terça-feira, 3 de setembro de 2013

ATX-BA - " DIA 27 DE SETEMBRO "DIA NACIONAL DO DOADOR DE ÓRGÃOS".

TRIBUNA DA BAHIA

Mais de 3 mil estão na fila de transplante de órgãos na Bahia

por Kelly Cerqueira
Publicada em 03/09/2013 00:33:17
Indicado apenas quando todos os métodos convencionais de cura não apresentam resultado, o transplante de órgãos e tecidos continua lotando as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente, por falta de doadores.  Setembro é o mês nacional de incentivo à ação e, no Brasil, apenas 30% das pessoas permitem o reaproveitamento de coração, pulmão, córneas, ossos, rins, fígado, partes do corpo humano que, a depender da causa da morte, podem ser transplantadas em outras pessoas. No país 95% dos transplantes são realizados pelo SUS, divididos em unidades públicas e particulares.
 
Na Bahia, a maior fila de espera é pelo transplante de rim, assim como em todo o país. Até meados do mês de agosto, 1.110 pessoas sofriam com a espera angustiante em todo o estado, dependendo apenas da boa ação de familiares que permitissem o reaproveitamento dos rins de seus entes queridos falecidos, já que, pela lei, apenas parentes de 1º e 2º grau podem consentir a doação de órgãos e tecidos de pessoas vítimas de parada cardíaca ou morte encefálica. 
 
No caso do transplante de rins, outro fator agravante é a necessidade de compatibilidade entre os tecidos do órgão do doador e da pessoa implantada e esta é uma dos responsáveis pela enorme fila para este tipo de cirurgia, conforme informou Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab). “Este é um problema enfrentado em todo o país, não só pela falta de doadores, mas pela complexidade que envolve as condições para a realização da cirurgia”, explicou.
 
Este é o problema enfrentado pela aposentada Marenize de Jesus, que desde 2004 foi diagnosticada com insuficiência renal crônica e até hoje não conseguiu um rim compatível. Na fila de espera desde 2008, ela já foi chamada sete vezes, mas, em todas as tentativas, os rins dos doadores não foram adequados ao seu. “Nem mesmo minha família pode ajudar, já que todos têm problemas de saúde”, contou Marenize que, pela falta de órgão compatível, realiza hemodiálise três vezes por semana, sem perder a esperança de que ainda conseguirá encontrar um doador de acordo com as especificidades do seu organismo.
 
No total, mais de três mil pessoas aguardam transplantes no estado, apenas uma pequena parcela das 45 mil que passam pela mesma situação em todo o país.
 
O transplante de córneas é o mais realizado na Bahia, segundo Moura. Por se tratar de um tecido, o procedimento não depende de compatibilidade entre os doadores para a realização da cirurgia, mas ainda assim, existe uma fila com quase 800 pessoas à espera de doação. Ele explica que a retirada do tecido a ser reaproveitado deve ser feita com até seis horas após a parada cardíaca do doador. “Apenas mortes causadas por tumores no globo ocular, linfomas e leucemia impedem o aproveitamento da córnea”, continuou.
 
Um dos beneficiados com este tipo de cirurgia foi o jovem Fagner dos Santos Silva, 24 anos, que desde criança apresentava problemas nos olhos, causados por uma alergia. “Eu coçava muito os olhos e isso acabou evoluindo para uma doença chamada de ceratocone, que deixa a córnea mais fina”, explicou. Com a doença, Fagner passou a perder boa parte da visão e precisou passar pelo transplante. “Eu já havia esperado dois anos e meio em Feira de Santana e estava decidido a ir para São Paulo porque a oferta de córnea lá é maior, quando meu pai viu uma reportagem na TV falando sobre a cirurgia em Salvador. Depois daí fiquei só seis meses na fila e consegui o transplante”, contou o industriário que recebeu o tecido em Salvador, nos Hospital das Clínicas, em maio de 2012.
 
Ele diz que, embora não conheça a família do doador que permitiu que hoje ele enxergue bem, agradece todos os dias pela ação. “Eu mudei completamente meu pensamento sobre doação de órgãos. A gente só passa a ser doador, a pensar nestas coisas, quando passa por uma situação destas.”, comentou.
 
Desinformação
Para o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, o grande problema na doação de órgãos gira em torno da desinformação. “A pergunta que devemos fazer é: Se você necessitasse receber um órgão para sobreviver, aceitaria a ajuda de um estranho? Se a resposta for sim, porque não permitir a liberação dos órgãos de familiares para a salvação de muitas vidas?”, questiona o coordenador do sistema. Ele explica que muitas vezes os familiares não sabem se o parente falecido queria ou não ter seus órgãos doados e que por isso o assunto gera dúvidas.
Segundo ele, a incerteza diária enfrentada por pessoas que aguardam as longas filas é angustiante. “Elas vivem sem saber se vão ver o dia novamente, porque são casos graves, que não podem esperar por muito tempo. As pessoas que podem ajudar precisam refletir mais sobre isso”, continuou.
 
E foi pensando apenas no bem estar de quem continua lutando pela vida que o aposentado Edinho Costa Almeida, 58 anos, permitiu que os órgãos do seu filho Fabrício Soares de Almeida, que teve o diagnóstico de morte encefálica em maio do ano passado. “Se a gente não consegue manter a pessoa aqui, do nosso lado, por que não ajudar alguém que está passando por dificuldade, lutando pela vida?” questionou o aposentado, que com a permissão conseguiu ajudar quatro pessoas, através da doação do coração, fígado, rins e córneas de Fabrício.
Terceiro maior banco de medula óssea.
 
Mais rápido e fácil de fazer a doação, a retirada de parte da medula óssea, realizada apenas em pessoas vivas, também pode ajudar a salvar vidas. O transplante pode ajudar na reconstituição de outros órgãos deficientes e no tratamento de leucemia, linfomas, mielomas, entre outros problemas no sangue. Para este tipo de procedimento também é necessária a compatibilidade genética entre doador e receptor e por isso os bancos de coleta realizam inicialmente o recolhimento de 5 a 10 ml de sangue do doador para a análise de suas características genéticas. Essas informações ficam armazenadas em um banco de dados, aguardando o surgimento de demanda, e caso haja paciente compatível a espera de transplante, o doador é chamado para realizar a coleta definitiva.
 
