quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
ATX-BA - UTILIDADE PUBLICA: TRANSPLANTE USA METADE DO FÍGADO
TRANSPLANTE USA METADE DO
FÍGADO
O
HOSPITAL ANGELINA CARON, EM CURITIBA, REALIZOU HÁ DIAS UMA TÉCNICA CIRÚRGICA
PELA QUAL APENAS A METADE DE UM FÍGADO RETIRADO DE DOADOR FOI NECESSÁRIA PARA
SUBSTITUIR UM FÍGADO DOENTE. TENTATIVAS SEMELHANTES HAVIAM SIDO TENTADAS
ANTERIORMENTE NO PARANÁ, PORÉM SEM SUCESSO.
O TRANSPLANTE DIVIDIDO, COMO É CHAMADO, SALVOU A VIDA DE RUBENS PEREIRA
DE OLIVEIRA, DE 45
ANOS, QUE DESDE 2005 SOFRIA DE CIRROSE HEPÁTICA. DURANTE TODO
ESSE PERÍODO ELE
REALIZOU SESSÕES SEMANAIS DE HEMODIÁLISE, FOI APOSENTADO
POR INVALIDEZ E HÁ
MAIS DE SETE MESES ESTAVA NA FILA DOS TRANSPLANTES.
COMO ELE, MAIS DE 500 PESSOAS ATUALMENTE ESTÃO À ESPERA
DE UM
TRANSPLANTE HEPÁTICO NO PARANÁ. O ÍNDICE DE MORTALIDADE DE QUEM
AGUARDA A
SUA VEZ DE REALIZAR A CIRURGIA É SUPERIOR A 40%. A ESPERANÇA
É A DE QUE A
TÉCNICA COLABORE PARA REDUZIR A FILA DOS TRANSPLANTES,
JÁ QUE UM MESMO ÓRGÃO
PODE SER APROVEITADO POR ATÉ DOIS PACIENTES.
A TÉCNICA
O TRANSPLANTE DE FÍGADO É UM DOS MAIS COMPLEXOS.
QUANDO CAPTADO, O ÓRGÃO É COLOCADO EM UMA GELADEIRA PORTÁTIL E PRESERVADO EM
TEMPERATURA INFERIOR A QUATRO GRAUS CELSIUS. O TEMPO DE ISQUEMIA (EM QUE O
ÓRGÃO PERMANECE CONGELADO) DEVE SER O MENOR POSSÍVEL PARA QUE POSSA FUNCIONAR
COM SUCESSO.
O NÍVEL DE DIFICULDADE DO TRANSPLANTE DE FÍGADO
DIVIDIDO É AINDA MAIOR. O ÓRGÃO É EXTREMAMENTE VASCULARIZADO, SENDO QUE O LADO
ESQUERDO É INDEPENDENTE DO DIREITO.
POR ESSAS PECULIARIDADES DA CIRURGIA, JOÃO EDUARDO
NICOLUZZI, RESPONSÁVEL PELO SERVIÇO DE TRANSPLANTES DO HOSPITAL, INFORMOU QUE
POUCOS CENTROS DO PAÍS TEM ESTRUTURA E EQUIPE TREINADA PARA REALIZAR ESSA FORMA
DE PROCEDIMENTO.
O ESPECIALISTA DESTACOU QUE O PROCEDIMENTO ENTRARÁ
EM DEFINITIVO NA ROTINA DO ANGELINA CARON. ELE ACRESCENTOU QUE BASTA O
POTENCIAL DOADOR TER UM FÍGADO QUE POSSA SER DIVIDIDO E APROVEITADO POR
DOIS PACIENTES.
NICOLUZZI DESTACOU AINDA QUE A NOVA REALIDADE SÓ É
POSSÍVEL, TAMBÉM, GRAÇAS À NOVA POLÍTICA DE CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS IMPLEMENTADA
PELA CENTRAL DE TRANSPLANTES DO PARANÁ. AS DIVERSAS ESTRATÉGIAS ADOTADAS PELA
CENTRAL PERMITIRAM AO HOSPITAL ANGELINA CARON REALIZAR, SOMENTE NO MÊS DE
ABRIL, UM TOTAL DE 11 TRANSPLANTES DE DIVERSOS ÓRGÃOS.
