quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ATX-BA - UTILIDADE PÚBLICA: A PENSÃO DO SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL E AS MODIFICAÇÕES PELA MP 664.

JusBrasil - Artigos

21 de janeiro de 2015
A Pensão por Morte do Servidor Público Federal e as modificações implementadas pela Medida Provisória nº 664, de 30/12/2014
Publicado por Dirley da Cunha Júnior - 1 dia atrás

A Medida Provisória nº 664, de 30/12/2014, promoveu uma verdadeira minirreforma da Previdência Social, alterando a Lei nº 8.213/91 (que dispõe sobre o plano de benefícios da previdência social do trabalhador) e a Lei nº 8.112/90 (que dispõe sobre o regime jurídico funcional do servidor público federal), provocando significativas mudanças no benefício de pensão por morte tanto no Regime Geral de Previdência Social do Trabalhador (RGPS) como no Regime Próprio de Previdência Social do Servidor Público Federal (RPPS).
O objetivo deste texto não é questionar a constitucionalidade da MP 664/2014 (em tese, possível), mas apenas apresentar, de forma didática, as modificações dela decorrentes.
Essa Medida Provisória passou a exigir, para a concessão da pensão por morte em ambos os regimes previdenciários, período mínimo de carência (24 contribuições mensais); tempo mínimo de casamento ou início de união estável (2 anos) e estabeleceu um tratamento diferenciado em relação ao tempo de duração da pensão em razão da idade do cônjuge ou companheiro (a) e de sua expectativa de sobrevida obtida a partir da Tábua Completa de Mortalidade construída pelo IBGE, vigente no momento do óbito do servidor (a pensão passará a durar, conforme a idade do cônjuge ou companheiro (a) sobrevivente, entre 3 anos, 6 anos, 9 anos, 12 anos, 15 anos ou ser vitalícia).
Porém, esclareça-se desde logo que para a implementação das mudanças acima citadas, a MP 664/2014, apesar de publicada em 30 de dezembro de 2014, somente entrará em vigor em 01 de março de 2015, em razão de seu período de vacatio previsto no art. 5º, III, de seu próprio texto.
Advirta-se, ademais, que as modificações determinadas pela MP 664/2014 somente se aplicam aos servidores públicos federais, que estão submetidos ao regime da Lei 8.112/90. Quanto aos servidores públicos estaduais e municipais, só as correspondentes entidades federadas podem legislar a respeito.
As principais alterações foram, em resumo, as seguintes:
1) Período de carência.
O período de carência é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício.
Antes da MP 664/14 não era exigida qualquer carência para a concessão do benefício de pensão por morte do servidor público federal, de modo que bastava o simples provimento no cargo público efetivo, ainda que sem recolhimento de qualquer contribuição, para que os seus dependentes pudessem usufruir do benefício.
Todavia, com o advento da MP, o período de carência passou a ser exigido em razão do novo parágrafo único do art. 215 da Lei 8.112, em face do qual a concessão do benefício estará sujeita à carência de 24 (vinte e quatro) contribuições mensais, ressalvada, entretanto, a morte por acidente do trabalho, doença profissional ou do trabalho.
Assim, somente não será exigida a carência quando a morte do servidor tenha decorrido de acidente do trabalho, doença profissional ou do trabalho. Fora dessas hipóteses, a pensão dependerá do cumprimento do tempo mínimo de carência, que é de 24 contribuições mensais (que não se confunde com 24 meses, pois as 24 contribuições podem ser recolhidas em período superior, como, por exemplo, ao longo de 2 anos e meio).
2) Tempo mínimo de casamento ou início de união estável.
Outra novidade trazida pela MP 664/14 é a exigência de tempo mínimo de casamento ou início de união estável, antes inexistente.
Assim, em razão do novo § 3º, inciso II, do art. 217 da Lei 8.112/90, só terá direito ao benefício de pensão por morte o cônjuge ou companheiro (a) casado ou em união estável há pelo menos 2 (dois) anos da data do óbito do segurado.
Todavia, não será exigido esse tempo mínimo de 2 anos de casamento ou início de união estável nos casos em que:
a) o óbito do segurado seja decorrente de acidente posterior ao casamento ou início da união estável; ou
b) o cônjuge ou o companheiro (a) for considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade remunerada que lhe garanta subsistência, mediante exame médico-pericial, por doença ou acidente ocorrido após o casamento ou início da união estável e anterior ao óbito, observada a necessidade de, a critério da Administração, o pensionista ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão da pensão (conforme o disposto no parágrafo único do art. 222 da Lei 8.112/90).
3) Tempo de duração da pensão por morte.