De acordo com Eraldo, o Brasil tem o terceiro maior banco de medula óssea do mundo, perdendo apenas para os EUA e a Alemanha. “Existe um intercâmbio de medula muito forte entre os países, os bancos trocam informações e material, conforme a demanda e a compatibilidade que surgem”, afirmou.
 
Outra novidade na área de doação deste órgão é a disposição do cordão umbilical por partes das mulheres no pós parto, já que esta parte do corpo humano contém células da medula óssea. “O Hospital das Clínicas está construindo um Banco de Cordão Umbilical para que este tipo de material fique a disposição de quem precisa”, anunciou.
 
Embora algumas mães estejam optando por congelar o cordão umbilical para recorrer a ele, futuramente, caso a criança apresente algum problema de saúde e precise de tratamento com células da medula óssea, Moura diz que a doação deste material para pacientes que realmente estejam necessitando é a melhor opção. “A probabilidade de uma pessoa desenvolver um problema que dependa destas células e quase nula”, garantiu.
 
COMENTÁRIOS SOB A TEMÁTICA:
 
O estigma de uma fila de 45.000 pessoas à espera de órgãos, de acordo com dados mais recentes do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que só vão até junho de 2013.; a subnotificação no registro de captação de órgãos e tecidos; e a disparidade de cobertura regional são considerados os principais obstáculos para que o sistema funcione de forma eficiente.
 
"A média de espera, de acordo com o órgão a ser doado, varia de 5, 5 a onze anos. Muitos pacientes morrem antes disso", constata o economista Alexandre Marinho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e responsável por estudos desenvolvidos sobre a eficiência do SNT, subordinado ao Ministério da Saúde (MS)."
 
Custo-benefício: Na análise do economista Marinho, do Ipea, o elevado número de transplantes realizados no Brasil e de pacientes na lista de espera também reflete outro questionamento. "É um sinal de que as atividades de prevenção e promoção da saúde, que poderiam diminuir a necessidade de transplantes, precisam ser incrementadas", avalia. Segundo Marinho, a grande prevalência na população de doenças crônicas não transmissíveis que levam aos transplantes, como diabetes, hipertensão, hepatite e alcoolismo, deveriam estar sendo evitadas ou controladas no SUS de modo mais efetivo. "As ações deveriam ser realizadas preferencialmente na Atenção Básica (Unidades Básicas de Saúde e no Programa de Saúde da Família). Não será possível aprimorar o sistema sem melhorar o SUS, inclusive com a melhoria das emergências e das UTIs", diz o pesquisador da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do Ipea.
 
"Para o presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), e diretor do Unifesp, o médico José Osmar Medina Pestana, é preciso ainda analisar que o paciente transplantado terá condições de retornar ao mercado de trabalho e melhorar sua qualidade de vida."Diante das estatísticas que mostram o baixo nível de oferta, não há como negar que a subnotificação é grave", afirma José Osmar Medina Pestana, presidente da Sociedade Latino-Americana de Transplantes e diretor do Programa de Transplantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ao mencionar a subnotificação, Pestana quer dizer que há inúmeros casos de morte encefálica que não são notificados nos hospitais brasileiros, o que inviabiliza a doação. "Estatisticamente, nos hospitais com potencial de atendimento de urgência e emergência, de cada oito mortes encefálicas apenas uma é notificada à central de transplantes. Mas, quando a temática da doação é bem abordada com os familiares, 60% deles aceitam realizar o procedimento", diz. De acordo com Pestana, o preparo das equipes das comissões intrahospitalares é hoje o melhor caminho para a solução desse problema."
 
O SNT (SISTEMA NACIONAL DE TRANSPLANTES), entretanto, não mantém um controle de registro sistematizado desses óbitos. "Muitas vezes, descobre-se que o paciente faleceu quando ele é chamado para o transplante.O ideal seria haver softwares específicos e analistas que pesquisassem os levantamentos para apontar alternativas viáveis para melhorar a sobrevida dos pacientes", considera" afirma a ex-presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a nefrologista Maria Cristina Ribeiro de Castro. Os dados, segundo ela, seriam importantes para melhorar os procedimentos adotados para a própria fila. "O ideal seria haver softwares específicos e analistas que pesquisassem os levantamentos para apontar alternativas viáveis para melhorar a sobrevida dos pacientes".
 
O Instituto Ressoar questionou profissionais da área da saúde e representantes de organizações que apoiam pessoas que precisam ou já receberam um transplante sobre o que é necessário fazer para aumentar as doações de órgãos no país.
Márcia Chaves, presidente da ATX-BA - Associação de Pacientes Transplantados da Bahia:"Para aumentar o número de doações tanto do fígado como demais órgãos e tecidos é preciso:
- criar uma cultura sobre a doação de órgãos, abordando a temática nas escolas de ensino fundamental (como o Projeto Educar para Doar, da ATX-BA), onde o estudante levará o tema para dentro de casa, envolvendo toda a família;
- as comissões intra hospitalares de captação e doação de órgãos (de acordo com a legislação do SNT (Sistema Nacional de Transplantes), todo hospital com 80 leitos deve ter esta comissão atuante) devem abordar a família não só no momento da ME (morte encefálica), e sim, acompanhar aquela pessoa que deu entrada no hospital por causa de um trauma ou outro motivo qualquer durante seu atendimento e possível recuperação, interagindo com o médico e familiares, se interessando pelo paciente e, se for o caso dele entrar em ME, os familiares já teriam sido acompanhados e teriam tempo de entender o processo da doação de órgãos e tecidos;
- os médicos intensivistas devem notificar compulsoriamente a ME (morte encefálica) de acordo com a lei vigente. No entanto, menos de 50% o fazem, devido à falta de informação sobre a doação de órgãos;
- são necessárias campanhas institucionais falando do tema, com frequência semanal ou mensal, seja através da mídia falada ou escrita. Não adianta falar da doação de órgãos só no dia 27 de Setembro, que é o Dia Nacional do Doador de Órgãos. O transplante é uma evolução da medicina que dá vida e qualidade de vida, mas só acontece com a participação de toda sociedade.
- no caso específico da Bahia os pacientes que necessitam de transplantes de rim e fígado devem ser informados do transplante intervivos. Aqui na Bahia só é realizado o transplante intervivos de rim, mesmo assim, com muita restrição por parte das equipes médicas. O transplante de fígado só é realizado com doador falecido, porém, em outros estados, é possível doar uma parte do fígado em vida para um familiar ou não. Temos na associação diversas crianças que já receberam uma parte do fígado das mães ou pais, assim como adultos.
- o número reduzido de equipes médicas também acarreta um pequeno número de transplantes, assim como o déficit de leitos hospitalares".
 
