sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

ATX-BA - VIVER A VIDA E NÃO A MORTE

Está matéria é uma reflexão que revela a atual situação da violência contra a mulher.
Dra. Sílvia Cerqueira é  soteropolitana, mulher, negra e advogada. Graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador, em 1978, Silvia Nascimento Cardoso dos Santos Cerqueira, nascida em junho de 1954, se define como “militante do movimento negro e do movimento de mulheres, sempre com a missão de unir o ativismo político com o conhecimento jurídico em prol do bem comum”. Possui especialização em direitos humanos e em direito para o afrodescendente.


Viver à vida… e não à morte!          
No primeiro dia da semana resolvi alertar as minhas companheiras, companheiros e acima de tudo as ativistas do movimento de mulheres para que fiquem muito atentas ao feminicídio introduzido em horário nobre, por mais uma novela da Globo que sutilmente está disseminando no imaginário coletivo a legitimidade do cometimento do assassinato da personagem Aline , pelo  personagem César em razão da traição.
 
A trama está tão bem engendrada que a personagem encarna a menina pobre que tem a oportunidade de emprego concedida por um homem rico, profissional bem sucedido que ao se apaixonar pela funcionária se entrega a essa paixão desmedida a ponto de abandonar a família, assumindo todo o ônus inclusive de rejeição social e familiar em nome desse amor para elevar a sua amada á nível de princesa.
 
O perigo da história está exatamente nas consequências que já foram sinalizadas neste último capitulo quando o personagem insinua que fatalmente matará a amada se ficar comprovada a traição, cuja prova será produzida por outra mulher que atua como médica que na trama se coloca como auxiliar da personagem Aline, quando após descascar uma laranja sutilmente pegou a faca colocou no bolso e foi dormir.
 
A construção da trama neste particular foi milimetricamente construída no sentido de justificar o crime, basta que se veja a causação da cegueira do César, através de envenenamento, ele que era um adúltero de  logo se tornou o homem apaixonado, caseiro, presenteador, enfim um exemplo de homem apaixonado tudo com vistas a fazer com que  ela merecesse o assassinato.
 
Hoje no Brasil independentemente de se gostar ou não de novelas assisti-las ou não, de uma forma ou outra esse assassinato se deixarmos acontecer ele virá como punição apropriada e adequada para todas as mulheres que cometerem a traição e por extensão e o que é pior chancelar neste século a morte de mulheres praticadas por homens.
 
Observem as companheiras e os companheiros parceiros na luta em combate á violência doméstica contra a mulher que está trama está se desenvolvendo em um momento crítico em que estamos assistindo uma avalanche de assassinatos de mulheres praticados pelos seus parceiros acompanhadas das motivações mais banais que possam existir, inclusive a de que é “A mulher quem provoca a violência”.
 
Embora entendamos que não existe nada absolutamente nada que justifique a prática de um Homicídio, independentemente de sexo, ressalvando-se os casos estritamente previstos em lei.
Assim, companheiras ativistas mais uma vez se faz necessário nos mobilizarmos para impedir que diante dos nossos olhos esse autor com a nossa chancela venha a invadir ás nossas casas e sob a nossa chancela e aplausos nacionais reforce e legitime o assassinato de mais uma mulher que servirá de estimulo para que se deflagre assassinatos contra mulher em série no nosso país.
Autor: Sílvia Cerqueira.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ATX-BA INFORMANDO: Cura da hepatite C está mais perto graças a um novo coquetel

Cura da hepatite C está mais perto graças a um novo coquetel
Agência AFP
                   
                
     
Divulgação                     
Pelo menos 185 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C no mundo
Um novo coquetel de dois medicamentos demonstrou ser muito eficaz contra a hepatite C, segundo resultados de um teste clínico publicados nesta quarta-feira (15) revelando que esta infecção crônica do fígado estaria a ponto de ser derrotada.
A notícia é acompanhada com muito entusiasmo nos Estados Unidos, já que a hepatite C mata mais americanos do que a Aids.
Este estudo, que se concentra na combinação de dois antivirais ingeridos oralmente, o daclatasvir e o sofosbuvir, dos laboratórios farmacêuticos Bristol Myers Squibb e Gilead Sciences, mostra que a mistura dos dois supõe uma taxa de cura de 98% sem gerar efeitos colaterais significativos.
"Esta pesquisa abre caminho para tratamentos seguros, bem tolerados e eficazes para a grande maioria dos casos de hepatite C", comemorou o doutor Mark Sulkowski, diretor do Centro de Hepatites Virais da Faculdade de Medicina John Hopkins (Baltimore, Maryland, leste), e principal autor do estudo publicado na revista New England Journal of Medicine de 16 de janeiro, que foi financiado pelos dois laboratórios.
"Os medicamentos padrão contra a doença terão uma melhora considerável até o ano que vem, o que levará a avanços sem precedentes no tratamento dos doentes", prometeu.
O teste clínico de fase 2 foi realizado com 211 homens e mulheres infectados com uma das principais cepas do vírus responsável por esta infecção hepática crônica, que causa cirrose ou câncer de fígado, tornando necessário um transplante desse órgão.
O coquetel foi eficaz mesmo em pacientes de difícil tratamento, para os quais a tripla terapia convencional (telaprevir ou boceprevir, além de peginterferon e ribavirina) fracassou.
Entre os 126 participantes infectados pelo genótipo 1 do vírus da hepatite C que não receberam um tratamento prévio, 98% ficaram curados. Essa cepa é a mais frequente nos Estados Unidos.
Além disso, 98% dos 41 pacientes que ainda estavam infectados após uma tripla terapia convencional demonstraram não ter vestígio algum do vírus no sangue três meses depois do tratamento experimental.
A taxa de cura foi similar nos outros 44 participantes do estudo, infectados pelos genótipos 2 e 3 do vírus, menos comum nos Estados Unidos.
Tratamento simplificado
Os participantes tomaram de forma habitual uma combinação de 60 miligramas de daclatasvir e 400 miligramas de sofosbuvir, com ou sem ribavirina, durante um período de três a seis meses.
Um teste clínico anterior, realizado com sofosbuvir e combinado com o antiviral ribavirin, cujos resultados foram publicados em agosto de 2013, mostrou uma taxa de recuperação de 70% em doentes de hepatite C com o fígado comprometido.
Em dezembro, o FDA, aprovou a comercialização de sofosbuvir combinado com peginterferon e ribavirin para o tratamento da hepatite C, devido ao genótipo 1 e combinado unicamente com ribavirina para tratar a hepatite C de genotipo 2 e 3.
O daclatasvir ainda não foi autorizado pelo FDA.
Se a agência der luz verde à comercialização de declatasavir e outras novas moléculas eficazes contra a hepatite C, as injeções semanais tão temidas de peginterferon poderiam se tornar coisa do passado, segundo Sulkowski.
O tratamento da hepatite C também seria simplificado, passando de 18 comprimidos por dia a uma injeção semanal ou dois comprimidos diários, destacou.
Segundo dados do organismo federal dos CDCs (Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças), menos de 5% dos 3,2 milhões de americanos que sofrem de hepatite C ficram curados. Os CDC estimam também que de 50% a 75% ignoram estar infectados, frequentemente pelo uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue contaminado dos anos 70 ou 80 ou relações sexuais.
Algumas ONGs, como a Médicos do Mundo, veem uma "grande esperança" nestes medicamentos, especialmente o sofosbuvir da Gilead, mas seu alto custo (mais de 70.000 dólares para um tratamento de 12 semanas) o deixa fora do alcance da maioria dos doentes dos países em desenvolvimento. Pelo menos 185 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C no mundo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

