Ministério da Saúde
terça-feira, 23 de outubro de 2012
ATX-BA - Campanha de doação de órgãos do Ministério da Saúde
Ministério da Saúde
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
ATX-BA - Noticias Terra - Pai do transplante de medula óssea
Pai do transplante de medula e ganhador do Nobel morre nos EUA
21 de outubro de 2012 • 21h42
• atualizado às 21h44
E. Donnall Thomas foi um dos ganhadores do Nobel de Medicina em 1990
Foto: www.nobelprize.org/Reprodução
Foto: www.nobelprize.org/Reprodução
E. Donnall Thomas, ganhador do Nobel de medicina de 1990,
morreu em Seattle, nos Estados Unidos, aos 92 anos. O Centro Fred
Hutchison de Pesquisa sobre o Câncer anunciou o falecimento no sábado.
Segundo o centro, a causa da morte foi uma doença cardíaca. Thomas é considerado o pai do transplante de medula óssea, que aumentou a taxa de sobrevivência de pacientes com leucemia de quase zero para mais de 90%.
"Para o mundo, Don Thomas será sempre lembrado como o pai do transplante de medula óssea, mas para os colegas no Fred Hutch será lembrado como um amigo, colega, mentor e pioneiro", diz Larry Corey, presidente do centro de pesquisa. Thomas trabalhou no local de 1974 a 2002, quando se aposentou.
Ele dividiu o Nobel de 1990 com o também americano Joseph E. Murray. Este descobriu como evitar a rejeição de órgãos após transplante. Já Thomas mostrou que as células de medula óssea podem ser transplantadas para repovoar a medula doente. O método criado por Thomas pode combater diversas doenças graves, além da própria leucemia, como a talassemia (uma produção anômala de hemoglobina) e a anemia aplástica.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6244841-EI8147,00-Pai+do+transplante+de+medula+e+ganhador+do+Nobel+morre+nos+EUA.html
Segundo o centro, a causa da morte foi uma doença cardíaca. Thomas é considerado o pai do transplante de medula óssea, que aumentou a taxa de sobrevivência de pacientes com leucemia de quase zero para mais de 90%.
"Para o mundo, Don Thomas será sempre lembrado como o pai do transplante de medula óssea, mas para os colegas no Fred Hutch será lembrado como um amigo, colega, mentor e pioneiro", diz Larry Corey, presidente do centro de pesquisa. Thomas trabalhou no local de 1974 a 2002, quando se aposentou.
Ele dividiu o Nobel de 1990 com o também americano Joseph E. Murray. Este descobriu como evitar a rejeição de órgãos após transplante. Já Thomas mostrou que as células de medula óssea podem ser transplantadas para repovoar a medula doente. O método criado por Thomas pode combater diversas doenças graves, além da própria leucemia, como a talassemia (uma produção anômala de hemoglobina) e a anemia aplástica.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6244841-EI8147,00-Pai+do+transplante+de+medula+e+ganhador+do+Nobel+morre+nos+EUA.html
terça-feira, 16 de outubro de 2012
ATX-BA - Informando - EP Notícia
Número de transplantes de fígado cai 50% no HC de Ribeirão em 2 anos
Redução ocorre dois anos após mudança de critérios de seleção de beneficiados
O número de transplantes de fígado em
Ribeirão Preto caiu para menos da metade em dois anos. A queda é
justificada pela mudança nos critérios na escolha dos beneficiados pelo
órgão.
Em 2009 foram realizados 40 transplantes de fígado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nos dois anos seguintes, os números despencaram. Em 2010 foram apenas 14 e no ano passado, 16.
Estes números são da Coordenadoria de Transplantes de Fígado de Ribeirão Preto e a principal causa da queda foi a mudança de critérios na definição dos pacientes que recebem o transplante privilegiando os pacientes da região da grande São Paulo.
Segundo o coordenador do Grupo de Transplante de Fígado do Hospital das Clínicas, Orlando Castro e Silva, a queda no número de transplantes na cidade caiu depois que o governo do estado mudou os critérios de seleção dos pacientes e tentou a unificação das listas de transplantes, que aconteceu a partir de agosto de 2010.
"Nestes dois anos, o número de fígado que foi do Interior para a Capital mais que dobrou, e é preciso rever isto", explica.
Castro e Silva explica que estes números foram encaminhados à Secretaria de Estado da Saúde e estão sendo utilizados para rediscutir o sistema implantado. "Como o número de pacientes é maior na região da Capital e os critérios de avaliação foram alterados, o interior acabou sendo prejudicado", diz.
Câmara Técnica
A partir desta quarta-feira (17) serão realizadas em Ribeirão Preto duas reuniões da Câmara Técnico-científica de Transplante de Fígado, uma nacional e outra paulista, onde o principal tema é a descentralização do sistema de transplantes.
As duas reuniões fazem parte do VII Congresso Brasileiro de Fígado, Pâncreas e Intestino Delgado, que ocorre em Ribeirão Preto até o próximo sábado e está sendo presidido pelo médico Orlando Castro e Silva.
O principal objetivo das reuniões é mudar o modelo adotado em São Paulo.
"O Ministério da Saúde está com uma política de descentralização dos sistemas de transplantes e não podemos ir na contramão", afirma o médico, que foi contra a mudança do sistema em 2010.
http://www.viaeptv.com/epnoticia/noticias/NOT,2,2,395997,Numero+de+transplantes+cai+50+no+HC+de+Ribeirao+Preto.aspx
Em 2009 foram realizados 40 transplantes de fígado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nos dois anos seguintes, os números despencaram. Em 2010 foram apenas 14 e no ano passado, 16.
Estes números são da Coordenadoria de Transplantes de Fígado de Ribeirão Preto e a principal causa da queda foi a mudança de critérios na definição dos pacientes que recebem o transplante privilegiando os pacientes da região da grande São Paulo.
Segundo o coordenador do Grupo de Transplante de Fígado do Hospital das Clínicas, Orlando Castro e Silva, a queda no número de transplantes na cidade caiu depois que o governo do estado mudou os critérios de seleção dos pacientes e tentou a unificação das listas de transplantes, que aconteceu a partir de agosto de 2010.
"Nestes dois anos, o número de fígado que foi do Interior para a Capital mais que dobrou, e é preciso rever isto", explica.
Castro e Silva explica que estes números foram encaminhados à Secretaria de Estado da Saúde e estão sendo utilizados para rediscutir o sistema implantado. "Como o número de pacientes é maior na região da Capital e os critérios de avaliação foram alterados, o interior acabou sendo prejudicado", diz.
Câmara Técnica
A partir desta quarta-feira (17) serão realizadas em Ribeirão Preto duas reuniões da Câmara Técnico-científica de Transplante de Fígado, uma nacional e outra paulista, onde o principal tema é a descentralização do sistema de transplantes.
As duas reuniões fazem parte do VII Congresso Brasileiro de Fígado, Pâncreas e Intestino Delgado, que ocorre em Ribeirão Preto até o próximo sábado e está sendo presidido pelo médico Orlando Castro e Silva.
O principal objetivo das reuniões é mudar o modelo adotado em São Paulo.
"O Ministério da Saúde está com uma política de descentralização dos sistemas de transplantes e não podemos ir na contramão", afirma o médico, que foi contra a mudança do sistema em 2010.
http://www.viaeptv.com/epnoticia/noticias/NOT,2,2,395997,Numero+de+transplantes+cai+50+no+HC+de+Ribeirao+Preto.aspx
terça-feira, 2 de outubro de 2012
ATX-BA - ABTO: campanha de incentivo à doação de órgãos
Sáb
, 29/09/2012 às 19:33
| Atualizado em: 29/09/2012
às 19:55
Associação faz campanha de incentivo à doação de órgãos
Davi Lemos e Agência Brasil
-
Marcelo Camargo | Agência BrasilObjetivo da campanha é desmistificar a doação, incentivando o ato solidário
Para quebrar a resistência à doação de órgãos no país, a Associação
Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) lançou uma campanha. O
objetivo é estimular o diálogo sobre o tema. Em Salvador e no interior
da Bahia, hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também
participam de ações para conscientizar pacientes e familiares sobre a
importância de doar órgãos.