Dr. Carlos Baia, médico hepatologista e coordenador do transplante de fígado do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini. "Ao longo dos últimos anos, várias ações foram tomadas em todo o Brasil para aumentar o número de doadores. Dentre as principais, devem ser citadas a formação/capacitação de equipes que detectam potenciais doadores e conversam com as famílias a respeito da doação. Um doador pode gerar uma nova vida para várias pessoas (dois rins, fígado, pâncreas, pulmões, coração, córneas, pele, ossos, vasos, e intestino). Uma das atitudes mais importantes é a conversa, entre as pessoas das famílias, a respeito da permissão da doação. Atualmente, cartas de motorista ou documentos de identidade com o carimbo "doador de órgãos" não tem valor legal. Pessoas que tenham sofrido acidentes com traumas graves na cabeça, ou outras situações nas quais a circulação de sangue para o cérebro foi comprometida, como derrames cerebrais extensos, podem se tornar doadores de órgãos, desde que seus familiares concordem com a doação. É uma decisão difícil, mas pode ser menos dolorosa se o assunto tiver sido conversado num outro momento".
 
Andrea Soares, gerente administrativa da APAT - Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante e presidente da Transpática - Associação Brasileira de Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas. "Pela realização de campanhas permanentes e não somente pontuais, como as realizadas durante a semana da doação de órgãos. Educar e informar a população de como se dá o processo da doação de órgãos. Muitas pessoas não consentem na doação por não saberem como funciona este processo. A maioria das pessoas não sabe a diferença entre o coma (que pode ser reversível) e a morte encefálica (que é irreversível). A maioria associa a morte à parada cardíaca e acreditam que enquanto o coração estiver batendo a pessoa ainda está viva. Desconhecem que uma pessoa em morte encefálica pode ser mantida "viva, com o coração batendo", durante algum tempo com o auxílio de máquinas e drogas.
 
Lúcia Elbern, presidente e fundadora da ViaVida. "O cerne do problema continua nos Hospitais e nas Comissões Intra-hospitalares para Captação, onde causas variadas impedem que aconteça a elevação no número de notificações e de efetivação de doador, além da falta de neurologista ou de equipamento para o diagnóstico complementar, a manutenção inadequada do doador, entrevistas inadequadas com a família e a falta de equipes para remoção.
 
O transplante é um ato médico social que depende de toda sociedade. Seja um doador de órgãos e tecidos. Informe à sua família.
 
 
 
VISTA ESTA CAMISA.
        ATX-BA
 
 

sábado, 24 de agosto de 2013

ATX-BA - INFORMANDO - ANVISA DISCUTE NORMAS PARA FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS DE DIÁLISE

Anvisa abre consulta pública sobre serviços de diálise
 
 
22 de agosto de 2013       
As normas para o funcionamento dos serviços de diálise serão discutidas pela Anvisa. Foi publicada, no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22/8), a Consulta Pública nº 36/2013, que estabelece o regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de diálise.

A nova proposta dá mais clareza aos pontos críticos de controle do processo dialítico e os itens que devem ser seguidos pelos serviços para a melhoria da segurança do processo. Para o paciente, a proposta dever representar a diminuição da incidência de hepatites virais
e outras ocorrências que possam representar risco durante o processo dialítico.
A nova resolução também pretende dar estabilidade ao regulamento, de forma que não seja necessário realizar alterações a cada mudança de parâmetro no setor. Para isso, a proposta está focada nos pontos que devem ser normatizados e não na forma como deve ser feito. Essa medida vai permitir uma facilidade para a incorporação de novas técnicas ou tecnologias que venham a ser utilizadas no processamento dialítico.
A medida também traz impactos para o SUS. A transferência de temas que estão presentes na norma atual, a RDC 154/2004, para as normas do Ministério da Saúde facilitará futuras alterações de protocolos clínicos e pactuações para a construção da rede de atenção e linha de cuidado do paciente renocardiovascular.


ContribuiçõesSugestões para a consulta pública devem ser enviadas eletronicamente, entre os dias 29 de agosto e 27 de setembro, por meio do preenchimento de formulário específico. Conheça o texto da proposta e as regras para envio de contribuições www.anvisa.gov.br
 
Imprensa/Anvisa
 
 

domingo, 18 de agosto de 2013

ATX-BA - Informando - Mudança no perfil de doadores de rins.

Mudança no perfil de doadores de rins.

Pesquisa mostra que aumentou o número de operações com órgãos de pessoas falecidas, mas que troca entre vivos diminuiu.
Publicação: 17/08/2013 00:12 Atualização: 17/08/2013 07:11
Brasília – Levantamento divulgado ontem pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) revela que a quantidade de operações desse tipo aumentou no primeiro semestre de 2013 na comparação com o mesmo período do ano passado. Nas cinco modalidades analisadas – rim, coração, fígado, pâncreas e pulmão –, o número absoluto de procedimentos subiu de 4.437 para 7.457.  Na cirurgia mais comum, a troca de rins, o estudo verificou uma mudança no perfil de doadores. De janeiro a julho, a quantidade de doadores falecidos aumentou 4,5% em relação ao mesmo período de 2012. Já o percentual de troca de rins entre pessoas vivas foi reduzido em 11,6%.

A queda tem sido registrada a cada ano, já que a pesquisa mostra que, na última década, os transplantes de rim feitos com doadores vivos diminuiu 27%. Para especialistas, o quadro se relaciona com uma sensibilização de famílias sobre a necessidade de doar órgãos de pessoas com morte cerebral, além do avanço na tecnologia que prolonga o tratamento do paciente renal e uma alteração no perfil da própria sociedade.

De acordo com o presidente da ABTO, José Medina Pestana, mais da metade das famílias de pacientes com morte cerebral concorda em fazer a doação. Há, ainda, pelo menos outros dois motivos que explicam a mudança nas características dos transplantes de rins: "As famílias estão cada vez menores, com menos filhos, então a possibilidade de ter um doador compatível diminuiu. Ao mesmo tempo, a qualidade das diálises (procedimento feito para filtrar o sangue) aumenta. Isso dá à pessoa a possibilidade de passar mais tempo esperando pelo órgão de um falecido", afirmou. Segundo ele, hoje 20 mil pacientes aguardam um doador no país. A coordenadora de transplantes no Distrito Federal, Daniela Salomão, afirma que a queda ocorre porque se tem conseguido mais doadores em morte encefálica e, por consequência, tem diminuído a necessidade de transplante intervivo (entre duas pessoas vivas).

