quinta-feira, 12 de junho de 2014

ATX-BA - INFORMANDO: MP BAHIA MEDIA REGULARIZAÇÃO NO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS




Central Integrada de Comunicação Social        Classificação da Notícia: Saúde

11/06/2014 17:52:23
              Redatora: Anbar - MTbBA 690

MP media regularização no fornecimento
de medicamentos da assistência básica

A falta e/ou descontinuidade no fornecimento de medicamentos dos componentes básicos e especializados da assistência farmacêutica na Atenção Básica, que tem provocado inúmeros transtornos a pacientes e exigido, em muitos casos, a judicialização para ser assegurado o direito dessas pessoas à saúde, foi tema de um proveitoso ato público realizado no Ministério Público estadual na manhã de hoje, dia 11. Convocado pelas promotoras de Justiça Kárita Cardim e Cláudia Elpídio, que atuam na área da saúde e presidem um procedimento sobre o assunto, o evento, onde inúmeros pronunciamentos ressaltaram que são problemas de gestão dos poderes públicos que resultam na dificuldade de acesso dos medicamentos à população, foi presidido pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Cesau), promotor de Justiça Rogério Queiroz.

Participaram inúmeros pacientes e seus familiares, bem como representantes de associações como a de transplantados, das doenças de Parkinson e Alzheimer, hanseníase, AIDS, albinos e doenças reumáticas, conselhos municipais e estaduais de saúde, Associação Brasileira e Associação Baiana de Reumatologia, comissão de saúde da Ordem dos Advogados, seção Bahia, Conselho Regional de Farmácia, Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde, diretor e superintendente da assistência farmacêutica da Secretaria de Saúde estadual (Dasf) entre outros, como a apoiadora do Ministério da Saúde Joceléia Magni, que estava como observadora e foi convidada a compor a mesa. Ela acumulou anotações dos apelos e queixas para levar em sua bagagem.

Muitos depoimentos de parentes de pacientes sensibilizaram os presentes, como o de uma senhora que lamentou não ter podido levar a filha que tem problema reumatológico, já apresenta dificuldade em se locomover e está com as mãos atrofiadas, o que acredita ser por causa da descontinuidade em dos medicamentos que foram prescritos para amenizar seu sofrimento por falta nos postos médicos onde se cadastrou. “Está faltando um bom gerenciamento na estrutura da saúde no caso dos medicamentos e existe uma fila imensa para se submeter à terapia biológica” segundo o médico Mittermayer, presidente da Associação Baiana de Reumatologia e vice-presidente da entidade nacional.

Ele explica que o Estado não tem estrutura para atender casos leves que exigem a prescrição de medicamento que custa R$ 26,00, deixando que a doença se agrave e o medicamento exigido vai custar R$ 5 mil, o que está, em seu entender, exigindo mudanças. Ele considera caótica a falta de medicação em reumatologia e cita que em sua área um paciente portador de artrite reumatóide não pode ter uma parada subida da utilização de remédios, vez que isso significa um prejuízo imenso à qualidade de vida e pode provocar situações irreversíveis como a limitação de movimentos. No caso do lúpus, que afeta mulheres jovens entre 20 e 30 anos, pode matar.

Coube ao superintendente e diretor da Dasf, respectivamente Robério Barros e Lucas Andrade, explicarem como o Estado vem trabalhando. Eles foram instados pelos membros do MP a dar respostas sobre a questão que, em grande parte, segundo os mesmos, relaciona-se com as demoras nas licitações, nos preços oferecidos, o que faz faltar analgésicos nos postos e hospitais. Na reunião, foi decidido que o MP vai instar a Sesab e reativar as câmaras técnicas e vai continuar apoiando a pactuação por compra centralizada para beneficiar principalmente os municípios menores. A promotora de Justiça Cláudia Elpídio defendeu que a Dasf trace um diagnóstico de toda dificuldade que vem emperrando o acesso aos medicamentos pelos usuários e, junto com Kárita Cardim, ver formas de firmar um Termo de Compromisso em busca de soluções que possam ser construídas com uma melhor articulação entre a indústria farmacêutica, entes federados, representantes de Secretarias de Saúde e o MP, o que já entendem que foi iniciada com os debates de hoje.

Entre as sugestões apresentadas hoje, está a confecção de uma lista dos medicamentos que são distribuídos para que seja encaminhada aos municípios a fim de que eles não adquiram os remédios por preços acima do valor real, lembrando Rogério Queiroz que deve-se pagar o preço CAP que prevê um abatimento de 24% para os municípios. Mas, prossegue, há casos em que a venda ao usuário no balcão é inferior ao preço CAP. Uma recomendação será expedida por ele para que os secretários municipais de saúde estejam atentos para isso. Para o presidente do conselho estadual dos secretários municipais de Saúde Raul Molina, “o grande problema é que estamos na mão da indústria farmacêutica”. Por fatos dessa natureza é que a presidente da Associação Baiana de Parkinson e Alzheimer, Beila de Carvalho defende que as licitações possam ser acompanhadas por associações como a que preside.

Fotos: H.F. Fotografia - Cecom/MPBA
 
Parte superior do formulárioParte inferior do formulárioMinistério Público do Estado da Bahia
www.mpba.mp.br
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

ATX-BA - INFORMANDO - AUDIÊNCIA PÚBLICA - CONVITE - GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL EM DEFESA DA SAÚDE (GESAU/MPE)


O GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL EM DEFESA DA SAÚDE (GESAU) DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA CONVIDA A ATX-BA PARA PARTICIPAR DA:

AUDIÊNCIA PÚBLICA:  que abordará a falta de medicamentos dos componentes básico e especializado da Assistência Farmacêutica do Estado da Bahia.
DIA: 11 de junho de 2014 (11/06/2014 - quarta feira).
HORARIO: 08:30HS.
LOCAL: Av. Joana Angélica, nº 1312 - Nazaré - Salvador - Bahia - Auditório do Ministério Público do Estado da Bahia.