Antes da MP 664/14 a pensão por morte devida ao cônjuge ou companheiro (a) do servidor era necessariamente vitalícia; somente a pensão por morte devida aos filhos ou enteados era temporária (até 21 anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durasse a invalidez).
Com a MP, a pensão por morte devida ao cônjuge ou companheiro (a) do servidor não será mais necessariamente vitalícia, uma vez que, por força do novo § 3º, inciso I, do art. 217 da Lei 8.112/90, o tempo de duração da pensão por morte será calculado de acordo com a expectativa de sobrevida do beneficiário na data do óbito do servidor, obtida a partir da Tábua Completa de Mortalidade – ambos os sexos – construída pelo IBGE, vigente no momento do óbito do servidor, conforme tabela abaixo:
Expectativa de sobrevida à idade x do cônjuge, companheiro ou companheira, em anos (E (x)) e Duração do benefício de pensão por morte (em anos)
55 < E (x) ► 3 anos
50 < E (x) ≤ 55 ► 6 anos
45 < E (x) ≤ 50 ► 9 anos
40 < E (x) ≤ 45 ► 12 anos
35 < E (x) ≤ 40 ► 15 anos
E (x) ≤ 35 ► vitalícia
Assim, quando a expectativa de sobrevida à idade do cônjuge ou companheiro (a) for maior de 55 anos, a duração da pensão será de apenas 3 anos; quando a expectativa de sobrevida for maior de 50 e até 55 anos, a duração da pensão será de 6 anos; quando a expectativa de sobrevida for maior de 45 e até 50 anos, a duração da pensão será de 9 anos; quando a expectativa de sobrevida for maior de 40 e até 45 anos, a duração da pensão será de 12 anos; quando a expectativa de sobrevida for maior de 35 e até 40 anos, a duração da pensão será de 15 anos; e, finalmente, quando a expectativa de sobrevida for até 35 anos, a pensão será de vitalícia.
Desse modo, pela tabela acima, quanto mais jovem for o cônjuge ou companheiro (a) menor será o tempo de duração do benefício. Assim, a título de exemplo, se o cônjuge ou companheiro (a) for menor de 22 anos, sua expectativa de sobrevida será maior de 55 anos, de modo que sua pensão durará apenas 3 anos. Se o cônjuge ou companheiro (a) for maior de 22 anos e menor de 28 anos, sua expectativa de sobrevida será maior que 50 anos e menor ou igual a 55 anos, de sorte que a duração da pensão será de 6 anos. Finalmente, indo para a última faixa da tabela, para o cônjuge ou companheiro (a) maior de 44 anos, como sua expectativa de sobrevida é de até 35 anos, sua pensão será vitalícia.
Todavia, em face do novo § 3º, inciso III, do art. 217 da Lei 8.112/90, também terá direito à pensão por morte vitalícia, independente da idade, o cônjuge ou o companheiro (a) quando considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade remunerada que lhe garanta subsistência, mediante exame médico-pericial, por doença ou acidente ocorrido entre o casamento ou início da união estável e a cessação do pagamento do benefício, observada a necessidade de, a critério da Administração, o pensionista ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão da pensão (conforme o disposto no parágrafo único do art. 222 da Lei 8.112/90).
4) Habilitação de vários beneficiários.
Antes da MP 664/14, havia uma distinção entre os beneficiários da pensão vitalícia e os da pensão temporária, de modo que, ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária, metade do valor (50%) caberia ao titular ou titulares da pensão vitalícia, sendo a outra metade (50%) rateada em partes iguais, entre os titulares da pensão temporária.
Sucede, porém, que a MP 664/14 acabou com essa distinção entre os beneficiários da pensão vitalícia e os da pensão temporária e alterou a forma de habilitação do benefício de pensão, que passa a ser um só, sem a distinção entre pensão vitalícia e temporária.
Assim, diante do novo art. 218 da Lei 8.112/90, ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão (por exemplo, a companheira e dois filhos), o seu valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados (no exemplo acima, ficaria 1/3 para cada).
E em face do novo art. 223 da Lei 8.112/90, ocorrendo a morte ou a perda da qualidade de beneficiário (por exemplo, o filho atingiu 21 anos de idade), a respectiva cota reverterá para os cobeneficiários.
Para outros temas de Constitucional e Administrativo, consultar a nossa página do facebook: https://www.facebook.com/pages/Dirley-da-Cunha-J%C3%BAnior/1492515914302924?ref=bookmark
Um grande abraço.
Dirley da Cunha Júnior
Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direitos Humanos.
Doutor em Direito Constitucional pela PUC/SP. Mestre em Direito Econômico pela UFBA. Professor de Direito Constitucional da UFBA nos Cursos de Graduação, Mestrado e Doutorado em Direito. Professor de Direito Constitucional da Faculdade Baiana de Direito. Professor de Direito Constitucional da UCSAL...


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

ATX-BA - "Faça um Selfie em Prol da Hepatite C"

João Marcos, transplantado, apoiando a campanha.