Outros órgãos O levantamento da ABTO mostrou que a quantidade de transplantes extremamente complexos, como pulmão e fígado tiveram aumento em relação ao ano passado (veja quadro). O de pulmão, feito em apenas quatro estados, teve crescimento de 1,4%. No ano passado inteiro, foram feitos 69 procedimentos desse tipo e, neste ano, já foram realizados 42. "Nosso sistema de captação e distribuição de órgãos é muito avançado. Agora precisa haver mais eficiência e organização do projeto", afirmou o presidente da ABTO, José Medina Pestana.
FONTE: em.com.br
 
 
 

sábado, 17 de agosto de 2013

ATX-BA - INFORMANDO - C Tem Que Saber C Tem Que Curar - Hepatites

Publicado em 13/08/2013
A C Tem Que Saber C Tem Que Curar tem realizado parceria e troca de experiência com ONGs de todo o mundo. Em viagem a Portugal, Francisco Martucci visitou a ONG portuguesa SOS Hepatites, que é dirigida por Emília Rodrigues.

Miniatura

http://www.youtube.com/watch?v=gW36C53DDGc&feature=share&list=UUetgiZV-pTq4kuLrbDCEQTw

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ATX-BA - UTILIDADE PÚBLICA - Recorrer à Justiça acelera o recebimento de remédios de alto custo.

Recorrer à Justiça acelera o  recebimento de remédios de alto custo

Saber onde e para quem recorrer pode garantir o medicamento em mãos mais rapidamente.
Camila Neumam, do R7
 
Apesar de ser um direito autorizado por lei, conseguir medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nem sempre é fácil. Quem não tem condições de arcar com remédios e tratamentos pode recorrer à rede pública, mas sabe que poderá enfrentar burocracia, filas e demora.
Até porque o governo tem autonomia para negar pedidos que achar inválidos, já que também depende de repasses federais e estaduais. Diante disso, a população pode recorrer de diferentes maneiras até provar que realmente precisa do remédio. A quem e como recorrer? O R7 responde.
Para esclarecer essas questões, consultamos os advogados especialistas em Direito da Saúde, Tiago Matos Farina, diretor jurídico do Instituto Oncoguia e Vinícius de Abreu, representante jurídico da Ong Saúde Legal, que apontam dez passos necessários para conseguir os medicamentos.
Primeiro passo
Apresente o Cartão Nacional de Saúde
Para conseguir um, basta você se dirigir a qualquer posto básico de saúde e apresentar o documento de identidade e comprovante de residência. A carteirinha será feita na hora. Leve também uma cópia simples do documento.
Segundo passo
Apresente uma cópia do documento de identidade
Para todos os efeitos, leve também o exemplar original junto a uma cópia simples.
Terceiro passo
Apresente o laudo médico preenchido
O laudo médico para solicitação, avaliação e autorização de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica geralmente é fornecido e preenchido pelo próprio médico. Caso ele não forneça, peça o formulário em uma unidade de saúde e volte ao consultório para ele preencher.
O laudo detalha aspectos da doença do paciente e do tratamento, de modo a deixar clara a necessidade do uso do medicamento. Nesse relatório, o médico deve mencionar o código da doença na Classificação Internacional de Doenças e indicar seu número de cadastro no Conselho Regional de Medicina, assinar e carimbar o seu nome completo. Leve uma cópia simples junto a original.
Quarto passo Apresente a receita médica
O laudo médico não exclui a necessidade da apresentação da receita médica, que deve ser anexada junto com os demais documentos. Nela, o médico deve mencionar o nome do remédio com seu princípio ativo e o nome genérico, a quantidade necessária a ser usada por dia, semana ou mês e a indicação de comprimidos, frascos ou refis. A receita é válida somente por 30 dias. Leve uma cópia simples também.
Quinto passo Apresente uma cópia do comprovante de residência
É mais seguro levar a unidade de saúde o exemplar original junto a uma cópia simples.
Sexto passo
Vá a uma das unidades responsáveis pelos remédios de alto-custo
Informe-se na unidade de saúde onde você passou por consulta ou onde pegou o laudo médico sobre esse espaço. Somente neles você poderá fazer o pedido administrativo do remédio. Essas unidades funcionam geralmente de segunda a sexta-feira das 7h às 17h30 e aos sábados das 7h às 10h. Lá, apresente a lista de documentos listados abaixo.
Sétimo passo Peça cópia do protocolo do pedido
Ao fazer o pedido, peça uma cópia do protocolo. Isso fará toda a diferença se você não receber o medicamento. Para poder ingressar com uma ação judicial, você vai precisar do documento que comprova que houve solicitação. Feito isso, o funcionário que pegou os documentos vai iniciar um procedimento administrativo para obtenção do medicamento. Por meio de um telegrama, você saberá quando e onde – geralmente uma unidade de saúde mais próxima de sua casa – o remédio vai estar disponível. No entanto, não há prazos regulares, podendo ser entregue na hora, em dias ou em até três meses (em casos extremos).
Oitavo passo
Fazer um requerimento administrativo
Nem sempre os pedidos são aceitos, mesmo casos considerados urgentes. Quando isso acontece, o paciente pode entrar com um requerimento administrativo na Secretaria de Saúde de seu estado ou com uma ação na Justiça. O procedimento é simples: o paciente escreve uma carta informando ter determinada doença para qual o médico lhe receitou o medicamento. O pedido médico deve estar anexado ao documento.
É possível partir para uma ação judicial tão logo ocorra à negativa, mas, segundo os advogados, vale fazer o requerimento primeiro porque, além de não haver necessidade de um advogado para isso – qualquer pessoa pode fazer – o juiz pode não dar ganho de causa justamente por achar que o paciente “queimou etapas”, explica Farina.
- Muitas vezes o juiz não dá ganho de causa ao paciente alegando que não entrou anteriormente com o pedido administrativo.
Se o paciente não receber o medicamento em até 15 dias, pode entrar com medida judicial
.
Nono passo
Procure um Juizado Especial da Fazenda Pública
Qualquer pessoa pode ingressar com ações nos Juizados de forma gratuita e sem a necessidade de contratar advogado. Mas isso só é possível desde que o custo do medicamento seja de no máximo 60 salários mínimos, num período de 12 meses. Em alguns estados brasileiros, os Juizados Especiais ainda não estão em pleno funcionamento. Por isso, vale checar se já há um juizado no seu Estado de origem.
Os Juizados Especiais da Fazenda Pública foram criados para julgar causas contra Estados, Distrito Federal e Municípios, ou seja, é por essa via que uma pessoa comum pode processar o governo. Portanto, cabe a esses juizados apreciarem ações de fornecimento de medicamentos, disponibilidade de vagas em leitos de hospitais e UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), além de realização de exames e cirurgias.
Décimo passo
Procure a Defensoria Pública (FEDERAL)
Os defensores públicos são advogados que prestam serviços gratuitos de orientação jurídica e de defesa para quem não pode pagar um advogado. Via de regra, o defensor público atende pessoas que têm renda familiar de até três salários mínimos. É indicado para casos de urgência. Ao entrar em contato com um, mostre os mesmos documentos que foram entregues na unidade de saúde junto à cópia do protocolo. Ela é a prova de que houve a solicitação para contestar a negativa.
 

