domingo, 26 de abril de 2015

ATX-BA: INFORMANDO - METADE DAS PESSOAS QUE VIVEM COM HEPATITE SOFRE DISCRIMINAÇÃO.


 
Pautas | SPMJ | 24/04/2015 18:19:07 | 139 Acessos
              Pesquisa de ong brasileira,
 Grupo Otimismo, indica 
que cerca da metade das pessoas que 
vivem com hepatite sofre discriminação

• Pesquisa “Estigma e Discriminação nas Hepatites Virais, coordenada e executada pelo grupo brasileiro Otimismo, foi uma das escolhidas para  coletiva de imprensa oficial do Congresso Internacional de Doenças do  Fígado, em Viena, Áustria.

• Este é um dos primeiros estudos a dar voz ao paciente de hepatites virais, desenvolvido com o objetivo identificar como e com qual intensidade o estigma e preconceito afetam a sua qualidade de vida.

• Cerca de 10% dos pesquisados que informaram sua condição aos seus empregadores perderam o emprego

Cerca da metade das pessoas infectadas com hepatite viral sofre algum tipo de discriminação, em decorrência da doença, e cerca de ¼ admite que seus familiares passaram a evitar contato pessoal depois de saberem do diagnóstico. Esta é uma das conclusões da pesquisa “Estigma e Discriminação nas Hepatites Virais”, conduzida pela ONG brasileira Grupo Otimismo e apresentada em conferência de imprensa  do Congresso Internacional de Doenças do Fígado 2015, que se encerram em Viena, Áustria, neste 26 de abril. A pesquisa ouviu 1.227 pacientes com Hepatite B ou C de países da Europa e Américas, de língua espanhola e portuguesa, que voluntária  e confidencialmente, responderam um questionário com 12 itens. A pesquisa  contou com a colaboração da AbbVie.

“A hepatite viral é uma epidemia silenciosa, não só porque se desenvolve ao longo dos anos sem apresentar sintomas, mas também porque silencia os pacientes diagnosticados com a doença. Com medo do estigma e da discriminação, os pacientes não falam sobre sua condição. Somente com uma ampla campanha mundial, será possível diminuir o estigma e colaborar para o aumento do diagnóstico e, consequentemente, levar o paciente para o tratamento adequado”, afirma Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo e idealizador da pesquisa, e responsável  pela apresentação das conclusões da pesquisa durante o Congresso Internacional  de Doenças do Fígado.

O objetivo da pesquisa foi descobrir, a partir dos próprios pacientes, quando e com qual intensidade o estigma e a discriminação afetam a sua qualidade de vida. “É necessário quebrar e desmitificar o conceito popular pelo qual se acredita que as hepatites B e C são doenças de populações marginalizadas. A hepatite não tem grupo de risco estereotipado; pode infectar qualquer um, a partir do contato com sangue infectado”, completa Carlos Varaldo.

Discriminação nos Consultórios

 - Ainda segundo a pesquisa, parte dos profissionais de saúde também colabora para o estigma dos pacientes: apesar da pesquisa indicar que 70% dos profissionais de saúde prestam atendimento adequado, 24,6% mantêm uma certa distância do paciente e 6,9% negaram atendimento a pessoas diagnosticadas com hepatite.

Principais Resultados da Pesquisa

• 49,6% dos infectados sofreram algum tipo de discriminação. Dos 94,1% que informaram a família sobre sua condição, cerca de ¼ (24,5%) afirmou que os  parentes passaram a evitar contato físico. Além disso, dos 73,7% que contaram  para amigos sobre sua condição, 46,9% afirmaram que sofreram algum tipo de discriminação e 23,% afirmaram que não foram mais convidados para eventos 
sociais. 

• 33,3% dos 57,4% que informaram seus parceiros sobre a doença afirmaram que o relacionamento foi negativamente impactado e 42,7% afirmaram que tiveram  impacto negativo também em sua vida sexual.

• No ambiente de trabalho, dos 46,1% que contaram aos colegas, 10,1% perderam o emprego e a autoestima foi afetada em 55,8% dos casos e 41,4% afirmaram sentirem vergonha da condição.