ATX-BA - Conheça o Grupo de Estudos de Doenças Raras


                                    
Sobre mim 
                                
Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras  O GEDR como é conhecido o Grupo de Estudos de Doenças Raras existe desde janeiro de 2009 e foi oficializado com o inicio das atividades na internet em maio daquele ano com o blog HTTP://estudandoraras.blogspot.com  que já recebeu mais de 920.000 visitas.
 
 Hoje  também trabalhamos com o endereço  WWW.gedrbrasil.com.
 
Para 2012 nosso objetivo era iniciar uma caminhada para o  interior de São Paulo e desta maneira fechamos uma parceria com o Conselho Estadual de Assuntos para a Pessoa com Deficiência e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, esta parceria  possibilitou 17 seminários no interior de São Paulo atendendo 7000 pessoas e iniciando  uma consultoria independente em varias cidades do estado e de todo o pais Também em 2012  foi iniciado através do trabalho de  marketing do grupo o acesso aos direitos do paciente em parceria muito atuante  com a AFAG Associação de Familiares Amigos e Portadores de Doenças Graves  presidida pela Dra Maria Cecilia J.B.M.Oliviera, notadamente uma das maiores autoridades no acesso aos direitos dos pacientes,  que tomou a frente o trabalho dos outros estados  já consolidando ações conjuntas de rotina com a colocação de delegados em Pernambuco, Rio de Janeiro , Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe,  Piauí  e  outras que encontram-se em negociação.
 
O blog Estudandoraras  como movimento social   e a AFAG, hoje são entidades  complementares que já em 2013 organizaram  mais uma vez o Dia Mundial de Doenças Raras  em 8  estados e mais de 20 cidades, nesta edição tivemos a presença de 166 palestrantes e 5000 pessoas assistiram nossos seminários .
 
Temos uma agenda marcada de ações durante todo o ano onde  o objetivo é dar visibilidade aos pequenos grupos sejam eles oficiais e constituídos , ou apenas blogs e movimentos de ativismo social , usamos para este trabalho o "Encontro de Blogueiros e Ativitas de Saúde " em parceria com o Grupo Encontrar com duas edições uma em São Paulo  e outra em Gramado -RGS Trabalhamos  enfim para todos os públicos, leigos (com seminários e ações sociais) , cientistas (realizando congressos e esperiencias vencedoras como o estudo e aplicação de tratamento de reposição de Cobre em paciente dom doença de Menkes um projeto que abraçamos em parceria com a entidade "Um minuto pela vida",  Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto e grupos de pesquisa em farmácia e medicina ) , governos (participamos do conselho estadual para assuntos da pessoa com deficiência de São Paulo), estudantes( somos idealizadores e realizadores do Primeiro Curso de Doenças Raras para alunos de Psicologia em parceria coma universidade UNIP de Santos-SP com um no de duração) e pacientes (foram realizadas mais de 40 visitas a centros de hemodiálise onde profissionais da APARTESP (Associação de Pacientes de Anomalias renais e Transplantados do Estado de São Paulo) foram treinados sobre anomalias renais, projeto que vai durar todo o ano de 2014 em todo o Brasil ), além de participações em congressos,  feiras e eventos de terceiros como convidados e expositores.  
 
 Um novo caminho se abre para o GEDR  também na área  governamental federal e de educação, no primeiro caso  nosso grupo foi signatário do documento que fará parte da organização das políticas publicas do Ministério da Saúde para doenças raras.
 
 MARCOS ANTONIO TEIXEIRA HTTP://estudandoraras.blogspot.com
 WWW.gedrbrasil.com Estudandoraras@hotmail.com  marcos@afag.org.br http://www.facebook.com/estudandoraras?ref=tn_tnmn 11 3983-6852  11 982138388     

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ATX-BA INFORMANDO - FILA ZERO E NOVOS TIPOS DE TRANSPLANTES

Transplantes 07/01/2014

45% das famílias vetam doação

Índice é considerado elevado, mas é o menor do Nordeste e figura entre os mais baixos do País. Especialistas atribuem cenário à falta de esclarecimento popular. Até o fim do ano, Governo pretende ampliar rede, ofertando dois novos tipos de transplante
   
 
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Bruno de Castro brunobrito@opovo.com.br
FÁBIO LIMA
Lisiane Paiva coordena a captação de órgãos no IJF, onde a taxa de recusa de familiares cujo paciente tenha morte encefálica diagnosticada chega a apenas 10%
 

É a repulsa da violação do corpo. É alguma convicção pessoal atrelada a questão religiosa. É a esperança de ainda haver vida ou chance, mesmo que mínima, de reversão do quadro. É a ignorância sobre o procedimento de captação dos órgãos e tecidos. De um tudo vira justificativa para as famílias de pacientes potenciais doadores não autorizarem a doação. E, assim, o índice de recusa dos parentes ao procedimento chega a 45% no Ceará.