domingo, 11 de agosto de 2013

ATX-BA - Utilidade Pública - " Projeto Gestão Dá Vida "

"Melhora Brasil", vamos doar nossos pensamentos e ações para salvar e melhorar nosso país! Vamos mostrar que somos uma nação que se importa com todos, em todos os tempos. Podemos fazer mais, podemos fazer com menos, podemos fazer melhor!
 
A doação de órgãos é um símbolo da solidariedade do brasileiro e da esperança em uma vida melhor em um Brasil de Todos! Compartilhem esta ideia a: fazer melhor, fazer mais, fazer com menos! Em tudo, em todos os tempos
 
Foto: "Melhora Brasil", vamos doar nossos pensamentos e ações para salvar e melhorar nosso país! Vamos mostrar que somos uma nação que se importa com todos, em todos os tempos. Podemos fazer mais, podemos fazer com menos, podemos fazer melhor! A doação de órgãos é um símbolo da solidariedade do brasileiro e da esperança em uma vida melhor em um Brasil de Todos! Compartilhem esta idéia: fazer melhor, fazer mais, fazer com menos! Em tudo, em todos os tempos!
https://www.facebook.com/gestaodavida?fref=ts

Sobre

O Projeto Gestão Dá Vida visa a aumentar o número de pessoas beneficiadas pelo transplante de órgãos e tecidos.
Descrição
O Projeto Gestão Dá Vida tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos para transplante, aumentando, assim, a parcela de beneficiados por essa ação de solidariedade. Seja você também um doador! Permita que sua família saiba dessa vontade de salvar vidas, pois é ela que vai decidir se você será um herói!
Informação Geral
Conheçam mais o projeto Gestão Dá Vida. http://www.slideshare.net/rafaelpaim/gestao-da-vida
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ATX-BA - UTILIDADE PÚBLICA -Em um ano, 135 mil brasileiros tornaram-se doadores de órgãos

Em um ano, 135 mil brasileiros tornaram-se doadores de órgãos
 
Para ser doador, basta informar à família o desejo, sem a necessidade de deixar documento escrito
 
 
Campanha realizada pela rede social Facebook, como resultado de uma parceria firmada com o Ministério da Saúde, foi responsável por transformar brasileiros em novos doadores de órgãos. Em um ano, 135 mil usuários da rede expressaram intenção aos amigos virtuais.
De acordo com o ministério, que divulgou o balanço, a ideia é que as pessoas divulguem a real vontade de ser um doador de órgão, pois a rede social é um espaço público e a informação fica disponível na linha do tempo do usuário do Facebook. Segundo o governo, a campanha vai continuar por tempo indeterminado. Em 2012, 24 mil cirurgias de transplante de órgãos foram feitas no Brasil, sendo 95% delas no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma das metas do ministério é aumentar o número de doadores e cirurgias.
Segundo Ilídio Antunes de Oliveira Júnior, coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, no Hospital de Clínicas da UFTM, destaca que o trabalho de busca ativa pelos óbitos que ocorrem 24h no hospital é constante a fim de aumentar a possibilidade de transplantes aos que aguardam por um órgão na fila. Isto porque um caso de morte cerebral constatada a tempo pode salvar no mínimo seis vidas.
O Hospital de Clínicas registra, em média, cerca de 80 óbitos por mês, o que representa aproximadamente mil óbitos por ano, dos quais 70% são notificados pela busca ativa. No entanto, o coordenador ressalta que o hospital não dispõe de equipe suficiente para entrevistar as cerca de 60 famílias sobre a vontade ou não de permitir a doação de órgãos e para avaliar todos os pacientes.
Isto porque pacientes com infecção generalizada, Aids, Hepatites B e C, tuberculose ativa, entre outros fatores que impedem a doação. “A questão é a seguinte, precisamos formar a consciência coletiva, especialmente da família, para a doação de órgãos e tecidos, motivar a sociedade, para no momento da solicitação dizer sim à vida. Mas tudo vai depender daquilo que a equipe médica vai avaliar, porque por mais que nos esforcemos, a condição clínica do paciente não permite que ele doe órgãos”, frisa.

Atualmente, somente uma média de 32% dos familiares de pacientes com morte cerebral, entrevistadas para doação de órgãos e tecidos, permitem o procedimento, o que para o coordenador Ilídio Antunes, é um percentual baixo diante da necessidade. Por isso, o médico ressalta que o mais importante para quem deseja ser um doador de órgãos é manifestar à família o interesse pelo gesto, conscientizando-a para que seu desejo seja respeitado, já que para o hospital a vontade exprimida no documento de identidade, na carteira de motorista ou em documento registrado em cartório não tem validade.
O ideal é que, para ser doador, a pessoa informe à família o seu desejo, sem a necessidade de deixar documento escrito. Na linha do tempo no Facebook, o internauta deve clicar em Evento Cotidiano e selecionar a opção Saúde e Bem-estar, e clicar em Doador de órgãos. Ainda assim, a doação só poderá ocorrer após autorização da família.
 Fonte: JM ONLINE
http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SA%DADE,83997

terça-feira, 30 de julho de 2013

ATX-BA - PROJETO " ARTE PELA VIDA" - ECONOMIA SOLIDÁRIA

A Associação dos Pacientes Transplantados da Bahia preocupada com as despesas com remédios e a autoestima dos mesmos criou o projeto  "Arte pela Vida", visando estimular a criatividade, gerar renda e incluí-los no mercado de trabalho.
 