O coordenador estadual de transplantes da Secretaria da Saúde do Estado
da Bahia (Sesab), Eraldo Moura, diz que o objetivo é envolver os
profissionais de saúde no processo de informação. "Com informações, a doação se torna muito mais tranquila", disse Moura.
A ideia da campanha é que as pessoas informem os parentes sobre o
desejo de ser doador de órgãos. Segundo José Medina Pestana, presidente
da ABTO, a campanha será promovida durante a realização de eventos
religiosos e por meio de caminhadas temáticas.
Será também realizado um trabalho de motivação com as equipes de
transplante. Está ainda previsto um convênio com a Confederação
Brasileira de Futebol (CBF). O papel da CBF será permitir a exibição de
faixas em favor da campanha durante jogos do Campeonato Brasileiro.
Desinformação - Medina apontou como principal fator da
recusa das famílias em autorizar a doação de órgãos o fato de o
potencial doador não ter informado em vida se queria ou não o
procedimento. "Não costuma ser baseado em um dogma religioso ou
cultural", explica.
Mas, de acordo com o presidente da ABTO, a doação do órgão pode trazer
equilíbrio para os parentes que vivem o momento delicado da morte de
alguém querido. "A família vai poder satisfazer o último desejo daquela
pessoa", argumenta Medina.
Segundo a ABTO, cerca de 30,5 mil brasileiros aguardam a doação de um
órgão ou tecido. Outro objetivo da campanha é reduzir as disparidades
geográficas no País quanto à doação de órgãos.
Estados como Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e
Santa Catarina apresentam desempenhos que são considerados
extraordinários.
A avaliação é de José Medina. Nesses lugares, de acordo com
levantamento da ABTO, a aceitação entre os potenciais doadores fica
entre 26 e 15 pessoas por grupo de um milhão da população.
Porém, em estados como Bahia, Amazônia e Mato Grosso, o índice é muito inferior: fica entre 0,6 e 6,1.
Modelo - No Estado de São Paulo, a taxa média de
doadores de órgãos foi 20,5 por milhão de pessoas em 2011, de acordo com
a Secretaria Estadual de Saúde - índice similar ao de países como
França (23,8) e Itália (21,6).
Na região metropolitana de São Paulo, a taxa é de 29 doadores por
milhão, número próximo ao da Espanha, considerado país-modelo de
transplantes no mundo.
Espera - Iara de Angeles Fortes Lobato, 47 anos,
moradora de Taubaté, São Paulo, foi uma das integrantes da fila de
espera que conseguiram um transplante. A professora aposentada sofre de
fibrose cística genética, doença que acabou por afetar seu pulmão.
Iara conta que esperou durante quase dois anos na fila. "Quando fala
que a gente está inscrito em fila e vem assinar os papéis, a cabeça
balança um pouco. A gente fica preocupada, triste. Às vezes entra até em
depressão", relata.
O período de espera, para ela, foi de bastante sofrimento. "Para a
situação que eu estava vivendo foi bem demorado, porque eu usava
oxigênio continuamente, estava totalmente debilitada, não conseguia
fazer nada".
Ela diz que chegou a imaginar como seria quando recebesse a tão
aguardada ligação de telefone avisando que faria o transplante de
pulmão. "Vivia totalmente preparada. Para todo lugar que ia, não podia
passar do limite de duas horas de viagem para chegar ao hospital",
conta.
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/materias/1456809-associacao-faz-campanha-de-incentivo-a-doacao-de-orgaos
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
ATX-BA - Moção de congratulação e aplausos pelo Dia Nacional do Doador de Órgãoss
MOÇÃO Nº 14.725/2012
"A Assembléia
Legislativa do Estado da Bahia faz inserir na ata de seus trabalhos esta moção
de congratulação e aplausos pelo Dia Nacional de Incentivo a Doação de Órgãos e
Tecidos para Transplantes".
O Dia Nacional do
Doador de Órgãos é celebrado, nesta quinta-feira, 27 de setembro, através da
Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Ministério da Saúde e
secretarias estaduais do setor. A data tem o maior objetivo de disseminar
informações estreitamente vinculadas á doação de órgãos, além de conscientizar
a sociedade no geral sobre a importância do gesto que salva vidas.
Conforme relata o
Coordenador do Sistema Estadual de Transplante, Eraldo Salustiano Moura, o transplante depende do entendimento da
sociedade para autorizar a doação o que envolve mudança de cultura e
entendimento do processo. Moura lembrou que a doação no país só é permitida
mediante a autorização de parentes de primeiro e segundo grau do doador, e
destacou a possibilidade de cada cidadão necessitar de transplante em qualquer
etapa da vida.
Outra dificuldade
citada pelo coordenador é ainda o desconhecimento dos profissionais da saúde em
relação ao diagnóstico de morte encefálica - etapa crucial para o processo
doação-transplante.
Conforme relata a
presidente da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia, Márcia Chaves,
uma série questões tem atrapalhado a captação de órgãos no Estado da Bahia,
tais como: a falta de informação sobre a doação de órgãos, abordagem familiar
não coerente, provocando a negativa familiar, que já totaliza em 63% em todo o
Brasil.
Por isso, a Bahia tem
investido na contratação de profissionais da saúde para atuarem especificamente
na área de doação de órgãos, cursos e seminários sobre o processo doação-transplante
para estudantes do setor, treinamentos para profissionais das áreas como:
diagnóstico de morte encefálica, manutenção do potencial doador de órgãos,
comunicação de más notícias e entrevista familiar para doação de órgãos.
Nesse sentido, vale
destacar, que graças às ações desempenhadas pelo Estado o número de doadores e
de transplantes vem crescendo na Bahia. A confirmação é demonstrada através de
dados da Central de Transplantes. No ano de 2011, até o mês de setembro foram realizados
253 transplantes e em 2012, no mesmo período foram executados 417, havendo,
assim um aumento de cerca de 85%.
Dê-se ciência desta
moção de congratulação e aplausos para o para Ilustríssimo Coordenador do
Sistema Estadual de Transplante, Eraldo
Salustiano de Moura e a presidente da Associação de Pacientes Transplantados da
Bahia, Márcia Chaves.
Sala das Sessões,
27 de setembro de 2012
Deputado José de
Arimatéia
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
ATX-BA - Informando - Jornal do Brasil
Hoje dia 27 de Setembro ,dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos, em nome de meu pai que em vida me doou um rim aos 75 anos, faço uma homenagem a todos o doadores vivos e falecidos e suas famílias que em momentos de dor autorizaram a doação de órgãos e tecidos de seus entes queridos.
Obrigado a todos por dar VIDA e qualidade de VIDA a milhares de pessoas.
Seja um doador, informe a sua família.
Márcia Chaves
ATX-BA
País
Burocracia atrapalha sistema público de transplantes do Brasil
Apesar de
contar com o maior sistema público de transplantes do mundo,
“dificuldades burocráticas” comprometem a melhoria dos índices no
Brasil, disse o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari.
Segundo
ele, a pasta deve apresentar em 2013 um novo sistema de informação
dentro da rede de transplantes, capaz de gerenciar uma lista única
de receptores de órgãos, utilizando uma plataforma tecnológica mais
moderna. A atualização dos dados dos pacientes, por exemplo, poderá ser
feita pelo profissional de saúde por meio de um smartphone.
Durante
evento para marcar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos -
lembrado hoje (27) - Murari destacou que a legislação brasileira atual
exige o laudo de dois neurologistas para atestar casos de morte
encefálica (quadro caracterizado pela perda definitiva e irreversível
das funções cerebrais e que abre caminho para a doação de órgãos do
paciente).
De acordo com o coordenador, há uma proposta de autoria
do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a exigência, em caso de
morte encefálica, passe a ser o laudo de dois médicos com qualificação em terapia intensiva, e não mais em neurologia.