O dado consta no Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), uma publicação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), e corresponde ao período entre janeiro e setembro do ano passado. “Muitas famílias, pela incompreensão da morte encefálica, acham que o paciente está vivo porque o coração ainda está batendo. Quando esclarecemos que a morte encefálica equivale à morte da pessoa, muitos entendem. Mas muitos ainda não. Se a gente diminuir essa taxa de recusa, vamos aumentar mais ainda os transplantes”, diz a coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Barbosa. Em 2013, 1.361 transplantes foram realizados no Estado. Um crescimento de 686% desde 1998.

Apesar de considerada alta pelo próprio Governo do Estado, a estatística de 45% de veto à doação das famílias abordadas por profissionais nos hospitais cearenses é a menor do Nordeste. Da região, o Ceará é também o estado que mais realizou entrevistas com os parentes dos potenciais doadores (262).

O percentual local é menor que o índice nacional de recusa (de 47%). Mas bem acima do registrado em países como a Espanha, onde apenas 10% das famílias não autorizam a doação. “Os transplantes só ocorrerão se a sociedade disser sim. E a sociedade cearense é solidária. Se ela for esclarecida, ela é solidária”, acrescenta Eliana Barbosa.

O coordenador da equipe de transplantes de coração do Hospital de Messejana, João Davi de Souza Neto, acredita que o Ceará avançou muito nos últimos anos no tocante à sensibilização das famílias, seja com a realização de campanhas educativas ou com a melhor capacitação do corpo funcional do setor da saúde.

Ele defende maior constância nas campanhas. “A recusa é uma barreira que passa muito pela educação da população. E isso é uma coisa gradativa. Não vai mudar de um dia pro outro”. E pondera. “Sem a recusa familiar, o número de transplantes seria muito maior. Mas existe outro fator impeditivo: a manutenção dos órgãos. A partir do momento em que o doente tem morte encefálica, é preciso conservar. Depois da morte encefálica, as funções começam a deteriorar. Esse ano, perdemos vários corações. Ou porque os doadores já tinham problemas cardíacos ou porque começaram a ter problemas por não terem sido bem mantidos. Mas isso também é devido à superlotação das UTIs e emergências, que faz com que não se tenha a estrutura adequada para a manutenção”, diz João Davi.

A coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Instituto Doutor José Frota (IJF), Lisiane Paiva, classifica como fundamental para a recusa não acontecer o trabalho de acompanhamento interdisciplinar junto à família enquanto o diagnóstico de morte encefálica definitivo não sai.

Por lei, ele só é emitido após três exames que podem demorar até 12 horas. “Pesa muito a falta de consenso familiar. Para o paciente ser doador, a família tem que ser toda a favor. Se o paciente tiver dez irmãos e um não for, a gente não aceita. A gente não quer que a família se desagregue nesse momento. A gente sempre diz que não convence ninguém a doar. A gente dá a possibilidade à família de ser generosa”, sintetiza Lisiane.
 
Saiba mais
 
A doação
No caso da chamada “morte coração parado”, a família do paciente é comunicada do óbito e imediatamente abordada por profissionais do hospital sobre a possibilidade da doação. Neste caso, somente a córnea pode ser doada.
No caso da chamada “morte encefálica”, a família do paciente só é comunicada do falecimento após a realização de três exames que atestem a morte do paciente. Esses procedimentos duram cerca de 12 horas. Neste caso, pode ocorrer a chamada doação múltipla.
 
Em ambos os casos, se a família autorizar a doação, um responsável legal pelo paciente assina um termo de responsabilidade pela retirada do(s) órgão(s) e tecido(s). Para ser doador, o paciente precisa encaixar-se num perfil, que considera principalmente idade, tipo/gravidade da doença que o levou a óbito e estado dos órgãos e tecidos.

De imediato, uma equipe transplantadora é acionada para a retirada do(s) órgão(s) e tecido(s). Os pacientes que receberão esses órgãos e tecidos são definidos pela Central de Transplantes, considerando critérios de fila de espera e urgência do caso.
 
Para Lisiane Paiva, o mito em torno da morte encefálica diminui a cada ano. “O Ceará está bem no cenário nacional graças à solidariedade do nosso povo. E o nosso trabalho é gratificante”.
 
Multimídia
Registro de Transplantes
http://bit.ly/1hqvREx

sábado, 28 de dezembro de 2013

ATX-BA - INFORMANDO: Ceará bate recorde em transplantes de órgãos.

Ceará registra novo recorde de transplantes de órgãos
27.12.2013
 
A expectativa é que esses números subam no próximo ano devido aos transplantes de medula óssea e de osso
Antes mesmo da chegada do fim do ano, o Ceará já estabeleceu um novo recorde de transplantes de órgãos e tecidos. Até ontem, de acordo com a Central de Transplantes do Estado, 1.308 procedimentos foram realizados, superando o antigo recorde, de 2011, quando aconteceram 1.295 cirurgias.

Até ontem, 1.308 procedimentos foram realizados, superando o antigo recorde, registrado em 2011, quando aconteceram 1.295 cirurgias foto: Rodrigo carvalho


Já ocorreram, em 2013, 260 transplantes de rim, dez de rim/pâncreas, 29 de coração, 192 de fígado, oito de pulmão, 51 de medula óssea, nove de valva cardíaca, 721 de córnea, 27 de esclera e um de osso.

Também foram feitos, neste ano, 19 transplantes de rins em crianças e adolescentes de 2 a 19 anos de idade. Dessa forma, o Ceará chegou perto de zerar a fila de espera nessa faixa etária. Tanto que, hoje, apenas duas crianças aguardam por um novo órgão. Em 2012, foram realizados 28 transplantes de rins em crianças e adolescentes.