A ASSOCIAÇÃO DE PACIENTES TRANSPLANTADOS DA BAHIA
(ATX-BA) CONTA COM O COMPARECIMENTO DE  TODOS PACIENTES TRANSPLANTADOS DO ESTADO DA BAHIA, POIS,  O TEMA ABORDADO (FALTA DE MEDICAMENTOS) É DE EXTREMO INTERESSE DE TODOS.
 
 
ATX-BA.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ATX-BA - CONVITE FEIRA ECONOMIA SOLIDARIA


ASSOCIAÇÃO DE PACIENTES TRANSPLANTADOS DA BAHIA
(ATX-BA)

 
 CONVIDA VOCÊ PARA PARTICIPAR DA FEIRA ECOSOL
(ECONOMIA SOLIDARIA).
 
LOCAL: 2ª Avenida -  nº 200 –  Centro Administrativo da Bahia (CAB)  

Estacionamento da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE).

DIAS: 3, 4 e 05/06/2014 (terça, quarta e quinta)    

HORÁRIO: das 10 as 16:30 horas.  

 

VISTA ESTA CAMISA. 

            

TUDO POR UM PREÇO MUITO ESPECIAL PARA AJUDAR A ATX-BA MANTER SEUS PROJETOS ASSISTENCIAIS E ATIVIDADES DANDO QUALIDADE DE VIDA AOS TRANSPLANTADOS DA BAHIA. APROVEITE E COMPRE UM LINDO PRESENTE PARA O DIA DOS NAMORADOS.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

ATX-BA - INFORMANDO: A VOZ DO PACIENTE: PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM HEP C SEM RECEBER TRATAMENTO.


GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
Av. Copacabana, 1133 – SL. 205 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22060-001
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
e-mail: hepato@hepato.com - Internet: www.hepato.com
Telefone: (21) 4062.0852 Ramal: 5595






Pacientes diagnosticados com hepatite C no Brasil sem receber tratamento – A VOZ DO PACIENTE
C.N.Varaldo1; R.Focaccia2

1Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, Rio de Janeiro/Brasil; 2Hospital Emílio Ribas, São Paulo/Brasil.

Introdução: A percepção do Coordenador da ONG Grupo Otimismo sobre os motivos reais pelo qual os pacientes diagnosticados com hepatite C não receberam tratamento poderia em grande parte decorrer de falhas no atendimento primário de serviços de saúde públicos e/ou privados. A pesquisa buscou elementos que pudessem indicar tais falhas.
 
Objetivo: Avaliação dos motivos pelos quais pacientes diagnosticados com hepatite C não receberam tratamento.
 
Métodos: 289 indivíduos portadores de hepatite C e não tratados, associados ao Grupo Otimismo, foram contatados e convidados a responder a um questionário contendo oito perguntas dirigidas aos fins da pesquisa. Todas as respostas coletadas foram recebidas e tabuladas sem a identificação dos pacientes. Utilizou-se o Sistema Survey Monkey Enterprise®.
 
Resultados: Nem todos os pacientes pesquisados responderam a todas as respostas. As respostas foram todas espontâneas, sem maiores esclarecimentos por parte dos autores. Cerca de 32% estão em acompanhamento no sistema público de saúde – SUS e cerca de 12 % não estão sob acompanhamento clínico. Cerca de 43% dos pacientes ainda não foram tratados por falta de indicação médica (F0-F1 METAVIR). Outros 13% tiveram contra indicações de tratamento por co-morbidades ou outras condições clínicas excludentes. Sete por cento aguardam ainda o tratamento por motivos não especificados, supostamente a liberação de inibidores de proteases ou polimerases. Sete por cento alegaram que houve contra indicação por apresentar "carga viral baixa". Os demais pacientes (cerca de 30%) alegaram que "não quiseram" ou "foram desestimulados" pelo médico. Cerca de 24% preferiram aguardar medicações novas "Interferon free", porém 9% não foram informados pelo médico sobre as consequências de não iniciar o tratamento. Complementarmente, cerca de 65% dos entrevistados informaram possuir o genótipo 1 e que cerca de 60% nasceram entre 1945 e 1965 (geração "baby boomers ") utilizada nos USA com relativo sucesso para triagem sorológica da população. Cerca de 35 % tem idade inferior a 40 anos .

Conclusão:
 
1 ) A se considerar como fidedignas as respostas obtidas, houve falha médica de conduta em 7% dos casos ao utilizar a carga viral baixa como parâmetro para iniciar o tratamento da hepatite C.
 
2) Associando-se a informação, se verdadeira, de que 9% não foram informados sobre as consequências de não iniciar o tratamento, pode-se hipotizar a possibilidade de que o atendimento primário da hepatite C possa não estar sendo realizado de forma totalmente adequada. Se tanto, mereceria uma investigação mais aprofundada da questão e, eventualmente ações dos gestores de hepatites para um treinamento corretivo dos médicos que fazem atendimento primário, especialmente na rede privada.

3) Devido às respostas ter sido espontâneas, não há como afastar fatores de confusão.

4) Confirma-se mais uma vez a predominância do genótipo 1 no nosso meio.