FONTE: HTTP://WWW.MEDICODOFIGADO.COM.BR/CASO-CLINICO/TRANSPLANTE-USA-METADE-FIGADO/
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
ATX-BA - CONTINUA FALTANDO CICLOSPORINA DE 25 MG PARA TRANSPLANTADOS NA BAHIA.
Hoje dia 10.02.2015 ligamos para farmácia do Hospital Ana Nery e continua faltando ciclosporina de 25 MG para os pacientes transplantados que necessitam desta medicação para evitar a rejeição do órgão transplantado. Pior, a farmácia só vai funcionar até a próxima quarta (amanhã). E o direito a "VIDA"?
DESDE O DIA 17/01/2015 ESTÁ FALTANDO CICLOSPORINA DE 25 MG PARA CERCA DE
900 TRANSPLANTADOS QUE RECEBEM O MEDICAMENTO NA FARMÁCIA DO HOSPITAL ANA NERY.
SEM PREVISÃO DE CHEGAR. DE ACORDO COM INFORMAÇÃO DO FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA
HOJE.
APELAMOS PARA O GESTOR PÚBLICO QUE RECOLOQUE ESTÁ MEDICAÇÃO QUE EVITA A
REJEIÇÃO DO ÓRGÃO TRANSPLANTADO E EM ALGUNS CASOS PODE LEVAR O PACIENTE À
MORTE DEPENDENDO DO ESTAGIO ATUAL DE SEU TRANSPLANTE.
Lutamos pela vida e qualidade de vida. Depois de esperarmos anos em uma
lista pela doação de um órgão ou tecido o mínimo que pode ser feito pelo gestor
público é fornecer a medicação para continuarmos a viver.
É o ESTADO DA BAHIA que compra esta
medicação e não o Ministério da Saúde.
LEIS:
RECOMENDAÇÃO nº 001/2011 MPE/BA/GESAU/CESAU
(Processo SIMP nº 003.0.53070/2011)
Recomendação à Diretoria de Assistência
Farmacêutica – DASF, da Secretaria Estadual de Saúde, para que
implemente estoque
de segurança para medicamentos imunossupressores dispensados a
pacientes transplantados, evitando-se as constantes soluções de continuidade no fornecimento de tais
produtos, dentre outras providências.
RECOMENDA
à Diretoria de Assistência Farmacêutica – DASF, da
Secretaria Estadual de Saúde, que adote todas as medidas necessárias para
garantir a efetiva dispensação dos imunossupressores – cuja aquisição seja
de sua responsabilidade - aos pacientes transplantados do Estado da Bahia,
tais como implementar um estoque de segurança, aplicando-se o padrão
máximo de eficiência preconizado pela moderna logística, evitando-se uma
nova solução de continuidade, com sérios prejuízos de ordem humana e
financeira, já que o Poder Público investe vultosas quantias na realização
de transplantes, investimento que pode ser perdido em poucos dias sem a
imunossupressão.
Salvador, 02 de dezembro de 2011
ROGÉRIO LUIS GOMES DE QUEIROZ
Promotor de Justiça
Grupo Especial de Defesa da Saúde Pública
MÁRCIA REGINA RIBEIRO TEIXEIRA
Promotora de Justiça
Coordenadora do CESAU
PORTARIA
SAS N.º 221, DE
2 DE ABRIL DE 2002
O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais, considerando
a necessidade de estabelecer Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas –
Transplantados Renais, que contenha critérios de diagnóstico e tratamento,
observando ética e tecnicamente a prescrição médica, racionalize a dispensação
dos medicamentos preconizados para o tratamento, regulamente
suas indicações e seus esquemas terapêuticos e estabeleça mecanismos de
acompanhamento de uso e de avaliação de resultados, garantindo assim
a prescrição segura e eficaz;
ANEXO
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Transplantados Renais
DROGAS
IMUNOSSUPRESSORAS
Medicamentos: Ciclosporina, Azatioprina, Tacrolimus,
Micofenolato Mofetil, Sirolimus, Anticorpo Monoclonal Murino Anti-CD3
(OKT3), Basiliximab, Daclizumab, Globulina Antilinfocitária, Globulina
Antimocitária, Metilprednisolona, Prednisona.