O número de procedimentos no coração já chegou a 29, superando os 28 do ano passado. A maior quantidade de cirurgias, seis no total, foi realizada no mês de setembro. Para a coordenadora da Central de Transplantes, Eliana Barbosa, os números são importantes porque significam vidas salvas. “Qualquer um desses pacientes poderiam falecer enquanto esperavam pelo novo órgão. Agora, eles têm qualidade de vida”.

Atividades
Além disso, destacou Eliana, após o procedimento, os pacientes passam por uma reinserção na sociedade, pois eles podem voltar a trabalhar e realizar outras atividades que antes eram impedidas devido à doença.
A coordenadora da Central ainda destacou que, desde 1998, quando o órgão foi criado, o número de doações aumenta a cada ano. Prova disso é que o Estado é destaque, no País, em relação ao número de doadores por um milhão de habitantes. Enquanto essa média nacional é de 13, a do Ceará é 21,4.

Os cearenses também ficam em evidência, no Brasil, quando o assunto são os transplantes de coração e fígado. Em 2013, foi o Estado com maior número de procedimentos de fígado e o terceiro em transplante de coração.
Eliana fez questão de destacar que os números de transplantes podem ser ainda maiores no próximo ano. Pois, a partir do primeiro trimestre, devem começar a ser realizados os transplantes alogênicos de medula óssea – quando o paciente recebe doação de outra pessoa.

Além disso, o objetivo é aumentar a quantidade de procedimentos de osso e pele. “Com isso, todos os principais transplantes poderão ser realizados no Ceará e de forma totalmente segura”, diz a coordenadora.

Doe de Coração
Doar órgãos é um ato de solidariedade. É também quebrar barreiras do preconceito e amar anonimamente. É dar chance e alegria aos que lutam pelo recomeço de sua vida. Pensando nestes e em vários outros pontos relacionados à doação de órgãos, a Fundação Edson Queiroz lançou o movimento Doe de Coração, que fomenta a conscientização pela doação voluntária.

Neste ano, o movimento chega à sua 11ª edição. Realizada em setembro, a campanha sensibiliza a sociedade sobre a temática através de anúncios em veículos de comunicação, distribuição de cartilhas, cartazes e camisas. Há ainda a mobilização em hospitais, clínicas, escolas, no Sistema Verdes Mares, na Universidade de Fortaleza (Unifor) e em outras grandes entidades. Para a doação, é preciso que a família autorize, por isso a importância de informar aos parentes o desejo de ser um doador.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1352789

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

ATX-BA - NATAL


 NATAL
 

Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas.

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. 

É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações. 

É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui. 

Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia. 

O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.

Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.

Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes.

Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.

Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante.

Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo. 

Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos. 


 É o que desejamos para todos que tem abraçado a nossa luta pela “VIDA”.

ATX-BA.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ATX-BA - FALTA MEDICAMENTOS PARA TRANSPLANTADOS DA BAHIA


Apesar de todos os apelos que já fizemos durante vários anos ainda está faltando os medicamentos imunossupressores para os transplantados.
Isto não pode ficar se repetindo inúmeras vezes. Os transplantados não podem esperar, pois, não tomando a medicação diariamente e no horário certo podem vir a perder o órgão transplantado e em alguns casos  como o transplante de fígado, podem vir a falecer.

Lutamos pela vida e qualidade de vida. Depois de esperarmos anos em uma fila pela doação de um órgão ou tecido o mínimo que pode ser feito é termos a medicação para continuar a viver.
Em Feira de Santana (2ª DIRES) o tracolimos  de 1 MG. está faltando há cerca de dois meses.  Os pacientes que tomam 3 MG. por dia não podem fazer nada.

 Os transplantados que pegam estas medicações no interior estão vindo para Salvador desesperados a procura de uma solução. É muito triste ver o sofrimento deles e suas famílias.
QUEREMOS UM COMPROMISSO PARA QUE TAL FATO NÃO SE REPITA.


                                                          ATX-BA
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

ATX-BA - INFORMANDO: NOVOS MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO HEPATITE C

08/12/2013 - Carlos Varaldo - WWW.HEPATO.COM

Temos agora a disposição dois novos medicamentos no tratamento da hepatite C, os quais, se combinados (em utilização "off-label, isto é, ainda não aprovado pelo FDA) já permitem um tratamento totalmente oral e livre de interferon.

Apresento então, resumidamente, os resultados...
obtidos nas diversas pesquisas e ensaios clínicos que foram apresentados no Congresso Americano de Fígado, o AASLD 2013.

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1 - SOFOSBUVIR (SOVALDI®)

Eficácia do Sofosbuvir (Sovaldi®) no tratamento da hepatite C - Dados da fases 2 e 3 dos ensaios clínicos apresentados no AASLD 2013

Foi aprovado no dia 7 de dezembro pelo FDA nos Estados Unidos para ser comercializado com o nome de (Sovaldi®).

A aprovação foi dada para os seguintes esquemas de tratamento:

Genótipo 1 ou 4 - Sofosbuvir (Sovaldi®) combinado com o interferon peguilado e ribavirina - Tratamento com 12 semanas de duração.

Genótipo 2 - Sofosbuvir (Sovaldi®) combinado com ribavirina (sem interferon) - Tratamento de 12 semanas de duração.

Genótipo 3 - Sofosbuvir (Sovaldi®) combinado com ribavirina (sem interferon) - Tratamento de 24 semanas de duração.

Diversos estudos foram realizados com Sofosbuvir (Sovaldi®) e os dados finais das fases 2 e 3 apresentados durante o AASLD 2013 mostram a resposta terapêutica (possibilidade de cura) dos pacientes infectados com os genotipos 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

1 - Estudo NEUTRINO em pacientes infectados com genótipos 1, 4, 5 e 6 nunca anteriormente tratados com interferon. 327 pacientes receberam Sofosbuvir (Sovaldi®), interferon peguilado e ribavirina durante 12 semanas. A cura no total dos pacientes foi de 90%.

2 - Estudo FISSION em pacientes infectados com genótipos 2 e 3 nunca anteriormente tratados com interferon. 256 pacientes receberam sofosbuvir e ribavirina, sem interferon, durante 12 semanas.