Grupo Otimismo - O Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite é organização não governamental, sem fins lucrativos, criada em 1999, com o objetivo de facilitar a troca de informações e estimular maior discussão do tema  nos países de língua portuguesa e espanhola. Reúne 32.000 pacientes, seus familiares e apoiadores.

Para mais informações, acesse www.hepato.com

Sobre a AbbVie - A AbbVie é uma empresa biofarmacêutica global, com foco em pesquisa, criada em 2013, a partir de sua separação da Abbott. A missão da companhia é usar sua experiência, seus talentos e abordagem única para inovação  no desenvolvimento e comercialização de terapias avançadas para algumas das doenças mais graves e complexas do mundo. A AbbVie possui cerca de 26.000 colaboradores em todo o mundo e comercializa seus medicamentos em mais de 170 países. Para mais informações sobre a AbbVie, sua equipe, portfólio e compromissos, acesse www.abbvie.com. 

Siga @abbvie no Twitter ou conheça as oportunidades de carreira em nossas páginas no Facebook ou LinkedIn. No Brasil, a AbbVie iniciou formalmente suas operações no início de 2014. Para mais informações, acesse www.abbvie.com.br


terça-feira, 7 de abril de 2015

ATX-BA - INFORMANDO: SUS TEM QUE GARANTIR MEDICAMENTOS PARA TRANSPLANTADOS DA BAHIA

SUS tem que garantir remédios de transplantados na Bahia Posted on abril 2, 2015 by admin
Medicamento indispensável ao restabelecimento da saúde de pacientes transplantados, a ciclosporina deve ser garantida, de forma regular e ininterrupta, aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia. Isso é o que determina a tutela concedida pelo juiz Mário Augusto Albiani Alves Júnior na última segunda-feira (30). Atendendo solicitações apresentadas em ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual, o juiz determinou ao Estado da Bahia que forneça a ciclosporina, no prazo máximo de 15 dias, em todas as dosagens previstas na Portaria nº 1.554/13, do Ministério da Saúde, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Segundo a ação, o medicamento não estava sendo fornecido de forma regular pelo Estado. Desde o mês de janeiro, foram constatadas interrupções no fornecimento prestado pela rede pública de saúde, que oficiada pelo MP, chegou a informar sobre a falta da medicação nas dosagens de 10mg e 25mg. No ano de 2011, o Ministério Público recebeu representação da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia e recomendou ao Estado que garantisse o fornecimento regular do medicamento aos usuários do SUS.De acordo com a ação, a ciclosporina é um medicamento imunossupressor que precisa ser utilizado, de maneira regular e ininterrupta, pelo pacientes transplantados. A sua descontinuidade pode levar o paciente a óbito em virtude das complicações decorrentes da rejeição do órgão ou tecido transplantado, afirma a ação, destacando que, para determinadas patologias, o transplante de órgãos ou tecidos é a única possibilidade de restabelecimento da saúde. Todavia, a luta pela sobrevivência não se encerra com a cirurgia, posto que o receptor do órgão ou tecido inicia, a partir daí, nova batalha, dessa vez para garantir que o material transplantado não seja rejeitado pelo seu organismo. Essa etapa apenas pode ser vencida com a utilização de remédios imunossupressores, que atuam no sistema imunológico com o propósito de conter a resposta orgânica que leva à rejeição. (Bocão News)Posted in Saúde, Útimas Noticias
http://castroalvesfm.com.br/portal/sus-tem-que-garantir-remedios-de-transplantados-na-bahia/

quarta-feira, 1 de abril de 2015

ATX-BA - Varela critica a falta de medicação para transplantados na Bahia.

18/03/15 às 09h16 - Atualizado em 18/03/15 às 11h28

OPINIÃO! Varela critica a falta de medicação para transplantados na Bahia

Falta de medicamento específico pode levar pacientes à morte
Gabriela Gidi
gabriela@varelanoticias.com.br

Na manhã desta quarta-feira (18), o apresentador Raimundo Varela, criticou, durante o programa Balanço Geral, a falta de medicamentos para alguns pacientes transplantados no estado. O apresentador chamou a atenção do governador da Bahia e do secretário de saúde, Fábio Vilas Boas, para que esse problema seja imediatamente sanado.
Segundo Varela, que é bitransplantado, a falta desse medicamento específico, pode acarretar na rejeição do órgão, pelo corpo do paciente, e assim, o transplantado acaba morrendo. O apresentador fez um comentário esclarecendo esse fato, leia a seguir:
“Queria chamar a atenção do governador Rui Costa, do secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas, porque na Bahia tem mais de mil pessoas na fila esperando transplante renal.