Outra vertente do projeto é a produção de bijuterias de artesanato mineral, com peças que também são feitas pelos artesãos transplantados sob a orientação da designer Ana Magalhães.
 
A ATX-BA atende cerca de 500 associados transplantados e suas famílias, além de defender os interesses dos 6.000 pacientes transplantados do Estado da Bahia.
 
O objetivo da associação é dar assistência e orientar os transplantados e seus familiares na reintegração na vida, bem como promover obras e atividades sociais e de serviços visando a proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas que passaram por um transplante.
 
Faça uma visita e aproveite para adquirir os produtos da ATX-BA que estão sendo comercializados na sede da entidade: Av. Sete de Setembro, 282 - 2ºandar - Ed. Brasilgás 
Centro Salvador/BA Tel.: (71) 3264-1334/9125-8581  e Centros Públicos de Economia
Solidária (CESOL).

                                       
CESOL Comércio - Rua Álvares Cabral, nº 16 prédio Oscar Cordeiro,  (antiga Junta Comercial da Bahia) – Comercio CEP - 40015 - 330 Salvador/BA Tel: (71) 3117-1589/1591    

 


                                                
CESOL Barra: localizado na Rua Afonso Celso, 277 -  Barra - Salvador/BA
                                             Tel: (71) 3023-2641
 

Ação pioneira em todo o Brasil no âmbito das ações de governos estaduais, a
criação dos Centros Públicos de Economia Solidária (CESOL) é o símbolo mais
 expressivo das iniciativas que vão desenhando uma política pública para a economia
solidária, articulando formação, incubação, crédito e apoio direto a empreendimentos.



 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

ATX-BA - APELO AO PAPA PELAS HEPATITES - GRUPO OTIMISMO - CARLOS VARALDO






Grupo Otimismo apela ao Papa pelas hepatites


   Um apelo inovador, dirigido ao Papa, acontece na sua visita ao Rio de Janeiro. Uma faixa de 12 metros colocada, estrategicamente, onde o Papa passará de papamóvel na quinta e sexta-feira, pede para que igreja se envolva na divulgação das hepatites e alerte a população mundial sobre a necessidade de realizar o teste de detecção.

Com os dizeres "Papa Francisco, Orai pelas Hepatites" e em menor tamanho "Alerta: São 550 milhões de infectados no mundo" tenta despertar a atenção, não somente do Papa, como também da multidão de 2 milhões de pessoas que comparecerão a Via-Sacra na Praia de Copacabana.

O Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite tenta desta forma alertar, para que os governos enfrentem de uma vez por todas o grave problema que representa a maior epidemia da historia de humanidade. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde são 550 milhões os infectados no mundo. Isso significa que 1 em cada 12 pessoas está infectada com a hepatite B ou C.

É alarmante que 90% dos infectados ainda não foram diagnosticados. Ignoram que estão infectados com um vírus traiçoeiro e silencioso e que sem apresentar sintomas destrói lentamente o fígado até chegar a cirrose e o câncer, quando muito provavelmente a morte prematura da pessoa poderá acontecer. Todas as pessoas deveriam realizar o teste de detecção das hepatites.

Uma carta ao Papa foi enviada solicitando esforços por parte da igreja para desencadear um movimento mundial para enfrentar, a que é considerada, a maior epidemia da historia da humanidade.

A faixa ficará durante toda a semana na fachada de um prédio localizado na Avenida Atlântica entre as Ruas Bolívar e Xavier de Silveira.

 
http://hepato.com/p_geral/125_port_geral.html



terça-feira, 9 de julho de 2013

ATX-BA - Informando - Tocedores do Bahia fazem campanha para chamar atenção para doação de órgãos.

Cidade

Torcedores aderem à doação de órgãos

Publicada em 08/07/2013 00:00:00
Foto: Divulgação
 
Inicialmente motivada pelo caso do garoto Caio, de 9 anos, de Feira Santana, que aguarda um transplante renal, membros da Embaixada Tricolor “Bora Bahêa, Minha Bênção” têm dado continuidade às ações de incentivo à doação de órgãos. Neste domingo (7), os torcedores estiveram na Arena Fonte Nova, durante a partida entre Bahia e Corinthians. As razões que fizeram os torcedores viajarem mais de 100 quilômetros de Feira de Santana até Salvador ultrapassam a vontade de torcer pelo time do coração, pois, além de representar a torcida em campo, os jogadores também abraçaram a causa.
 
A campanha é local, mas a intenção é aproveitar o momento e chamar a atenção para a demanda existente no estado e no País e, consequentemente, diminuir a angústia de pessoas que só dependem de um gesto simples para continuar a viver. Com o tema “Eu torço pela vida. Seja um doador de órgãos”, a campanha tem apoio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset), e da diretoria do Esporte Clube Bahia.
 
Ano passado, somente na Bahia, foram realizados 644 transplantes de órgãos. Um aumento superior a 50% no número de procedimentos em relação ao ano anterior (2011), quando foram feitas 427 cirurgias. Segundo o coordenador do COSET, Eraldo Moura, o incremento é consequência do avanço no número de doações de múltiplos órgãos no Estado - em 2011, foram 69 doações, enquanto no ano passado foram 77 - um aumento de 11,5%.
 
Para Moura, embora os números de doações e o de transplantes tenham crescido no ano passado, numa comparação ao ano anterior, o índice de negativa das famílias de potenciais doadores ainda é um grande entrave para reduzir as filas de pessoas à espera de um órgão. “Para se ter uma ideia”, pontua o médico, “em 2012 foram feitas 412 notificações de morte encefálica. Dessas, 251 evoluíram para a entrevista familiar, e somente 77 famílias autorizaram a doação”.
 
Iniciativas estaduais
 
Permanentemente, a Sesab realiza iniciativas com o intuito de incentivar a doação de órgãos na Bahia. As ações ganham reforço durante as festas populares, onde há uma concentração maior de pessoas. “Aproveitamos esses eventos para entregar folderes, entre outros materiais de divulgação sobre o transplante de órgãos. Também realizamos este trabalho durante a Stock Car e demais eventos esportivos”, explicou a técnica da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes, Margareth Mascarenhas.
 