7.1.2
Manutenção
O
tratamento de manutenção deve necessariamente seguir uma sequência
racional de
continuidade em relação à estratégia utilizada na
terapia inicial.Modificações dessa terapia inicial podem todavia ser
necessárias em função principalmente de ineficácia do
regime inicial como regime de manutenção (por exemplo, a ocorrência de
rejeição aguda), toxicidade das drogas inicialmente empregadas ou, mais
tardiamente, necessidade de uma menor quantidade de imunossupressão.
Adicionalmente o surgimento de nefropatia crônica do enxerto pode determinar
alterações na terapia imunossupressora (18-24).
De acordo com a Portaria GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 3.439, DE 11 DE NOVEMBRO DE
2010 Altera os arts. 3º, 15, 16 e 63 e os Anexos I, II, III, IV e V à
Portaria Nº 2.981/GM/MS,
de 26 de novembro de 2009.
CAPÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO
Art.
9º Os
medicamentos que fazem parte das linhas de cuidado para as doenças contempladas
neste Componente estão divididos em três grupos com características,
responsabilidades e formas de organização distintas.
Grupo 1 - Medicamentos sob responsabilidade da União
Grupo
2 - Medicamentos sob responsabilidade dos Estados e Distrito Federal
Grupo 3 - Medicamentos sob responsabilidade dos Municípios e Distrito
Federal
Art.
49. O Ministério
da Saúde, as Secretarias Estaduais de Saúde e o Distrito Federal
poderão pactuar a aquisição centralizada dos medicamentos pertencentes ao
Grupos 1B (conforme o Anexo I) e Grupo 2 (conforme Anexo II) deste Componente,
desde que seja garantido o equilíbrio financeiro entre as esferas de gestão,
observando, entre outros, o benefício econômico da centralização frente às
condições do mercado e os investimentos estratégicos do governo no
desenvolvimento tecnológico e da capacidade produtiva junto aos laboratórios
públicos e oficiais.
Os pacientes transplantados não suportam
mais a falta dos imunossupressores (medicamentos que evitam a rejeição do órgão
transplantado), isto prejudica o estado geral do paciente além de colocar
sua "VIDA" a mercê do ESTADO DA BAHIA.
Queremos respeito pela nossa vida e pelo
doador vivo ou falecido que nos deu uma segunda chance de viver.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
ATX-BA: TRANSPLANTE RENAL NA BAHIA POR GIDEON ROSA
Transplante renal na Bahia: um quadro desolador
Por Gideon Rosa
A Bahia ocupa hoje a antepenúltima posição no ranking de transplantes de rins no Brasil, atrás de Pernambuco, Ceará, Roraima, Pará e Maranhão. Alguns diriam: ”Um absurdo”. Eu, no entanto, digo: isto é fruto da mais absoluta indiferença das autoridades em relação aos cerca de 10 mil pacientes renais da Bahia; a maioria deles em hemodiálise. Em resumo, pacientes terminais, isto é, cuja continuidade de vida depende de uma máquina sobre a qual a engrenagem de funcionamento gera milhões para a indústria da medicina.
A Bahia vem se mantendo como o sexto estado mais rico do Brasil, mas isso, em absoluto, não se reflete nos serviços públicos, muito menos na qualidade de vida de seus cidadãos. Há um fosso abissal quando se compara a Bahia a outros Estados (mesmo no Nordeste) quando o assunto é a questão do tratamento renal. Por exemplo, na Bahia ainda existem pacientes renais desesperados por uma vaga em uma máquina de hemodiálise. Para não morrer, as UTIs dos hospitais (que sempre possuem algumas máquinas) vão se esforçando em dar alguma sobrevida a pacientes críticos. Mas o deficit é grande, muito embora este número esteja naquela máxima que diz: “quem souber morre”. É a tal da propositada subnotificação. Estima-se que haja cerca de 60 pacientes no limbo, mensalmente, à espera de uma vaga em alguma clínica. Dez milhões de pessoas no Brasil possuem um problema renal sem o saber. O porvir preocupa.