No genótipo 2, 98% dos pacientes com fibrose F1, F2 ou F3 obtiveram a cura. Entre os cirróticos (F4) a cura foi de 80%.

No genótipo 3, 61% dos pacientes com fibrose F1, F2 ou F3 obtiveram a cura. Entre os cirróticos (F4) a cura foi de 43%.

3 - Estudo POSITRON em pacientes infectados com genótipos 2 e 3 nunca anteriormente tratados com interferon. 207 pacientes receberam Sofosbuvir (Sovaldi®) e ribavirina, sem interferon, durante 12 semanas.

No genótipo 2, a cura foi obtida por 100% dos pacientes com fibrose F0, por 95% do pacientes com fibrose F1 ou F2, por 100% dos pacientes com fibrose F3 e por 92% dos pacientes com cirrose (F4).

No genótipo 3, a cura foi obtida por 60% dos pacientes com fibrose F0, por 82% do pacientes com fibrose F1 ou F2, por 53% dos pacientes com fibrose F3 e por 38% dos pacientes com cirrose (F4).

4 - Estudo FUSION em pacientes infectados com genótipos 2 e 3 não respondedores a um tratamento anterior com interferon peguilado. 103 pacientes receberam Sofosbuvir (Sovaldi®) e ribavirina, sem interferon, durante 16 semanas.

No genótipo 2, 100% dos pacientes com fibrose F1, F2 ou F3 obtiveram a cura. Entre os cirróticos (F4) a cura foi de 78%.

No genótipo 3, a cura foi obtida por 100% dos pacientes com fibrose F0, por 75% do pacientes com fibrose F1 ou F2, por 40% dos pacientes com fibrose F3 e por 64% dos pacientes com cirrose (F4).

Todos os pacientes realizaram antes do tratamento uma biopsia ou um Fibroscan ou o teste APRI para determinar o grau de fibrose ou cirrose.

5 - Estudo LONESTAR-2 em pacientes infectados com os genotipos 2 e 3 não respondedores a um tratamento anterior com interferon e metade deles com cirroses foram tratados durante 12 semanas com Sofosbuvir (Sovaldi®), interferon peguilado e ribavirina. Os infectados com o genótipo 2 obtiveram 96% de possibilidade de cura e os infectados com o genótipo 3, 83% de possibilidade de cura.

6 - Estudo VALENCE em pacientes infectados com os genotipos 2 e 3 nunca antes tratados ou não respondedores a um tratamento anterior com interferon receberam tratamento durante 12 semanas com Sofosbuvir (Sovaldi®) e ribavirina, sem interferon se infectados com o genótipo 2 e por 24 semanas se infectados com o genótipo 3. Os infectados com o genótipo 2 obtiveram entre 88% e 100% possibilidade de cura e os infectados com o genótipo 3, entre 60% e 94% de possibilidade de cura.

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2 - SIMEPREVIR - (GALEXOS®)

Eficácia do Simeprevir (Galexos®) no tratamento da hepatite C - Dados da fases 2 e 3 dos ensaios clínicos apresentados no AASLD 2013

Uma pílula a uma vez ao dia utilizado em combinação com o interferon peguilado e ribavirina no tratamento da hepatite C.

Aprovado no Japão, Canada e Estados Unidos apresenta potencial beneficio do tratamento dos genotipos 1, 2, 4, 5 e 6 da hepatite C.

Nos estudos PILLAR e no ASPIRE obteve a cura entre 81% e 86% dos pacientes que recebiam tratamento pela primeira vez e entre 68% e 80% dos pacientes em retratamento fracassados a um tratamento anterior.

Nos estudos QUEST-1, QUEST-2 e PROMISE a cura chegou aos 80% dos pacientes tratados pela primeira vez e aos 79% dos pacientes em retratamento. Nesses estudos existiam grupos controle que receberam o tratamento tradicional de interferon peguilado e ribavirina (sem simeprevir) e a resposta alcançada foi bem menor, de somente 50% dos tratados pela primeira vez e de 37% nos sometidos a retratamento, demonstrando a superioridade na resposta ao se utilizar o simeprevir.

Entre os pacientes difíceis de tratar, os que possuíam um IL28B com resultado "TT", 61% resultaram curados e entre os cirróticos a cura chegou aos 60%. No grupo controle que foi tratado com interferon peguilado e ribavirina, sem simeprevir, a cura foi de somente 21% entre os que apresentavam um IL28B com resultado "TT" e de somente 24% entre os cirróticos, mostrando uma eficácia muito superior ao se utilizar o simeprevir.

O estudo PROMISE que foi realizado com pacientes não respondedores a um tratamento anterior com interferon peguilado e ribavirina mostra, também, que o simeprevir atua com a mesma eficácia em qualquer grau de fibrose. Entre os pacientes com fibrose F0, F1 e F2 a cura foi de 89,5%, entre os infectados com fibrose avançada (F3) a cura foi de 85,7% e entre os pacientes com cirrose (F4) a cura foi de 76,7%.

Resistencia ao Polimorfismo Q80K poderá ser um problema para alguns infectados já que estando presente diminui o efeito terapêutico do Simeprevir (Galexos®). Conforme diversos estudos esse polimorfismo atinge 34,4% dos infectados nos Estados Unidos, 6,1% dos infectados na Europa e 3,3% dos infectados da América Latina. O polimorfismo Q80K se encontra em geral nos infectados com o genótipo 1-a, sendo praticamente inexistente nos infectados com o genótipo 1-b.

Poucos efeitos adversos e colaterais foram relatados. Entre os mais comuns temos a fadiga , dor de cabeça e sintomas de gripe, sintomas esses associados ao interferon peguilado e a ribavirina. Nas primeiras 12 semanas, em estudos de fase 3, erupções cutâneas (incluindo fotossensibilidade) foram relatados em 28 % que utilizaram simeprevir, contra 20 % dos que só utilizaram somente interferon peguilado e ribavirina . O prurido também foi mais comum entre aos pacientes tratados com simeprevir (22% vs 15%), 1 % dos pacientes interromperam o tratamento por causa de uma erupção cutânea.