Mas antes de conseguir o doador compatível, o paciente tem que enfrentar hemodiálise, em média três vezes por semana, eu passei por isso.

Depois do transplante, o uso de medicamento contínuo é para mantê-lo vivo, se não tomar, morre. Eu estou fazendo uma confissão aqui. Se faltar para mim meu medicamento, acabou Varela. Meu organismo vai rejeitar meus órgãos novos e eu vou pro ‘beleléu’. Todo mundo vai um dia, mas não tenho pressa.

Na Bahia, a falta de medicamentos distribuídos gratuitamente na rede pública, preocupa os transplantados e a família deles. Eu sou o oitavo bitransplantado brasileiro e posso falar disso com autoridade. Para mim, nunca faltou, não vou aqui falar bobagem.

Agora, a questão, viu doutor Fábio Vilas Boas, é suprimento. O senhor já ouviu falar disso? Qual é a média mensal de consumo desse medicamento, qual é o prazo de entrega do laboratório? Quanto o senhor precisa de estoque mínimo desse medicamento? Isso é como leite, pão, café, arroz e feijão. Não pode faltar. Se não, o corpo expulsa os órgãos que foram colocados.

Não é que não deva faltar. Não pode! Porque cada medicamento que faltar, o Estado, a União, serão responsabilizados pela morte desse paciente. E esses erros não tem perdão. 

Chamar a atenção do secretário de saúde para priorizar isso. Que assim, o senhor vai se dar mal. Cadê a medicação? Eu sou formado em suprimento, posso dizer como fazer.
Primeiro, tem a estatística. Veja quantos pacientes tem, tem que manter estoque mínimo para, no mínimo, seis meses. Será que ele sabe o que é estoque mínimo? Será que sabe o que é média de custo? Tem que fazer conta: isso não pode faltar! Pode faltar tudo, menos isso. Até porque, essa medicação você não compra em farmácia. É proibida a venda. Esse medicamento é da verba da saúde do governo federal, e é responsabilidade dos estados e municípios a distribuição.”
  
FONTE: http://varelanoticias.com.br/opiniao-varela-critica-a-falta-de-medicacao-para-transplantados-na-bahia/

sábado, 28 de março de 2015

ATX-BA - Continua faltando ciclosporina para pacientes transplantados da Bahia.

por Juliana Almirante no dia 26 de Mar de 2015 às 15:00 em Bahia

Atraso no fornecimento de remédio para transplantados deixa pacientes com medo

Atraso no fornecimento de remédio para transplantados deixa pacientes com medo
Foto: Reprodução/Google Street View
Pacientes de Salvador que já realizaram transplantes sofrem, há mais de dois meses, com a falta de um dos medicamentos indicados para diminuir a rejeição aos órgãos, a ciclosporina. O remédio é imunossupressor - reduz a possibilidade de o organismo da pessoa recusar o órgão transplantado. O fornecimento da medicação, disponível em diferentes dosagens, deve ser feito pelo governo estadual. A Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA) recebeu muitas reclamações de quem não pode custear o medicamento, que pode levar ao gasto mensal de até R$ 1.800. 

A presidente da ATX-BA, Márcia Chaves, informa que a ciclosporina começou a faltar no dia 17 de janeiro deste ano, depois de ter sido observada carência também em setembro do ano passado. "Entramos com uma ação civil no [Ministério Público da Bahia]. O promotor entrou com uma ação contra o Estado, obrigando a fornecer o remédio, porque a falta do medicamento vai levar à morte do paciente", explica. 