“Vamos
aproveitar para adequar o decreto à proposta do CFM, que é quem
determina o critério de morte encefálica pela lei brasileira e, ao mesmo
tempo, modernizar uma série de itens”, explicou. A previsão é que as alterações sejam encaminhadas à Casa Civil até o fim deste ano.
Segundo
Murari, o ministério deve anunciar hoje uma portaria que trata da
capacitação em transplantes. O texto, segundo ele, vai instituir a
atividade de tutoria em transplantes e prevê o repasse de recursos para
instituições definidas como tutoras.
“Vamos institucionalizar o ensino do processo
de doação de órgãos e de transplantes”, disse. “Vai acabar a
necessidade de pessoas jurídicas se organizarem para dar cursos em
estados menos desenvolvidos”, completou.
Dados
do governo federal indicam que alguns estados, como o Rio Grande do
Norte, já conseguiram zerar a fila de transplantes. O termo é utilizado
quando o tempo médio de espera por um órgão não ultrapassa 30 dias. A
expectativa da pasta é que, até 2015, todos os estados brasileiros
tenham zerado suas filas.
Outra meta definida pelo governo é
contabilizar 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de habitantes – o
melhor índice na América Latina. Nos primeiros quatro meses de 2012, o
número registrado no país foi 13 doadores para cada 1 milhão de
habitantes.
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/09/27/burocracia-atrapalha-sistema-publico-de-transplantes-do-brasil/
terça-feira, 25 de setembro de 2012
ATX-BA - Informando - Ig - Minha Saúde
63% das famílias recusam doar órgãos
Associação de transplantes lança campanha para diminuir as seis recusas diárias de doação registradas no Brasil
Fernanda Aranda
, iG São Paulo
|
Todos os dias, seis famílias dizem “não” para a doação de
órgãos. Os dados são da Associação Nacional de Transplantes (ABTO) que
lança hoje uma campanha para reverter as recusas que somam 63% entre os
potenciais doadores do Brasil.
Saiba mais sobre transplantes
Segundo os dados divulgados, entre janeiro e junho deste
ano, os hospitais de todo País identificaram 4.073 pacientes com
diagnóstico de morte cerebral, que poderiam doar coração
, pulmão
, rim, fígado e pâncreas para salvar a vida das mais de 23.863 pessoas
que estão na fila de espera. Deste total, somente 1.217 se tornaram
doadores efetivos.
Para ser um doador de órgãos hoje, basta manifestar esse
desejo aos familiares, sem a necessidade de um registro formal no RG ou
CNH.
Segundo o mapeamento feito pelo Sistema Nacional de
Transplantes do Ministério da Saúde os principais motivos de morte dos
doadores são as causas externas (acidentes de carro, tiros, quedas) e os
acidentes vasculares cerebrais (AVC)
de pessoas jovens, com menos de 40 anos. Na análise dos especialistas, o
fato de serem mortes inesperadas surpreende a família, pois não há
tempo para refletir sobre o tema e optar pela decisão de doar os órgãos
de um ente querido.
Além disso, o conceito de morte cerebral não é totalmente
compreendido. O coração continua batendo, mas não há chance da pessoa
recuperar as funções cognitivas, a fala, a respiração e a interação com
meio. Em poucas horas, os batimentos cardíacos da vítima param, mas a
espera inviabiliza a retirada do coração ou de qualquer outro órgão para
o transplante em outro paciente.
Foram 1.073 recusas, uma média de seis por dia. Segundo o
presidente da ABTO, José Medina Pestana, a recusa da família ainda é a
principal barreira para a doação: Para combater esse cenário foi lançada
a campanha "Doar não é um tabu. Conte para sua família. Conte com sua
família".
De torneiro mecânico a recordista em transplantes
José Medina passou por três profissões até chegar à medicina e colocou o Brasil entre os campeões mundiais de doação de órgãos
Fernanda Aranda, iG São Paulo |
José Osmar Medina Pestana começou a trabalhar aos 8 anos, depois virou torneiro mecânico e, por fim, o médico recordista em transplante
José Osmar Medina Pestana venceu a infância pobre para deixar suas digitais na história dos
transplantes
brasileiros.
Entre uma ponta e outra desta trajetória, passaram três instrumentos
de trabalho por suas mãos: tijolos, peças industriais e rins.
Isso porque, a transformação do menino Zé Osmar em Doutor Medina foi
formada pelas profissões ajudante de pedreiro, torneiro mecânico e, por
fim, nefrologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Ele acaba de assumir a presidência da Associação Brasileira de
Transplantes de Órgãos (ABTO) e, no primeiro ato como presidente, no
início de fevereiro, divulgou um novo recorde de cirurgias do tipo no cenário nacional.
Mais uma vez, os transplantes renais foram os mais numerosos, a maior
parte deles feita no Hospital do Rim da Unifesp, unidade idealizada e
administrada por Medina. O médico acumula 10 mil pacientes
transplantados, quase a população total de Ipaussu, cidade do interior
paulista onde ele nasceu (são 13 mil habitantes segundo o Censo 2010) e
escolheu que “queria cuidar de gente” quando fosse gente grande.
O sonho da carreira, inclusive, foi construído simultaneamente à
construção (literal) de casas. Ajudar o pai pedreiro foi seu primeiro
ofício, assumido aos 8 anos, para melhorar a renda da família e, de quebra, alimentar a possibilidade de conseguir um diploma na área da saúde.
Metas
“Minha mãe era costureira, meu pai pedreiro e tínhamos uma vida
simples, mas eu não sentia tantas privações. Só não gostava de ter de
abdicar das minhas férias para ajudar papai com o cimento e a
construção. Mas sabia que isso era necessário”, lembra Medina.
Mais velho de cinco irmãos, craque na bola de gude e no futebol
“pé na terra”, ele foi o primeiro a ser incentivado pelos pais a estudar
e fazer um curso
técnico. “Minha mãe, apesar de pouco estudo, era muito sábia. Ela logo
me orientou que esta era a melhor forma de, ao mesmo tempo, ter acesso à
educação e a um trabalho.”
Por isso, aos 15 anos de idade, o pai dos Medina Pestana perdeu seu
melhor ajudante. Com diploma de torneiro mecânico, ele passou a
trabalhar em fábricas, com peças automotivas, e fazer seu pé de meia.
Nesta época, já gostava de passear na Santa Casa de Ipaussu e
observar o seu primeiro herói da infância. “Doutor Rafael tinha um
talento para tratar nosso povo. Não eram só cuidados médicos. Eram
ouvidos atentos para as reclamações de toda sorte, retribuídas com
conselhos para todas as áreas da vida”, lembra.
Aquele médico que circulava por todas as casas, comércios, praças e
bailes da cidade implantou na cabeça de Zé Osmar uma meta audaciosa.
Antes de completar 20 anos, ele deixaria Ipaussu, trabalharia um ano na
capital paulista, juntaria dinheiro. “Precisava fazer um ano de cursinho e então entraria na faculdade de medicina”, finalizava com esta frase os seus pensamentos.
Rotinas
Aos 19 de idade, o jovem fez as malas, deu um beijo na testa da mãe e
mudou para a cidade grande. Trabalhou na Volks (com os seus
conhecimentos de torneiro mecânico) e como auxiliar de escritório. Doze
meses depois, dormindo em um quartinho emprestado na casa do tio no ABC
Paulista, ele fez a matrícula em um curso preparatório para o
vestibular. E se preparou para mais 12 meses de maratona.
Ele veio para São Paulo, deixou a família em Ipaussu, fez cursinho por um ano e entrou na Unifesp
A rotina de 12 horas de trabalho foi substituída por 12 horas
de estudo. Em dezembro de 1974 encontrou seu nome entre os aprovados
para ingressar na Escola Paulista de Medicina (Unifesp), instituição
pública, um alívio para o “bolso apertado” do estudante.