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3 - Combinação do sofosbuvir com o simeprevir

Ainda não aprovado pelo FDA ou por qualquer agencia reguladora, mas o estudo COSMOS que realizou um tratamento totalmente oral, sem interferon peguilado, empregando os medicamentos sofosbuvir e simeprevir obteve resultados muito animadores.

Foram selecionados quatro grupos de pacientes divididos em dois sub-grupos, sendo um deles de não respondedores a um tratamento anterior com fibrose mínima ou moderada (F0,F1 e F2) e um segundo sub-grupo com paciente nunca antes tratados ou não respondedores com fibrose elevada ou cirrose (F3 e F4).

Os resultados obtidos foram os seguintes:

1 - Tratamento de 24 semanas com sofosbuvir, simeprevir e ribavirina (sem interferon peguilado).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 79,2% de cura.

O sub-grupo de pacientes nunca antes tratados ou respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F3 ou F4 obteve 100% de cura, conforme dados provisórios da semana 4 após o final do tratamento, que ainda se encontra em acompanhamento.

2 - Tratamento de 24 semanas com sofosbuvir e simeprevir (sem interferon peguilado ou ribavirina).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 93,3% de cura.

O sub-grupo de pacientes nunca antes tratados ou respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F3 ou F4 obteve 100% de cura, conforme dados provisórios da semana 4 após o final do tratamento, que ainda se encontra em acompanhamento.

3 - Tratamento de 12 semanas com sofosbuvir, simeprevir e ribavirina (sem interferon peguilado).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 96,3% de cura.

4 - Tratamento de 12 semanas com sofosbuvir e simeprevir (sem interferon peguilado ou ribavirina).

O sub-grupo de pacientes respondedores nulos a um tratamento anterior com fibrose F0, F1 e F2 obteve 92,9% de cura.

Carlos Varaldo
www.hepato.com

ATX-BA - INFORMANDO - Programas de acesso ao SIMEPREVIR - EUA

Programas de acesso ao Simeprevir nos Estados Unidos
Um exemplo que deveria ser seguido

09/12/2013

Após a aprovação pelo FDA dos Estados Unidos do Simeprevir (OLYSIO®) a "Johnson & Johnson Patient Assistance Foundation, Inc." lança um programa de acesso ao medicamento para os pacientes que não possuem recursos financeiros suficientes e não têm cobertura médica.

A "Johnson & Johnson Patient Assistance Foundation, Inc." é uma organização independente, sem fins lucrativos, que auxilia na obtenção de medicamentos que são doados por empresas associadas da Johnson & Johnson. Janssen Therapeutics contribui realizando a doação do Simeprevir (OLYSIO®).

O programa atende somente pacientes dos Estados Unidos que não possuem cobertura médica ou que possuem planos de co-participação na compra de medicamentos. Não é valido para pacientes inscritos no Medicare ou Medicaid.

Os pacientes que desejam saber se atendem os critérios do programa para serem beneficiados devem visitar a página Web da Fundação, em
www.jjpaf.org

A ação faz parte de um programa mais abrangente de apoio aos pacientes, com informações e ferramentas para ajudar durante o tratamento com Simeprevir (OLYSIO®) desenvolvido pela Janssen Therapeutics que se encontra disponível em
www.olysio.com onde se encontram uma variedade de recursos para manter o controle do tratamento, inclusive de um aplicativo móvel, com as dosagens diárias, calendário de tratamento, e lembretes.

Lembrando que só é valido e autorizado para pacientes residentes nos Estados Unidos.
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

ATX-BA - AUDIÊNCIA PÚBLICA:atual situação do transplante na Bahia

Notícias

Debate trata doação de órgãos e tecidos para transplantes

Arimatéia promove debate na Assembleia Legislativa da Bahia
Publicado por Redação PRB em 26/09/2013 às 8h00
                
Salvador (BA) - Em celebração ao Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, que será comemorada amanhã (27), o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual José de Arimatéia (PRB), promoveu nesta terça-feira (24) uma Audiência Pública com a finalidade de discutir a atual situação do transplante no estado baiano.
“O Brasil é o segundo país no mundo em número de transplantes. Ainda assim, precisamos promover ações que ajudem a estimular as doações na tentativa de desafogar a fila de espera para transplantes e salvar vidas”, destaca Arimatéia, que instituiu no Parlamento Baiano a Semana Nacional da Doação de órgãos.
Diversas ações foram criadas para lembrar a importância do gesto, entre elas, o stand contendo todas as informações sobre doação de órgãos, além da iluminação verde instalada na entrada da Assembleia Legislativa da Bahia – cor que simboliza a Campanha – com o objetivo de sensibilizar a população baiana para a necessidade da doação. 
Segundo dados do Coordenador Estadual do Sistema de Transplante, Eraldo Salustiano Moura, atualmente na Bahia são mais de dois mil pacientes aguardando na fila de espera para transplante. “Entre elas, 1.110 pessoas aguardam um novo rim, 788 esperam por córneas e 53 estão na fila por fígado”, aponta.
Moura acredita que o aumento do número de transplantes depende de um maior entendimento da sociedade sobre o tema. Ele destacou ainda a importância de cada brasileiro estar sinalizando à família a vontade de doar, pois no Brasil a doação só é permitida mediante a autorização de parentes do primeiro e segundo grau.
Conforme relatou a presidente da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia, Márcia Chaves, uma série de questões tem atrapalhado a captação de órgãos no Estado da Bahia, como a falta de informação sobre a doação de órgãos e a negativa familiar, que já totaliza em quase 80% na Bahia.
Nessa perspectiva Márcia Chaves sugeriu uma campanha educativa institucional mensal, além da inclusão da matéria transplante na grade curricular das universidades da área de Saúde. “Além disso, precisamos de uma política direcionada para a captação e doação de órgãos e transplante e os pacientes transplantados”, reflete.
Também participaram da audiência o diretor da Rede Própria da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), José Walter Junior; diretora da Rede Própria da Gestão direta da Sesab, Ledívia Espinheira; a representante da Coordenação do Sistema de Doação de Órgãos (Coset), Simone Tapioca, além do presidente da Renal Bahia, José Vasconcelos de Freitas e diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) do segmento.
Edição Jamile Reis
Fonte e fotos: Ascom José de Arimatéia. Foto 01:
Fonte: http://www.prb10.org.br/view_integra.php?i=12835

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

ATX-BA - Dr. MEDINA recebe Comenda Medicina e Responsabilidade Social pelo CFM.

