sábado, 8 de fevereiro de 2014

ATX-BA - Secretario de Saúde de Salvador garante que pacientes continuam fazendo hemodiálise


por Matheus Morais no dia 05 de Fev de 2014 às 10:40 em Saúde



Foto: Tácio Moreira/Metropress

O secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, afirmou em participação no Jornal da Bahia no Ar 2ª Hora, com Zé Eduardo, nesta quarta-feira (5), que pacientes renais crônicos estão sendo atendidos normalmente nas sete clínicas de Salvador que oferecem o tratamento de hemodiálise. "Eles vão continuar sendo atendidos e os recursos em atraso serão pagos assim que a verba for depositada na conta do fundo municipal de Saúde", explicou.

Segundo Alves, o atraso no repasse da verba pela prefeitura aconteceu por um erro do Ministério da Saúde. "Eles erraram. Os valores correspondem a um faturamento que é feito ao Ministério da Saúde e ele é feito por produção de serviço. Isso é feito para dar agilidade ao processo para que novos pacientes não sejam rejeitados para atendimento.  O que aconteceu é que o faturamento do mês de novembro só foi entregue no mês de dezembro, isso é uma questão burocrática interna, o Ministério da Saúde erro, por isso o atraso", disse.
FONTE:
http://www.metro1.com.br/saude.htm

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ATX-BA - PESSOAS COM DEFICIÊNCIA COMEÇAM TER AVALIAÇÃO PARA APOSENTADORIA.

 Jus Brasil - Notícias
05 de fevereiro de 2014
 
Pessoas com deficiência começam a ter avaliação social para aposentadoria.
 Publicado por Âmbito Jurídico - 2 dias atrás
 A partir de hoje (3), 10 mil pessoas que agendaram avaliação de deficiência física na área de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para fins de aposentadoria começam a ser atendidas nas agências de todo o Brasil.
As novas normas, publicadas no Diário Oficial da União na semana passada, incluem o instrumento de classificação e concessão de aposentadoria da pessoa com deficiência, com avaliação social como novidade, além da perícia médica.
De acordo com o coordenador de Perícias Ocupacionais do INSS, Josierton Cruz Bezerra, a medida segue a Constituição Federal e a Convenção Internacional sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, que definem a pessoa com deficiência como aquela com impedimento de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que possa obstruir a participação na sociedade em igualdade de condições com as demais.
Segundo ele, essa forma de avaliação pericial é bastante inovadora e valoriza as dificuldades que o trabalhador com deficiência enfrenta na sociedade, como falta de rampas para locomoção, ônibus sem acesso para portadores de necessidades especiais e obstáculos para obtenção de próteses.
Quanto à redução do tempo para aposentadoria por idade, a Lei Complementar 142/2013 garante ao segurado da Previdência Social com deficiência o direito de se aposentar por idade aos 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), menos cinco anos do que as demais pessoas. Esse benefício é concedido ao segurado com deficiência intelectual, mental, física ou visual, de acordo com a avaliação pericial do INSS para comprovação da deficiência e do grau.
O segurado com deficiência precisará atender a algumas exigências para pedir a aposentadoria por idade. Entre elas, ter deficiência na data do agendamento, ter idade mínima de 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), comprovar carência de 180 meses de contribuição e 15 anos de tempo de contribuição na condição de pessoa com deficiência. Na aposentadoria por tempo de contribuição, os critérios mudam um pouco.  
Os demais períodos de tempo de contribuição, como não deficiente, se houver, serão convertidos proporcionalmente, segundo o INSS. O primeiro passo para requerer a aposentadoria é agendar o atendimento em uma agência da Previdência Social pelo número 135 ou pelo site www.previdência.gov.br.
Caso o benefício seja concedido, o direito a aposentadoria passa a contar da data em que o atendimento foi agendado pelo segurado. Embora o atendimento nas agências dos segurados agendados comece hoje, a avaliação pericial médica e social ocorrerá somente a partir de março.
De acordo com o INSS, a concessão de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição para pessoas com deficiência é inédita, por isso, não é possível calcular o número de pessoas que poderão ter esse direito reconhecido. Um dos aspectos inéditos desse tipo de aposentadoria é a avaliação das barreiras externas, feita pelo perito médico e pelo assistente social do INSS, por meio de entrevista.
Segundo o coordenador, os 10 mil agendamentos de pessoas com deficiência que serão atendidos a partir de hoje têm predominância na Região Sudeste. Quanto à demora no atendimento, ele explica que isso depende da disponibilidade existente na agência, o que varia de acordo com a região.
Por isso, o melhor é escolher a que fique mais próxima da residência do segurado. O importante é que estamos resgatando um direito que o trabalhador com deficiência tem assegurado na Constituição, mas não estava regulamentado, além do reconhecimento do esforço desse trabalhador na sociedade com a redução do seu tempo de serviço para a aposentadoria.
 