A ONG C tem que saber C está promovendo a campanha “Faça uma Self em Prol da Hepatite C”. A ideia é alertar as pessoas sobre a doença que pode provocar cirrose e câncer no fígado se não tratada a tempo. A organização pede que pessoas famosas e anônimas publiquem e compartilhem fotos nas redes sociais fazendo a letra C com pelo menos uma das mãos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ATX-BA - Faça Um Selfie para Hepatite C

Sr.Manoel Falcão de O. Junior transplantado de fígado ex portador de Hep. C e Sra. Elzimar Alves de Oliveira esposa de portador de Hep. C.

A ONG C tem que saber C está promovendo a campanha “Faça uma Self em Prol da Hepatite C”. A ideia é alertar as pessoas sobre a doença que pode provocar cirrose e câncer no fígado se não tratada a tempo. A organização pede que pessoas famosas e anônimas publiquem e compartilhem fotos nas redes sociais fazendo a letra C com pelo menos uma das mãos.
Selfie ATX-BA
Se quiser apoiar a campanha nos envie uma foto para divulgarmos na página da ATX-BA no facebook. 
Envie para atxba@hotmail.com.

domingo, 11 de janeiro de 2015

ATX-BA: Notícias Câmara Brasil Portugal - PRÊMIO LUSOS: PROPEG CONQUISTA BRONZE COM A PEÇA "ALMOST" DESENVOLVIDA PARA ATX-BA

Grupo PPG é destaque no Prêmio Lusos
 
 
O Grupo PPG foi um dos destaques da primeira etapa (quadrimestral) da 2ª edição do Prêmio Lusos. As agências Propeg, Revolution Brasil e Invent Live Marketing levaram quatro bronzes nas categorias “Filme Low Budget”, “Spot de Rádio”, “Eventos de Marca” e “Digital Site”.
 
O Lusos, conhecido também como Prêmio Lusófono da Criatividade, ocorre desde 2013 em Lisboa e nomeia os melhores da área de Comunicação e Marketing dos países de língua oficial portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal. Agências e profissionais têm a oportunidade de inscrever seus trabalhos no Lusos a cada quatro meses, diferente das premiações tradicionais que acontecem somente uma vez por ano.
 
Em “Filme Low Budget”, a Propeg conquistou o bronze com a peça “Almost”, desenvolvida para a Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA). Já a agência Revolution Brasil foi premiada na categoria “Spot de Rádio” com “Spaghetti”, para Estomazil/Farmácias Santana. A Invent Live Marketing ganhou dois bronzes com a ação “Coca-Cola Music Connection”: um troféu na categoria “Evento de Marca” e outro em “Digital Site”.
 
Fonte: Portal da Propaganda
http://www.brasilportugal.org.br/ba/noticia/3007,dos-socios.html

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ATX-BA - UTILIDADE PUBLICA - ANVISA LIBERA NOVO MEDICAMENTO PARA TRATAMENTO DA HEPATITE C.

Terça-feira, 6 de janeiro de 2015 às 19:24

Novo medicamento promoverá revolução no tratamento contra hepatite C, afirma Chioro

A Anvisa liberou nesta terça-feira (6) a venda e o uso de novo remédio contra a hepatite C: o declastavir. O novo medicamento é mais eficiente do que os disponíveis hoje no mercado e, combinado a outras duas substâncias, pode permitir a cura da doença em até 90% dos casos, enquanto os tratamentos atuais possuem perspectiva de cura de 40%. A previsão é que o remédio seja distribuído, gratuitamente, pelo SUS ainda em 2015.
hepatite_novo_medicamento
Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a distribuição gratuita do declastavir representa uma revolução para a saúde pública e transformará o Brasil em uma referência internacional no tratamento da hepatite C.
“Nós vamos viver uma revolução do tamanho que foi a introdução do coquetel para o tratamento da aids no Brasil, tanto pela diminuição do tempo de tratamento como pelo aumento da taxa de cura que sobe de 40% para 90%. Além disso, os efeitos colaterais são muito menos intensos, o que aumenta a adesão e a capacidade dos pacientes de permanecerem com a medicação”, afirmou Chioro, em entrevista ao Blog do Planalto.
Atualmente, no Brasil, 16 mil pessoas realizam o tratamento contra o vírus da hepatite C pelo SUS. Pelas estimativas do Ministério da Saúde, 30 mil pessoas passarão a ser beneficiadas por ano com o novo tratamento. Além disso, a nova medicação possibilitará a redução de custos com o tratamento individual dos pacientes, caindo dos atuais R$ 25 mil por usuário para aproximadamente R$ 17 mil.
Além de permitir a cura em até 90% dos casos, o declastavir provoca poucos efeitos colaterais nos pacientes e leva a cura em até três meses. Já os atuais medicamentos vendidos no País exigem tratamento prolongado – de até nove meses – além de causarem fortes reações adversas nos pacientes. O declatavir também será o primeiro medicamento de combate à hepatite C de via oral distribuído no Brasil. Os atuais são todos injetáveis.
Outra vantagem é que o novo tratamento contra a hepatite C pode ser utilizado por pacientes com HIV positivo e por aqueles esperam ou realizaram transplantes, o que não é viável pelo tratamento existente.
http://youtube/oovJBCyiFN4
https://www.youtube.com/watch?v=oovJBCyiFN4
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oovJBCyiFN4#t=0
Doença