Durante o Carnaval, por exemplo, mais de 40 trios elétricos foram adesivados e exibiram a frase “No bloco da Vida, o doador faz a alegria seguir”, além do telefone da campanha de doação de órgãos da Sesab, que é o 0800 284 0444. Já no São João, foi utilizado um forró composto por Del Feliz. A canção, disponível para download no site www.saude.ba.gov.br foi executada espontaneamente por emissoras de rádios da Bahia, além de ter sido interpretada pelo artista durante os festejos juninos.
FONTE: TRIBUNA DA BAHIA
 
 
 
 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

ATX-BA - Informando - No Brasil 106 mil pacientes fazem diálise no SUS

Transplante

52 mil doentes renais estão na fila para transplante

Hoje, no Brasil, cerca de 106 mil pacientes fazem diálise no Sistema único de Saúde (SUS) por causa de doenças renais. A estimativa é que aproximadamente 15 milhões de pessoas tenham esse tipo de doença no país.
 
Para discutir o Projeto de Lei nº 1178 de 2011, do deputado Jesus Rodrigue (PT-PI), a Comissão de Seguridade Social e Família fez, nesta terça-feira (25), uma audiência pública. O PL prevê o reconhecimento das pessoas com doenças renais crônicas como pessoas com deficiência para todos os fins de direito. O encontro também debateu a situação dos pacientes renais crônicos em todo o país. A audiência foi solicitada pelos deputados Carmen Zanotto (PPS-SC) e Geraldo Resende (PMDB-MS).  A Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) é presidida pelo deputado Dr. Rosinha (PT-PR).
Hoje, no Brasil, cerca de 106 mil pacientes fazem diálise no Sistema único de Saúde (SUS) por causa de doenças renais. A estimativa é que aproximadamente 15 milhões de pessoas tenham esse tipo de doença no país. Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, explica que a doença renal é caracterizada por lesão nos rins por mais de três meses provocada por doenças primárias no sistema renal, diabetes ou hipertensão arterial, por exemplo.  A doença tem estágios que vão de 1 a 5 e causa a perda progressiva da função dos rins. “É um problema de saúde pública e tem alta de hospitalização. Os principais fatores de risco são o diabetes, a hipertensão e o tabagismo. A prevenção evita a progressão da doença”, alerta Daniel. Ele também destaca que, só em São Paulo, 76 por cento dos pacientes que fazem diálise não sabiam que estavam doentes. Além disso, o especialista ressalta que faltam médicos nefrologistas. “O Brasil tem 5.500 municípios e somente 345 tem nefrologistas. A média nacional é de um nefrologista para 64 mil habitantes”, conclui.
Milhares na fila para transplante
Em 2012 foram feitos 5.300 transplantes de rins no Brasil, mesmo assim 32 mil pacientes aguardam na fila para fazer a mesma cirurgia. O governo federal inclui as doenças renais no chamado Plano de Enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis, que prevê uma rede de atenção. Mas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, ainda não saiu do papel por falta de financiamento. O projeto prevê, por exemplo, que na fase inicial da doença os paciente sejam atendidos pelo Programa Saúde da Família (PSF), além da capacitação de equipes.
Já Renato Jesus Padilha, representante da Associação Pró-Renais Crônicos do Brasil afirma que o Projeto de Lei nº 1178 tem que ser aprovado o mais breve possível. “Temos uma demanda reprimida para atendimento de doentes renais, alguns estados ainda não fazem transplantes, pacientes com problemas de visão não têm transporte para as clínicas e se arrastam pelas ruas. O Ministério da saúde tem que apresentar um plano de ação. E quando um doente procura a prefeitura, ela empurra para o estado, que diz que a responsabilidade pelo atendimento é do município”, exemplifica.
Também participaram da audiência pública Paulo Luconi, diretor técnico da Associação Brasileira dos Centros de Diálises e Transplantes e Janilton Fernandes Lima,  do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência da Presidência da República
A deputada Carmen Zanotto, relatora do projeto, afirma que a audiência pública possibilitou a construção de um parecer favorável para o PL. “Vamos continuar na luta por uma sistema único de saúde melhor para todos os usuários”, destaca a deputada.
Fonte: Agência Câmara de Notícias – 28/06/2013

 http://www.abcdt.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2359:52-mil-doentes-renais-estao-na-fila-para-transplante&catid=57:abcdt-news&Itemid=106

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ATX-BA - INFORMANDO: ESTADO DO CEARÁ É REFERÊNCIA EM TODO BRASIL NA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Transplantes de medula óssea aumentam 80 %

26.06.2013
    
Neste ano, nove pessoas receberam novo rim/pâncreas, quantidade superior ao dobro do ano anterior

O Estado do Ceará se mantém como referência em todo o Brasil no número de doações de órgãos. A prova disso é que, entre os meses de janeiro e junho deste ano, os transplantes de medula óssea tiveram um crescimento de 80%, se comparado a igual período do ano anterior. Enquanto em 2012, dez procedimentos foram realizados no período, houve efetivação de 18 até o último dia 21 de junho deste ano. Os dados são da Central de Transplantes do Estado.

Os números mostram, também, resultados positivos nos transplantes de rim/pâncreas. De janeiro a 21 de junho, foram realizados nove procedimentos no total, quantidade superior ao dobro do ano anterior, quando apenas quatro foram efetivados.

A coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Eliana Barbosa, ressalta, ainda, que o Ceará se mantém em primeiro lugar entre os estados brasileiros nos números de transplantes de fígado, conforme dados do primeiro trimestre da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). "Nós também somos o terceiro do País em número de doadores efetivos por milhão de habitantes", destaca.

Redução
Apesar das boas estatísticas, o Ceará registrou queda de doações. O número de transplantes de coração realizados neste ano teve uma redução de 32%, se comparado a igual período do ano passado. Enquanto em 2012, foram realizados 17 procedimentos entre os meses de janeiro e junho, no ano de 2013, até o último dia 21 deste mês, apenas 11 pacientes receberam um novo órgão. Atualmente, um total de 15 pessoas aguardam na fila de espera.