 
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

ATX-BA - NOVO TRATAMENTO AUMENTA CHANCES DE TRANSPLANTE DE RIM

Novo tratamento aumenta chances de transplante de rim
Para saber se um indivíduo pode ou não receber um transplante renal, faz-se um teste imunológico e, caso o receptor tenha alta taxa de anticorpos contra o potencial doador, o transplante não é possível. Por esta razão, muitas pessoas não podem se submeter ao procedimento mesmo quando chega a sua vez na lista de espera ou quando encontram um doador na família. A elas, restava apenas esperar por tempo indeterminado e passar os dias entre sessões de diálise.
Mas uma nova alternativa, já disponível no Einstein, pode ajudar essas pessoas a se livrarem desses anticorpos e tornar possível o transplante que lhes proporcionará uma nova perspectiva de vida. Trata-se da dessensibilização, que consiste em retirar os anticorpos do plasma do indivíduo, e uma medicação – a imunoglobulina, que diminui a produção desses anticorpos.
“Poucos centros no Brasil fazem este tratamento e o Einstein se diferencia dos outros pelo laboratório de imunologia interno, que possui equipamentos bastante sofisticados, capazes de fornecer rapidamente mais informação imunológica do que os laboratórios comuns”, afirma o nefrologista e coordenador do Programa de Transplante Renal do Einstein, Dr. Álvaro Pacheco Silva Filho.

O tratamento

O paciente é internado cerca de 15 dias antes do transplante e neste período, a cada dois dias, passa por uma sessão de plasmaferese (em que uma máquina retira seu sangue e o devolve apenas com as células – sem o plasma, onde estão os anticorpos), em combinação com a imunoglobulina.
Após uma semana, iniciam-se os testes para detectar se a quantidade de anticorpos diminuiu. Quando os níveis de anticorpos do receptor desaparecem ou estão baixos o suficiente para não reagirem com as células do doador, o transplante pode ser realizado.

Lista de espera

Somente na lista de espera para transplante renal da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, entre 15 e 20% das pessoas possuem anticorpos em nível alto, que impossibilitam o transplante.
De acordo com estudos americanos recentes, a dessensibilização dá certo em cerca de 80% desse pacientes, oferecendo muito mais sobrevida e qualidade de vida do que se tivessem que fazer diálise regularmente à espera do transplante”, explica o médico.
“E destes que receberam o transplante após este tratamento, 80% estão com o rim funcionando sem complicações, três anos após o procedimento”, afirma dr. Álvaro.

Indicações

A dessensibilização será realizada principalmente para transplante com doadores vivos, que são responsáveis por 40% das doações (os outros 60% são de doadores falecidos).
É ideal para pessoas que encontraram doadores, na família, por exemplo, mas que possuem alta taxa de anticorpos contra estes doadores, e também para aquelas que precisam realizar o transplante com urgência – como indivíduos priorizados, que não têm mais acesso no corpo para realização de diálise. “Para estes a situação é desesperadora”, conta o Dr. Álvaro.

Atendimento pelo SUS

Recentemente o Einstein fechou um convênio com o Ministério da Saúde e passará a realizar este tratamento para pessoas das filas de espera do SUS.
“Estes pacientes estavam abandonados e praticamente sem saída porque, mesmo que tivessem encontrado um doador, tinham anticorpos que impossibilitava o transplante. O Ministério se interessou pela nossa proposta porque estes pacientes ficavam órfãos, sem tratamento”, conta o médico.
“Realizamos uma média de 90 transplantes de rim por ano no Einstein, a grande maioria pelo SUS. Em 2012, nossa expectativa é realizar pelo menos 10 transplantes por meio deste tratamento”, afirma o nefrologista.

Pós-transplante

Nas primeiras duas semanas após o transplante, o paciente continua fazendo o tratamento para diminuir os anticorpos. Além disso, a medicação imunossupressora, que reduz a atividade do sistema imunológico, evitando rejeição, é aplicada em doses maiores.
No Einstein, o primeiro tratamento deste tipo aconteceu no ano passado e, neste momento, outra paciente se encontra no pós-transplante, ambas com ótima função renal.
Assista ao vídeo abaixo e confira o depoimento da paciente Viviane, que se submeteu ao primeiro tratamento deste tipo realizado no Einstein.
 
 
 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

ATX-BA - VIVER A VIDA E NÃO A MORTE

Está matéria é uma reflexão que revela a atual situação da violência contra a mulher.
Dra. Sílvia Cerqueira é  soteropolitana, mulher, negra e advogada. Graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador, em 1978, Silvia Nascimento Cardoso dos Santos Cerqueira, nascida em junho de 1954, se define como “militante do movimento negro e do movimento de mulheres, sempre com a missão de unir o ativismo político com o conhecimento jurídico em prol do bem comum”. Possui especialização em direitos humanos e em direito para o afrodescendente.


Viver à vida… e não à morte!          
No primeiro dia da semana resolvi alertar as minhas companheiras, companheiros e acima de tudo as ativistas do movimento de mulheres para que fiquem muito atentas ao feminicídio introduzido em horário nobre, por mais uma novela da Globo que sutilmente está disseminando no imaginário coletivo a legitimidade do cometimento do assassinato da personagem Aline , pelo  personagem César em razão da traição.
 
A trama está tão bem engendrada que a personagem encarna a menina pobre que tem a oportunidade de emprego concedida por um homem rico, profissional bem sucedido que ao se apaixonar pela funcionária se entrega a essa paixão desmedida a ponto de abandonar a família, assumindo todo o ônus inclusive de rejeição social e familiar em nome desse amor para elevar a sua amada á nível de princesa.
 
O perigo da história está exatamente nas consequências que já foram sinalizadas neste último capitulo quando o personagem insinua que fatalmente matará a amada se ficar comprovada a traição, cuja prova será produzida por outra mulher que atua como médica que na trama se coloca como auxiliar da personagem Aline, quando após descascar uma laranja sutilmente pegou a faca colocou no bolso e foi dormir.
 