Apenas para refletir: neste momento os integrantes dos 12 partidos que apoiam o atual Governo estão se digladiando pelos cargos do segundo escalão e todas suas subdivisões. Nenhum sequer tomou para si a tarefa de se ocupar com este problema da vida real. Lastimável. Mais lastimável ainda é o eleitorado que não usa a cabeça para pensar sobre os diversos problemas da sociedade e vota como autômato.
O transplante renal na Bahia em 2012/2013 começou a receber uma ajuda determinante de Santa Casa de Itabuna que, sozinha, alavancou as estatísticas de transplantes em nosso território, que são historicamente pífias. Algo como 40 transplantes, em média, por ano, ao longo dos últimos anos (para se ter um parâmetro: apenas o Hospital do Rim em São Paulo realiza em média 1.000 por ano). Em pouco mais de um ano de funcionamento, Itabuna conseguiu fazer quase 100 transplantes. Isto foi muito mais do que todos os três hospitais de Salvador juntos. Agora, o programa de transplante de Itabuna está em banho-maria, assim como os três hospitais de Salvador. A razão? As equipes transplantadoras dizem que estão sem pagamento, não existem medicamentos para o período pós-transplante (Gangiglovir), o que obriga aos pacientes permanecerem desnecessariamente internados.
É urgente que o novo secretário da Saúde se debruce sobre este assunto e estabeleça um cronograma que garanta o planejamento para que não faltem medicamentos de alto custo – como aconteceu ao longos dos últimos oito anos. Que o sistema tenha todas as suas ações unificadas pelo SUS – como acontece em São Paulo – e quem possui plano privado não lesaria ninguém já que o SUS possui um eficiente esquema de ressarcimento. Que as equipes captadoras de órgãos, assim como as transplantadores fossem reorganizadas e devidamente pagas. Estes procedimentos azeitariam o sistema de tratamento renal na Bahia (diálise, hemodiálise e transplante).
Para ludibriar a população, principalmente em período eleitoral, juntam-se os números de transplantes realizados em todas as áreas e fala-se em um total absoluto de transplantes que deixa a todos orgulhosos. Mas é pífio se olhado isoladamente por setor. Em 2013, a Bahia realizou 90 transplantes renais (quase todos em Itabuna). Em 2014 foram apenas 62, segundo dados da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos). A Santa Casa de Itabuna contribuiu com quase nada em 2014 porque ficou parada durante o primeiro semestre e voltou a realizar cirurgias esporádicas na segunda metade do ano, e continua assim até o presente momento.
Dentre os quase 10 mil pacientes em diálise na Bahia, apenas 1.600 estão na fila de transplante, se é que o número está correto. Por que tão poucos na fila de transplante? Ninguém sabe responder objetivamente. Claro que existem aqueles que não desejam ser transplantandos, mas existe uma lenda cujo plot diz que é melhor deixar os renais nas máquinas de hemodiálise pois elas são muito mais rentáveis para o sistema. Não acredito, isso seria de um mercantilismo cruel e vergonhoso para a Medicina.
A situação fica pior quando se tem uma estatística que projeta para cada um milhão de pessoas pelo menos 05 afetados pela falência renal. Também se agrava quando não se pode falar com objetividae sobre quantos estão fora do programa (existe uma demanda oculta, que é uma caixa preta). É o tipo de informação “quem souber morre”, a não ser que seja do interesse da ABCDT (Associação Brasileira das Clínicas de Diálise e de Transplantes) que, quando deseja apertar o cerco por maiores ganhos, levanta os números com rapidez e precisão.