O promotor do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Saúde (Gesau) do Ministério Público da Bahia, Luciano Taques, acompanha o caso. "Solicitamos ao Estado informações e verificamos, de acordo com a resposta da Secretaria Estadual de Saúde, e, sob a ótica do Ministério Público, que não estava havendo o fornecimento aos pacientes que necessitam desse medicamento", afirma. O promotor informou que o Gesau entrou com uma ação, tendo em vista que o fornecimento da medicação é urgente e deve ser feito de maneira ininterrupta, sob pena de graves riscos à vida dos pacientes transplantados. "[A ação] foi ajuizada no dia 17 de março e estamos aguardando o juiz se manifestar", informa. 

Estado garante regularização 
 O paciente João Marcos Barreto fez transplante de rim há dois anos e recebia o medicamento no Hospital Ana Nery. "Estou há dois meses sem remédio. Liguei para lá e estão sem previsão de chegar. Eles falam que é o governo que manda. E aí, o transplantado é que sobra", reclama. 

O coordenador de Planejamento da Secretaria de Saúde (Sesab), Lucas Andrade, diz que o estado já buscou regularizar a situação. "A gente mudou a sistemática do planejamento para que não aconteça novamente. Para manter um estoque regulador", defendeu. Ele informa que, no final do ano passado, houve aumento da demanda do remédio e o governo precisou captar recursos para comprá-lo.

FONTE:http://www.metro1.com.br/atraso-no-fornecimento-de-remedio-para-transplantados-deixa-pacientes-com-medo-2-60638,noticia.html

sexta-feira, 27 de março de 2015

ATX-BA - UTILIDADE PUBLICA: FINALMENTE A ANVISA LIBERA O SOFOSBUVIR

sexta-feira, 27 de março de 201515:24 \ Brasil Tratamento mais rápido
 Anvisa: autorização para remédio
A Anvisa liberou a comercialização de remédios com a substância Sofosbuvir, que pode mudar radicalmente as chances de cura da hepatite C.Sob o nome comercial de Sovaldi, o remédio, segundo alguns estudos, diminui o tempo de tratamento de 48 para 12 semanas e atenua efeitos colaterais.A decisão sai no Diário Oficial na semana que vem.
Por Lauro JardimTags: Anvisa, Hepatite C, Sofosbuvir http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/anvisa-libera-veda-do-sofosbuvir-para-hepatite-c/

quinta-feira, 19 de março de 2015

ATX-BA - CONTINUA FALTANDO CICLOSPORINA 0.25 PARA TRANSPLANTADOS DA BAHIA.


BALANÇO GERAL /BAHIA - 18/03/2015
Falta de medicação para transplantados da Bahia
Pacientes reclamam da falta de medicação para transplantados.





Pacientes reclamam da falta de medicação para transplantados.


Fonte: http://videos.r7.com/falta-de-medicacao-para-transplantados-da-bahia/idmedia/550954860cf20eea0d0e80a7-1.html

sexta-feira, 13 de março de 2015

O dia mundial do rim foi ontem, mas a campanha é durante a vida toda. Se ligue! Bom fim de semana para nós.


Ricardo Chaves incentivando a Campanha Rins Saudáveis - Dia Mundial do Rim.

quinta-feira, 12 de março de 2015

ATX-BA - DIA MUNDIAL DO RIM

Dia Mundial do Rim - dia 12 março de 2015.
                                          Elevador Lacerda será iluminado durante a campanha

O tema desde ano será "RINS SAUDÁVEIS" com o slogan "CAMPANHA PARA RINS SAUDÁVEIS". Participe! As cores da campanha deste ano serão Vermelha e Azul. 









Fatos e dados
• Mais de 100 mil pessoas fazem diálise no Brasil. 

• Existem 750 unidades de diálise cadastradas no Brasil. Somente na cidade de São Paulo, são 35 unidades. 

• Depois dos 40 anos, o indivíduo perde em média 1% ao ano da função renal 

• 84% dos pacientes têm o tratamento pago pelo Sistema Único de Saúde 

• 16% dos pacientes têm o tratamento pago pelo Sistema de Saúde Suplementar 

• Incidência das DRC é maior em pessoas de mais idade 

• 31% dos pacientes estão com mais de 65 anos. 

• 58% dos pacientes são homens. 