A construção da trama neste particular foi milimetricamente construída no sentido de justificar o crime, basta que se veja a causação da cegueira do César, através de envenenamento, ele que era um adúltero de  logo se tornou o homem apaixonado, caseiro, presenteador, enfim um exemplo de homem apaixonado tudo com vistas a fazer com que  ela merecesse o assassinato.
 
Hoje no Brasil independentemente de se gostar ou não de novelas assisti-las ou não, de uma forma ou outra esse assassinato se deixarmos acontecer ele virá como punição apropriada e adequada para todas as mulheres que cometerem a traição e por extensão e o que é pior chancelar neste século a morte de mulheres praticadas por homens.
 
Observem as companheiras e os companheiros parceiros na luta em combate á violência doméstica contra a mulher que está trama está se desenvolvendo em um momento crítico em que estamos assistindo uma avalanche de assassinatos de mulheres praticados pelos seus parceiros acompanhadas das motivações mais banais que possam existir, inclusive a de que é “A mulher quem provoca a violência”.
 
Embora entendamos que não existe nada absolutamente nada que justifique a prática de um Homicídio, independentemente de sexo, ressalvando-se os casos estritamente previstos em lei.
Assim, companheiras ativistas mais uma vez se faz necessário nos mobilizarmos para impedir que diante dos nossos olhos esse autor com a nossa chancela venha a invadir ás nossas casas e sob a nossa chancela e aplausos nacionais reforce e legitime o assassinato de mais uma mulher que servirá de estimulo para que se deflagre assassinatos contra mulher em série no nosso país.
Autor: Sílvia Cerqueira.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ATX-BA INFORMANDO: Cura da hepatite C está mais perto graças a um novo coquetel

Cura da hepatite C está mais perto graças a um novo coquetel
Agência AFP
                   
                
     
Divulgação                     
Pelo menos 185 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C no mundo
Um novo coquetel de dois medicamentos demonstrou ser muito eficaz contra a hepatite C, segundo resultados de um teste clínico publicados nesta quarta-feira (15) revelando que esta infecção crônica do fígado estaria a ponto de ser derrotada.
A notícia é acompanhada com muito entusiasmo nos Estados Unidos, já que a hepatite C mata mais americanos do que a Aids.
Este estudo, que se concentra na combinação de dois antivirais ingeridos oralmente, o daclatasvir e o sofosbuvir, dos laboratórios farmacêuticos Bristol Myers Squibb e Gilead Sciences, mostra que a mistura dos dois supõe uma taxa de cura de 98% sem gerar efeitos colaterais significativos.
"Esta pesquisa abre caminho para tratamentos seguros, bem tolerados e eficazes para a grande maioria dos casos de hepatite C", comemorou o doutor Mark Sulkowski, diretor do Centro de Hepatites Virais da Faculdade de Medicina John Hopkins (Baltimore, Maryland, leste), e principal autor do estudo publicado na revista New England Journal of Medicine de 16 de janeiro, que foi financiado pelos dois laboratórios.
"Os medicamentos padrão contra a doença terão uma melhora considerável até o ano que vem, o que levará a avanços sem precedentes no tratamento dos doentes", prometeu.
O teste clínico de fase 2 foi realizado com 211 homens e mulheres infectados com uma das principais cepas do vírus responsável por esta infecção hepática crônica, que causa cirrose ou câncer de fígado, tornando necessário um transplante desse órgão.
O coquetel foi eficaz mesmo em pacientes de difícil tratamento, para os quais a tripla terapia convencional (telaprevir ou boceprevir, além de peginterferon e ribavirina) fracassou.
Entre os 126 participantes infectados pelo genótipo 1 do vírus da hepatite C que não receberam um tratamento prévio, 98% ficaram curados. Essa cepa é a mais frequente nos Estados Unidos.
Além disso, 98% dos 41 pacientes que ainda estavam infectados após uma tripla terapia convencional demonstraram não ter vestígio algum do vírus no sangue três meses depois do tratamento experimental.
A taxa de cura foi similar nos outros 44 participantes do estudo, infectados pelos genótipos 2 e 3 do vírus, menos comum nos Estados Unidos.
Tratamento simplificado
Os participantes tomaram de forma habitual uma combinação de 60 miligramas de daclatasvir e 400 miligramas de sofosbuvir, com ou sem ribavirina, durante um período de três a seis meses.
Um teste clínico anterior, realizado com sofosbuvir e combinado com o antiviral ribavirin, cujos resultados foram publicados em agosto de 2013, mostrou uma taxa de recuperação de 70% em doentes de hepatite C com o fígado comprometido.
Em dezembro, o FDA, aprovou a comercialização de sofosbuvir combinado com peginterferon e ribavirin para o tratamento da hepatite C, devido ao genótipo 1 e combinado unicamente com ribavirina para tratar a hepatite C de genotipo 2 e 3.
O daclatasvir ainda não foi autorizado pelo FDA.
Se a agência der luz verde à comercialização de declatasavir e outras novas moléculas eficazes contra a hepatite C, as injeções semanais tão temidas de peginterferon poderiam se tornar coisa do passado, segundo Sulkowski.
O tratamento da hepatite C também seria simplificado, passando de 18 comprimidos por dia a uma injeção semanal ou dois comprimidos diários, destacou.
Segundo dados do organismo federal dos CDCs (Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças), menos de 5% dos 3,2 milhões de americanos que sofrem de hepatite C ficram curados. Os CDC estimam também que de 50% a 75% ignoram estar infectados, frequentemente pelo uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue contaminado dos anos 70 ou 80 ou relações sexuais.
Algumas ONGs, como a Médicos do Mundo, veem uma "grande esperança" nestes medicamentos, especialmente o sofosbuvir da Gilead, mas seu alto custo (mais de 70.000 dólares para um tratamento de 12 semanas) o deixa fora do alcance da maioria dos doentes dos países em desenvolvimento. Pelo menos 185 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C no mundo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