Agora, outro ponto que proponho para reflexão: quando os estádios de futebol desabam ou há necessidade de se construir complexos esportivos, aí, como num passe de mágica, surgem bilhões e as construções são feitas com uma rapidez estonteante. Note-se: os complexos esportivos atingem milhões de eleitores. Então, que representam alguns míseros eleitores terminais? Para que tanto esforço e investimento para salvar uma parcela que rende tão pouco na urna? É uma lógica perversa, mas serve para pensar. A variável é uma máxima popular que diz: o pau que dá em Chico, também dá em Francisco.
O novo gestor na Sesab, sem dúvida, deveria dar a este assunto o mesmo nível de importância que a sexta economia nacional merece. A situação dos transplantes tem evoluído positivamente no Ceará, que está sempre dando lições a Bahia no quesito desenvolvimento. Atualmente, para não nos humilharmos muito, já podemos fazer comparações com outros estados nordestinos. É um avanço! No entanto, a Bahia não avança, insiste ainda numa mentalidade colonial: pedidos, favores, pouca transparência, facilidades para quem tem mais recursos financeiros ou ligações subterrâneas…..
Gideon Rosa é ator, professor e jornalista.
http://tomribeiro.blog.br/transplante-renal-na-bahia-um-quadro-desolador/
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
ATX-BA - MAIS UMA VEZ FALTA CICLOSPORINA DE 25 MG PARA TRANSPLANTADOS NA BAHIA.
DESDE O DIA 17/01/2015 ESTÁ FALTANDO CICLOSPORINA DE 25 MG PARA CERCA DE 900 TRANSPLANTADOS QUE RECEBEM O MEDICAMENTO NA FARMÁCIA DO HOSPITAL ANA NERY. SEM PREVISÃO DE CHEGAR. DE ACORDO COM INFORMAÇÃO DO FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA HOJE.
APELAMOS PARA O GESTOR PÚBLICO QUE RECOLOQUE ESTÁ MEDICAÇÃO QUE EVITA A REJEIÇÃO DO ÓRGÃO TRANSPLANTADO E EM ALGUNS CASOS PODE LEVAR O PACIENTE À MORTE DEPENDENDO DO ESTAGIO ATUAL DE SEU TRANSPLANTE.
Lutamos pela vida e qualidade de vida. Depois de esperarmos anos em uma lista pela doação de um órgão ou tecido o mínimo que pode ser feito pelo gestor público é fornecer a medicação para continuarmos a viver.
LEIS:
RECOMENDAÇÃO nº 001/2011 MPE/BA/GESAU/CESAU
(Processo SIMP nº 003.0.53070/2011)
Recomendação à Diretoria de Assistência
Farmacêutica – DASF, da Secretaria Estadual
de Saúde, para que implemente estoque de
segurança para medicamentos
imunossupressores dispensados a pacientes
transplantados, evitando-se as constantes
soluções de continuidade no fornecimento de
tais produtos, dentre outras providências.
RECOMENDA
à Diretoria de Assistência Farmacêutica – DASF, da Secretaria
Estadual de Saúde, que adote todas as medidas necessárias para garantir a efetiva
dispensação dos imunossupressores – cuja aquisição seja de sua
responsabilidade - aos pacientes transplantados do Estado da Bahia, tais como
implementar um estoque de segurança, aplicando-se o padrão máximo de
eficiência preconizado pela moderna logística, evitando-se uma nova solução de
continuidade, com sérios prejuízos de ordem humana e financeira, já que o Poder
Público investe vultosas quantias na realização de transplantes, investimento que
pode ser perdido em poucos dias sem a imunossupressão.