“Estava na hora de voltar a trabalhar. Não precisaria pagar os estudos, mas ainda tinha que me sustentar em São Paulo.”
O novo emprego foi no laboratório da própria Unifesp, catalogando os
pacientes que chegavam à emergência. O horário, das 16h às 23h permitia
dedicação aos estudos médicos entre 7h e 15h. E ainda servia de
aperitivo das muitas especialidades médicas que José Osmar Medina
poderia escolher.
Rins
Ele flertou com a ortopedia, mas por sugestão de um professor
escolheu os rins como foco de atuação. Já tinha deixado a casa do tio,
agora morava em uma república com outros seis estudantes. Por influência
dos colegas, adotou definitivamente o nome Medina como sua
identidade. A nefrologia, ele definiu como seu destino.
Zé Osmar ficava para trás, mas o Medina também gostava de metas
audaciosas. Em 1987, já formado, casado (com a primeira namorada de
Iapussu) e decidido, ele foi para o exterior fazer especialização em
transplante. Quando voltou ao Brasil decidiu organizar uma unidade com
fluxo para cirurgia de transplante renal, ainda inexistente em SP.
“Não tínhamos integração, procedimento, profissionais
especializados. Em equipe, fomos formando tudo isso”, lembra. Em menos
de uma década, aquele embrião do Hospital do Rim virou uma potência
mundial. Os 15 transplantes renais anuais viraram 500 cirurgias por ano
em 2004, um recorde no mundo, que rendeu novas chances de vida para
milhares de pacientes e homenagens em vários idiomas ao doutor Medina.
Hoje já são quase 700 transplantes a cada 12 meses só nesta unidade.
Dez mil
O auxiliar de pedreiro, torneiro mecânico e médico que moram em
Medina trabalham em uma espécie de sintonia na hora dos transplantes. É
preciso arquitetar a cirurgia, parte por parte, como a construção de um
um novo organismo; depois encaixar todas as peças precisamente em um
tipo de esquema industrial. Para em sequência, cuidar a vida toda
daquele ser humano que ganhou um novo órgão.
“É a oportunidade que nós médicos temos de unir os dois extremos da
medicina. Desde os cuidados mais simples, como medir a pressão, colocar a
mão no paciente, até a mais alta complexidade cirúrgica”, explica. “É
mágico”, define Medina que, para homenagear o seu herói Daniel, duas
vezes por ano volta a Ipaussu e trabalha por duas semanas, de forma
voluntária, na Santa Casa. Ouvindo queixas de toda sorte e dando
conselhos sobre tudo.
Siga lendo
INFOGRÁFICO: Veja o panorama de transplante no País e quanto tempo é necessário para a retirada dos órgãos serem efetivas
O
envelhecimento da idade do doador é uma mistura de aumento da
expectativa de vida do brasileiro atrelado aos avanços das tecnologias
da medicina, que permitem agora conservar por mais tempo o coração,
fígado, rim, pulmão ou pâncreas de uma pessoa mais velha, além de terem
disponíveis técnicas que diagnosticam com mais eficiência a morte
encefálica (situação exigida para a doação de órgãos).
Além do perfil do doador brasileiro, este infográfico especial do iG ainda mostra a fila de espera para cada órgão, os Estados que mais
realizam as operações e a evolução do número de cirurgias nos últimos
dez anos. Um outro diferencial é que o gráfico mostra em que situações
você pode precisar de um transplante.
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-09-25/63-das-familias-recusam-doar-orgaos.html
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
ATX-BA - Palestra sobre Transplante e Doações de Órgãos
Palestra
A
Fundação Lar Harmonia promove no dia 22, às 19h, uma palestra pública com o
tema “Transplante de Órgãos: Aspectos Jurídicos,
Bioéticos, Médicos e Espirituais”,
onde haverá um debate como forma de estimular o aumento das doações, à luz da
bioética, medicina, direito e espiritualidade, com o psicólogo Adenáuer Novaes,
médico Sheldon Menezes, o advogado Sergio Nogueira Reis e a Presidente da
Associação dos Pacientes Transplantados, Márcia Chaves.
Postado por
Coluna da July
às
07:12:00
http://julyisensee.blogspot.com.br/
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
ATX-BA - Utilidade Pública - Globo Ciências
01/09/2012 06h24
- Atualizado em
01/09/2012 06h24
Brasil tem o terceiro maior registro de doadores de medula óssea do mundo
Redome é gerenciado pelo INCA e tem cerca de 3 milhões de pessoas na lista de voluntários, perdendo apenas para os Estados Unidos e a Alemanha
Número de doadores de Medula Óssea cresce: Brasil é o terceiro maior registro do mundo (Foto: Divulgação)
O Brasil possui o terceiro maior registro de doadores de medula óssea
do mundo. Perde apenas para os Estados Unidos e para a Alemanha. Os
quase 3 milhões de voluntários dispostos a doar células-tronco da medula
óssea estão cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula
Óssea, idealizado em 1993. Gerenciado pelo Instituto Nacional do Câncer
(Inca), com sede no Rio de Janeiro, o Redome teve um aumento de 16.000%
no número de cadastros desde 2000.
“Antes do Redome, a alternativa era procurar o doador na família. E
isso limitava bastante. Geralmente, é possível encontrar compatibilidade
entre irmãos. Cada um tem cerca de 25% de chance de ser compatível.
Hoje em dia, com o Redome, a chance inicial é de 70%”, compara o
hematologista e diretor
do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca Luís Fernando Bouzas.
Hoje, 1.050 pessoas estão à procura de um doador compatível de medula
óssea no país.
Para ser doador de medula óssea, em casos não aparentados, é preciso se cadastrar no Redome. Para isso, é preciso ter entre
18 e 55 anos, e dirigir a um dos hemocentros do país. Depois de
preencher o cadastro, os interessados assistem a uma palestra onde
especialistas irão orientar e tirar possíveis dúvidas. Em seguida, será
coletada uma pequena amostra de sangue para fazer um rastreamento de
doenças transmissíveis pelo sangue como toxoplasmose, HIV ou doenças
como anemia congênita e câncer, mas também para identificar o complexo
principal de histocompatibilidade (MHC).
Hematologista do Inca, Luís Fernando Bouzas:
Medula Óssea (Foto: Divulgação)
Medula Óssea (Foto: Divulgação)
O MHC é um grupo de genes encontrado no cromossomo 6 com papel
fundamental no sistema imune e autoimune dos seres humanos. “Lembra
quando se fala de rejeição? Pois, então, quando se rejeita um órgão
transplantado é porque esses genes do doador não são compatíveis com o
da pessoa transplantada. São eles que rejeitam o órgão”, explica Luís
Fernando Bouzas. "Muitos confundem a compatibilidade ao tipo sanguíneo e
até mesmo com o sexo ou raça. Não é bem assim. A compatibilidade ou não
entre paciente e doador de transplante está no Complexo Principal de
Histocompatibilidade", continua.
Do outro lado, do lado do paciente, o médico o inscreve em outra lista,
o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea. Assim, os dados do
Roreme e do Redome são cruzados. Ao identificar o doador, o Redome entra
em contato com a pessoa para que se comece uma batelada de testes para
complementar as informações do exame de sangue feito lá no início. “Uma
pessoa pode ficar muito tempo na lista de doador. Ele pode até ter
desistido”, explica. Entre os testes, são feitos exames para saber se há
doenças infecciosas, hepatite, problemas cardíacos, entre outros
possíveis riscos. É fundamental que o doador esteja em boa saúde e não
tenha doenças do coração.
São necessários de três a quatro meses entre exames e esperas para
saber se o doador é realmente compatível. Nos dias que antecedem a
cirurgia, não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho
ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e
tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas
punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia onde é aspirada a
medula. “A doação tradicional é feita com anestesia, porque a punção
dói. Mas o único risco para o paciente está na anestesia”, explica o
hematologista do Inca.