ATX-BA - Conheça o Grupo de Estudos de Doenças Raras


                                    
Sobre mim 
                                
Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras  O GEDR como é conhecido o Grupo de Estudos de Doenças Raras existe desde janeiro de 2009 e foi oficializado com o inicio das atividades na internet em maio daquele ano com o blog HTTP://estudandoraras.blogspot.com  que já recebeu mais de 920.000 visitas.
 
 Hoje  também trabalhamos com o endereço  WWW.gedrbrasil.com.
 
Para 2012 nosso objetivo era iniciar uma caminhada para o  interior de São Paulo e desta maneira fechamos uma parceria com o Conselho Estadual de Assuntos para a Pessoa com Deficiência e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, esta parceria  possibilitou 17 seminários no interior de São Paulo atendendo 7000 pessoas e iniciando  uma consultoria independente em varias cidades do estado e de todo o pais Também em 2012  foi iniciado através do trabalho de  marketing do grupo o acesso aos direitos do paciente em parceria muito atuante  com a AFAG Associação de Familiares Amigos e Portadores de Doenças Graves  presidida pela Dra Maria Cecilia J.B.M.Oliviera, notadamente uma das maiores autoridades no acesso aos direitos dos pacientes,  que tomou a frente o trabalho dos outros estados  já consolidando ações conjuntas de rotina com a colocação de delegados em Pernambuco, Rio de Janeiro , Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe,  Piauí  e  outras que encontram-se em negociação.
 
O blog Estudandoraras  como movimento social   e a AFAG, hoje são entidades  complementares que já em 2013 organizaram  mais uma vez o Dia Mundial de Doenças Raras  em 8  estados e mais de 20 cidades, nesta edição tivemos a presença de 166 palestrantes e 5000 pessoas assistiram nossos seminários .
 
Temos uma agenda marcada de ações durante todo o ano onde  o objetivo é dar visibilidade aos pequenos grupos sejam eles oficiais e constituídos , ou apenas blogs e movimentos de ativismo social , usamos para este trabalho o "Encontro de Blogueiros e Ativitas de Saúde " em parceria com o Grupo Encontrar com duas edições uma em São Paulo  e outra em Gramado -RGS Trabalhamos  enfim para todos os públicos, leigos (com seminários e ações sociais) , cientistas (realizando congressos e esperiencias vencedoras como o estudo e aplicação de tratamento de reposição de Cobre em paciente dom doença de Menkes um projeto que abraçamos em parceria com a entidade "Um minuto pela vida",  Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto e grupos de pesquisa em farmácia e medicina ) , governos (participamos do conselho estadual para assuntos da pessoa com deficiência de São Paulo), estudantes( somos idealizadores e realizadores do Primeiro Curso de Doenças Raras para alunos de Psicologia em parceria coma universidade UNIP de Santos-SP com um no de duração) e pacientes (foram realizadas mais de 40 visitas a centros de hemodiálise onde profissionais da APARTESP (Associação de Pacientes de Anomalias renais e Transplantados do Estado de São Paulo) foram treinados sobre anomalias renais, projeto que vai durar todo o ano de 2014 em todo o Brasil ), além de participações em congressos,  feiras e eventos de terceiros como convidados e expositores.  
 
 Um novo caminho se abre para o GEDR  também na área  governamental federal e de educação, no primeiro caso  nosso grupo foi signatário do documento que fará parte da organização das políticas publicas do Ministério da Saúde para doenças raras.
 
 MARCOS ANTONIO TEIXEIRA HTTP://estudandoraras.blogspot.com
 WWW.gedrbrasil.com Estudandoraras@hotmail.com  marcos@afag.org.br http://www.facebook.com/estudandoraras?ref=tn_tnmn 11 3983-6852  11 982138388     

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ATX-BA INFORMANDO - FILA ZERO E NOVOS TIPOS DE TRANSPLANTES

Transplantes 07/01/2014

45% das famílias vetam doação

Índice é considerado elevado, mas é o menor do Nordeste e figura entre os mais baixos do País. Especialistas atribuem cenário à falta de esclarecimento popular. Até o fim do ano, Governo pretende ampliar rede, ofertando dois novos tipos de transplante
   
 
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Bruno de Castro brunobrito@opovo.com.br
FÁBIO LIMA
Lisiane Paiva coordena a captação de órgãos no IJF, onde a taxa de recusa de familiares cujo paciente tenha morte encefálica diagnosticada chega a apenas 10%
 

É a repulsa da violação do corpo. É alguma convicção pessoal atrelada a questão religiosa. É a esperança de ainda haver vida ou chance, mesmo que mínima, de reversão do quadro. É a ignorância sobre o procedimento de captação dos órgãos e tecidos. De um tudo vira justificativa para as famílias de pacientes potenciais doadores não autorizarem a doação. E, assim, o índice de recusa dos parentes ao procedimento chega a 45% no Ceará.