 

Como presidente da ATX-BA e em nome de nossos associados venho parabenizar o Prof. Dr. José Medina Pestana pela Comenda Zilda Arns Neumann de Medicina e Responsabilidade Social .

 

O Professor Doutor JOSÉ OSMAR MEDINA DE ABREU PESTANA, filho de Osmar de Abreu Pestana e Gilda Bertão Pestana, nasceu em no Município de Ipaussu no Estado de São Paulo.

 

Dr. José Osmar Medina Pestana Graduado pela Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 1979, dez anos depois concluía o pós-doutorado em Oxford, Inglaterra. Há dois anos, recebeu das mãos de seu orientador, Peter Morris, o título de fellow honorary do Royal College of Surgeons of England.

 

Professor titular da Disciplina de Nefrologia da Unifesp, dirigiu o Hospital São Paulo de 1993 a 1999. Presidiu a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos de 2001 a 2003, entidade que completou 20 anos em dezembro e na qual continua como presidente do Conselho Consultivo.

 

Em meio aos 15 transplantes por semana, ainda preside a Sociedade Latino Americana de Transplantes, é delegado da AMB e suplente da Comissão de Transplantes de Órgãos e Tecidos desde 2003. (JAMB/2007)

 

Ninguém de Ipaussu, no sudoeste do estado, botou fé quando José Osmar Pestana se mudou para São Paulo decidido a virar doutor. Em sua cidade, parecia sonhador demais um filho de pedreiro e costureira entrar numa disputada faculdade de medicina. Ele tinha 19 anos, e o plano que arquitetou era ambicioso mesmo: trabalharia um ano, guardaria dinheiro para o cursinho e passaria no vestibular.  Alugou um quarto de pensão e arrumou emprego de torneiro mecânico numa fábrica em Santo Amaro. Fazia engrenagens para o carro Maverick, que a Ford acabara de lançar. Pediu demissão depois de doze meses e se matriculou em um cursinho, exatamente como planejara. Por uma semelhança física com o professor de português (Antonio Medina), passou a ser chamado de Medina. A brincadeira continuou na faculdade e na residência, ambas na Escola Paulista de Medicina, atual Unifesp.

Acabou por adotar o nome, que agora estampa seu RG e o título que ele recebeu do Royal College of Surgeons, uma das mais antigas entidades médicas da Inglaterra.

Foi uma homenagem a seu trabalho à frente do setor de transplantes do Hospital do Rim e Hipertensão, na Vila Clementino, recordista mundial em número de transplantes de rim – 618 só no ano passado, mais que o dobro do total da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, número 2 da lista.

A próxima meta de Medina Pestana é ampliar o prédio de onze andares do hospital. No fim do dia, ele gosta de pendurar o jaleco e jogar bola. Treina no gramado do Jockey Club, perto do bairro onde mora, o Jardim Panorama. Uma vez por mês, muda o endereço do futebol para a Ipauçu natal. Passa o sábado como médico voluntário e, em seguida, convida os conterrâneos para uma pelada.  (Entrevista Veja São Paulo/Vejinha).

O Brasil vem desenvolvendo eficientes modelos de assistência pública para procedimentos de alto custo, acima do esperado para países em desenvolvimento. Dois bons exemplos são o atendimento a portadores de HIV e o programa de transplante de órgãos, cujas atividades foram regulamentadas pelo governo, que também custeia todo o tratamento, inclusive as drogas de uso contínuo.

Uma das principais razões do sucesso desses programas é o investimento na formação de profissionais brasileiros em programas de pós-graduação nos Estados Unidos e na Europa, nos últimos 30 anos, patrocinados por agências federais e estaduais. Após o retorno esses profissionais ocupam posições importantes em Universidades, liderando o desenvolvimento desses programas.

O Ministério da Saúde regulamenta e controla a doação de órgãos em todo o país e as Organizações de Procura de Órgãos estão geralmente vinculadas a Hospitais Universitários.

As listas de espera para transplante são organizadas regionalmente, em cada estado.

O desenho do programa de transplante renal em larga escala nasceu no Hospital do Rim e Hipertensão, fundado há sete anos (1998) como órgão suplementar do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Possui 90 leitos destinados ao tratamento da maioria das doenças renais, ocupados principalmente por transplantados.

 O programa de transplantes foi iniciado com a intenção de realizar pelo menos um transplante ao dia, sendo este objetivo ultrapassado nos últimos cinco anos.

Recentemente em solenidade presidida pelo Governador José Serra, realizada no dia 6 de Março de 2009, O Hospital do Rim de São Paulo recebeu o Prêmio de “Melhor Hospital do SUS no Estado.

Além de todas as suas atividades como médico e professor da UNIFESP Universidade Federal do Estado de São Paulo), dedica-se a promover em todo o país a cultura da Doação de Órgãos e Transplantes promovendo campanhas, cursos, palestras, debates e eventos sobre doações e transplantes para os diferentes segmentos da sociedade; sensibiliza as pessoas sobre a importância da doação de órgãos baseado nos princípios da ética e da solidariedade, seja assessorando hospitais, secretárias se saúde como vem fazendo no nosso Estado como bom baiano e agora  soteropolitano.

O médico José Medina, uma das maiores autoridades da área de nefrologia no país sempre colaborou para o crescimento dos transplantes no Estado da Bahia, seja em 2005 trazendo o Congresso Brasileiro sobre Transplantes juntamente com o Luso Brasileiro, participando de Seminários dentre eles o do Conselho Regional de Medicina (CREMEB).

Recentemente em 12 de março esteve visitando o Serviço de Nefrologia do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), unidade de referência na Bahia, pois atualmente presta consultoria à SESAB na área de doação e captação de órgãos e transplantes.