Durante o transplante, retira-se de 10 a 15% da medula do doador e 15
dias após a doação, a pessoa terá a reposição completa do tecido
líquido-gelatinoso. O doador ainda poderá fazer outra doação, caso seja
do seu interesse, depois de seis meses da última cirurgia.
O Redome faz parte de uma rede internacional de mais de 20 milhões de possíveis doadores. Por isso, é possível fazer busca na Bone Marrow Donors Worldwide (BMDW) e em minutos ter a comprovação de compatibilidade com doadores de outras partes do mundo.
Mas o transplante de células-tronco hematopoéticas da medula óssea não é
o único meio para se ajudar um paciente. Há também o sangue do cordão
umbilical placentário e o transplante haploidêntico, para o caso de o
doador não ser totalmente compatível com o paciente. O sangue do cordão
umbilical e placentário é uma rica fonte de células progenitoras. Ele
vem sendo utilizado como modelos terapêuticos onde é indicado o
transplante de medula óssea. No entanto, a quantidade de células-tronco é
suficiente para transplantar em pessoas com até 50 quilos. Para
adultos, um cordão umbilical não basta. Se houver mais de uma pessoa
compatível e número de células suficiente, é possível realizar o
transplante dessas células progenitoras em adultos.
Vanderson Rocha: medula óssea
(Foto: Divulgação/Hospital Sírio-Libanês)
(Foto: Divulgação/Hospital Sírio-Libanês)
“Quando o doador não é compatível com o paciente, os linfócitos do
doador atacam as células do paciente. E isso é mortal. Com algumas
técnicas do transplante haploidêntico, podemos selecionar células que
não queremos transplantar – como os linfócitos, por exemplo. As células
passam por uma seleção para escolhermos as células tronco
hematopoéticas”, explica o coordenador da Unidade de Transplante de
Medula Óssea do Hospital Sírio-Libanês Vanderson Rocha. Mas as técnicas
são experimentais e pode haver risco de infecção para o paciente. “É
preciso todo o tipo de cuidado com as infecções e com a doença do
enxerto-contra-hospedeiro”, explica Vanderson Rocha, complicação comum
em transplantes de medula óssea. Por isso, em algumas técnicas, o médico
aumenta o coquetel de drogas imunossupressoras ou é feito o uso da
ciclofosfamida depois do transplante.
“Hoje, com as novas técnicas e tecnologias, o problema não está mais em
encontrar doador, mas, sim, leitos disponíveis para se fazer os
transplantes”, explica o médico.
Número de transplantes realizados por busca do Roreme: medula óssea (Foto: Divulgação/Inca)
http://redeglobo.globo.com/globociencia/noticia/2012/09/brasil-tem-o-terceiro-maior-registro-de-doadores-de-medula-ossea-do-mundo.html
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
ATX-BA - CONVITE Lar HArmonia
A Fundação Lar Harmonia convida você para a
Palestra Pública:
Transplante de Órgãos: Aspectos Jurídicos,
Bioéticos, Médicos e Espirituais, tendo como
Focalizadores:
Adenáuer Novaes, Sérgio Nogueira Reis e Sheldon Menezes.
Participação Especial: Márcia Chaves
Presidente
da Associação de Pacientes
Transplantados da Bahia - ATX-BA.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
ATX-BA - Utilidade Pública - G1 São Paulo
11/09/2012 12h36
- Atualizado em
11/09/2012 13h06
Campanha estimula a doação de órgãos em SP
Tribunal de Justiça lançou o programa 'Doar é Legal'.
Em 2011, mais de 2 mil transplantes foram feitos no estado.
Do G1 SP
Comente agora
O Tribunal de Justiça de São Paulo
lançou nesta terça-feira (11) o programa “Doar é Legal” para estimular a
doação de órgãos. Em 2011, mais de 2,2 mil transplantes foram feitos no
estado.
Para ser doador, basta preencher seus dados na página do programa. A certidão não terá validade jurídica, mas permitirá que a pessoa deixe anotado o desejo de ser doador.
A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde para quem deseja ser
doador de órgãos é deixar esta intenção bem clara aos familiares, pois
somente a família pode autorizar ou não a retirada de órgãos para
transplante no caso de morte encefálica.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/09/campanha-estimula-doacao-de-orgaos-em-sp.html
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
ATX-BA - Informando - SEGS
09Set2012
Cerca de 20% dos transplantes de córnea podem ser menos invasivos
Atenção: Este mês, o dia 27 de setembro é marcado na agenda nacional
para sensibilizar pessoas ao fato de que as filas de transplante serão
reduzidas na medida em que houver mais doadores e uma infraestrutura de
captação dinâmica e atualizada no Brasil. É o Dia Nacional de Doação de
Órgãos e Tecidos.
Cerca de 20% dos transplantes de córnea realizados atualmente, no
Brasil, podem ser menos invasivos e garantir recuperação visual total
para o paciente no período de um mês com a técnica de transplante
endotelial.
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em 2011, foram realizados 14.182 transplantes de córnea no País.
Pouco conhecida no Brasil, a técnica de transplante endotelial da
córnea trouxe benefícios a media em que somente a parte doente do tecido
é transplantada e não a sua totalidade, explica o especialista em
transplantes do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), oftalmologista
Gilherme Rocha.
Interna - Esta técnica de transplante é válida para pacientes que
estão com a camada mais interna da córnea doente, o endotélio.
Segundo o médico do HOB, a substituição desta camada de córnea faz-se
necessária, porque quando o endotélio deixa de executar sua função com
competência, permite que o humor aquoso (líquido transparente localizado
entre a córnea e o cristalino) penetre nas camadas mais superficiais
fazendo com que a córnea inche, doa e formem-se bolhas que “comprometem a
visão a ponto de uma pessoa com esses sintomas não conseguir enxergar”.
A córnea perde transparência quando o endotélio está doente e a luz que
forma imagens no cérebro não penetra adequadamente nos olhos, assinala Rocha. “A função do endotélio é a de manter a transparência da córnea”, sublinha.
Causas - São basicamente duas as causas que levam ao desencadeamento
de problemas no endotélio e são capazes de exigir um transplante. A
distrofia de Fuchs que, segundo o médico do HOB, é uma desordem genética
hereditária que acelera a perda de células do endotélio e, com o tempo,
leva esta camada da córnea a perder sua funcionalidade.
A ceratopatia bolhosa é como outra causa que leva à perda de células do endotélio, destaca Rocha.
A título de ilustração, o especialista em transplantes de córnea
informa que um adulto jovem tem em média 2.800 células endoteliais na
córnea. “Menos do que este volume, consideramos a córnea frágil e o
risco de uma disfunção do endotélio é real, porque há uma descompensação
na córnea”, assinala.
Ganhos - A técnica do transplante endotelial foi desenvolvida há
alguns anos, mas ainda é pouco difundida no Brasil apesar das vantagens
que oferece ao paciente, pondera Rocha. Entre os ganhos, está a
recuperação visual total em um mês, quando o transplante penetrante ou
convencional que substitui toda a córnea, exige de seis meses a um ano
do paciente.
Como a incisão feita na córnea para a substituição do endotélio doente
é mínima, cerca 5 mm, a cicatrização também é mais rápida.
Rocha destaca, porém, que não é todo o paciente de transplante de
córnea que é candidato ao procedimento endotelial. “Às vezes,
constatamos que a córnea é frágil, e não resistiria a essa técnica, ou a
descompensação do endotélio começou a ser tratada tardiamente, quando
as outras camadas já estavam comprometidas”, explica o médico ao
destacar que essas são algumas análises que o oftalmologista precisa
fazer antes de planejar o transplante.
Realidade - Apesar dos avanços
no processo de captação e de transplantes de córneas ainda há
obstáculos para que o País chegue às condições ideais de atendimento à
população de acordo com a demanda.
Guilherme Rocha diz que a situação dos transplantes de córnea de
Brasília não reflete a realidade do Brasil. “Aqui, o paciente fica em
média dois a três meses na fila, em outras localidades, o período é
maior, chega a ser contado em anos. Mas o ideal seria não haver fila”,
comenta.
