28.02.2012
Hoje é dia mundial de doação de medula óssea , doe salve vidas.
Passo a passo para se tornar um doador
- Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos
com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de
ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
- Os doadores preenchem um formulário
com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para
testes. Estes testes determinam as características genéticas que são
necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
- Os dados pessoais e os resultados dos
testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o
cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um
transplante.
- Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
- Tudo seria muito simples e fácil, se
não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do
receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de
UMA EM CEM MIL!
- Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea,
cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente
necessita de transplante e não possui um doador na família, esse
cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será
convidado a fazer a doação.
- Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
- A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
- É muito importante que sejam mantidos
atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do
doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta preencher este
formulário.
Caso você decida doar1.
Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado
geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).
2. Onde e quando doarÉ possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o
INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores
voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e
aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 3207-1064.
3. Como é feita a doaçãoSerá retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.
Seu sangue será tipificado por exame de
histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para
identificar suas características genéticas que podem influenciar no
transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.
Seus dados serão cruzados com os dos
pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se
você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão
necessários.
Se a compatibilidade for confirmada,
você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu
atual estado de saúde será avaliado.
A doação é um procedimento que se faz
em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer
internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a
doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode
ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente,
os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira
semana.
ImportanteUm doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, preencha este formulário.
O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.
O que é medula óssea?
É
um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo
conhecida popularmente por 'tutano'. Na medula óssea são produzidos os
componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos
(glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio
dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico
das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os
agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos
defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do
sangue.Qual a diferença entre medula óssea e medula espinhal?
Enquanto
a medula óssea, como descrito anteriormente, é um tecido líquido que
ocupa a cavidade dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido
nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função
transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.O que é transplante de medula óssea?É
um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as
células do sangue, como leucemia e linfoma. Consiste na substituição de
uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula
óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O
transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio
paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador.
O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de
medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.
Quando é necessário o transplante?
Em
doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave, Mielodisplasias e em
alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia
Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e
Linfomas, o transplante também pode ser indicado.
Anemia Aplástica:
É uma doença que se caracteriza pela falta de produção de células do
sangue na medula óssea. Apesar de não ser uma doença maligna, o
transplante surge como uma saída para 'substituir' a medula improdutiva
por uma sadia.Leucemia: É
um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos),
afetando sua função e velocidade de crescimento. Nesses casos, o
transplante é complementar aos tratamentos convencionais.
Como é o transplante para o doador?
Antes
da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames
complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há
exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A
doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de
aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com
agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se
um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não
causa qualquer comprometimento à saúde. Leia mais sobre a doação de medula.
Como é o transplante para o paciente?
Depois
de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a
própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma
transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas
progenitoras que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se
alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que
estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos,
vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas
dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios
infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no
hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e
esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas,
o paciente necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os
cuidados, os episódios de febre muito comuns. Após a recuperação da
medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime
ambulatorial, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário
ao Hospital-dia.Quais os riscos para o paciente?
A
boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estágio
da doença (diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas
condições nutricionais e clínicas, além, é claro, do doador ideal. Os
principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas
utilizadas durante o tratamento. Com a recuperação da medula, as novas
células crescem com uma nova 'memória' e, por serem células da defesa do
organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos.
Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é
relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com
medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição é rara.Quais os riscos para o doador?
Os
riscos são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de
anestesia, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea
necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, a medula óssea do
doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória
detalhada verifica as condições clínicas e cardiovasculares do doador
visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento
operatório.
O que é compatibilidade?
Para
que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total
compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será
rejeitada. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes
localizados no cromossoma 6, que devem ser iguais entre doador e
receptor. A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes
laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e
receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. Com base nas leis
de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre
irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%.
O que fazer quando não há um doador compatível?
Quando
não há um doador aparentado (geralmente um irmão ou parente próximo,
geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é fazer
uma busca nos registros de doadores voluntários, tanto no REDOME (o
Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) como nos do
exterior. No Brasil a mistura de raças dificulta a localização de
doadores compatíveis. Mas hoje já existem mais de 12 milhões de doadores
em todo o mundo. No Brasil, o REDOME tem mais de 1 milhão e 400 mil
doadores.
O que é o REDOME?
Para
reunir as informações (nome, endereço, resultados de exames,
características genéticas) de pessoas que se voluntariam a doar medula
para pacientes que precisam do transplante foi criado o Registro
Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), instalado no Instituto
Nacional de Câncer (INCA). Um sistema informatizado cruza as informações
genéticas dos doadores voluntários cadastrados no REDOME com as dos
pacientes que precisam do transplante. Quando é verificada
compatibilidade, a pessoa é convocada para realizar a doação.
Doação de Medula ÓsseaO
número de doadores voluntários tem aumentado expressivamente nos
últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil inscritos. Naquele ano,
dos transplantes de medula realizados, apenas 10% dos doadores eram
brasileiros localizados no Redome. Agora há 1,6 milhão de doadores
inscritos e o percentual subiu para 70%. O Brasil tornou-se o terceiro
maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos
registros dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3
milhões de doadores). A evolução no número de doadores deveu-se aos
investimentos e campanhas de sensibilização da população, promovidas
pelo Ministério da Saúde e órgãos vinculados, como o INCA. Essas
campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições
públicas e privadas e a sociedade em geral. Desde a criação do REDOME,
em 2000, o SUS já investiu R$ 673 milhões na identificação de doadores
para transplante de medula óssea. Os gastos crescerem 4.308,51% de 2001 a
2009.
Quantos hospitais fazem o transplante no Brasil?São
61 centros para transplantes de medula óssea e 17 para transplantes com
doadores não-aparentados: Hospital de Clínicas da Universidade Federal
de Minas Gerais, Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco,
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital
Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), INCA, Hospital das Clínicas
Porto Alegre, Casa de Saúde Santa Marcelina, Boldrini, GRAAC, Escola
Paulista de Medicina - Hospital São Paulo, Hospital de Clínicas da
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), Hospital AC Camargo,
Fundação E. J. Zerbini, Hospital de Clínicas da UNICAMP, Hospital Amaral
Carvalho, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês.
Quantos transplantes o INCA faz por mês?A
média é de dois transplantes com doadores não-aparentados. Mensalmente
são realizados sete transplantes do tipo autólogo (de uma pessoa para si
mesma) e com doador aparentado. O que a populãção pode fazer para ajudar os pacientes?Todo
mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e
gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá
procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma
entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida,
será feita a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para a tipagem de
HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).
Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que
surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez
confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O
transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em
ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de,
no mínimo, 24 horas. Saiba mais.
Importante: um
doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso
haja alguma mudança de informação, preencha este formulário.