O dado consta no Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), uma publicação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), e corresponde ao período entre janeiro e setembro do ano passado. “Muitas famílias, pela incompreensão da morte encefálica, acham que o paciente está vivo porque o coração ainda está batendo. Quando esclarecemos que a morte encefálica equivale à morte da pessoa, muitos entendem. Mas muitos ainda não. Se a gente diminuir essa taxa de recusa, vamos aumentar mais ainda os transplantes”, diz a coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Barbosa. Em 2013, 1.361 transplantes foram realizados no Estado. Um crescimento de 686% desde 1998.

Apesar de considerada alta pelo próprio Governo do Estado, a estatística de 45% de veto à doação das famílias abordadas por profissionais nos hospitais cearenses é a menor do Nordeste. Da região, o Ceará é também o estado que mais realizou entrevistas com os parentes dos potenciais doadores (262).

O percentual local é menor que o índice nacional de recusa (de 47%). Mas bem acima do registrado em países como a Espanha, onde apenas 10% das famílias não autorizam a doação. “Os transplantes só ocorrerão se a sociedade disser sim. E a sociedade cearense é solidária. Se ela for esclarecida, ela é solidária”, acrescenta Eliana Barbosa.

O coordenador da equipe de transplantes de coração do Hospital de Messejana, João Davi de Souza Neto, acredita que o Ceará avançou muito nos últimos anos no tocante à sensibilização das famílias, seja com a realização de campanhas educativas ou com a melhor capacitação do corpo funcional do setor da saúde.

Ele defende maior constância nas campanhas. “A recusa é uma barreira que passa muito pela educação da população. E isso é uma coisa gradativa. Não vai mudar de um dia pro outro”. E pondera. “Sem a recusa familiar, o número de transplantes seria muito maior. Mas existe outro fator impeditivo: a manutenção dos órgãos. A partir do momento em que o doente tem morte encefálica, é preciso conservar. Depois da morte encefálica, as funções começam a deteriorar. Esse ano, perdemos vários corações. Ou porque os doadores já tinham problemas cardíacos ou porque começaram a ter problemas por não terem sido bem mantidos. Mas isso também é devido à superlotação das UTIs e emergências, que faz com que não se tenha a estrutura adequada para a manutenção”, diz João Davi.

A coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Instituto Doutor José Frota (IJF), Lisiane Paiva, classifica como fundamental para a recusa não acontecer o trabalho de acompanhamento interdisciplinar junto à família enquanto o diagnóstico de morte encefálica definitivo não sai.

Por lei, ele só é emitido após três exames que podem demorar até 12 horas. “Pesa muito a falta de consenso familiar. Para o paciente ser doador, a família tem que ser toda a favor. Se o paciente tiver dez irmãos e um não for, a gente não aceita. A gente não quer que a família se desagregue nesse momento. A gente sempre diz que não convence ninguém a doar. A gente dá a possibilidade à família de ser generosa”, sintetiza Lisiane.
 
Saiba mais
 
A doação
No caso da chamada “morte coração parado”, a família do paciente é comunicada do óbito e imediatamente abordada por profissionais do hospital sobre a possibilidade da doação. Neste caso, somente a córnea pode ser doada.
No caso da chamada “morte encefálica”, a família do paciente só é comunicada do falecimento após a realização de três exames que atestem a morte do paciente. Esses procedimentos duram cerca de 12 horas. Neste caso, pode ocorrer a chamada doação múltipla.
 
Em ambos os casos, se a família autorizar a doação, um responsável legal pelo paciente assina um termo de responsabilidade pela retirada do(s) órgão(s) e tecido(s). Para ser doador, o paciente precisa encaixar-se num perfil, que considera principalmente idade, tipo/gravidade da doença que o levou a óbito e estado dos órgãos e tecidos.

De imediato, uma equipe transplantadora é acionada para a retirada do(s) órgão(s) e tecido(s). Os pacientes que receberão esses órgãos e tecidos são definidos pela Central de Transplantes, considerando critérios de fila de espera e urgência do caso.
 
Para Lisiane Paiva, o mito em torno da morte encefálica diminui a cada ano. “O Ceará está bem no cenário nacional graças à solidariedade do nosso povo. E o nosso trabalho é gratificante”.
 
Multimídia
Registro de Transplantes
http://bit.ly/1hqvREx

sábado, 28 de dezembro de 2013

ATX-BA - INFORMANDO: Ceará bate recorde em transplantes de órgãos.

Ceará registra novo recorde de transplantes de órgãos
27.12.2013
 
A expectativa é que esses números subam no próximo ano devido aos transplantes de medula óssea e de osso
Antes mesmo da chegada do fim do ano, o Ceará já estabeleceu um novo recorde de transplantes de órgãos e tecidos. Até ontem, de acordo com a Central de Transplantes do Estado, 1.308 procedimentos foram realizados, superando o antigo recorde, de 2011, quando aconteceram 1.295 cirurgias.

Até ontem, 1.308 procedimentos foram realizados, superando o antigo recorde, registrado em 2011, quando aconteceram 1.295 cirurgias foto: Rodrigo carvalho


Já ocorreram, em 2013, 260 transplantes de rim, dez de rim/pâncreas, 29 de coração, 192 de fígado, oito de pulmão, 51 de medula óssea, nove de valva cardíaca, 721 de córnea, 27 de esclera e um de osso.