Curiosidades – Algumas curiosidades sobre o cenário dos transplantes de córnea no País de acordo com o CBO:
- Aproximadamente 90% das córneas doadas são aceitas para transplantes
- A córnea pode ser preservada por até 15 idas após a retirada
- A taxa de êxito de transplante de córnea é de 90%
Sensibilização - Dia 27 de setembro é o Dia Nacional de Doação de
Órgãos, marcado na agenda para sensibilizar pessoas para o fato de que
as filas de transplante serão reduzidas na medida em quem houver mais
doadores e uma infraestrutura de captação dinâmica e atualizada no
Brasil.
Diante de um diagnóstico de necessidade de transplante de córnea, o paciente deve:
1) Solicitar ao médico a indicação sobre onde encontrará o formulário para se inscrever no banco de olhos como receptor;
2) Preenchido o formulário em instituição credenciada e assinado
por médico também credenciado, o paciente deve levar o documento ao
banco de olhos de seu estado e inscrever-se como candidato a receptor de
córnea. A fila é única para cada estado;
3) Uma vez inscrito e integrante da fila, o paciente deve aguardar o
banco de olhos avisar ao hospital ou instituição de saúde que
encaminhou a solicitação. Esta instituição é que irá avisar o paciente
quando chegar a sua vez de realizar o transplante diante da
disponibilidade de córnea.
http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=89205:cerca-de-20-dos-transplantes-de-cornea-podem-ser-menos-invasivos&catid=47:cat-saude&Itemid=328
|
|
|---|
domingo, 9 de setembro de 2012
ATX-BA - Utilidade Pública - Jornal A Cidade
Editorias \ Brasil & Mundo
Sábado, 08 de Setembro de 2012 - 10h02
Saúde-Doações: Mais de 80 mil brasileiros se declararam doadores de órgãos pelo Facebook
FolhaPress
SÃO PAULO, SP, 8
de setembro (Folhapress) - Mais de 80 mil brasileiros já se declararam
doadores de órgãos por meio de uma ferramenta na rede social Facebook,
de acordo com levantamento divulgado na última quinta-feira pelo
Ministério da Saúde. A parceria foi firmada em julho deste ano, com o
objetivo de ampliar o número de doadores no Brasil. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a pasta, 40 milhões de pessoas no país são usuárias da rede social. Os internautas podem adicionar em sua linha do tempo a opção de ser um doador de órgãos e compartilhar com parentes e amigos.
Em 2011, o Brasil bateu recorde ao registrar 2.207 doadores no Sistema Nacional de Órgãos 63% a mais que em 2008, conforme dados do governo. Atualmente, 95% dos transplantes são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para expressar no Facebook o desejo de ser um doador de órgãos, basta ir na Linha do Tempo e clicar em Evento Cotidiano, escolher a opção Saúde e Bem-Estar e clicar em doador de órgãos. Ainda assim, a doação só poderá acontecer após autorização da família.
A supervisora de Marketing Lucinda Ulhoa, 33 anos, utilizou a ferramenta poucos dias após a parceria. "O que eu puder fazer para ajudar os outros a não sentirem a dor que senti quando perdi meu pai, vou fazer", explicou. Ela também se cadastrou como doadora em um banco de medula óssea. "Ninguém merece perder um ente querido, mas é preciso ter cautela. Só divulguei no Facebook para ver se estimulo as pessoas a fazerem o mesmo", completou.
Vivian Murbach, 33 anos, decidiu ser doadora de órgãos ainda na adolescência. Quando a ferramenta foi disponibilizada pelo Facebook, a servidora pública optou por compartilhar a informação. "Cheguei à essa decisão pelo simples fato de ajudar alguém que precisa muito com algo que é meu e que não vou precisar mais. É simples assim", disse. Ela garante que amigos, o noivo e a família sabem do desejo dela de ser doadora. "Quando faço algum procedimento cirúrgico, aviso novamente a família e o médico."
Já o estudante de antropologia Alexandre Branco, 23 anos, declarou-se doador de órgãos, mas não havia comunicado oficialmente a família e os amigos. "Apesar de as pessoas próximas a mim terem um conhecimento [sobre a vontade dele], achei que uma declaração explícita era o mais recomendável", contou, ao se referir à ferramenta no Facebook.
"Além do fato de você poder ter uma comunicação expressa do seu desejo, acho que a publicidade dessa informação para as pessoas que não refletiram sistematicamente sobre o assunto pode permitir esse processo", disse. "As pessoas, quando confrontadas com a informação de que outras pessoas próximas são potenciais doadoras, podem refletir e decidir a respeito", concluiu.
http://www.jornalacidade.com.br/editorias/brasil-e-mundo/2012/09/08/saude-doacoes-mais-de-80-mil-brasileiros-se-declararam-doadores-de-orgaos-pelo-facebook.html
Segundo a pasta, 40 milhões de pessoas no país são usuárias da rede social. Os internautas podem adicionar em sua linha do tempo a opção de ser um doador de órgãos e compartilhar com parentes e amigos.
Em 2011, o Brasil bateu recorde ao registrar 2.207 doadores no Sistema Nacional de Órgãos 63% a mais que em 2008, conforme dados do governo. Atualmente, 95% dos transplantes são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para expressar no Facebook o desejo de ser um doador de órgãos, basta ir na Linha do Tempo e clicar em Evento Cotidiano, escolher a opção Saúde e Bem-Estar e clicar em doador de órgãos. Ainda assim, a doação só poderá acontecer após autorização da família.
A supervisora de Marketing Lucinda Ulhoa, 33 anos, utilizou a ferramenta poucos dias após a parceria. "O que eu puder fazer para ajudar os outros a não sentirem a dor que senti quando perdi meu pai, vou fazer", explicou. Ela também se cadastrou como doadora em um banco de medula óssea. "Ninguém merece perder um ente querido, mas é preciso ter cautela. Só divulguei no Facebook para ver se estimulo as pessoas a fazerem o mesmo", completou.
Vivian Murbach, 33 anos, decidiu ser doadora de órgãos ainda na adolescência. Quando a ferramenta foi disponibilizada pelo Facebook, a servidora pública optou por compartilhar a informação. "Cheguei à essa decisão pelo simples fato de ajudar alguém que precisa muito com algo que é meu e que não vou precisar mais. É simples assim", disse. Ela garante que amigos, o noivo e a família sabem do desejo dela de ser doadora. "Quando faço algum procedimento cirúrgico, aviso novamente a família e o médico."
Já o estudante de antropologia Alexandre Branco, 23 anos, declarou-se doador de órgãos, mas não havia comunicado oficialmente a família e os amigos. "Apesar de as pessoas próximas a mim terem um conhecimento [sobre a vontade dele], achei que uma declaração explícita era o mais recomendável", contou, ao se referir à ferramenta no Facebook.
"Além do fato de você poder ter uma comunicação expressa do seu desejo, acho que a publicidade dessa informação para as pessoas que não refletiram sistematicamente sobre o assunto pode permitir esse processo", disse. "As pessoas, quando confrontadas com a informação de que outras pessoas próximas são potenciais doadoras, podem refletir e decidir a respeito", concluiu.
http://www.jornalacidade.com.br/editorias/brasil-e-mundo/2012/09/08/saude-doacoes-mais-de-80-mil-brasileiros-se-declararam-doadores-de-orgaos-pelo-facebook.html
terça-feira, 4 de setembro de 2012
ATX-BA - Informando - Diário do Nordeste
Doação de órgão
Cearense transplantada é garota propaganda do Ministério da Saúde
03.09.2012
A partir do dia 27 deste mês, o Brasil irá conhecer a história de Nívia por meio da nova campanha do órgão
A menina cearense Nívia Maria Castro Alves, que completa 12 anos no próximo dia 27, gosta de navegar na internet e acompanhar as histórias de seus personagens favoritos das séries televisivas voltadas ao público adolescente. Seu maior sonho é se tornar pediatra. A história parece comum, mas só foi possível ser construída, graças a um transplante de coração, realizado quando Nívia tinha apenas quatro anos, no Hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, também conhecido como Hospital de Messejana.