Salvador, 02 de dezembro de 2011
ROGÉRIO LUIS GOMES DE QUEIROZ
Promotor de Justiça
Grupo Especial de Defesa da Saúde Pública
MÁRCIA REGINA RIBEIRO TEIXEIRA
Promotora de Justiça
Coordenadora do CESAU
PORTARIA SAS N.º 221,
DE 2 DE ABRIL DE 2002
O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais,
considerando a necessidade de estabelecer Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Transplantados
Renais, que contenha critérios de diagnóstico e tratamento, observando ética e tecnicamente a prescrição
médica, racionalize a dispensação dos medicamentos preconizados para o tratamento, regulamente suas
indicações e seus esquemas terapêuticos e estabeleça mecanismos de acompanhamento de uso e de avaliação
de resultados, garantindo assim a prescrição segura e eficaz;
ANEXO
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas
Transplantados Renais
DROGAS IMUNOSSUPRESSORAS
Medicamentos: Ciclosporina, Azatioprina, Tacrolimus, Micofenolato Mofetil, Sirolimus, Anticorpo Monoclonal
Murino Anti-CD3 (OKT3), Basiliximab, Daclizumab, Globulina Antilinfocitária, Globulina Antitimocitária,
Metilprednisolona, Prednisona.
7.1.2 Manutenção
O tratamento de manutenção deve necessariamente seguir uma seqüência racional de continuidade em
relação à estratégia utilizada na terapia inicial. Modificações dessa terapia inicial podem todavia ser necessárias
em função principalmente de
ineficácia do regime inicial como regime de manutenção (por exemplo, a ocorrência de rejeição aguda), toxicidade das drogas inicialmente empregadas ou, mais tardiamente, necessidade de uma menor quantidade de imunossupressão. Adicionalmente o surgimento de nefropatia crônica do enxerto pode determinar alterações na terapia imunossupressora (18-24).
De acordo com a Portaria GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 3.439, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2010 Altera os arts. 3º, 15, 16 e 63 e os Anexos I, II, III, IV e V à Portaria Nº 2.981/GM/MS, de 26 de novembro de 2009.
CAPÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO
Art. 9º Os medicamentos que fazem parte das linhas de cuidado para as doenças contempladas neste Componente estão divididos em três grupos com características, responsabilidades e formas de organização distintas.
Grupo 1 - Medicamentos sob responsabilidade da União
Grupo 2 - Medicamentos sob responsabilidade dos Estados e Distrito Federal
Grupo 3 - Medicamentos sob responsabilidade dos Municípios e Distrito Federal
É o ESTADO DA BAHIA que compra esta medicação e não o Ministério da Saúde.
Art. 49. O Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais de Saúde e o Distrito Federal poderão pactuar a aquisição centralizada dos medicamentos pertencentes ao Grupos 1B (conforme o Anexo I) e Grupo 2 (conforme Anexo II) deste Componente, desde que seja garantido o equilíbrio financeiro entre as esferas de gestão, observando, entre outros, o benefício econômico da centralização frente às condições do mercado e os investimentos estratégicos do governo no desenvolvimento tecnológico e da capacidade produtiva junto aos laboratórios públicos e oficiais.

Os pacientes transplantados não suportam
mais a falta dos imunossupressores (medicamentos que evitam a rejeição do órgão
transplantado), isto prejudica o estado geral do paciente além de colocar
sua "VIDA" a mercê do ESTADO DA BAHIA.
Queremos respeito pela
nossa vida e pelo doador vivo ou falecido que nos deu uma segunda chance de
viver.
sábado, 31 de janeiro de 2015
ATX-BA - Informando: Especialista em hepatologia alerta que estudos estão sendo desviados para outros países.
País
Publicação: 6 de janeiro de 2015
Especialista em hepatologia alerta que estudos estão sendo desviados para outros países devido à “morosidade burocrática do regulatório”; ele espera que Anvisa e Conep tenham sensibilidade para resolver a questão.

A expectativa é que tenhamos dois milhões de portadores do vírus C no País, mas menos de cem mil se encontram reconhecidos pelo serviço público de saúde. Atualmente não conseguimos diagnosticar a doença e não temos um programa de rastreamento correto
A demora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para liberar protocolos tira a competitividade do Brasil em relação aos estudos para novas drogas no combate à hepatite C. Os protocolos são estudos multicêntricos internacionais que avaliam novos medicamentos. Antes, eram conduzidos unicamente na Europa e Estados Unidos, mas agora são também desenvolvidos em outros países, incluindo os sul-americanos.
Quem alerta é o chefe do Serviço de Gastro-Hepatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dr. Raymundo Paraná, em entrevista à Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.