A hepatite C é uma doença causada pelo vírus HCT transmitido pela transfusão de sangue contaminado e pelo uso compartilhado de seringas e objetos de higiene pessoal, como alicates de unha e lâminas de barbear, além de instrumentos usados em tatuagem e perfuração de piercings. O vírus também é transmitido sexualmente. A estimativa do Ministério da Saúde é que a doença atinja entre 1,4% e 1,7% dos brasileiros, a maioria acima de 45 anos de idade.

Fonte:http://blog.planalto.gov.br/novo-medicamento-promovera-revolucao-no-tratamento-contra-hepatite-c-afirma-chioro/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

ATX-BA - Posse Secretario de Saúde Dr. Fábio Vilas-Boas.


Como presidente da ATX-BA compareci hoje pela manhã da cerimônia de transmissão de cargo do ex-secretário Washington Couto para o novo secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas. Em nome de todos os transplantados do Estado da Bahia desejo sucesso na sua nova missão.

domingo, 4 de janeiro de 2015

ATX-BA - Faça um selfie para hepatite C

Faça um selfie para a C

Posted on janeiro 3, 2015 by Bruna Giorgi in Notícias
campanha selfie hepatite c
A nova campanha da ONG C Tem Que Saber C Tem Que Curar para 2015 pretende chamar a atenção das pessoas, convidando-as a fazer uma selfie e postando a foto no Facebook (com #selfieHepatiteC). Conheça mais sobre a campanha e junte-se a causa.
FAÇA UM SELFIE PARA A C
OBJETIVO: incentivar as pessoas a fazerem o teste anti-HCV, que é rápido, gratuito e está disponível em todas as cidades brasileiras.
CAMPANHA – AÇÃO HUMANITÁRIA PARA O SALVAMENTO DE VIDAS DE PORTADORES DE HEPATITE C
REALIZAÇÃO: ONG C TEM QUE SABER C TEM QUE CURAR, formada por portadores e ex-portadores da doença.  A organização tem 11 anos de fundação e reconhecimento nacional e internacional. O seu site (www.ctemquesaber.com.br) ultrapassa 30 milhões de acessos.
FUNCIONAMENTO DA CAMPANHA FAÇA UM SELFIE PARA A C: faça uma selfie individual ou em grupo, fazendo com as mãos a letra C (de Hepatite C). Poste a foto no Facebook com a hashtag #selfieHepatiteC
 Com a adesão voluntária e solidária, certamente a Hepatite C ganhará mais visibilidade. No dia Mundial das Hepatites, 28 de julho de 2015, iremos enviar as selfies ao Ministério da Saúde de todos os países, mostrando que o Brasil está se conscientizando com a doença que mata milhares por ano. A relação também será entregue para a rádio das Organizações Das Nações Unidas (ONU) e outros veículos de imprensa. “Esse simples gesto de anônimos e famosos poderá ser muito importante nessa grande corrente que se formará para a ampliação da divulgação do teste da Hepatite C, podendo salvar a vida de muita gente”, revela o presidente da ONG, Francisco Martucci.
 FONTE: http://ctemquesaber.com.br/2013/2015/01/faca-um-selfie-para-a-c/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

ATX-BA - DESEJAMOS UM FELIZ ANO NOVO

Nós, pacientes transplantados associados da ATX-BA, queremos começar o ano  de 2015 agradecendo:

A "força maior” que faz com que a vida recomece através de um transplante;

Ao doador de órgãos e tecidos que tem o privilégio de experimentar algo divino,  dando a “vida” ao  seu próximo através da doação;

A todos que apoiaram a nossa luta dando uma oportunidade de viver com qualidade 
de vida, seja doando alimentos, medicamentos, nos abrigando numa nova sede, lutando pela “doação de órgãos e tecidos” e falando dela nas Câmaras de 
Vereadores ou Assembleias  Legislativas de todo País;

A toda imprensa pela divulgação da nossa luta através dos jornais, rádios e
TV;

Àquele que nos abastece de amor e carinho através de um olhar, de uma palavra, 
da presença, nos dando a certeza que a nossa luta pela “vida” não é solitária e
 sim solidária.

Porque somos felizes por termos tido uma segunda chance na VIDA.
E somos gratos a todos que tem nos ajudado a sermos felizes.