A menina cearense Nívia Maria Castro Alves, que completa 12 anos no próximo dia 27, gosta de navegar na internet e acompanhar as histórias de seus personagens favoritos das séries televisivas voltadas ao público adolescente. Seu maior sonho é se tornar pediatra. A história parece comum, mas só foi possível ser construída, graças a um transplante de coração, realizado quando Nívia tinha apenas quatro anos, no Hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, também conhecido como Hospital de Messejana.
Em
2004, Nívia Castro se submeteu a um transplante de coração. Hoje, com
12 anos, a adolescente leva uma vida normal e sonha em ser pediatra
FOTO: RODRIGO CARVALHO
A partir de 27 de setembro, quando é
comemorado o Dia Nacional dos Transplantes, todo o Brasil irá conhecer a
história de Nívia, escolhida como garota propaganda da nova campanha de
doação de órgãos do Ministério da Saúde. Acompanhada da mãe e dona de
casa, Francisca Castro, a menina retornou de Brasília na noite da última
quinta-feira, 30, onde esteve para ser produzida e fotografada para a iniciativa.
Trajetória difícil
A
luta de Nívia Castro pela vida começou ainda no útero materno.
Francisca foi informada de que a filha tinha um grave problema cardíaco
na última consulta de pré-natal. Assim, a dona de casa precisou marcar
um parto de emergência, devido aos resultados do último ultrassom.
Após
o parto, as duas tiveram alta, mas, já aos oito dias de vida, foi
marcada para dali a três meses a primeira das cinco cirurgias que se
seguiriam para solucionar o problema cardíaco da menina, diagnosticado
como atresia da válvula tricúspide, malformação rara, que corresponde a
2,7% de todas as cardiopatias congênitas.
"Quando ela tinha dois anos, fez a última cirurgia antes do transplante para colocar um marca-passo e, assim, conseguir esperar pelo coração novo. A operação foi feita pelas costas, porque já não tinha como se fazer mais pelo peito", recorda a mãe.
A menina se submeteu ao transplante no dia 8 de junho de 2004 e, desde então, leva uma vida normal. "Eu sempre dizia que ela era de Deus e que eu iria aceitar se Ele decidisse a pegar de volta. Nunca desanimei, e de tanto contar o que ela passou, surgiu nela a vontade de ser pediatra, para ajudar outras crianças assim como ela foi ajudada", conta Francisca.
Sucesso reconhecido
O caso de Nívia Castro faz parte da relação dos 285 transplantes de coração realizados no Ceará desde 1998. Época em que foi implantada a Central de Transplantes do Estado. No primeiro ano de funcionamento da instituição, três pessoas receberam os seus novos corações. De lá pra cá, os números só crescem. Apenas neste ano, já foram realizados 20 transplantes de coração.
Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), no primeiro semestre deste ano, o Ceará ficou em segundo lugar no número de transplantes de coração no ranking nacional por milhão da população. Quando o órgão é o fígado, o Ceará assume a primeira posição, e no caso do pulmão, a terceira.
Esperança
20 transplantes de coração foram realizados, apenas neste ano, no Ceará. O Estado já conseguiu efetuar 285 procedimentos do tipo desde 1998
"Quando ela tinha dois anos, fez a última cirurgia antes do transplante para colocar um marca-passo e, assim, conseguir esperar pelo coração novo. A operação foi feita pelas costas, porque já não tinha como se fazer mais pelo peito", recorda a mãe.
A menina se submeteu ao transplante no dia 8 de junho de 2004 e, desde então, leva uma vida normal. "Eu sempre dizia que ela era de Deus e que eu iria aceitar se Ele decidisse a pegar de volta. Nunca desanimei, e de tanto contar o que ela passou, surgiu nela a vontade de ser pediatra, para ajudar outras crianças assim como ela foi ajudada", conta Francisca.
Sucesso reconhecido
O caso de Nívia Castro faz parte da relação dos 285 transplantes de coração realizados no Ceará desde 1998. Época em que foi implantada a Central de Transplantes do Estado. No primeiro ano de funcionamento da instituição, três pessoas receberam os seus novos corações. De lá pra cá, os números só crescem. Apenas neste ano, já foram realizados 20 transplantes de coração.
Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), no primeiro semestre deste ano, o Ceará ficou em segundo lugar no número de transplantes de coração no ranking nacional por milhão da população. Quando o órgão é o fígado, o Ceará assume a primeira posição, e no caso do pulmão, a terceira.
Esperança
20 transplantes de coração foram realizados, apenas neste ano, no Ceará. O Estado já conseguiu efetuar 285 procedimentos do tipo desde 1998
Ceará é o 2º do País em doadores efetivos
De
acordo com dados da Central de Transplantes do Ceará, nos últimos dez
anos, a quantidade de doadores aumentou 319%. Esse número expressivo
colaborou para que o Estado fosse classificado como o segundo do País
com relação a doadores efetivos por milhão de habitantes (20,8), no
primeiro semestre de 2012. O primeiro do ranking foi Santa Catarina, que
apresentou 26,6 doadores efetivos.
De janeiro a agosto deste ano, foram realizados 812 procedimentos. No Ceará, o fígado é o destaque entre os órgãos transplantados no primeiro semestre, com 19,4 procedimentos por milhão de habitantes, o que o faz assumir a primeira posição no Brasil. Em números absolutos, o Ceará é o segundo do País em transplantes de fígado, com 82 realizados. De janeiro até 29 de agosto, foram 110 transplantes.
De janeiro a agosto deste ano, foram realizados 812 procedimentos. No Ceará, o fígado é o destaque entre os órgãos transplantados no primeiro semestre, com 19,4 procedimentos por milhão de habitantes, o que o faz assumir a primeira posição no Brasil. Em números absolutos, o Ceará é o segundo do País em transplantes de fígado, com 82 realizados. De janeiro até 29 de agosto, foram 110 transplantes.
Doe de Coração
Em
2008.Com
papel decisivo no aumento dos transplantes no Estado, a Campanha Doe de
Coração, da Fundação Edson Queiroz, completa dez anos neste mês.
Setembro é mesmo época de comemorações para o Ceará, que está em segundo
lugar no ranking dos Estados com maior crescimento no número de
doações, e para a menina Nívia, que faz 12 anos no dia 21 e está viva
porque conseguiu um novo órgão graças à solidariedade dos pais de um
menino de 12 anos, que decidiram doar o órgão para que ela continuasse a
viver, em 2004.
A campanha Doe de Coração foi lançada em 2003, quando a Fundação Edson Queiroz começou uma ação efetiva de conscientização, realizada, anualmente, por meio da veiculação de peças publicitárias nos principais meios de comunicação, como TV, jornal, rádio e internet. A iniciativa sensibiliza milhares de pessoas e foi reconhecida pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), com o prêmio Amigo do Doador concedido à Fundação Edson Queiroz.
A campanha Doe de Coração foi lançada em 2003, quando a Fundação Edson Queiroz começou uma ação efetiva de conscientização, realizada, anualmente, por meio da veiculação de peças publicitárias nos principais meios de comunicação, como TV, jornal, rádio e internet. A iniciativa sensibiliza milhares de pessoas e foi reconhecida pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), com o prêmio Amigo do Doador concedido à Fundação Edson Queiroz.
KELLY GARCIA
REPÓRTER
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1177259
terça-feira, 21 de agosto de 2012
ATX-BA - Hepatite C em números - Qual é o verdadeiro?
21/08/2012
Hepatite C em números - Qual é o verdadeiro?
Os números oficiais de casos de hepatite C, notificados e confirmados, que se encontram no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net - do Ministério da Saúde são três vezes superiores aos divulgados, também de forma oficial, no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais. Quem esta divulgando o número correto de casos de hepatite C?