Abaixo, veja a entrevista na íntegra.
SBMT: Como o sistema público de saúde brasileiro tem lidado com os pacientes com a doença?
Dr. Paraná: O sistema público de Saúde do Brasil tem feito esforços para implantar um programa nacional de combate de enfrentamento das Hepatites Virais. Embora os esforços tenham sido constantes, e mais recentemente orquestrados com as sociedades de especialidade, ainda temos grandes desafios.
A expectativa é que tenhamos dois milhões de portadores do vírus C no País, mas menos de cem mil se encontram reconhecidos pelo serviço público de saúde. Enquanto persistir essa situação, nenhum tratamento de elevada eficácia mudará a realidade epidemiológica da hepatite C no País. O que acontece atualmente é que não conseguimos diagnosticar a doença e não temos um programa de rastreamento correto.
A Sociedade Brasileira de Hepatologia recomenda hoje que todos os profissionais médicos solicitem o teste anti HCV e todos os pacientes se submetam a este rastreamento se tiverem mais do que 45 anos. Os estudos epidemiológicos têm demonstrado que acima dessa faixa etária a prevalência chega a 3%. Esta estratégia já foi adotada em outros países, incluindo a França e os Estados Unidos onde a taxa diagnosticada é muito superior a nossa.
Outro grande desafio é ampliar os centros para acompanhar esses pacientes. Outro grande desafio é ampliar os centros para acompanhar esses pacientes. São pouquíssimos centros no Brasil, a maioria deles, inclusive, não possuem hepatologistas. Um esforço muito grande para atrair infectologistas e colegas da Medicina Tropical foi realizado na Região Norte com sucesso. Talvez seja esse um modelo a ser aplicado em outras áreas do País atraindo clínicos e gastroenterologistas para que possam lidar com essa doença não só no tratamento, mas principalmente no diagnostico e na avaliação pré-terapêutica.
SBMT: O Brasil tem contribuído para o desenvolvimento de drogas para o combate à hepatite C?
Dr. Paraná: O Brasil tem participado de diversos estudos multinacionais de fase II e III para as novas drogas com hepatite C. O nosso Centro em Salvador participou dos estudos nas primeiras ondas de IPs com o Telaprevir. Por outro lado, o nosso sistema regulatório é um sério problema que não conseguimos resolver. O sistema regulatório na Anvisa e na Conep tem demorado muito para liberar os protocolos, fato que tira a competitividade em relação a outros países, sobretudo os países latino-americanos. Assim, Chile, Argentina e México que possuem serviços menos organizados do que os nossos têm sido contemplados com os estudos multicêntricos internacionais, enquanto nós lamentamos a perda de diversas propostas. Os estudos multicêntricos internacionais de Fase II e III só nos trazem benefícios. Inicialmente, atraem recursos para o nosso centro de pesquisa. Paralelamente, ajudam a formar equipes, a melhorar o prontuário e, sobretudo, beneficiam diversos pacientes que se encontram em fases avançadas e que não poderão esperar os tramites de registro da droga para o tratamento.
Esperamos que a Conep e a Anvisa tenham a sensibilidade para resolver essa situação. Todavia, entendo que todo o cuidado é pouco no que se refere à ética. A concentração desses estudos em centros de referência e a monitorização frequentes dos mesmos resolveriam o problema, dando ao País competitividade para atrair esses estudos que estão sendo desviados para outras nações em função da nossa incompetência interna.
SBMT: Há avanços nas pesquisas em relação à doença que possam oferecer medicamentos mais baratos a pacientes?
Dr. Paraná: A redução do custo do tratamento é uma questão de tempo. Os tratamentos atuais já oferecem chances de cura que variam de 80 a 95%, a depender do estágio da doença e do genótipo viral. Outros medicamentos estão chegando para competir com os atuais e isso seguramente reduzirá o preço. A indústria também tem negociado de maneira diferente com diferentes países a depender do volume da conta e também do Produto Interno Bruto (PIB) da renda per capita. Assim, o preço nos Estados Unidos, onde a medicação é coberta pelos planos e seguros de saúde, é o maior do mundo, seguido da Europa, onde o sistema previdenciário reembolsa o paciente. O Egito teve uma excelente negociação com o custo menor do que 10% daquele aplicado nos Estados Unidos (um acordo feito este ano entre a Gilead, fabricante do Sofosbuvir, e o governo egípcio vai possibilitar o tratamento de três meses com o remédio por cerca de US$ 300 por mês por paciente). O Brasil também teve uma excelente negociação com valores intermediários ao Egito e à Europa.