Devido a todo apoio que vem dando ao Estado da Bahia e a Cidade de Salvador onde se situa as principais Unidades de Transplantes, e por ter transplantado muitos pacientes da Bahia que necessitavam de transplante renal lhes dando vida e qualidade de vida, tê-lo como Cidadão de Salvador é uma honra para nossa cidade e somos gratos pela sua dedicação e compromisso.  (Discurso da Vereadora Eron Vasconcelos na solenidade do Título de Cidadão de Salvador/CMS)

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O III Congresso Brasileiro de Humanidades em Medicina que acontecerá entre os dias 23 e 25 de outubro, em Salvador (BA), tem como objetivo principal fomentar a aproximação e uma maior interface entre a prática médica e os diferentes campos de conhecimento, em especial os que pertencem ao campo das ciências humanas.

Outro ponto alto do encontro será a homenagem a cinco grandes nomes da medicina com o recebimento de comendas outorgadas pelo Conselho Federal (CFM) por suas relevantes contribuições ao país ao longo de suas trajetórias pessoais e profissionais.  Os homenageados deste ano são o professor Nélson Grisard, que receberá a comenda Medicina e Ensino Médico, cujo patrono é Fernando Figueira ; Wilson Oliveira Júnior, que foi agraciado com a comenda Medicina e Humanidades, que leva o nome de Mário Rigatto; João Manoel Cardoso Martins, que levará para casa a comenda Medicina, Literatura e Artes, que tem o nome de Moacyr Scliar.

As relevantes ações também fizeram o plenário do CFM aprovar a entrega da comenda Medicina e Responsabilidade Social, apadrinhada por Zilda Arns, para o médico José Osmar Medina de Abreu Pestana (2013). A homenagem ainda incluiu o nome de Ruy Laurenti, agraciado com a comenda Medicina e Saúde Pública, batizada de Sérgio Arouca.

As comendas foram honrarias criadas, em 2011 pelo plenário do CFM. O objetivo é ressaltar o desempenho ético, a competência técnica e o compromisso dos homenageados com a Medicina e com a sociedade. Todos são médicos que, em diferentes áreas de atuação, ajudaram na construção de um mundo melhor. As comendas são outorgadas sempre em outubro como parte das comemorações do Dia do Médico.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ATX-BA - CONVITE - " DIA NACIONAL DO DOADOR DE ÓRGÃOS"

CONVITE
 
A ATX-BA solicitou à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa da Bahia que fizesse uma homenagem ao "Dia Nacional do Doador de Órgãos" (27/09). Vai ser uma Audiência Pública para podermos nos expressar.
 
DIA: 24/09/2013 (próxima terça)
HORARIO: DAS 09:00 AS 12:00 HORAS
LOCAL: SALÃO ELIEL MARTINS DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA (NO CAB)

Vamos homenagear a quem nos deu a "VIDA" pela segunda vez.

Compareçam e divulguem. Levem seus familiares e doadores vivos, amigos.


Márcia Chaves
Presidente ATX-BA
 
VISTA ESTA CAMISA.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ATX-BA - INFORMANDO: ONG de combate à hepatite C faz 10 anos pedindo mais medicamentos.

7/09/2013

ONG de combate à hepatite C faz 10 anos pedindo mais medicamentos

                                                                
Ao entregar relatório de atividades, ONG "C Tem que Saber, C Tem que Curar" diz que pacientes têm dois grandes empecilhos na luta contra a doença: falta de informação e burocracias na liberação dos medicamentos.
Burocracias na liberação dos medicamentos é um dos problemas para pacientes com o virús da hepatite. Foto: OMS
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
A organização não-governamental de combate à hepatite "C Tem que Saber, C Tem que Curar" divulgou um relatório de atividades para marcar os 10 anos da entidade, comemorados neste mês de setembro.
Segundo a ONG, 300 mil pessoas com o vírus da hepatite já foram encaminhadas à rede pública de saúde para tratamento e procedimentos médicos. A maioria destes pacientes não sabia que tinha o vírus.
Prevenção e Controle
De acordo com Chico Martucci, presidente da ONG "C Tem que Saber C Tem que Curar", a hepatite é uma doença silenciosa, e os pacientes têm que estar atentos para fazer a prevenção e o controle, uma vez que o tempo é fundamental na luta contra a doença.
"Quem pertence ao grupo de risco? Aquelas pessoas que receberam o sangue até 1993. Quem compartilhou pelo menos uma vez na vida de substância lícita ou ilícita na veia. Quem vai à manicure sem levar seu estojo próprio. Quem tem antecedente de outras hepatites. Quem teve acidente com material pérfuro-cortante. Lembrando que a rota do vírus C sempre passa pelo sangue contaminado. O contato é sangue, sangue."
Prateleira
Martucci contou à Rádio ONU que os pacientes de hepatite enfrentam dois grandes empecilhos na hora de combater a doença: a falta de informação e casos de burocracia que impedem que os remédios cheguem a quem precisa, com a urgência necessária.
"Os desafios de hoje são que muitas pessoas têm o tratamento negado pelo Estado aqui no Brasil. Eles precisam da terapia tripla que é um remédio novo que chegou que são os inibidores de protease. Eles estão na prateleira do Ministério da Saúde desde fevereiro. O Ministério efetuou uma compra tem o remédio lá. Chamas-se inibidor de protease."
De acordo com a ONG, a hepatite C é uma doença que mata, na maioria dos casos, pessoas com 50 anos ou um pouco mais, que convivem com o vírus há várias décadas e não sabiam da existência do problema até as complicações começarem.
Um outro desafio é a fila do transplante no Brasil. Segundo a ONG, há quatro fígados por milhão de habitante. E 95% dos pacientes falecem à espera do fígado.
 
FONTE: Notícias e Mídia - Rádio ONU
 
A ATX-BA parabeniza a C Tem que Saber, C Tem que Curar",  na pessoa de seu presidente, Chico Matucci, pelo belo trabalho que eme desenvolvendo nestes 10 anos.
 
Márcia Chaves
Presidente ATX-BA