• Hipertensão (35%), diabetes (30%) e glomerulopatias (12%) são as principais causas das DRC em adultos. 

• 10% da população mundial têm Doença Renal Crônica (DRC) 

• DRC afeta pessoas de todas as idades e raças 

• Um a cada cinco homens e uma a cada quatro mulheres com idades entre 65 e 74 anos têm DRC 

• Metade da população mundial acima de 75 anos tem DRC 

• Terapia Renal Substitutiva (TRS) é um tratamento indicado para casos nos quais o rim não efetua mais o papel vital de "filtro do organismo" 

• Três formas de TRS são: Hemodiálise, Diálise peritoneal e Transplante renal. 

• 70% dos pacientes em diálise descobrem a doença renal tardiamente 

• 15% é a taxa de mortalidade de pacientes em diálise 

• 1 em cada 6 hipertensos terá doença renal 

• Para cada 1 paciente em diálise há entre 20 e 25 pessoas com algum grau de DRC ainda sem sintomas 

• Estima-se que há cerca de 1,2 milhão a 1,5 milhão de brasileiros com doença renal crônica

• Em média, cada sessão individual de diálise consome algo entre 300 e 400 litros por paciente. 

• Em média, cada paciente realiza três sessões de diálise por semana. 

• O tempo de cada sessão e a frequência é definida com o nefrologista e varia de caso a caso. 

 Fonte: Censo SBN, ABCDT, Ministério da Saúde, IFKF 
 Links úteis : www.sbn.org.br


FONTE: http://www.sbn.org.br/dia-mundial-do-rim-2015

sábado, 28 de fevereiro de 2015

ATX-BA - Ainda faltam medicamentos para o transplantados da Bahia.

Os transplantados não podem ficar sem os medicamentos que evitam a rejeição do órgão transplantado sob pena de perder o órgão transplantado ou até mesmo dependendo do estágio e complicações vir a falecer.
http://g1.globo.com/…/pelo-menos-tres-tipos-de-rem…/3999018/
os medicamentos deveriam ser distribuídos pela Secretaria Estadual da Saúde e estão em falta há...
G1.GLOBO.COM

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ATX-BA - FALTA CICLOSPORINA DE 25 MG DESDE 17/01/2015 PARA TRANSPLANTADOS DA BAHIA.

Associação de transplantados entra na Justiça por falta de
remédio.
Eles querem o fornecimento da Ciclosporina, que custam R$ mil reais. Paula Ary

sábado, 21 de fevereiro de 2015

ATX-BA - CONTINUA FALTANDO MEDICAMENTOS PARA PACIENTES TRANSPLANTADOS DA BAHIA.

Desde o dia 17/01/2015 falta ciclosporina de 25 MG para pacientes transplantados na farmácia do Hospital Ana Nery. Ligamos ontem para farmácia e a situação é a mesma. Este medicamento é usado para evitar a rejeição do órgão transplantado.

Também faltando para os pacientes transplantados de fígado no Estado da Bahia o URSACOL de 150 MG, de acordo com informações dos pacientes e da farmácia do Hospital Manoel Vitorino onde eles recebem a medicação.

ALGUNS PACIENTES QUE FIZERAM O RE-TRANSPLANTE DE FÍGADO ESTÃO EM SITUAÇÃO DE URGÊNCIA, POIS, ESTE MEDICAMENTO É USADO NA PROFILAXIA DA REJEIÇÃO DO FÍGADO TRANSPLANTADO.

Além destes medicamentos que evitam a rejeição do órgão transplantado está em falta o CALCITRIOL que  promove a absorção  intestinal do cálcio e regula a mineralização óssea.
LEIS:

RECOMENDAÇÃO nº 001/2011 MPE/BA/GESAU/CESAU
(Processo SIMP nº 003.0.53070/2011)
Recomendação à Diretoria de Assistência: 