5) O advento de nova geração de drogas "Interferon-free", tem levado médicos e pacientes a ponderar muito sobre o início do tratamento com as medicações atuais em casos clínicos que se permite aguardar algum tempo. O Estudo capta bem esse momento de transição na conduta médica.

6) Complementarmente, a pesquisa detectou um número expressivo de pacientes que nasceram entre 1945 e 1965, o que poder-se-ia recomendar aos gestores de saúde essa faixa etária como prioritária para busca ativa sorológica de portadores da hepatite C na população em geral, ainda que dados científicos recentes recomendam não descuidar dos grupos de risco também.

27 de maio de 2014
 
 
 

 
 
- Decisão própria 26,95%
- Aconselhamento do médico 73,05%

Total de 223 Comentários espontâneos, considerando somente os relevantes:  43% se encontram com fibrose F0 ou F1, sem recomendação de tratamento conforme o Protocolo do Ministério da Saúde.

30% decidiram não tratar por decisão própria ou recomendação médica para aguardar os novos medicamentos orais livres de interferon.

13% não receberam tratamento por apresentarem comorbidades ou contraindicações ao tratamento com interferon.

7% se encontram aguardando aprovação da entrega dos medicamentos pelas Secretarias da Saúde dos Estados.

7% receberam a recomendação de não tratar porque a carga viral era considerada baixa.


Sim: 76,68%
Não: 23,32%

Total de 99 Comentários espontâneos, considerando somente os relevantes:

30% não conseguiu entender a informação recebida sobre o que poderia acontecer com sua saúde casso não recebesse o tratamento.

23% decidiram não tratar e aguardar os novos tratamentos orais livres de interferon por decisão própria ou por conselho do médico.

14% ficaram com medo de morrer ao receber a informação do que poderia acontecer se não fossem tratados.

14% confiaram nas informações passadas pelo médico sobre o que poderia acontecer se não realizassem o tratamento.

10% foram informados que não necessitavam de tratamento imediato.

9% não foram informados pelo médico sobre o que poderia acontecer se não realizassem o tratamento.




Sim: 79,86%
Não: 20,14%

Total de 77 Comentários espontâneos – Sem nenhuma relevância nos dados




- F0 Nenhuma fibrose: 20,75%
- F1 (fibrose mínima): 41,49%
- F2 (fibrose moderada): 17,43%
- F3 (fibrose avançada): 5,81%
- F4 (cirrose): 5,81%
- Não sabe o resultado: 8,71%





- Genótipo 1: 64,77%
- Genótipo 2: 4,98%
- Genótipo 3: 12,10%
- Não sabe/Não lembra: 9,96%
- Não fez a genotipagem: 7,83%



- Entre 1992 e 1995: 7,42%
- Entre 1996 e 1999: 9,89%
- Entre 2000 e 2004: 22,97%
- Entre 2005 e 2009: 24,38%
- Entre 2010 e 2011: 18,37%
- Entre 2012 e 2013: 16,25%
- Não sabe ou não lembra: 0,71%
 
 

 

- Por um médico particular (pagando): 22,14%
- Por um médico do Plano de Saúde: 34,29%
- Em hospital público especializado em tratamento da hepatite: 25,00%
- Em posto ou unidade de saúde: 6,79%
- Não faço qualquer acompanhamento: 11,79%
 
 

- Antes de 1945: 4,95%
- Entre 1945 e 1965: 59,72%
- Após 1965: 35,34%



 

sábado, 24 de maio de 2014

ATX-BA - Utilidade Pública - Lançamento da Cartilha: Preconceito, Discriminação Racial e Racismo no Futebol.


Dra. Sílvia Cerqueira lança Cartilha sobre Racismo

Dra. Sílvia Cerqueira lançou a sua cartilha ” PRECONCEITO, DISCRIMINAÇÃO RACIAL E RACISMO NO FUTEBOL”, ontem  no dia 23 de maio de 2014, as 15h no Hotel Pestana.

Com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Escola Superior de Advocacia da Bahia (ESA), o lançamento da cartilha será durante o “VI Seminário Nacional de Esporte e Justiça Desportiva”.

 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ATX-BA - Transplantados estão em risco na Bahia.

Continua faltando a AZATIOPRINA 50 MG para os pacientes transplantados da Bahia, desde o dia 05.05.2014

Vários pacientes que usam esta medicação para evitar a rejeição do órgão transplantado foram na farmácia do hospital Ana Nery e não conseguiram pegar o medicamento. A explicação dada é "não tem previsão de chegar" ou a sugestão " procurem na farmácia do povo".

Não se trata do paciente ir em busca da medicação e sim que é DIREITO dele receber  pela Secretaria de Saúde de seu estado, além de que a grande maioria dos pacientes transplantados são CARENTES e não tem condições de comprar.

Medicamentos Imunossupressores


Os imunossupressores são medicamentos,
usados para evitar a rejeição do órgão transplantado.

SISTEMA IMUNE
O sistema imunológico reconhece, defende e protege o organismo contra infecções, e rejeita tudo o que é estranho. O órgão transplantado é visto pelo sistema imune como algo estranho, que não pertencente ao organismo do receptor. Para tanto, é condição sine qua non, sem a qual não pode deixar de existir, o uso dos imunossupressores, que irão adequar o sistema imunológico e evitar a rejeição do órgão.


TRATAMENTO CONTÍNUO

Para o sucesso do transplante é necessário que as medicações sejam tomadas da forma prescrita, seguindo os horários, as orientações e cuidados, em uso contínuo, ou seja, diariamente.