Conforme o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais divulgado em 25 de julho de 2012, o total de Casos de Hepatite C notificados entre os anos de 1999 e 2010 totalizam 82.041 casos. Nesse Boletim Epidemiológico é informado na página 12 que esses são os casos confirmados, especificando que são aqueles que apresentaram resultados anti-HCV e HCV-RNA reagentes, entre 1999 e 2010. Já o total de casos de hepatite C confirmados pelo SINAN entre os anos de 2001 e 2010 foi de 241.972 casos, especificando que são casos confirmados por apresentar resultados anti-HCV reagente, não sendo exigida a realização do HCV-RNA. O SINAN informa os seguintes casos confirmados a cada ano: 2001 - 5.133
2002 - 6.257
2003 - 8.951
2004 - 14.463
2005 - 16.657
2006 - 16.725
2007 - 41.992
2008 - 43.344
2009 - 47.482
2010 - 40.668
Total: 241.972
Aparentemente não existe qualquer explicação para a diferença de 160.000 casos de hepatite C entre os dados do SINAN e os da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais, ambos departamentos do Ministério da Saúde.
Para abrir a discussão pergunto se é necessário que todos os indivíduos com resultado anti-HCV reagente tenham que realizar o HCV-RNA para serem considerados como infectados com hepatite C e assim serem incluídos no Boletim Epidemiológico? A exigência dessa confirmação não está ocultando o real número de infectados diagnosticados?
É amplamente conhecido e aceito pela comunidade científica internacional que aproximadamente 85% dos indivíduos com resultado anti-HCV estão cronicamente infectados com hepatite C, portanto o HCV-RNA será reagente. Assim, 85% dos 241.972 casos anti-HCV deveriam ser confirmados se todos tivessem realizado o HCV-RNA e, então o número de infectados que deveria constar no Boletim Epidemiológico seria de aproximadamente 200.000 casos e não, como colocado erradamente de tão somente 83.041 casos.
Se o objetivo do número constante no Boletim Epidemiológico é demonstrar que os infectados diagnosticados recebem tratamento no SUS o número informado é perfeito para tal finalidade, pois por ele se mostra que praticamente todos os infectados recebem tratamento no SUS, mas pelo número real de casos reagentes mostrado pelo SINAN a equação fica diferente, pois somente 30% dos diagnosticados teriam recebido tratamento no SUS no período de 10 anos. Sempre denunciamos que a hepatite C por permanecer oculta não recebe a necessária atenção do governo federal e essa "tesourada" no real número de casos diagnosticados parece ser mais uma das armas utilizadas para esconder a hepatite C da população. Ao não aparecer nas estatísticas e divulgações oficiais como uma epidemia que atinge um grande número de indivíduos, por existir um critério como a obrigatoriedade da exigência da realização do HCV-RNA, a hepatite C continuará oculta. Conhecida é a dificuldade de se conseguir realizar o HCV-RNA, pior ainda, pois fica evidente que não existe uma busca ativa dos indivíduos que realizaram o anti-HCV com resultado reagente, os quais não estão sendo encaminhados para realizar o HCV-RNA.
Devido a tal procedimento burocrático (ou suspeitosamente proposital?) nos encontramos ante o dramático quadro com mais de 120.000 infectados com hepatite C que apesar de positivos estão desassistidos e excluídos do sistema de saúde, sem receber o necessário atendimento médico.
Com qual dos dois dados devemos trabalhar para conhecer a realidade dos casos de hepatite C diagnosticados no Brasil. Devemos nos guiar com a realidade mostrada pelo SINAN aplicando-se os 85% ou com o do Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais que pela exigência de um teste difícil de realizar na rede pública, oculta 65% dos casos diagnosticados? Fonte dos dados:
Relatório SINAN: http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/
Boletim Epidemiológico: http://www.aids.gov.br/publicacao/2012/boletim_epidemiologico_de_hepatites_virais_2012
Os números oficiais de casos de hepatite C, notificados e confirmados, que se encontram no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net - do Ministério da Saúde são três vezes superiores aos divulgados, também de forma oficial, no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais. Quem esta divulgando o número correto de casos de hepatite C?
Conforme o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais divulgado em 25 de julho de 2012, o total de Casos de Hepatite C notificados entre os anos de 1999 e 2010 totalizam 82.041 casos. Nesse Boletim Epidemiológico é informado na página 12 que esses são os casos confirmados, especificando que são aqueles que apresentaram resultados anti-HCV e HCV-RNA reagentes, entre 1999 e 2010. Já o total de casos de hepatite C confirmados pelo SINAN entre os anos de 2001 e 2010 foi de 241.972 casos, especificando que são casos confirmados por apresentar resultados anti-HCV reagente, não sendo exigida a realização do HCV-RNA. O SINAN informa os seguintes casos confirmados a cada ano: 2001 - 5.133
2002 - 6.257
2003 - 8.951
2004 - 14.463
2005 - 16.657
2006 - 16.725
2007 - 41.992
2008 - 43.344
2009 - 47.482
2010 - 40.668
Total: 241.972
Aparentemente não existe qualquer explicação para a diferença de 160.000 casos de hepatite C entre os dados do SINAN e os da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais, ambos departamentos do Ministério da Saúde.
Para abrir a discussão pergunto se é necessário que todos os indivíduos com resultado anti-HCV reagente tenham que realizar o HCV-RNA para serem considerados como infectados com hepatite C e assim serem incluídos no Boletim Epidemiológico? A exigência dessa confirmação não está ocultando o real número de infectados diagnosticados?
É amplamente conhecido e aceito pela comunidade científica internacional que aproximadamente 85% dos indivíduos com resultado anti-HCV estão cronicamente infectados com hepatite C, portanto o HCV-RNA será reagente. Assim, 85% dos 241.972 casos anti-HCV deveriam ser confirmados se todos tivessem realizado o HCV-RNA e, então o número de infectados que deveria constar no Boletim Epidemiológico seria de aproximadamente 200.000 casos e não, como colocado erradamente de tão somente 83.041 casos.
Se o objetivo do número constante no Boletim Epidemiológico é demonstrar que os infectados diagnosticados recebem tratamento no SUS o número informado é perfeito para tal finalidade, pois por ele se mostra que praticamente todos os infectados recebem tratamento no SUS, mas pelo número real de casos reagentes mostrado pelo SINAN a equação fica diferente, pois somente 30% dos diagnosticados teriam recebido tratamento no SUS no período de 10 anos. Sempre denunciamos que a hepatite C por permanecer oculta não recebe a necessária atenção do governo federal e essa "tesourada" no real número de casos diagnosticados parece ser mais uma das armas utilizadas para esconder a hepatite C da população. Ao não aparecer nas estatísticas e divulgações oficiais como uma epidemia que atinge um grande número de indivíduos, por existir um critério como a obrigatoriedade da exigência da realização do HCV-RNA, a hepatite C continuará oculta. Conhecida é a dificuldade de se conseguir realizar o HCV-RNA, pior ainda, pois fica evidente que não existe uma busca ativa dos indivíduos que realizaram o anti-HCV com resultado reagente, os quais não estão sendo encaminhados para realizar o HCV-RNA.
Devido a tal procedimento burocrático (ou suspeitosamente proposital?) nos encontramos ante o dramático quadro com mais de 120.000 infectados com hepatite C que apesar de positivos estão desassistidos e excluídos do sistema de saúde, sem receber o necessário atendimento médico.
Com qual dos dois dados devemos trabalhar para conhecer a realidade dos casos de hepatite C diagnosticados no Brasil. Devemos nos guiar com a realidade mostrada pelo SINAN aplicando-se os 85% ou com o do Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de AIDS, DST e Hepatites Virais que pela exigência de um teste difícil de realizar na rede pública, oculta 65% dos casos diagnosticados? Fonte dos dados:
Relatório SINAN: http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/
Boletim Epidemiológico: http://www.aids.gov.br/publicacao/2012/boletim_epidemiologico_de_hepatites_virais_2012
Assinar:
Postagens (Atom)