     

Que você seja muito feliz! 
Este é o nosso desejo.
FELIZ ANO NOVO.
   ATX-BA






quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ATX-BA - VAMOS BRINDAR

                         Nós transplantaos da ATX-BA desejam
                   um bom" NATAL" e um feliz "ANO NOVO".
                        Somos felizes por termos tido
segunda  uma
chance na           VIDA.
             Somos gratos a todos que tmos ajudado a sermos felizes.



O QUE SIGNIFICA AFINAL SER FELIZ ??? 
Ser feliz, não significa a realização de todos os nossos sonhos...
Mas sim, aceitar a vida tal qual ela se apresenta, e ter consciência de que se é capaz de vivê-la da melhor maneira possível . Aprendendo com cada tropeço. Crescendo com cada erro. E se tornando a cada dia alguém melhor ...
 
Seja Felizzzzzz!!!!!
 
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
 
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
 
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
 
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
 
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
 
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
 
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
 
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
 
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
 
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".
 
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
 
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
 
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
 
E descobrirá que...
 
Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
 
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
 
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
 
Jamais desista de si mesmo.
 
Jamais desista das pessoas que você ama. 
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
 
E você é uma criatura especial!!!!   (por João Virgínio Silva) 



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ATX-BA: INFORMANDO: CORRIDA CONTRA O TEMPO.

JN acompanha corrida contra o tempo para realizar transplante de coração

Jornal Nacional mostra esta semana uma série de reportagens especiais sobre uma das maiores proezas da medicina: o transplante de órgãos.


 Jornal Nacional vai mostrar esta semana uma série de reportagens especiais sobre uma das maiores proezas da medicina. A capacidade de oferecer uma chance de vida maior para pessoas que precisam de um órgão novo, de um transplante.
Mas essa espécie de renascimento não depende só dos médicos. E é isso que os repórteres Marcos Losekann e Jonathan Santos mostram agora.
Tensão nas ruas de Goiânia. A sirene do carro de Bombeiros abre caminho para a equipe de médicos que veio de São Paulo especialmente para buscar um coração. O doador é um jovem de 22 anos que morreu em um acidente de moto. Ele vai continuar vivo no peito de outra pessoa.
Mas, ainda não é vez de Júlia. Uma menininha que há quase 4 meses está na UTI do Instituto do Coração em São Paulo precisa que o doador seja uma criança, como ela. Tem que pesar entre 6kg e 18kg. E ter sangue do tipo O+. Júlia vai ter que esperar.
“A maioria dos doadores são jovens ou adultos jovens. Então, essa é a grande maioria dos doadores que nós temos. Acidentes, principalmente. Então, crianças já se constitui em uma população mais difícil para proporcionar órgãos de doação”, explica Fabio Jatene, diretor-geral do Incor.
Dois andares acima, no mesmo hospital, um homem se prepara para renascer: Licínio José da Silva saiu do Piauí há 3 meses e foi direto para ponta da fila. Há 30 anos ele luta contra a doença de chagas, que comprometeu 70% de seu coração.
Jornal Nacional: E como é que foi quando os médicos entraram aqui e disseram “se prepara que é agora”?
Licínio José da Silva, aposentado: Isso aí é que pegou a gente se manter firme. Não deixar a emoção tomar de conta.
Jornal Nacional: Até porque o coração não aguenta, não é?
Licínio José da Silva: É.

No hospital de urgência em Goiânia, os médicos do Incor começam a retirar o coração do doador, que teve a morte cerebral confirmada. Este órgão só pode ficar no máximo 4 horas parado. Os médicos correm contra o relógio.
Em Brasília, na casa de Júlia, parece que o tempo não passa. Uma tia da menina assumiu a organização da casa, enquanto a mãe e o pai se revezam no Incor, para cuidar da filhinha. Júlia tem um irmãozinho, Gabriel. Ele sabe exatamente o que a irmã dele precisa para que a vida da família volte ao normal.
Jornal Nacional: E o que que é isso aqui, vermelho?
Gabriel: É o coração da Júlia