INDIVIDUALIZAÇÃO e ADESÃO
A dosagem deve ser exata, por isso é ajustada individualmente, conforme a necessidade de cada paciente. Ao ingerir uma quantidade maior, o seu organismo pode ficar mais susceptível às infecções e o medicamento poderá tornar-se tóxico, e ao ingerir uma quantidade menor, ou seja, abaixo do indicado, o seu organismo poderá rejeitar o órgão, acarretando na perda do transplante. No decorrer do tempo com o transplante, podem ser necessários ajustes nas doses. Fique atento se houver alteração nas doses e siga as orientações para evitar problemas e intercorrências.
Comunique ao seu médico caso a marca do medicamento fornecido pela Secretaria de Saúde mude, pois pode ser necessário acompanhamento mais rigoroso da dosagem e ajustes poderão ser necessários.

APAC
As autorizações para procedimentos de alto custo são chamadas de APAC, são os impressos para aquisição dos imunossupressores, preenchidos pelo médico. Os medicamentos são retirados em locais específicos, que são as farmácias de especialidades do sistema único de saúde - SUS, conhecidas como farmácia de alto custo. A equipe ambulatorial que realiza o acompanhamento indica a farmácia e é de responsabilidade do paciente/familiar a retirada dos medicamentos imunossupressores. É importante que a medicação seja bem controlada para que não acabe e falte no uso diário e devem ser retirados mensalmente juntamente com receituário médico.

CUIDADO COM AS MEDICAÇÕES
Para garantir a qualidade dos medicamentos e não comprometer a sua eficácia fique atendo a alguns cuidados:
- Guardar todas as medicações nas embalagens originais e em lugar fresco, sem umidade, longe do sol/calor, preferencialmente separado dos medicamentos dos outros membros da família e longe do alcance das crianças.
- Para transportar não retire as cápsulas e comprimidos das cartelas (blisters), leve sempre a cartela inteira pois a embalagem contém informações importantes do medicamento e mantém sua integridade (evite o uso de comprimidários). Lembre-se de não deixar dentro do carro exposto ao sol/calor

DICAS PARA CONTROLE E SEGURANÇA
- Procure manter um diário* com os medicamentos que faz uso e anote as doses tomadas;
*É importante lembrar-se das medicações, para isto você pode criar estratégias que irão ajudá-lo a não esquecer. Alguns pacientes utilizam diário, alarme celular ou lembretes na porta da geladeira. Crie o seu próprio e, caso esqueça ou atrase alguma dose, informe sua equipe de saúde.
- Carregue consigo a lista dos medicamentos que está tomando;
- Tome somente as medicações prescritas e autorizadas pelo seu médico e
consulte sua equipe de saúde sempre que houver necessidade de utilizar outros medicamentos, inclusive vacinas e fitoterápicos (medicamentos a base de plantas);
- Para evitar a falta de medicamentos, fique atento às reposições, principalmente nos finais de semana e antes dos feriados prolongados;
- Nunca aumentar ou diminuir a dose de uma medicação por conta própria;
- Tome as medicações nos mesmos horários, a fim de garantir regularidade nos intervalos e o nível adequado da imunossupressão; e
- Não tome os imunossupressores antes das coletas de sangue para exames laboratoriais e lembre-se de tomá-los logo após a coleta.
- Lembre-se de informar ao médico todos os sintomas que está sentido após iniciar o tratamento
- Evite exposição solar direta e utilize sempre filtro solar fator 30 ou maior e chapéu
- Atenção às alergias – informe à sua equipe de saúde caso seja alérgico a algum medicamento, alimento ou material®

TIPOS DE IMUNOSSUPRESSORES
Estas são as medicações imunossupressoras geralmente utilizadas nos transplantes:

Princípio Ativo   -   Nomes Comerciais ®

Azatioprina  -  Imuram®
Tacrolimo  - Prograf® , Tarfic® e Tacrofort®
Ciclosporina -  Sandimmum® e Sigmasporim®
Prednisona -  Meticorten®, Artinizona®, Corticorten®, Flamacorten®, Predson®, Prednax®, Prednis, Predcort® e Precortil®.
Micofenolato de Sódio  -  Myfortic®
Micofenolato Mofetil  -  Cellcept®
Everolimo  -  Certican®
Sirolimo -  Rapamune®

Em negrito os medicamentos referências.


ESQUEMA TRIPLICE
A combinação de medicamentos, geralmente em esquema tríplice, ou seja, com três imunossupressores, visa garantir melhor eficácia do tratamento, pois cada um deles tem mecanismos de ação diferentes e a combinação possibilita usar doses mais seguras, evitando eventos adversos.

ATENÇÃO
Todas as medicações, inclusive os imunossupressores podem causar eventos adversos, caso ocorra, não suspenda o uso, nem altere a dosagem, entre em contato com sua equipe de saúde para avaliação do que será necessário fazer neste caso.  SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR. EM CASO DE DÚVIDAS SOBRE MEDICAMENTOS, PROCURE ORIENTAÇÃO DO MÉDICO OU FARMACÊUTICO.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

ATX-BA - AINDA NÃO CHEGOU A AZATIOPRINA DE 50 MG PARA TRANPLANTADOS DA BAHIA.

ESTÁ FALTANDO NOVAMENTE A AZATIOPRINA PARA OS TRANSPLANTADOS DA BAHIA SEM PREVISÃO DE CHEGADA DE ACORDO A FARMÁCIA DOS HOSPITAL ANA NERI.
 
DESDE O DIA 05.05.2014 NÃO TEM AZATIOPRINA DE 50 MG PARA OS PACIENTES
TRANSPLANTADOS DA BAHIA
 
A AZATIOPRINA 50 MG É COMPRADA PELO ESTADO DA BAHIA PARA OS PACIENTES TRANSPLANTADOS SENDO DE VITAL IMPORTÂNCIA PARA QUE O ÓRGÃO TRANSPLANTADO NÃO SEJA REJEITADO.
 