Outra redução ocorreu no número de córneas transplantadas. De janeiro a junho de 2012, 346 pessoas receberam o novo tecido, enquanto neste ano, apenas 234 procedimentos foram realizados, o que representa uma queda de 35%. Eliana Barbosa explica que existe um período de oscilações durante o ano, não ocorrendo com clareza um fator específico para essas variações. No entanto, esclarece que no caso do coração, o aproveitamento é bem menor em relação a outros órgãos, em torno de apenas 40%. "No caso do fígado, o aproveitamento é de 90% a 94%. Infelizmente, junto com o pulmão, o coração é o órgão mais afetado em caso de morte encefálica. São os primeiros a sofrerem dado esse diagnóstico", destaca a coordenadora.

Coração

Sobre as equipes especializadas em transplantes cardíacos, a coordenadora afirma existir apenas uma no Estado, no Hospital de Messejana, no entanto, composta por uma equipe multidisciplinar, com diversos profissionais, e suficiente para atender à demanda de procedimentos no Ceará. "A unidade é referência nacional, inclusive recebe pacientes de fora do País".
Atuação visa reduzir taxa de negativa familiar
Uma das principais causas da não efetivação de uma doação de órgão, diz a coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Eliana Barbosa, é a taxa de negativa familiar, que se encontra em torno de 40%, quando o esperado é de apenas 15%.
Visando reduzir essa taxa, a coordenadora destaca o trabalho constante por meio de campanhas de conscientização, não apenas para a sociedade mas, também, através das associações dos pacientes transplantados, para que todo mês realizem ações em prol da doação. "Além disso, os meios de comunicação têm contribuído bastante para o aumento no número de transplantes, pois sempre levam mensagens positivas e conseguem atingir uma massa grande da nossa sociedade".

Para alcançar aproveitamentos maiores nas doações, acrescenta, a Central de Transplantes do Estado trabalha no sentido de melhorar a manutenção dos potenciais doadores. "Estamos nos reunindo, conversando e capacitando os profissionais de saúde que cuidam desses doadores para que se obtenha um diagnóstico mais precoce e, com isso, a gente aperfeiçoa a manutenção e consegue aproveitar melhor o coração e o pulmão, que são os que mais sofrem de imediato", acrescentou.
Doe de Coração
Para contribuir com o aumento de doadores, a campanha Doe de Coração, da Fundação Edson Queiroz, com apoio do Sistema Verdes Mares e parceria da Universidade de Fortaleza (Unifor), atua desde 2003 no sentido de promover a conscientização voluntária da doação de órgãos no Ceará. No ano de 2008, o movimento foi reconhecido nacionalmente pela ABTO, recebendo o Prêmio Amigo do Doador concedido à Fundação Edson Queiroz.

RENATO BEZERRA
REPÓRTER
FONTE: CIDADE - DIÁRIO DO NORDESTE

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ATX-BA - INFOMANDO: ENTREVISTA DE ONGs QUE QUEREM MAIOR DIVULGAÇÃO SOBRE PREVENÇÃO E CUIDADOS DA HEPATITE C

ONGs querem maior divulgação sobre prevenção e cuidados da hepatite C

                                                                                                                                                                                          
Segundo especialistas, 90% das pessoas que têm o vírus não sabem de seu estado real; Fundo Mundial da Hepatite foi lançado em cerimônia em Nova York.
Francisco Martucci, presidente da ONG C Tem Que Saber C Tem Que Curar. Foto: ONU.
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
Várias organizações não-governamentais do Brasil querem promover maior divulgação sobre a hepatite C, uma doença que não apresenta sintomas, mas que mata 12 pessoas por dia no país.
A informação foi dada por Francisco Martucci, presidente da ONG "C" Tem Que Saber "C" Tem Que Curar, em entrevista à Rádio ONU.
Informação
Carlos Varaldo, presidente da ONG Grupo Otimismo do Rio de Janeiro e Humberto Silva, presidente da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatites também participaram da conversa.
Varaldo falou sobre a importância da informação e da conscientização sobre a doença.
"Nós temos um grande problema no Brasil e no mundo, 90% dos infectados não sabem que tem hepatite. Para conseguir a cura, é necessário o diagnóstico. Então, a campanha que se faz dentro dos estádios é, basicamente, para alertar a população na próxima consulta médica, solicitar o teste de hepatite. Porque o hemograma não mostra se você tem hepatite. A hepatite C não tem sintomas."
Campanha
Segundo Varaldo, os Estados Unidos já despertaram para o problema. O Centro americano para o Controle de Doenças,
Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo do Rio de Janeiro. Foto:ONU
CDC, iniciou campanha de alerta para identificar 800 mil pessoas infectadas com o vírus do tipo C até o fim de 2014.
Ele afirmou que um em cada quatro doentes vai desenvolver cirrose e câncer. Eles morrem, geralmente, aos 57 anos.
Testes
Chico Martucci comentou a campanha da sua ONG para testar os funcionários da construção civil brasileiros que trabalharam nas obras dos 12 estádios que servirão de sede para a Copa do Mundo de 2014.
"Testamos os funcionários com mais de 40 anos, com o objetivo de medir a prevalência dessa assassina e silenciosa doença chamada hepatite C, na população da construção civil. Foram feitos 17 mil testes com uma prevalência de 1,35%, 230 pessoas tiveram seus casos alterados, não sabiam que tinham a hepatite C. A detecção tardia é o que causa muitos óbitos por dia, no Brasil e no mundo.
Francisco Martucci lembrou ainda que os testes continuam sendo feitos agora durante a Copa das Confederações. A ONG está realizando exames em 3 mil voluntários de seis estádios que sediam os jogos até o dia 30 deste mês.
Martucci afirmou que esses testes vão continuar até a Copa do Mundo do ano que vem.
Visão
Humberto Silva, presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatites. Foto: ONU.
Humberto Silva disse à Rádio ONU que o Fundo Mundial da Hepatite, lançado aqui em Nova York, vai olhar o lado da pessoa que tem a doença.
"Esse é um fundo que expressa a visão do paciente. A hepatite C é uma doença sui generis, ela é diferente de qualquer outra que se manifeste por aí, justamente porque ela não se manifesta. E quando a pessoa recebe o primeiro anúncio da doença, ela já está totalmente agredida no seu fígado, por ela. Então, essa é justamente a preocupação e a missão do Fundo Mundial da hepatite, fazer pelo lado do paciente."
Silva afirmou que a hepatite C está caminhando para alcançar 100% de tratamento com bons resultados dos pacientes. O problema é como tratar dessas pessoas que nem sabem que têm a doença.
Segundo os representantes das Ongs, é necessário que os países adotem a hepatite C como uma ação estratégica de governo.