Também foram feitos, neste ano, 19 transplantes de rins em crianças e adolescentes de 2 a 19 anos de idade. Dessa forma, o Ceará chegou perto de zerar a fila de espera nessa faixa etária. Tanto que, hoje, apenas duas crianças aguardam por um novo órgão. Em 2012, foram realizados 28 transplantes de rins em crianças e adolescentes.

O número de procedimentos no coração já chegou a 29, superando os 28 do ano passado. A maior quantidade de cirurgias, seis no total, foi realizada no mês de setembro. Para a coordenadora da Central de Transplantes, Eliana Barbosa, os números são importantes porque significam vidas salvas. “Qualquer um desses pacientes poderiam falecer enquanto esperavam pelo novo órgão. Agora, eles têm qualidade de vida”.

Atividades
Além disso, destacou Eliana, após o procedimento, os pacientes passam por uma reinserção na sociedade, pois eles podem voltar a trabalhar e realizar outras atividades que antes eram impedidas devido à doença.
A coordenadora da Central ainda destacou que, desde 1998, quando o órgão foi criado, o número de doações aumenta a cada ano. Prova disso é que o Estado é destaque, no País, em relação ao número de doadores por um milhão de habitantes. Enquanto essa média nacional é de 13, a do Ceará é 21,4.

Os cearenses também ficam em evidência, no Brasil, quando o assunto são os transplantes de coração e fígado. Em 2013, foi o Estado com maior número de procedimentos de fígado e o terceiro em transplante de coração.
Eliana fez questão de destacar que os números de transplantes podem ser ainda maiores no próximo ano. Pois, a partir do primeiro trimestre, devem começar a ser realizados os transplantes alogênicos de medula óssea – quando o paciente recebe doação de outra pessoa.

Além disso, o objetivo é aumentar a quantidade de procedimentos de osso e pele. “Com isso, todos os principais transplantes poderão ser realizados no Ceará e de forma totalmente segura”, diz a coordenadora.

Doe de Coração
Doar órgãos é um ato de solidariedade. É também quebrar barreiras do preconceito e amar anonimamente. É dar chance e alegria aos que lutam pelo recomeço de sua vida. Pensando nestes e em vários outros pontos relacionados à doação de órgãos, a Fundação Edson Queiroz lançou o movimento Doe de Coração, que fomenta a conscientização pela doação voluntária.

Neste ano, o movimento chega à sua 11ª edição. Realizada em setembro, a campanha sensibiliza a sociedade sobre a temática através de anúncios em veículos de comunicação, distribuição de cartilhas, cartazes e camisas. Há ainda a mobilização em hospitais, clínicas, escolas, no Sistema Verdes Mares, na Universidade de Fortaleza (Unifor) e em outras grandes entidades. Para a doação, é preciso que a família autorize, por isso a importância de informar aos parentes o desejo de ser um doador.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1352789

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

ATX-BA - NATAL


 NATAL
 

Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas.

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. 

É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações. 

É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui. 

Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia. 

O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.

Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.

Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes.

Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.

Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante.

Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo. 

Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos. 


 É o que desejamos para todos que tem abraçado a nossa luta pela “VIDA”.

ATX-BA.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ATX-BA - FALTA MEDICAMENTOS PARA TRANSPLANTADOS DA BAHIA


Apesar de todos os apelos que já fizemos durante vários anos ainda está faltando os medicamentos imunossupressores para os transplantados.
Isto não pode ficar se repetindo inúmeras vezes. Os transplantados não podem esperar, pois, não tomando a medicação diariamente e no horário certo podem vir a perder o órgão transplantado e em alguns casos  como o transplante de fígado, podem vir a falecer.

Lutamos pela vida e qualidade de vida. Depois de esperarmos anos em uma fila pela doação de um órgão ou tecido o mínimo que pode ser feito é termos a medicação para continuar a viver.
Em Feira de Santana (2ª DIRES) o tracolimos  de 1 MG. está faltando há cerca de dois meses.  Os pacientes que tomam 3 MG. por dia não podem fazer nada.

 Os transplantados que pegam estas medicações no interior estão vindo para Salvador desesperados a procura de uma solução. É muito triste ver o sofrimento deles e suas famílias.
QUEREMOS UM COMPROMISSO PARA QUE TAL FATO NÃO SE REPITA.


                                                          ATX-BA
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

ATX-BA - INFORMANDO: NOVOS MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO HEPATITE C

08/12/2013 - Carlos Varaldo - WWW.HEPATO.COM

Temos agora a disposição dois novos medicamentos no tratamento da hepatite C, os quais, se combinados (em utilização "off-label, isto é, ainda não aprovado pelo FDA) já permitem um tratamento totalmente oral e livre de interferon.

Apresento então, resumidamente, os resultados...
obtidos nas diversas pesquisas e ensaios clínicos que foram apresentados no Congresso Americano de Fígado, o AASLD 2013.

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1 - SOFOSBUVIR (SOVALDI®)

Eficácia do Sofosbuvir (Sovaldi®) no tratamento da hepatite C - Dados da fases 2 e 3 dos ensaios clínicos apresentados no AASLD 2013

Foi aprovado no dia 7 de dezembro pelo FDA nos Estados Unidos para ser comercializado com o nome de (Sovaldi®).