EM 11  MARÇO DE 2014 A AZATIOPRINA 50 MG FALTOU PARA 800 PACIENTES TRANSPLANTADOS QUE PEGAM A MEDICAÇÃO NA FARMÁCIA DO HOSPITAL ANA NERI E NAS DIRES DO ESTADO DA BAHIA. DE ACORDO COM REPORTAGEM ABAIXO DO BA TV.



PEDIMOS RESPEITO PELA "VIDA" DE TODOS OS PACIENTES TRANSPLANTADOS DO ESTADO DA BAHIA. RESPEITO PELOS SEUS DOADORES VIVOS E/OU FALECIDOS E POR SEUS FAMILIARES QUE ACOMPANHARAM DURANTE ANOS A LUTA DESTES PACIENTES PELA VIDA.
 
SOLICITAMOS UMA RESPOSTA URGENTE DO GESTOR PUBLICO.
 
ATX-BA 



Falta remédio para pacientes transpl...
g1.globo.com
O medicamento "azatioprina" é usado para evitar a rejeição do órgão.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

ATX-BA - INFORMANDO: NOVAS EXIGÊNCIAS DA RDC 11/2014 PROIBE A REUTILIZAÇÃO DE DIALISADORES EM PORTADORES DE SOROLOGIA POSITIVA PARA HEPATITES B E C

DetalhesPublicado em Quarta, 07 Maio 2014 15:53

O Ministério da Saúde enviou resposta ao ofício da ABCDT que solicita explicações em razão das novas exigências da RDC 11/2014, principalmente em relação a fim do reuso. No ofício a entidade explica que proibir a reutilização de dialisadores em pacientes portadores de sorologia positiva para hepatites B e C, nos moldes do que já existe hoje com o HIV, determinará um aumento considerável do custo para o prestador de serviço, e mostra a preocupação da entidade para que sejam equacionados esses custos. O Ministério respondeu ao ofício e afirma que já foi feito o cálculo do impacto financeiro, porém estes valores terão que aguardar o fim do prazo estipulado no artigo 59 da RDC 11/2014. A principal preocupação hoje é o equilíbrio financeiros dos prestados e novamente foi enviado um ofício ao Ministério solicitando reajuste imediato. De acordo com o presidente da ABCDT, Dr. Hélio Vida Cassi "as clínicas precisam de pelo menos uma correção da inflação, o papel da ABCDT é continuar a pressão para que ocorra um reajuste emergencial", afirma o Dr. Hélio.

*Confira os ofícios na integra
Ofício n° 6/2014 - Consulta sobre impacto financeiro do fim do reuso.pdf
Brasília, 17 de março de 2014.

Oficio Nº 06/2014

 Ilmo.Senhor

Dr. José Eduardo Fogolin Passos

DD. Coordenador de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde

Brasília - DF

 

Prezado Senhor,

A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante - ABCDT vem à presença de Vossa Senhoria reafirmar seu apoio ao delineamento que se deu na portaria que define as linhas de cuidado do paciente com doença renal crônica, definindo de modo inovador como deverá ser feito o atendimento na clínica de diálise e nos ambulatórios em estágios pré-diálise desses pacientes.

Infelizmente ainda não há financiamento suficiente para tornar o programa sustentável. Mas o propósito da entidade é de se engajar nessa empreitada, com esperanças de num futuro próximo poder melhorar essa condição.

Um dos maiores avanços nesse processo de mudanças que constam na nova RDC/ANVISA é a proibição da reutilização de dialisadores em pacientes portadores de sorologia positiva para hepatites B e C, nos moldes do que já existe hoje com o HIV.

Como é de seu conhecimento, o descarte desses dialisadores, sem reuso, determinará um aumento considerável do custo para o prestador de serviço, daí advindo a preocupação da ABCDT em solicitar seus préstimos no sentido de que sejam equacionados esses custos. É necessário que haja uma determinação desse Ministério o mais breve possível para que o pagamento desse procedimento dialítico seja realizado também nos moldes de como é feito hoje o pagamento das diálises dos pacientes HIV positivo.

Na verdade isto já havia ficado acordado com sua assessoria na ocasião das reuniões para a confecção da nova RDC.

Assim, certos do cumprimento desses acordos, espera-se providências no sentido da readequação do pagamento desses procedimentos para que as clínicas de diálise do Brasil passem efetivamente a realizá-los em conformidade com as novas orientações da ANVISA.

Com votos de consideração e estima.

Atenciosamente,

Hélio Vida Cassi
Presidente da ABCDT

Ofício n° 127/2014 - Resposta do Ministério da Saúde ao ofício n° 6.pdf
 
FONTE:http://www.abcdt.org.br/abcdt-news/noticias/abcdt-news/abcdt-recebe-resposta-do-ministerio-e-cobra-novamente-reajuste.html
 

ATX-BA - TRANSPLANTADOS DA BAHIA PEDEM SOCORRO

HOJE (07.05.2014) AINDA NÃO CHEGOU NA FARMÁCIA DO HOSPITAL ANA NERI A AZATIOPRINA DE 50 MG PARA OS PACIENTES TRANSPLANTADOS. ESTA MEDICAÇÃO EVITA A REJEIÇÃO DO ÓRGÃO TRANSPLANTADO.
 


