campanha de conscientização periódica, em Feira de Santana, para o convencimento das pessoas sobre a importância do gesto de quem decide doar seus órgãos pós-morte. O projeto prevê que a campanha seja realizada durante uma semana.
Em Feira de Santana, no ano passado, apenas seis famílias, das 15 que tiveram algum ente vítima de morte encefálica e poderiam doar seus órgãos, fizeram a doação. “Índice baixo e que desperta a preocupação de todos nós enquanto cidadãos”, desabafa o parlamentar.