Em Goiânia, o carro de bombeiros corre para o aeroporto. Levando a caixa térmica com o precioso conteúdo. A viagem de avião até São Paulo dura 1 hora e 50 minutos. E para fugir do congestionamento da metrópole, um helicóptero completa o percurso do Aeroporto de Congonhas até o Incor. O tempo voa.
Quase quatro horas depois da captação do órgão, em Goiânia, o helicóptero finalmente chega no heliponto do Incor, em São Paulo, levando a bordo o tão esperado coração. Começar uma nova corrida contra o tempo, no centro cirúrgico, um trabalho minucioso, que o Jornal Nacional acompanha.
Ronaldo Honorato, cirurgião cardíaco: Estou literalmente com o coração na mão e trabalhando com muito coração.
Em Brasília, a tia de Júlia mostra que a mala está sempre pronta. Quando a boa notícia chegar, ela não quer perder nem um minuto. Irá voando para São Paulo, para acompanhar a cirurgia da sobrinha.
Toda a família reza para que isso não demore. Júlia sofre de uma cardiomiopatia dilatada gravíssima. Por causa de um vírus, o coraçãozinho dela está seis vezes maior do que o normal. Funciona com apenas 30% da capacidade.
“A condição da Júlia, ela está em uma UTI, ela está em prioridade, ela está precisando de uma medicação que corre na veia, 24 horas, sete dias por semana. E se a medicação não fizer mais efeito no corpinho da Júlia, vai adicionar mais medicação e pode chegar a um ponto em que isso já não é mais possível. Esse transplante tem que ser para ontem”, explica Estela Azeka, cardiopediatra.
No centro cirúrgico, os médicos completam a missão: a cirurgia de Licínio é um sucesso.
Dois andares abaixo, Júlia vive um dia especial também. É o primeiro aniversário dela. Os pais, os médicos, os enfermeiros, todos estão confiantes de que, logo, logo, assim como Licínio, Júlia vai ter sua chance de sair com um presente batendo saudável no peito.
fONTE:http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/12/jn-acompanha-corrida-contra-o-tempo-para-realizar-transplante-de-coracao.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

ATX-BA - Utilidade Pública: molécula é desenvolvida por cientistas europeus para evitar inflamação de órgão doado após transplante.

   
 

Cientistas europeus desenvolvem molécula para evitar inflamação de órgão doado após transplante
04-12-2014 12:28:03
© DR
Investigadores em consórcio europeu desenvolveram uma terapêutica para ajudar a prevenir complicações após transplantes de órgão sólidos como rins, coração ou pulmões. Os cientistas estão atualmente a desenvolver ensaios clínicos para um medicamento capaz de reduzir a inflamação do órgão doado após transplante.  
 

Mais de 200 mil pessoas em todo o mundo estão atualmente à espera de um transplante de rim que lhes salve a vida, mas de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) apenas um quarto recebe anualmente um órgão doado. 

Mas mesmo após o transplante, acontecem regularmente complicações como a Função Tardia do Enxerto (da sigla em inglês, DGF). A Função Tardia do Enxerto significa que o órgão transplantado não entra em funcionamento logo no início e por isso os pacientes necessitam de mais diálise durante alguns dias ou semanas. 

A incidência da Função Tardia do Enxerto aumenta à medida que aumenta o período de tempo do órgão entre a colheita e o transplante, um período em que o órgão não é irrigado com sangue. Uma condição conhecida como lesão de reperfusão. 

Jacques Pirenne é Chefe do Serviço de Cirurgia de Transplante Abdominal no Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica e explica que «a Função Tardia do Enxerto é uma das complicações mais frequentes dos transplantes, entre 20% a 60%, dependendo do tipo de dador e isso é um problema porque o paciente precisa de se manter em diálise, o que não é bom para ele», dado ser «uma situação que prolonga a estadia no Hospital, o que financeiramente também não é bom». Para além disso, «o atraso no funcionamento tem um impacto negativo na sobrevivência do rim a longo prazo».


Jacques Pirenne é Chefe do Serviço de Cirurgia de Transplante
Abdominal no Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica
© DR
Os órgãos de dadores mortos são propícios à Função Tardia do Enxerto, que é uma inflamação que acontece após a reperfusão do sangue do enxerto implantado. Pode até levar à rejeição aguda e à falha do órgão.

«A incidência da Função Tardia do Enxerto é muito baixa quando se tem um dador morto padrão perfeito e é alta quando se tem um dador com idade ou um dador com história de problemas cardiovasculares e é verdadeiramente alta quando se tem um dador DCD – dadores que não estão em morte cerebral, mas que morrem devido a ataque cardíaco», explica Jacques Pirenne. 

O especialista acrescenta que isto acontece «porque no ataque cardíaco existe um período de tempo durante o qual os rins não estão perfusados, não estão a receber oxigénio antes da intervenção, e por causa disso a incidência da Função Tardia do Enxerto é muito alta».

Investigadores e cientistas médicos do consórcio europeu MABSOT - Transplantação de órgãos sólidos de anticorpo monoclonal – testaram a uma nova molécula denominada por OPN-305 no tratamento para reduzir a inflamação do órgão doado após o transplante. 

Um dos nove membros é o Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica, onde Dirk Kuypers dirige o Departamento do Laboratório de Nefrologia. «A OPN-305 é uma proteína humanizada, uma proteína IgG-4, que está diretamente ativa contra um recetor – outra proteína dentro do enxerto denominada por TLR-recetor 2. Uma das moléculas chave que está envolvida na resposta inflamatória. Portanto, teoricamente, se conseguirmos bloqueá-la durante o tempo certo ao longo do transplante, poder-se-ão evitar algumas lesões e danos sérios no enxerto», explica Dirk Kuypers. 