 
 
 

 
 
Pacientes fizeram protesto na Secretaria Estadual de Saúde.
G1 - O Portal de Notícias da Globo

terça-feira, 6 de maio de 2014

ATX-BA - TRANSPLANTADOS PEDEM SOCORRO

Esta faltando o medicamento AZATIOPRINA 50 MG para pacientes transplantados na farmácia do Hospital Ana Neri desde o dia 05.05.2014. Nesta farmácia cerca de 800 transplantados pegam esta medicação para evitar a rejeição do órgão transplantado.

 

Mais de 10 mil pessoas estão sem remédios na rede SUS da Bahia

 
05/05/2014 02:19
Pacientes fizeram protesto na Secretaria Estadual de Saúde.
   http://g1.globo.com/videos/bahia/batv/t/edicoes/v/mais-de-10-mil-pessoas-estao-sem-remedios-na-rede-sus-da-bahia/3326146/
 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

ATX-BA - URGENTE: TRANPLANTADOS DA BAHIA SEM AZATIOPRINA 50 MG PEDEM SOCORRO.

ESTÁ FALTANDO NOVAMENTE A AZATIOPRINA PARA OS TRANSPLANTADOS DA BAHIA SEM PREVISÃO DE CHEGADA DE ACORDO A FARMÁCIA DOS HOSPITAL ANA NERI.
 
ACABOU DE NOS LIGAR JOÃO MARCOS PACIENTE TRANSPLANTADO DE RIM QUE FAZ USO DESTE MEDICAMENTO PARA EVITAR A REJEIÇÃO DO RIM DOADO POR SEU IRMÃO E VÁRIOS PACIENTES TRANSPLANTADOS  QUE ESTÃO NO LOCAL A ESPERA DE UMA SOLUÇÃO.
 
A AZATIOPRINA 50 MG É COMPRADA PELO ESTADO DA BAHIA PARA OS PACIENTES TRANSPLANTADOS SENDO DE VITAL IMPORTÂNCIA PARA QUE O ÓRGÃO TRANSPLANTADO NÃO SEJA REJEITADO.
 
EM 11  MARÇO DE 2014 A AZATIOPRINA 50 MG FALTOU PARA 800 PACIENTES TRANSPLANTADOS QUE PEGAM A MEDICAÇÃO NA FARMÁCIA DO HOSPITAL ANA NERI E NAS DIRES DO ESTADO DA BAHIA. DE ACORDO COM REPORTAGEM ABAIXO DO BA TV.

PEDIMOS RESPEITO PELA "VIDA" DE TODOS OS PACIENTES TRANSPLANTADOS DO ESTADO DA BAHIA. RESPEITO PELOS SEUS DOADORES VIVOS E/OU FALECIDOS E POR SEUS FAMILIARES QUE ACOMPANHARAM DURANTE ANOS A LUTA DESTES PACIENTES PELA VIDA.
 
SOLICITAMOS UMA RESPOSTA URGENTE DO GESTOR PUBLICO.
 
ATX-BA 


Falta remédio para pacientes transpl...
g1.globo.com
O medicamento "azatioprina" é usado para evitar a rejeição do órgão.

domingo, 4 de maio de 2014

ATX-BA - Comparando efeitos adversos no tratamento do G1 da Hepatite C

EASL-2014 - Comparando os efeitos adversos no tratamento do genótipo 1 da hepatite C ao utilizar interferon peguilado + ribavirina, ou com Boceprevir ou Telaprevir

05/05/2014

A Associação Alemã de Gastroenterologistas, com a colaboração da Roche, analisou os efeitos colaterais e adversos que aconteceram no tratamento de 1.305 infectados com o genótipo 1 da hepatite C, incluindo mono infectados, co-infectados HIV/HCV e usuários de drogas injetáveis.

183 pacientes foram tratados com terapia dupla de interferon peguilado e ribavirina, 287 com terapia tripla de Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina, e 835 com terapia tripla de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina.

A cura foi obtida por 42,6% dos tratados em terapia dupla de interferon peguilado e ribavirina, por 53,3% dos que foram tratados com terapia tripla de Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina e por 59,6% dos tratados com terapia tripla de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina.

Efeitos colaterais foram relatados por 81% dos tratados em terapia dupla e por 91% dos tratados com as terapias triplas.

Efeitos adversos considerados de maior gravidade foram msuperiores na terapia tripla que na terapia dupla, acontecendo em 7,1% dos tratados com terapia dupla de interferon peguilado e ribavirina, em 13,6% dos tratados com terapia tripla de Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina e em 11,3% dos tratados com terapia tripla de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina.

Concluem os autores que a terapia tripla com Boceprevir e Telaprevir leva a um número significativamente maior de efeitos adversos considerados graves que quando comparada com o tratamento em terapia dupla de interferon peguilado e ribavirina.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
ADVERSE EVENTS AND CO-MEDICATION: A COMPARISON BETWEEN DUAL- AND TRIPLE-COMBINATION THERAPIES IN GENOTYPE 1 PATIENTS WITH CHRONIC HEPATITIS C - E. Schott, A. Schober, R. Link, B. Weber, A. Rieke5, G. Moog, U. Spengler, R. Heyne, M.-C. Jung, G. Teuber, M. Frank Doss, M. Roessle, S. Mauss, U. Alshuth, D. Hueppe - BNG Study Group - EASL-2014 - Abstract P730


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sábado, 26 de abril de 2014

ATX-BA - ACESSO E QUALIDADE DOS IMUNOSSUPRESSORES

 O objetivo é garantir a saúde dos pacientes com o uso de medicamentos de qualidade e eficácia comprovados, por meio de um processo definido e aprovado por uma instituição científico acadêmica;  isso não implica na aprovação ou desaprovação do uso de medicamentos genéricos, mas requer o cumprimento das condições legais.
 