A aprovação foi dada para os seguintes esquemas de tratamento:

Genótipo 1 ou 4 - Sofosbuvir (Sovaldi®) combinado com o interferon peguilado e ribavirina - Tratamento com 12 semanas de duração.

Genótipo 2 - Sofosbuvir (Sovaldi®) combinado com ribavirina (sem interferon) - Tratamento de 12 semanas de duração.

Genótipo 3 - Sofosbuvir (Sovaldi®) combinado com ribavirina (sem interferon) - Tratamento de 24 semanas de duração.

Diversos estudos foram realizados com Sofosbuvir (Sovaldi®) e os dados finais das fases 2 e 3 apresentados durante o AASLD 2013 mostram a resposta terapêutica (possibilidade de cura) dos pacientes infectados com os genotipos 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

1 - Estudo NEUTRINO em pacientes infectados com genótipos 1, 4, 5 e 6 nunca anteriormente tratados com interferon. 327 pacientes receberam Sofosbuvir (Sovaldi®), interferon peguilado e ribavirina durante 12 semanas. A cura no total dos pacientes foi de 90%.

2 - Estudo FISSION em pacientes infectados com genótipos 2 e 3 nunca anteriormente tratados com interferon. 256 pacientes receberam sofosbuvir e ribavirina, sem interferon, durante 12 semanas.

No genótipo 2, 98% dos pacientes com fibrose F1, F2 ou F3 obtiveram a cura. Entre os cirróticos (F4) a cura foi de 80%.

No genótipo 3, 61% dos pacientes com fibrose F1, F2 ou F3 obtiveram a cura. Entre os cirróticos (F4) a cura foi de 43%.

3 - Estudo POSITRON em pacientes infectados com genótipos 2 e 3 nunca anteriormente tratados com interferon. 207 pacientes receberam Sofosbuvir (Sovaldi®) e ribavirina, sem interferon, durante 12 semanas.

No genótipo 2, a cura foi obtida por 100% dos pacientes com fibrose F0, por 95% do pacientes com fibrose F1 ou F2, por 100% dos pacientes com fibrose F3 e por 92% dos pacientes com cirrose (F4).

No genótipo 3, a cura foi obtida por 60% dos pacientes com fibrose F0, por 82% do pacientes com fibrose F1 ou F2, por 53% dos pacientes com fibrose F3 e por 38% dos pacientes com cirrose (F4).

4 - Estudo FUSION em pacientes infectados com genótipos 2 e 3 não respondedores a um tratamento anterior com interferon peguilado. 103 pacientes receberam Sofosbuvir (Sovaldi®) e ribavirina, sem interferon, durante 16 semanas.

No genótipo 2, 100% dos pacientes com fibrose F1, F2 ou F3 obtiveram a cura. Entre os cirróticos (F4) a cura foi de 78%.

No genótipo 3, a cura foi obtida por 100% dos pacientes com fibrose F0, por 75% do pacientes com fibrose F1 ou F2, por 40% dos pacientes com fibrose F3 e por 64% dos pacientes com cirrose (F4).

Todos os pacientes realizaram antes do tratamento uma biopsia ou um Fibroscan ou o teste APRI para determinar o grau de fibrose ou cirrose.

5 - Estudo LONESTAR-2 em pacientes infectados com os genotipos 2 e 3 não respondedores a um tratamento anterior com interferon e metade deles com cirroses foram tratados durante 12 semanas com Sofosbuvir (Sovaldi®), interferon peguilado e ribavirina. Os infectados com o genótipo 2 obtiveram 96% de possibilidade de cura e os infectados com o genótipo 3, 83% de possibilidade de cura.

6 - Estudo VALENCE em pacientes infectados com os genotipos 2 e 3 nunca antes tratados ou não respondedores a um tratamento anterior com interferon receberam tratamento durante 12 semanas com Sofosbuvir (Sovaldi®) e ribavirina, sem interferon se infectados com o genótipo 2 e por 24 semanas se infectados com o genótipo 3. Os infectados com o genótipo 2 obtiveram entre 88% e 100% possibilidade de cura e os infectados com o genótipo 3, entre 60% e 94% de possibilidade de cura.

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2 - SIMEPREVIR - (GALEXOS®)

Eficácia do Simeprevir (Galexos®) no tratamento da hepatite C - Dados da fases 2 e 3 dos ensaios clínicos apresentados no AASLD 2013

Uma pílula a uma vez ao dia utilizado em combinação com o interferon peguilado e ribavirina no tratamento da hepatite C.

Aprovado no Japão, Canada e Estados Unidos apresenta potencial beneficio do tratamento dos genotipos 1, 2, 4, 5 e 6 da hepatite C.

Nos estudos PILLAR e no ASPIRE obteve a cura entre 81% e 86% dos pacientes que recebiam tratamento pela primeira vez e entre 68% e 80% dos pacientes em retratamento fracassados a um tratamento anterior.

Nos estudos QUEST-1, QUEST-2 e PROMISE a cura chegou aos 80% dos pacientes tratados pela primeira vez e aos 79% dos pacientes em retratamento. Nesses estudos existiam grupos controle que receberam o tratamento tradicional de interferon peguilado e ribavirina (sem simeprevir) e a resposta alcançada foi bem menor, de somente 50% dos tratados pela primeira vez e de 37% nos sometidos a retratamento, demonstrando a superioridade na resposta ao se utilizar o simeprevir.