Dirk Kuypers, Chefe do Departamento do Laboratório de Nefrologia, do Hospital de Leuven
Dirk Kuypers, Chefe do Departamento do Laboratório de Nefrologia,
do Hospital de Leuven
© DR
Gerda Kesters fez parte do primeiro estudo clinico com o OPN-305. Há dois meses recebeu uma injeção com o novo medicamento, pouco antes do transplante renal. A paciente afirma: «agora sinto-me bem. Posso fazer aquilo que eu quiser e é uma vida completamente nova. Vou celebrar o meu segundo aniversário este ano».
Antes do transplante, Gerda Kesters tinha de ir ao centro de diálise três vezes por semana durante quatro horas e tinha de seguir uma dieta restrita. «Comecei por não poder comer nenhum sal, nem quaisquer vegetais crus. Os vegetais que podemos comer devem ser cozinhados duas vezes. Nenhum doce, nenhum chocolate, nenhumas batatas fritas, nada. Porquê? Devido à pressão arterial. E não comer vegetais crus significa também nenhuma fruta devido ao potássio e ao fósforo», explica. 
Quando os rins não funcionam, os produtos com resíduos solúveis na água não são desintegrados, acumulam-se e levam a uma intoxicação do corpo. Os rins são a estação de limpeza do nosso corpo: são eles que filtram os resíduos para fora do corpo. Todos os dias 1700 litros de sangue passam nos rins e se eles não funcionarem como devem, ficamos envenenados. 

«O rim tem muitas funções mas a principal é que se livra de todo o tipo de resíduos no nosso corpo através do metabolismo. Portanto, os alimentos que consumimos, digerem-se e metabolizam-se, e todas as atividades que ocorrem diariamente – produzem resíduos e muitos desses resíduos são solúveis em água e são excretados do nosso corpo através dos nossos rins e os lípidos relacionados com os resíduos são principalmente metabolizados pelo fígado», explica Dirk Kuypers. 

O especialista acrescenta que «para além disso, os nossos rins são também responsáveis por manter o equilíbrio de água e de sal, e depois para além disso, têm também alguma função endocrinológica, ou seja, funções hormonais que regulam outros sistemas no nosso corpo como o nosso esqueleto, a nossa médula óssea, entre outras coisas».

O novo medicamento foi desenvolvido na Opsona Therapeutics, em Dublim. Desde 2006 e ao longo de várias fases os investigadores da empresa desenvolveram o OPN-305. Antes do estudo clinico em pacientes transplantados, os cientistas avaliaram a eficácia e segurança pré-clínica do OPN-305 numa série de modelos e sujeitos. 

Mary Reilly é a coordenadora do projeto do consórcio e líder do desenvolvimento clínico do OPN-305 e explica que o OPN-305 «é um anticorpo IgG4 humanizado e nós fizemos algumas alterações em termos da estrutura do anticorpo para o tornar mais humanizado».

Mary Reilly é a coordenadora do projeto
Mary Reilly é a coordenadora do projeto
© DR
o.
Isto «porque um dos riscos que se corre quando se administra uma proteína humana em um paciente é que podemos construir anticorpos contra essa proteína. Pelo que quisemos produzir o anticorpo o mais humanizado possível para prevenir uma resposta imunitária do anticorpo».
Após a primeira parte do estudo clínico de transplante renal que envolveu 139 pacientes em trinta e seis centros de estudos clínicos na Europa e catorze nos EUA, o consórcio está à espera dos resultados antes de avançar para a parte B da fase II do estudo.

«Particularmente nos EUA existem cerca de 45% de rins descartáveis porque não têm a qualidade apropriada para serem usados no transplante. Pelo que, o que estamos a tentar fazer com o 305 é: queremos prevenir a Função Tardia do Enxerto (a inflamação no período pós transplante) e esperamos reduzir o número de rins descartáveis e na verdade fazer com que haja mais disponíveis», afirma Mary Reilly. 

Se o estudo for bem-sucedido, no futuro a nova terapia poderá ser usada não apenas no transplante renal, mas também nos transplantes de coração, pulmão e outros órgão sólidos, que têm de lidar com um tipo de inflamação semelhante após o transplante. 


Fonte: http://www.tvciencia.pt/tvcnot/pagnot/tvcnot03.asp?codpub=36&codnot=132

ATX-BA: DOAÇÃO DE ÓRGÃOS


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ATX-BA - VOLTA A FALTAR MEDICAMENTOS PARA PACIENTES TRANSPLANTADOS DE FÍGADO DA BAHIA

Está faltando para os pacientes transplantados de fígado no Estado da Bahia o URSACOL de 150 MG, de acordo com informações dos pacientes e da farmácia do Hospital Manoel Vitorino onde eles recebem a medicação. O URSACOL ESTÁ FALTANDO HÁ MAIS DE QUATRO MESES.