A cobertura para os transplantes deve incluir a implementação de estratégias de saúde que garantam o acesso, qualidade, equidade, transparência e eficácia na atenção ao paciente; permitir o rápido registro na lista de espera, permanecer na lista de espera por períodos breves e oferecer a possibilidade do paciente receber um transplante com perspectiva de reinserção plena na sociedade.
 
A atividade de transplante implica em um compromisso ético do profissional, não só com o paciente, mas com a comunidade, com o seu espírito de solidariedade que torna possível a doação de um órgão comum e escasso, e também envolve a responsabilidade com o paciente que permanece na lista de espera.
 
 O Estado deve olhar para a manutenção do vínculo médico paciente no âmbito ético, que pressupõe o respeito pela dignidade e autonomia do indivíduo. Qualquer alteração ou disposição que altere o equilíbrio ameaça o bem-estar psicofísico do paciente.
 
A problemática sobre a incorporação de medicamentos imunossupressores genéricos no mercado é de grande pertinência. Esse é um debate universal e até agora não há informação bibliográfica suficiente sobre a segurança terapêutica dos imunossupressores genéricos e muito menos sobre os resultados do intercâmbio entre eles.
 
A fiscalização da qualidade do medicamento imunossupressor que o paciente recebe é obrigação ética do médico de transplante.Portanto, deve-se garantir o respeito pela prescrição feita e também devem ser dadas ao paciente todas as informações para ele poder exercer sua autonomia e tomar uma decisão livre.
 
Qualquer mudança no tratamento imunossupressor deve ser autorizada pelo paciente, por meio da assinatura do consentimento informado, legalmente previsto. Da mesma forma, deve haver um acordo sobre quem terá a responsabilidade legal pelas consequências devido à mudança na medicação.

Os imunossupressores formam uma categoria especial de medicamentos e apresentam características especiais que os tornam diferentes de outros grupos terapêuticos; são medicamentos com alto risco para a saúde, pois apresentam uma janela terapêutica reduzida e têm alto nível de variabilidade inter populacional e intraindividual.
Assim, erros na dosagem, mesmo quando pequenos podem resultar em:
 1) falta de eficácia com perda do transplante,
 2) imunossupressão excessiva acompanhada por infecções, ou
 3) efeitos indesejáveis graves devido à toxicidade peculiar do medicamento.
 
Isso resulta na grande variação da biodisponibilidade dos medicamentos imunossupressores em pacientes transplantados, significativamente maior do que em voluntários saudáveis. Consequentemente, os resultados de estudos sobre a bioequivalência farmacocinética realizados em voluntários saudáveis não podem ser extrapolados diretamente para a população, altamente heterogênea, dos pacientes transplantados.
 
Portanto, é necessária a realização de estudos clínicos sobre a eficácia e segurança dos imunossupressores genéricos que poderão fornecer provas de equivalência, ou pelo menos de não inferioridade, com relação aos imunossupressores com patentes certificadas.
 
Consideramos que há necessidade das autoridades de saúde, por meio das entidades dedicadas à regulamentação de medicamentos, submeterem os medicamentos imunossupressores genéricos para estudos de monitoração das concentrações terapêutica no soro, plasma ou no sangue de pacientes transplantados, a fim de avaliarem a variabilidade intra e inter individual das diferentes formulações  disponíveis. Além disso, estudos de farmacovigilância intensiva deverão ser iniciados visando reconhecer as variáveis que possam interferir na biodisponibilidade dos novos fármacos. 
 
Também é necessário implantar e ajustar um sistema para registrar informações e torná-lo disponível para que todos os médicos possam fornecer dados sobre os efeitos adversos, e que isso seja facilmente encontrado em páginas da web de sociedades científicas, em conjunto com as autoridades reguladoras, para facilitar o cumprimento da farmacovigilância.
 
Recomenda-se às sociedades científicas de cada país gerar um fluxo de informações sobre farmacovigilância para ser distribuído nos hospitais de transplante e nas unidades de saúde onde é feito o acompanhamento de pacientes com baixo risco imunológico. O intercâmbio entre imunossupressores inovadores e imunossupressores genéricos não é recomendável se todo o processo de verificação do efeito clínico do genérico não tiver sido realizado.
 
Pacientes pediátricos, adultos idosos e pacientes de alto risco imunológico representam grupos vulneráveis e não devem ser incluídos em qualquer protocolo de intercâmbio de drogas.
 
O argumento de aquisição de imunossupressores genéricos a preços mais baixos não é válido no âmbito dos princípios da bioética que devem ser cumpridos na atenção do paciente, tais como beneficência e não maleficência. Além disso, deve ser levado em consideração que a Farmacoeconomia não inclui apenas os custos de aquisição, mas também os custos associados com a falta de eficácia e segurança de um medicamento.

Se o uso de genéricos resultar em maior taxa de rejeição do transplante, a economia gerada pelo baixo preço do medicamento será superada pelos custos associados a uma falha terapêutica. Portanto, o uso de um imunossupressor genérico de má qualidade poderá gerar despesas adicionais. Em contraste, um imunossupressor genérico que apresenta eficácia e segurança, comparável com a do tipo inovador, mas com um custo menor, pode gerar uma economia significativa. Esse é o tipo de medicamento imunossupressor genérico que deve ser estimulado pelas autoridades regulatórias.
Finalmente, consideramos que é uma oportunidade para que as autoridades de saúde definam políticas que permitam garantir a cobertura universal do tratamento imunossupressor e que, em conjunto com as entidades reguladoras, autorizem a comercialização dos novos medicamentos genéricos, quando esses medicamentos tenham assegurado um padrão de qualidade.
 