Entre os pacientes difíceis de tratar, os que possuíam um IL28B com resultado "TT", 61% resultaram curados e entre os cirróticos a cura chegou aos 60%. No grupo controle que foi tratado com interferon peguilado e ribavirina, sem simeprevir, a cura foi de somente 21% entre os que apresentavam um IL28B com resultado "TT" e de somente 24% entre os cirróticos, mostrando uma eficácia muito superior ao se utilizar o simeprevir.

O estudo PROMISE que foi realizado com pacientes não respondedores a um tratamento anterior com interferon peguilado e ribavirina mostra, também, que o simeprevir atua com a mesma eficácia em qualquer grau de fibrose. Entre os pacientes com fibrose F0, F1 e F2 a cura foi de 89,5%, entre os infectados com fibrose avançada (F3) a cura foi de 85,7% e entre os pacientes com cirrose (F4) a cura foi de 76,7%.

Resistencia ao Polimorfismo Q80K poderá ser um problema para alguns infectados já que estando presente diminui o efeito terapêutico do Simeprevir (Galexos®). Conforme diversos estudos esse polimorfismo atinge 34,4% dos infectados nos Estados Unidos, 6,1% dos infectados na Europa e 3,3% dos infectados da América Latina. O polimorfismo Q80K se encontra em geral nos infectados com o genótipo 1-a, sendo praticamente inexistente nos infectados com o genótipo 1-b.

Poucos efeitos adversos e colaterais foram relatados. Entre os mais comuns temos a fadiga , dor de cabeça e sintomas de gripe, sintomas esses associados ao interferon peguilado e a ribavirina. Nas primeiras 12 semanas, em estudos de fase 3, erupções cutâneas (incluindo fotossensibilidade) foram relatados em 28 % que utilizaram simeprevir, contra 20 % dos que só utilizaram somente interferon peguilado e ribavirina . O prurido também foi mais comum entre aos pacientes tratados com simeprevir (22% vs 15%), 1 % dos pacientes interromperam o tratamento por causa de uma erupção cutânea.

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3 - Combinação do sofosbuvir com o simeprevir

Ainda não aprovado pelo FDA ou por qualquer agencia reguladora, mas o estudo COSMOS que realizou um tratamento totalmente oral, sem interferon peguilado, empregando os medicamentos sofosbuvir e simeprevir obteve resultados muito animadores.

Foram selecionados quatro grupos de pacientes divididos em dois sub-grupos, sendo um deles de não respondedores a um tratamento anterior com fibrose mínima ou moderada (F0,F1 e F2) e um segundo sub-grupo com paciente nunca antes tratados ou não respondedores com fibrose elevada ou cirrose (F3 e F4).

Os resultados obtidos foram os seguintes:

1 - Tratamento de 24 semanas com sofosbuvir, simeprevir e ribavirina (sem interferon peguilado).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 79,2% de cura.

O sub-grupo de pacientes nunca antes tratados ou respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F3 ou F4 obteve 100% de cura, conforme dados provisórios da semana 4 após o final do tratamento, que ainda se encontra em acompanhamento.

2 - Tratamento de 24 semanas com sofosbuvir e simeprevir (sem interferon peguilado ou ribavirina).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 93,3% de cura.

O sub-grupo de pacientes nunca antes tratados ou respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F3 ou F4 obteve 100% de cura, conforme dados provisórios da semana 4 após o final do tratamento, que ainda se encontra em acompanhamento.

3 - Tratamento de 12 semanas com sofosbuvir, simeprevir e ribavirina (sem interferon peguilado).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 96,3% de cura.

4 - Tratamento de 12 semanas com sofosbuvir e simeprevir (sem interferon peguilado ou ribavirina).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 92,9% de cura.

Carlos Varaldo
www.hepato.com

ATX-BA - INFORMANDO - Programas de acesso ao SIMEPREVIR - EUA

Programas de acesso ao Simeprevir nos Estados Unidos
Um exemplo que deveria ser seguido

09/12/2013

Após a aprovação pelo FDA dos Estados Unidos do Simeprevir (OLYSIO®) a "Johnson & Johnson Patient Assistance Foundation, Inc." lança um programa de acesso ao medicamento para os pacientes que não possuem recursos financeiros suficientes e não têm cobertura médica.

A "Johnson & Johnson Patient Assistance Foundation, Inc." é uma organização independente, sem fins lucrativos, que auxilia na obtenção de medicamentos que são doados por empresas associadas da Johnson & Johnson. Janssen Therapeutics contribui realizando a doação do Simeprevir (OLYSIO®).

O programa atende somente pacientes dos Estados Unidos que não possuem cobertura médica ou que possuem planos de co-participação na compra de medicamentos. Não é valido para pacientes inscritos no Medicare ou Medicaid.

Os pacientes que desejam saber se atendem os critérios do programa para serem beneficiados devem visitar a página Web da Fundação, em
www.jjpaf.org

A ação faz parte de um programa mais abrangente de apoio aos pacientes, com informações e ferramentas para ajudar durante o tratamento com Simeprevir (OLYSIO®) desenvolvido pela Janssen Therapeutics que se encontra disponível em
www.olysio.com onde se encontram uma variedade de recursos para manter o controle do tratamento, inclusive de um aplicativo móvel, com as dosagens diárias, calendário de tratamento, e lembretes.

Lembrando que só é valido e autorizado para pacientes residentes nos Estados Unidos.
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