ALGUNS PACIENTES QUE FIZERAM O RE-TRANPLANTE DE FÍGADO ESTÃO EM SITUAÇÃO DE URGÊNCIA.

EM 15.03.2013 A ATX-BA enviou e-mail para o Superintendente da DASF/SESAB e para o Coordenador da DASF/SESAB, pedindo providências e o medicamento só foi reposto por um mês.

Este medicamento é usado para profilaxia (tratamento) da rejeição de transplante de  fígado.

PEDIMOS AO GESTOR RESPONSÁVEL PELO FORNECIMENTO DESTA MEDICAÇÃO URGÊNCIA PARA DISPONIBILIZAR O MEDICAMENTO URSACOL, POIS, PODE LEVAR A REJEIÇÃO DO ÓRGÃO TRANSPLANTADO (FÍGADO) E EM ÚLTIMO CASO À MORTE DO PACIENTE.

                                                                 ATX-BA

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

ATX-BA - INFORMANDO: NOVOS MEDICAMENTOS PARA HEPATITE C

Novos Medicamentos para Hepatite C
Associações de Pacientes levarão bandeira de 250 metros a Brasília, e protocolarão ofício ao Ministro da Saúde, em virtude da demora da ANVISA para liberação da circulação no país. As ONGs ainda pleitearão ao Ministro Dr Arthur Chioro, que receba uma comissão de ONGs representando o território nacional.

No dia 4 de dezembro de 2014, ONGs que lutam contra as Hepatites, incluindo os infectados pela hepatite C, farão um manifesto em Brasília, abrindo uma bandeira de aproximadamente 250 metros, totalmente assinada por infectados e solidários com a causa,abraçando o prédio do Departamento de Hepatites.

Com a finalidade de pressionar a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária -ANVISA, em razão da inexplicável demora burocrática para o efetiva aprovação e registro de três novos medicamentos (sofosbuvir, simeprevir e daclatasvir), para que possam ter permissão para circular no país, como ser incorporados no SUS e distribuídos gratuitamente aos portadores. É pertinente ressaltar que o Ministério da Saúde determinou prioridade, e isso já há mais de um mês.

A demora da aprovação pela ANVISA causa indignação dos infectados, médicos especialistas e do povo brasileiro:
O Ministério da Saúde, após inúmeras tratativas, obteve um desconto de 93% sobre os preços desses três medicamentos, em relação aos praticados nos Estados Unidos.
Assim, o custo para o SUS por paciente tratado de hepatite C com os novos medicamentos,de uso oral, passa a ter uma redução de aproximadamente 60% em relação ao atual tratamento triplo da hepatite C. Melhor ainda, enquanto o tratamento atual consegue curar 60% dos pacientes os novos medicamentos curam entre 90 e 100% dos pacientes tratados.
Incorporando esses medicamentos no SUS, com o mesmo orçamento atual, será possível aumentar a oferta atual de 12.600 tratamentos/ano para 30.000 tratamentos/ano, isso sem necessidade de aumentar sequer um centavo no orçamento. Melhor ainda, se hoje resultam curados aproximadamente 6.500 pacientes, com um tratamento longo e sofrido de 48 semanas, com os novos medicamentos a cura estará beneficiando entre vinte e vinte e cinco mil pacientes, em tratamento de somente 12 semanas e com mínimos efeitos colaterais. Considere-se também a economia da não utilização de recursos, inclusive hospitalares, para o manuseio dos eventos adversos, sem falarmos nos impactos da redução de transplantes e re-transplantes hepáticos e suas complicações, e mesmo o aspecto laborativo, pois diminuiria sensivelmente
Esses medicamentos, já aprovados há pelo menos um ano pelas agencias reguladoras dos principais países do mundo e com recomendações expressas da Organização Mundial da Saúde, da Associação Americana para o Estudo do Fígado (AASLD) e pela Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA), ambas dos Estados Unidos da América e da Associação Europeia para o Estudo do Fígado (EASL), da Europa, inexplicavelmente ainda não estão aprovados no Brasil. A demora da ANVISA pune o paciente, o governo e o SUS. Incentiva, lamentavelmente, que os pacientes recorram a justiça, com todos os malefícios decorrentes da judicialização na saúde.
O assunto é de interesse nacional, pois está prejudicando a saúde de milhares de pessoas no Brasil. É natural que os médicos não iniciem tratamento com os fármacos antigos aos recém diagnosticados, ou retratem os que não tiveram sucesso, pois a expectativa da incorporação pelo SUS é eminente, e está praticamente tudo pronto para brevemente ser distribuído gratuítamente aos doentes, portanto é lamentável essa demora do registro pela ANVISA.


Local:
Quinta-feira 4 de dezembro – 12.00 horas
Departamento DST;AIDS/HEPATITES
SAF Sul Trecho 02, Bloco F, Torre 1 Edifício Premium, 70070-600 - Brasília/DF
(Atrás do anexo do ministério da saúde)