FONTE: I FORUM DE BIOÉTICA EM TRANSPLANTE DA AMERICA LATINA E CARIBE: O DOCUMENTO DE AGUASCALIENTES.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

ATX-BA - "TODO MUNDO MERECE UMA SEGUNDA CHANCE".

Todo mundo merece uma segunda chance? Empresa lança ação incentivando doação de órgãos

Com cenas chocantes mostrando "quase acidentes", a Propeg promove a ideia de doar órgãos como segunda chance

Redação, Administradores.com.br,
    
Reprodução / Youtube
O filme mostra acidentes nos quais a pessoa parece ter se prejudicado muito, mas na verdade saiu ilesa
Com cenas chocantes e reais de acidentes, a campanha feita pela Propeg para a ATX - Associação de Pacientes Transplantados da Bahia traz pessoas que sofrem acidentes graves e parecem não terem sobrevivido, mas que acabam saindo ilesas, como se a vida tivesse lhes dado uma segunda chance. A ação é intitulada “Almost” (“quase”, em tradução livre).

O filme, que tem como conceito “Dê uma segunda chance”, faz uma associação com as pessoas que estão nas filas de transplantes e mostra que, quando nos tornamos doadores, podemos dar uma segunda chance a alguém. Atualmente, cerca de quatro mil pessoas esperam por um transplante no estado da Bahia e qualquer pessoa pode se declarar doadora de órgãos, basta avisar a família.

O comercial estreia em breve na TV aberta e tem versões para a veiculação para internet. Confira: 
 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ATX-BA - Informando: Preços dos novos medicamentos orais para HEPATITE C.

Falando do preço dos novos medicamentos orais para hepatite C - EASL 2014

15/04/2014

O preço do primeiro medicamento aprovado nos Estados Unidos de 84.000.- dólares apavoraram governos, médicos e pacientes, mas passados poucos meses já se observa que tal preço não será único no mundo e, também, não será referencia para os outros novos medicamentos orais, livres de interferon, que estarão chegando nos próximos meses.

A guerra comercial com a chegada de outros medicamentos já começou. Em julho o FDA deverá aprovar a combinação da Gilead de Sofosbuvir com Ledipasvir, em agosto a EMEA deverá aprovar a combinação da Bristol-Myers Squibb de Assunapravir com Daclastavir e aproximadamente no final do ano Abbvie deverá ter a aprovação de seus tratamentos orais, isso sem contar que outras empresas deverão chegar ao mercado em 2015. Todas elas com tratamentos orais, sem interferon, e com duração entre 8 e 12 semanas (em alguns poucos casos chegando as 24 semanas de tratamento) e atendendo todos os genotipos, graus de fibrose e cirrose, co-infectados e inclusive já em estudos avançados de transplantados.

Em curto espaço de tempo teremos umas quatro ou cinco empresas farmacêuticas com medicamentos compatíveis lutando pelos mesmos pacientes que por enquanto não são os 170 milhões de infectados que tanto se fala, pois a grande maioria ainda não foi diagnosticada, por tanto, não poderão receber medicamentos. Diagnosticar entre 50% e 70% dos infectados poderá levar sete anos aproximadamente, isso se forem deflagradas grandes campanhas de alerta e diagnostico.

Durante o congresso de Londres ficou muito claro que o preço de cada medicamento será diferente para cada país. Países com compra centralizada, como é o caso do Brasil, terão maior poder de barganha já que se o governo compra somente um dos medicamentos para os outros quedará somente o mercado privado, que é mínimo. Países onde as diferentes regiões compram separadamente perderão o poder de negociar preços devido a quantidades pequenas de medicamentos adquiridos. Países com maiores recursos pagarão mais caro que países mais pobres.

Isso vai levar a oferecer preços atrativos para cada empresa tentar dominar regiões do mundo. Estimo que já em 2015 o custo do tratamento com os medicamentos orais seja igual ou inferior que o tratamento atual com interferon peguilado e ribavirina, consequentemente muitas vezes menor que com os inibidores de proteases boceprevir e telaprevir. Todos os tratamentos que necessitam do interferon peguilado injetável serão paulatinamente abandonados, em alguns países rapidamente em outros poderão sobreviver por algum período mais longo, dependendo da vontade política e da pressão da sociedade civil.

Correu um rumor durante o congresso, em conversas reservadas, que a Gilead deverá ter uma política de preços específica, chamada de "compassiva", para Índia, Egito e Brasil, garantindo o acesso a Sofosbuvir/Ledipasvir, mas como tudo rumor foi impossível de confirmar com os executivos de Gilead. Em Egito o acordo já foi assinado e serão ofertados em cinco anos 1 milhão de tratamentos ao custo de 330.- dólares mensais, um desconto de 99% sobre o preço dos Estados Unidos.

A ideia de lutar por quebra de patentes, licenciamento compulsório ou transferência de tecnologias já nasceu morta. A manifestação marcada na porta de congresso fracassou. Quando se transfere tecnologia ou se quebra patente o medicamento demora em chegar aos pacientes entre 2 e 3 anos, pois é necessário se preparar para fabricar, fazer o ensaio clínico de bioequivalência e registrar o medicamento nas agencias reguladoras. Como serão vários fabricantes é mais inteligente negociar reduções drásticas de preços e, se acertado um preço condicente o medicamento chega no dia seguinte aos pacientes. Porque demorar até 3 anos para ter um medicamento similar se pode ser negociado um preço para atender imediatamente os pacientes com o medicamento original?
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014