Este jogo de xadrez nas negociações tem sido muito bem desenvolvido no nosso País em função do aprendizado que tivemos no combate ao HIV.
SBMT: Os medicamentos para o tratamento da hepatite C são extremamente caros. Há alternativas mais acessíveis aos mais pobres?
Dr. Paraná: Seguramente quando tivermos um universo mais amplo de medicações oferecidas, teremos várias opções de combinações terapêuticas. Todavia, neste momento, os medicamentos que dispomos já registrados nos seus países de origem são o Sofosbuvir, o Daclatasvir e o Simeprevir e, mais recentemente, o Ledispavir. A negociação para ampliar o acesso aos países mais pobres dependerá de uma intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização das Nações Unidas (ONU), como também da competência dos governos.
De qualquer maneira, o grande problema da hepatite C no Brasil e, sobretudo na Ásia e África, é a falta do diagnóstico. Os pacientes não são diagnosticados precocemente, portanto quando o diagnóstico acontece a doença já está numa fase avançada. Isso explica o motivo do Brasil ter cerca de 70% dos pacientes com Carcinoma Hepatocelular (câncer de fígado) associados à hepatite C. Explica também a hepatite C ser a indicação de mais de 50% dos transplantes de fígado neste País, assim como ser responsável pela contínua elevação da taxa de mortalidade por doenças hepáticas terminais no Brasil e em muitos outros países.
O nosso grande desafio é ampliar o diagnóstico e, para tanto, temos que mobilizar toda a classe médica para que solicitem o anti-HCV em todos os pacientes acima de 45 anos. Temos que liderar campanhas na mídia como foi feito para o HIV e, sobretudo, atrair mais colegas que possam trabalhar nos centros de referência para acompanhamento de pacientes com Hepatites Virais.
SBMT: A Anvisa recebeu pedido de urgência para avaliar novos remédios para o combate à hepatite C. São eles: Sofosbuvir, Daclatasvir e Simeprevir. Qual a sua avaliação sobre a utilização dessas novas drogas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), caso sejam aprovadas?
Dr. Paraná: Esses medicamentos trazem consigo uma mudança de paradigmas no tratamento da hepatite C. Além de simplificarem o esquema terapêutico, reduzem em muito os efeitos adversos, o que acaba permitindo o manejo desses pacientes em centros de referência menos complexos. Assim, trazem elevadas chances de cura, baixa complexidade e ampliação do espectro de pacientes que podem ser tratados, uma vez que mesmo os pacientes com a doença avançada se beneficiem com esses medicamentos.
Fonte: http://sbmt.org.br/portal/pesquisas-em-hepatite-c-burocracia-tira-competitividade-do-pais/?locale=pt-BR
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
ATX-BA - NOVA CAMPANHA DA ONG C Tem Q Saber C Tem Que CURAR - Hepatite C
Nova Campanha da ONG C Tem Que Saber C Tem Que Curar para a TV de São Paulo - Parte 1
Publicado em 29 de ago de 2014
O vírus da Hepatite C não era conhecido até 1989, por isso muita gente contraiu a doença por transfusão de sangue ou usando objetos perfuro-cortantes contaminados. Os sintomas aparecem muitos anos depois, quando a doença já se transformou em cirrose ou câncer de fígado. Por isso, a ONG C Tem Que Saber C Tem Que Curar está lançando uma campanha com três vídeos, no estado de São Paulo, para incentivar adultos acima de 40 anos a fazer o teste de Hepatite C. Confira o primeiro vídeo!
http://youtu.be/iNrUPFSe4Wc
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