Farmacêutica – DASF, da Secretaria Estadual de Saúde, para que implemente estoque de segurança para medicamentos imunossupressores dispensados a pacientes transplantados, evitando-se as constantes soluções de continuidade no fornecimento de tais produtos, dentre outras providências.
RECOMENDA:
à Diretoria de Assistência Farmacêutica – DASF, da Secretaria Estadual de Saúde, que adote todas as medidas necessárias para garantir a efetiva dispensação dos imunossupressores – cuja aquisição seja de sua responsabilidade - aos pacientes transplantados do Estado da Bahia, tais como implementar um estoque de segurança, aplicando-se o padrão máximo de eficiência preconizado pela moderna logística, evitando-se uma nova solução de continuidade, com sérios prejuízos de ordem humana e financeira, já que o Poder Público investe vultosas quantias na realização de transplantes, investimento que pode ser perdido em poucos dias sem a imunossupressão.
Salvador, 02 de dezembro de 2011
ROGÉRIO LUÍS GOMES DE QUEIROZ
Promotor de Justiça
Grupo Especial de Defesa da Saúde Pública
MÁRCIA REGINA RIBEIRO TEIXEIRA
Promotora de Justiça
Coordenadora do CESAU

PORTARIA SAS N.º 221,  DE 2 DE ABRIL DE 2002
O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais, considerando a necessidade de estabelecer Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Transplantados Renais, que contenha critérios de diagnóstico e tratamento, observando ética e tecnicamente a prescrição médica, racionalize a dispensação dos medicamentos preconizados para o tratamento, regularmente suas indicações e seus esquemas terapêuticos e estabeleça mecanismos de acompanhamento de uso e de avaliação  de resultados, garantindo assim a prescrição segura e eficaz;

ANEXO
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Transplantados Renais

DROGAS IMUNOSSUPRESSORAS
Medicamentos: Ciclosporina, Azatioprina, Tacrolimus, Micofenolato Mofetil, Sirolimus, Anticorpo Monoclonal Murino Anti-CD3 (OKT3), Basiliximab, Daclizumab, Globulina Antilinfocitária, Globulina Antimonocitária, Metilprednisolona, Prednisona.

7.1.2 Manutenção
O tratamento de manutenção deve necessariamente seguir uma sequência racional de continuidade em  relação à estratégia utilizada na terapia inicial.Modificações dessa terapia inicial podem todavia ser necessárias  em função principalmente de  ineficácia do regime inicial como regime de manutenção (por exemplo, a ocorrência de rejeição aguda), toxicidade das drogas inicialmente empregadas ou, mais tardiamente, necessidade de uma menor quantidade de imunossupressão. Adicionalmente o surgimento de nefropatia crônica do enxerto pode determinar alterações na terapia imunossupressora (18-24).

De acordo com a  Portaria GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 3.439, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2010 Altera os arts. 3º, 15, 16 e 63 e os Anexos I, II, III, IV e V à Portaria Nº 2.981/GM/MS, de 26 de novembro de 2009.

CAPÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO
Art. 9º Os medicamentos que fazem parte das linhas de cuidado para as doenças contempladas neste Componente estão divididos em três grupos com características, responsabilidades e formas de organização distintas.
Grupo 1 - Medicamentos sob responsabilidade da União
Grupo 2 - Medicamentos sob responsabilidade dos Estados e Distrito Federal
Grupo 3 - Medicamentos sob responsabilidade dos Municípios e Distrito Federal

Art. 49. O Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais de Saúde e o Distrito Federal poderão pactuar a aquisição centralizada dos medicamentos pertencentes ao Grupos 1B (conforme o Anexo I) e Grupo 2 (conforme Anexo II) deste Componente, desde que seja garantido o equilíbrio financeiro entre as esferas de gestão, observando, entre outros, o benefício econômico da centralização frente às condições do mercado e os investimentos estratégicos do governo no desenvolvimento tecnológico e da capacidade produtiva junto aos laboratórios públicos e oficiais.

PEDIMOS AO GESTOR PUBLICO RESPONSÁVEL PELO FORNECIMENTO DESTAS MEDICAÇÕES URGÊNCIA PARA DISPONIBILIZAR OS MEDICAMENTOS QUE ESTÃO FALTANDO, POIS, PODE LEVAR A REJEIÇÃO DO ÓRGÃO TRANSPLANTADO E EM ÚLTIMO CASO À MORTE DO PACIENTE DEPENDENDO DA SITUAÇÃO DO PACIENTE.